Navegando por Assunto "Socio-spatial segregation"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A cidade desigual e a segregação planejada: o caso dos reassentamentos urbanos coletivos em Altamira(Universidade Federal do Pará, 2022-08-26) SOARES, Darismar Silva; MIRANDA NETO, José Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/3367795786739987Esta pesquisa analisou o processo de remoção das comunidades carentes de Altamira que viviam nas áreas de várzeas dos igarapés Altamira, Ambé e Panelas, para os Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) nas áreas periféricas. O estudo se dá a partir da instalação da hidrelétrica de Belo Monte em Altamira e a reurbanização das áreas centrais, que, entre outros fatores culminou no afastamento de milhares de famílias, mudando toda dinâmica de suas vidas. Nosso objetivo principal é demonstrar que o processo de remoções planejadas dos moradores dos baixões se constitui como segregação socioespacial. Desta forma, apresentaram-se elementos que comprovaram a ideia levantada. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa onde se buscou, através das entrevistas semiestruturadas com moradores, identificar elementos que comprovem a segregação socioespacial. Os resultados deste estudo demonstraram que os moradores estão insatisfeitos com a mudança das suas moradias principalmente pelo fator mobilidade e que o distanciamento das áreas centrais acarretou outros problemas como desemprego, aumento da pobreza, violência, baixa qualidade de educação, agravamento na saúde, isolamento social, perda dos laços afetivos com vizinhos e familiares, perda da identidade com o rio entre outros agravantes de cunho social e psicológico. Assim, esta pesquisa comprova a tese inicial.Tese Acesso aberto (Open Access) Geograficidade e espacialidades urbanas na Amazônia: o caso das juventudes reassentadas em Altamira-PA com a construção da UHE Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2024-03-27) CONCEIÇÃO, Ronicleici Santos da; OLIVEIRA, Assis da Costa; http://lattes.cnpq.br/1543002680290808; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-3207-7400; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Analisa-se com esta tese as espacialidades urbanas das juventudes reassentadas, afetadas pelo deslocamento compulsório causado pela Usina Hidrelétrica Belo Monte, na Região de Integração do Xingu, Pará, Amazônia a partir de 2011. Revela-se neste estudo a complexidade das mudanças e dos desafios enfrentados pelos jovens e oferece insights, caso outros projetos parecidos sejam projetados para e na região. O deslocamento compulsório resultou na ruptura de laços materiais e imateriais com seus antigos territórios, levando à reconfiguração das dinâmicas espaciais. No entanto, esses grupos têm demonstrado resiliência, construindo múltiplas identidades e subjetividades contornando as desigualdades socioespaciais. Embora os reassentamentos ofereçam instalações físicas melhores que as palafitas, a segregação socioespacial persiste, e os jovens continuam enfrentando uma nuance dessas desigualdades seu cotidiano. Logo, destaca-se a importância de se considerar não apenas a infraestrutura física do contexto habitacional, mas também as dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais – na concepção de projetos dessa natureza. Um aspecto crítico é a necessidade de considerar as múltiplas temporalidades envolvidas nesses processos, reconhecendo que cada reassentado possui trajetória e experiências únicas para e com o espaço geografico. Aponta-se, então, para a importância de uma abordagem holística e interdisciplinar na análise dos impactos dos grandes projetos na região, com foco no bemestar das comunidades locais, especialmente das juventudes que enfrentam desafios reais e significativos na (re)construção de suas espacialidades urbanas. O estudo revela diversos aspectos das juventudes nos Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) Jatobá e Laranjeiras, destacando que criar novas espacialidades requer tempo, por meio do espaço que condiciona as relações das juventudes, assim como as relações socioespaciais modam o espaço, tais como a ruptura da fronteira entre RUC e os espaços publicos da cidade, das quais nova e velhas relaçoes estão sendo (re)construídas, tais como, interações com o mercado de trabalho, uso dos espaços publicos, praticas de recreações com o rio Xingu, inseção em movimentos sociais, inserção na criminalização, bem como, a perpetuação deviolações aos direitos humanos.Tese Acesso aberto (Open Access) Produção habitacional no contexto da financeirização urbana: impactos no déficit habitacional e nas dinâmicas socioespaciais no território de Macapá/AP(Universidade Federal do Pará, 2025-08-20) SANTOS, NAIARA VIDEIRA DOS; MOURA, EDILA ARNAUD FERREIRA; http://lattes.cnpq.br/2154370107837866; https://orcid.org/0000-0003-0093-8464; CASTRO, CARLOS POTIARA RAMOS DE; PEIXOTO, RODRIGO CORREA DINIZ; LIMA, JOSÉ JÚLIO FERREIRA; RODRIGUES, JOVENILDO CARDOSO; http://lattes.cnpq.br/3132802376511499; http://lattes.cnpq.br/9872938064820413; http://lattes.cnpq.br/5176390429456548; http://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-0493-6397; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-5431-3529; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168Esta tese tem objetivo analisar o processo de inserção da cidade de Macapá, capital do estado do Amapá (AP), em contextos de financeirização urbana, com ênfase nas implicações desse fenômeno na formulação e na implementação da política habitacional entre os anos de 2009 e 2020, avaliando seus impactos socioambientais e sua efetividade na redução do déficit habitacional, com foco no PMCMV do Governo Federal. Desse modo, apresentou-se os seguintes questionamentos: De que forma a financeirização da habitação, através do PMCMV, desenvolveu-se na cidade de Macapá/AP entre os anos de 2009 a 2020? Quais são os impactos socioambientais desse processo? A política habitacional implementada tem impactado na redução do déficit habitacional na cidade de Macapá? De que maneira o agente estatal tem atuado na formulação e na execução da política habitacional em Macapá/AP e em que medida sua atuação revela limites e contradições no enfrentamento da desigualdade habitacional em um contexto urbano periférico marcado pela financeirização e pela exclusão socioespacial? A metodologia adotada foi a qualitativa, envolvendo levantamento bibliográfico, análise documental de planos e relatórios oficiais e pesquisa de campo realizada entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, com aplicação das técnicas de observação direta e entrevistas semiestruturadas com gestores e técnicos municipais e estaduais. Os resultados indicaram que a financeirização se apresenta em Macapá a partir da presença de atores como construtoras e instituições financeiras na implementação do PMCMV, bem como evidencia-se expansão urbana sobre áreas vulneráveis e intensificação da segregação socioespacial sem reduzir significativamente o déficit habitacional na cidade de Macapá.
