Navegando por Assunto "Sociobiodiversidade"
Agora exibindo 1 - 5 de 5
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Bicho, cura e magia! Práticas culturais e conhecimentos tradicionais na reserva extrativista Mapuá (Ilha do Marajó, Pará): uma perspectiva etnozoológica(Universidade Federal do Pará, 2018-05-04) JACINTO, Felipe Oliveira; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262Esta dissertação apresenta um estudo de cunho etnográfico sobre o conjunto de saberes e práticas culturais dos agroextrativistas da Reserva Extrativista Mapuá, na Ilha do Marajó, estado do Pará, Brasil. O objetivo principal foi descrever e analisar os saberes acerca da medicina tradicional, com foco para os usos destinados aos recursos faunísticos locais. Observação participante e entrevistas semiestruturadas foram os principais métodos utilizados. A pesquisa documentou o uso medicinal de 59 espécies de animais, bem como de categorias distintas de atribuição da fauna medicinal, como os remédios para os males físicos, os remédios para os males espirituais e os remédios de caçador. Também discutiu-se as atribuições simbólicas da fauna, que demonstram uma cosmovisão tipicamente amazônica que figura indistintamente entre os domínios natural e cultural. Os resultados apresentam mais do que listas de ‘bichos’ e seus respectivos usos na cura local, mas um rico patrimônio biocultural que envolve a vida social, o mundo natural e a vida cosmológica regidos pelas mesmas categorias. Este empreendimento ressalta a importância de documentar os saberes dos povos da floresta a partir das estratégias de resolução de problemas de saúde com base no acesso aos animais úteis aos seres humanos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Entrelaçando saberes: alimentação e cultura na Comunidade Tradicional de Achuí - Santa Helena (MA)(Universidade Federal do Pará, 2024-07-17) SOARES, Maria de Lourdes Araújo; CUNHA, Janice Muriel Fernandes Lima da; http://lattes.cnpq.br/4027012189701116A literatura sugere que preferências e aversões alimentares persistem geracionalmente e contribuem para a identidade, resiliência e defesa de seus corpos e territórios tradicionais. No entanto, muitos aspectos do uso da fauna cinegética e como fonte de proteína na alimentação carecem de levantamentos básicos, em especial de pesquisas realizadas de forma participativa e com protagonismos de membros da própria comunidade. Este trabalho teve por objetivo investigar a diversidade de hábitos alimentares e o uso de pescados e caças no contexto da sociobiodiversidade da Comunidade Quilombola do Achuí, situada no município de Santa Helena, região da Amazônia Costeira Maranhense. Foram utilizadas as metodologias da Etnobiologia por meio de pesquisa participativa, com entrevistas dialogadas e abertas. O estudo evidenciou que a comunidade mantém o uso da diversidade de espécies da fauna local, com importância para alimentação, garantia da saúde, prevenção de doenças, bem relevante sobre diversos aspectos socioculturais. A comunidade atua na coleta e manejo de fruteiras, sementes, pesca e caça constituindo um sistema socioecológico que se entrelaça com a identidade e diversidade da Comunidade Quilombola Achuí. Desta forma, recomenda-se o monitoramento dos impactos antrópicos históricos na região somados as alterações climática atuais acerca das condições para reprodução física e simbólica da Comunidade Quilombola Achuí, no estado do Maranhão.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Governança da política de desenvolvimento territorial no Rio Grande do Sul: dinâmicas no contexto socioambiental dos territórios rurais litoral e campos de cima da serra(Universidade Federal do Pará, 2019-06) MELLO, Ricardo Silva Pereira; ROCHA, Gabriela Coelho de Souza; RAMOS, Jenifer Dias; TEIXEIRA, Andressa Ramos; ROCHA, Brizabel Müller da; SCHREIBER, Natany MeregalliEm 2017, vivenciou-se uma drástica mudança no cenário político brasileiro. Foi nesse período que o Programa de Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais (PRONAT), implementado desde 2004, foi encerrado, findando um ciclo da política pública de desenvolvimento territorial brasileiro. Nesse contexto, objetivou-se analisar a governança da política territorial no Rio Grande do Sul, destacando sua dinâmica, analisada a partir do cenário socioambiental dos territórios Litoral e Campos de Cima da Serra. O estado é o segundo com o maior número de territórios, abrangendo cerca de 85% de sua área. Dentre as estruturas de governança, destacam-se o Comitê Articulador Estadual e a Rede Estadual de NEDETs. Do total de 18 territórios rurais, 11 foram reconhecidos em 2013. Essa condição fez com que o estado acumulasse uma experiência de gestão na política territorial bastante diversificada, com ênfase na organização cooperativa do sistema de abastecimento de mercados institucionais e na inclusão da sociobiodiversidade.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Interações rural-urbano: a sociobiodiversidade e o trabalho em portos, feiras e mercados de Belém, Pará(2013-06) SILVA, Iraneide Souza; CASTRO, Edna Maria Ramos deMuitas espécies que representam a sociobiodiversidade amazônica, além de seu papel ecológico, exercem também impacto na economia através de seus variados usos – alimentar, terapêutico, artesanal, ornamental – e refletem o potencial produtivo das ilhas do município de Belém e de outras partes do estado do Pará. A valorização desses produtos propulsiona as atividades nas feiras, portos e mercados pesquisados – o Complexo do Ver-o-Peso, Porto do Açaí, Porto da Palha, Complexo de Abastecimento do Jurunas e Feira da Orla de Icoarací – e garante a reprodução de grupos sociais rurais e trabalhadores informais urbanos, os quais se agregam em mais de mil indivíduos diretamente envolvidos em sua comercialização, organizados de maneira individual ou familiar, e na grande maioria recebendo uma renda mensal de um a três salários mínimos. É imprescindível considerar os portos da orla fluvial de Belém como locais de interação entre o rural e o urbano, de modo a permitir uma análise crítica das formas de apropriação da cidade, da produção e reprodução social do trabalho, dos atores envolvidos e dos benefícios da sociobiodiversidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mulheres indígenas em rede: sociobiodiversidade do local para o global?(Universidade Federal do Pará, 2023-06-28) BATISTA, Mariluz Coelho; GONÇALVES, Marcela Vecchione; http://lattes.cnpq.br/9274854854102856A atuação dos povos originários no ciberespaço cresceu a partir do ano de 2020, mais intensamente na pandemia Covid-19. Nesse sentido, as mulheres indígenas assumiram o protagonismo nas redes virtuais em defesa dos direitos dos povos originários. A pesquisa buscou entender se essa apropriação da tecnologia e do ciberespaço pelos povos indígenas é um caminho para a proteção do patrimônio material e imaterial da Amazônia, desde o destacado papel das mulheres indígenas. Analisou-se, assim, a presença dessas mulheres atuando em rede, por meio de uma possível política de lugar, do Local para o Global, entre maio de 2020 e janeiro de 2022. Foi utilizado um conjunto metodológico qualitativo, incluindo pesquisa bibliográfica integrativa, documental exploratória, além de observações com abordagens etnográficas multissituadas na rede twitter. Desde os seus resultados, a pesquisa pretende contribuir para a construção de políticas públicas no campo da proteção da sociobiodiversidade amazônica, tendo os povos indígenas, particularmente as mulheres originárias, como protagonistas em redes virtuais. Busca-se, assim, identificar ações por meio da apresentação política desses sujeitos nas redes para a proteção do bioma amazônico e do patrimônio imaterial e material dos povos indígenas, com fins de mitigação dos riscos climáticos e conservação da sociobiodiversidade.
