Navegando por Assunto "Sociolinguística"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O abaixamento das médias pretônicas no português falado em Aurora do Pará – PA: uma análise variacionista(Universidade Federal do Pará, 2013-08-19) FERREIRA, Jany Éric Queirós; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577A presente pesquisa teve como objeto de estudo a investigação do abaixamento das médias pretônicas na variedade do português falado em Aurora do Pará (PA). Pautou-se nos pressupostos da sociolinguística quantitativa de Labov (1972), suporte necessário para investigar e sistematizar a variação de uma comunidade linguística. Além destes, foram utilizados alguns procedimentos metodológicos adotados por Bortoni-Ricardo (1985) para as análises de redes sociais, importantes para o estudo de dialetos em comunidades de migração, como é o caso de Aurora do Pará, localizada na Mesorregião do Nordeste Paraense e que apresenta como particularidade o fato de ter recebido intenso fluxo migratório nas décadas de 60,70 e 80 do século passado. O corpus foi formado a partir de gravações de entrevistas de 28 informantes, divididos em dois grupos: a) um grupo de ancoragem, com 19 informantes migrantes do Ceará (9 (nove) do sexo masculino e 10 (dez) do sexo feminino), distribuídos nas faixas etárias de 30 a 46 anos e de 50 anos acima; b) outro de controle, com 9 (nove) informantes (3 (três) do sexo masculino e 6 (seis) do sexo feminino), paraenses descendentes do grupo de ancoragem. Os dados do corpus submetidos às análises somaram 4.033 ocorrências das vogais-objeto, anterior (2.394) e posterior (1.639). Foram estabelecidas como variáveis extralinguísticas: sexo, grupo de amostra, tempo de residência, e localidade. Para variáveis linguísticas, foram consideradas: natureza da vogal tônica, vogal pre-pretônica quando for oral, vogal pré-pretônica quando for nasal, vogal contígua, distância relativa à sílaba tônica, atonicidade, natureza do sufixo, consoante do onset da sílaba da vogal-alvo, consoante do onset da sílaba da vogal seguinte e peso silábico. Após as análises estatísticas computadas pelo software Goldvarb, os resultados mostraram que no dialeto de Aurora do Pará/PA predominam as variantes de não abaixamento – [.i,e] .71 e [o,u] .74 em detrimento das do abaixamento [E] .28 e [O] .26. Para o abaixamento, as variáveis favorecedoras foram: (i) natureza da vogal tônica, (ii) Vogal pré-pretônica, quando for oral, (iii) Vogal contígua, (iv) Distância relativamente à Sílaba Tônica, (v) Atonicidade, (vi) Natureza do sufixo, (vii) Consoante do onset da sílaba da vogal-alvo, (viii) Consoante do onset da sílaba seguinte, (ix) Peso silábico em relação à sílaba vogal alvo, (x) Sexo, (xi) Faixa etária, (xii) Tempo de residência. Os resultados revelaram perda da marca dialetal dos migrantes cearenses por conta do contato dialetal com outros dialetos e evidenciaram que o abaixamento vocálico no dialeto em questão é motivado, sobretudo pelo processo de harmonia vocálica. Tais resultados são reflexos da rede social dos informantes a qual tem baixa densidade e é uniplex, caracterizando-os como mais propensos a mudanças culturais e inovações linguísticas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O abaixamento das vogais médias pretônicas em Belém/PA: um estudo variacionista sobre o dialeto do migrante maranhense frente ao dialeto falado em Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2015-02-23) FAGUNDES, Giselda da Rocha; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577O presente estudo teve como objetivo investigar o Abaixamento das vogais médias pretônicas na variedade do português falado em Belém (PA). Pautamos-nos nos pressupostos da sociolinguística quantitativa de Labov (1972), e utilizados alguns procedimentos metodológicos adotados por Bortoni-Ricardo (1985) para as análises de redes sociais, importantes para o estudo de dialetos em comunidades de migração, como é o caso de Belém, que recebeu intenso fluxo migratório nas décadas de 50 a 80 do século passado. Utilizamos também, para comparação, os resultados de Castro (2008), Souza (2010) e Ferreira (2013). O corpus foi formado a partir de gravações de entrevistas de 18 informantes, divididos em dois grupos: a) um grupo de ancoragem, com 12 (doze) informantes migrantes do estado do Maranhão (06 (seis) do sexo masculino e 06 (seis) do sexo feminino), com idade de 50 ou mais, e que residem em Belém há mais de vinte e cinco anos; b) outro de controle, com 06 (seis) informantes (03 (três) do sexo masculino e 03 (três) do sexo feminino), paraenses descendentes do grupo de ancoragem, com idade entre 20 e 30 anos, ou que migraram para Belém muito novos, com até três anos. Os dados do corpus submetidos às análises somaram 3.099 ocorrências das vogais-objeto, anterior (1.948) e posterior (1.151). Foram estabelecidas como variáveis extralinguísticas: sexo, grupo de amostra e escolaridade. Para variáveis linguísticas foram consideradas: altura da vogal tônica, grau de recuo da tônica, grau de nasalidade da tônica, posição da pretônica no vocábulo, vogal contígua, distância relativa à sílaba tônica, segmento precedente, segmento seguinte e tipo de rima. Após as análises estatísticas computadas pelo software Goldvarb X, os resultados mostraram que no dialeto de Belém/PA há uma predominância das variantes de manutenção – [e] 40,7% e [o] 43,5% em detrimento das do alteamento – [i] 23,9% e [u] 16,1%, e do abaixamento – [E] 35,5% e [O] 40,4%, contudo, por ser o abaixamento a variante mais produtiva no Maranhão, este foi o fenômeno analisado. As variáveis linguísticas que favoreceram o abaixamento das variantes estudadas foram: (i) altura da vogal tônica, (ii) grau de recuo da tônica, (iii) grau de nasalidade da tônica, (iv) vogal contígua, (v) distância relativa à sílaba tônica, (vi) segmento precedente, (vii) segmento seguinte e (viii) tipo de rima. Com relação às variáveis extralinguísticas (ix) o grupo de amostra favoreceu o abaixamento tanto de quanto de e a variável (x) sexo favoreceu apenas o abaixamento de . Os resultados revelaram manutenção da marca dialetal dos migrantes maranhenses mesmo em virtude do contato interdialetal com outro dialeto e evidenciaram que o abaixamento vocálico no dialeto em questão é motivado, sobretudo pelo processo de harmonia vocálica. Tais resultados são reflexos da rede social dos informantes, a qual tem alta densidade e cujo vernáculo é símbolo de identidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização acústica das vogais médias pretônicas do porguês falado em Barcarena/PA(Universidade Federal do Pará, 2015-02-27) SOUZA, Gisele Braga; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577O presente estudo visa caracterizar acusticamente o português falado na Amazônia Paraense, tendo como foco as vogais médias pretônicas da variedade linguística falada no município de Barcarena/PA. Esta pesquisa é vinculada ao projeto Norte Vogais, integrante do PROBRAVO, que tem como um de seus objetivos analisar acusticamente o sistema vocálico átono do Português Brasileiro (PB) falado no estado do Pará. O corpus total é composto por amostras de fala de 18 (dezoito) informantes nativos de Barcarena/PA, estratificados socialmente em sexo (masculino e feminino), faixa etária (15 a 25 anos; 26 a 45 anos e acima de 45 anos) e nível de escolaridade (fundamental, médio e superior). Ao todo, 818 realizações das vogais médias pretônicas orais foram analisadas, sendo 411 anteriores e 407 posteriores. Os dados foram obtidos a partir da leitura de um texto sobre futebol, por meio do qual os informantes selecionados produziram 53 vocábulos contendo as vogais médias em posição pretônica. No tratamento dos dados, foram tomadas medidas de F1 e F2 (Hz) das vogais alvo. Constatou-se, a partir da análise empreendida, que os falantes da variedade estudada dão preferência à manutenção das vogais médias, resultado que corrobora com a hipótese apresentada nos estudos variacionistas realizados pela equipe do projeto Norte Vogais. Além disso, verificou-se que, na fala feminina, em relação às anteriores, a variante alta ocupa quase o mesmo espaço acústico da variante média fechada e as duas mantém uma grande distância da variante média aberta. No caso das posteriores, as mesmas ocupam espaços acústicos bem diferenciados. Em contrapartida, na fala masculina, as variantes anteriores estão bem discriminadas e a variante alta e a média fechada posteriores estão muito próximas, distanciando-se significativamente na variante média aberta posterior. Uma tendência à centralização das vogais também foi observada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuições para o Atlas Prosódico Multimídia do Português do Norte do Brasil – AMPER-POR: variedade linguística do município de Abaetetuba (PA)(Universidade Federal do Pará, 2013-08-28) REMÉDIOS, Isabel Cristina Rocha dos; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577O objetivo principal dessa Dissertação de Mestrado é caracterizar a variação prosódica dialetal do português falado no município de Abaetetuba (PA). Todos os procedimentos metodológicos adotados, aqui, neste estudo, seguem as orientações estabelecidas pela equipe do Projeto AMPER, na condução do tratamento dos dados, para a confecção do Atlas Prosódico Multimídia das Línguas Românicas. As produções linguísticas dos falantes foram gravadas usando um único padrão, garantindo uma produção do sinal acústico de qualidade uniforme e uma boa representatividade da variedade dialetal. O corpus é constituído de 102 frases, SVC (sujeito + verbo + complemento) e suas expansões (sintagma adjetival e preposicionado), estruturadas com as mesmas restrições fonéticas e sintáticas. Cada uma das sentenças foi repetida seis vezes, por cada um dos quatro informantes, e o corpus total é composto por 612 frases. O pitch, para os informantes do sexo masculino, está entre 50 Hz e 250 Hz; e 110 Hz a 370 Hz para os informantes do sexo feminino. Foram utilizados três parâmetros acústicos controlados: a Frequência fundamental (F0), a Duração (ms) e a Intensidade (dB). O tratamento dos dados foi realizado por meio de sete etapas: 1) codificação das repetições, 2) isolamento de cada sentença em áudio individual; 3) segmentação fonética realizado no software PRAAT; 4) aplicação do PRAAT script; 5) seleção das três melhores repetições; 6) aplicação da interface MATLAB; e 7) utilização do EXCEL para gerar os gráficos para análise comparativa dos dados. Os resultados mostram que “as três maiores variações dos parâmetros acústicos controlados ocorrem preferencialmente na sílaba tônica da parte central do sintagma e/ou no sintagma final do enunciado” (CRUZ; BRITO, 2011).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição geo-sociolinguística do ditongo 'ej' no português falado no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2008-12-11) FARIAS, Maria Adelina Rodrigues de; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006Este trabalho tem por objetivo apresentar os resultados de um estudo sobre a simplificação do ditongo decrescente /ej/ no português falado no Estado do Pará, localizado ao Norte do Brasil, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolingüística Variacionista e da Geografia Linguística. Trata-se, portanto, de uma abordagem Geo-Sociolingüística, a qual relaciona fenômenos lingüísticos a comportamentos sociológicos e geográficos, que impõem e são impostos por normas específicas nas mais diversas manifestações da vida em sociedade. O corpus que se utilizou para a análise foi levantado a partir de questionários do Projeto Atlas Lingüístico do Brasil (ALiB), e está composto de entrevistas aplicadas a informantes previamente selecionados por meio de critérios também definidos a priori. Foram utilizados três questionários – QFF (Questionário Fonético-Fonológico), QSL (Questionário Semântico-Lexical) e QMS (Questionário Morfossintático) – além de perguntas sobre questões de pragmática, discurso semi-dirigido e texto reproduzido via leitura. Todo esse material foi elaborado pela equipe do projeto ALiB e aplicado por diretores científicos e suas respectivas equipes. Abrange a transcrição grafemática de todo o corpus e fonética do QSL e QFF, além da triagem dos itens lexicais continentes do ditongo supracitado que o corpus apresentou, para que estes pudessem ser submetidos à análise probabilística do programa computacional VARBRUL. Obtidos os resultados estatísticos, buscou-se interpretar os dados à luz das pesquisas já apresentadas sobre a variável no Brasil, além daquelas que serviram de base às problematizações acerca do fenômeno em língua portuguesa. Com base nessa interpretação, verificamos que, do ponto de vista lingüístico, o ditongo /ej/ apresenta restrições estruturais à sua realização plena; e que, do ponto de vista extralingüístico, há uma significativa distribuição dessas realizações no Estado ora pesquisado, que parece estar pautada em fatores dialetológicos, mas pouco relacionada a fatores sociais, exceto o fator escolaridade, que se mostrou relevante na aplicação da regra de monotongação ou na manutenção da semivogal do ditongo na fala do paraense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Esboço sociolinguístico sobre risco de perda e manutenção de línguas: o caso de cinco línguas indígenas brasileiras(Universidade Federal do Pará, 2013-02-28) FRANCO, Danielle Abreu; FERREIRA, Marília de Nazaré de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4291543797221091Este estudo apresenta as macrovariáveis que evidenciam a situação de ameaça e perda da vitalidade das línguas Anambé, Aikanã, Apurinã, Parkatêjê e Xipaya, frente ao domínio da língua portuguesa. Para realizar o presente estudo foram utilizados procedimentos metodológicos necessários para uma abordagem com enfoque teórico bibliográfico sobre as causas que motivam a mudança linguística, com base nas variáveis sociolinguísticas apresentadas por Edward (1992), Grenoble & Whaley (1998, 2000) e nos critérios que avaliam a vitalidade das línguas apontadas pela UNESCO (2003). A partir das informações coletadas nas entrevistas com pesquisadores das línguas selecionadas temos em vista: i) identificar quais macrovariáveis que atuam no processo de desvitalização das línguas selecionadas para este estudo; ii) classificar as línguas selecionadas quanto ao grau de vitalidade, considerando os critérios estabelecidos, em 2003, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO); e iii) delinear, com base nas respostas às entrevistas concedidas pelos pesquisadores, a situação sociolinguística de cada língua estudada. O exame das macrovariáveis (usos das línguas, escolarização e migração) identificadas em análise às línguas indígenas selecionadas apontou aspectos que dizem respeito à situação de perda linguística das mesmas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo comparativo das posposições no Timbira(Universidade Federal do Pará, 2020-08-24) AYAN, Sheyla da Conceição; FERREIRA, Marília de Nazaré de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4291543797221091; https://orcid.org/0000-0001-9995-1938O presente trabalho tem o objetivo de comparar semelhanças e diferenças na ocorrência das posposições no grupo das variantes dialetais Timbira: Parkatêjê, Canela Apãniekrá, Canela-Krahô e Pykobjê, sob uma visão tipológico-funcional. O complexo dialetal Timbira pertence à família Jê e ao tronco Macro-Jê. As posposições, de acordo com Genetti (2014), são partículas que ocorrem com um sintagma nominal e indicam a relação gramatical, semântica, espacial, temporal ou lógica do sintagma nominal com o outro elemento da cláusula. Os dados utilizados nesse estudo são oriundos de trabalhos descritivos já realizados nessas variantes dialetais, a saber: Ferreira (2003), Alves (2004), Popjes e Popjes (1986), Souza (1989), Miranda (2014), Amado (2004) e Silva (2011). Com base na comparação dos dados, notou-se uma grande semelhança na forma desses elementos, bem como nas funções exercidas por tais posposições. Entretanto, há também algumas diferenças muito relevantes entre elas, como a posposição ‘te’, por exemplo, que foi analisada ora como uma marca de ergatividade, ora como um elemento oblíquo, além da função de genitivo. Esta pesquisa está fundamentada nos postulados teóricos de Genetti (2014), Dixon (2010), Hagège, (2010), Blake (2004), Payne (1997), entre outros. A metodologia empregada neste trabalho consistiu em pesquisa bibliográfica na literatura especializada, comparação dos dados e análise de base tipológico-funcional dos mesmos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo geossociolinguístico da variação lexical na zona rural do estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-05-28) GUEDES, Regis José da Cunha; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006Este estudo tem por objetivo principal mapear uma parcela do corpus coletado por pesquisadores do projeto GeoLinTerm para a elaboração do Atlas Geossociolinguístico do Pará (ALIPA) no intento de projetar imagens prévias desse, no que se refere à variação lexical na zona rural do Estado. Para tanto, foram cartografados dados de doze municípios, sendo dois de cada uma das seis mesorregiões paraenses, quais sejam: Santarém e Oriximiná (Mesorregião do Baixo Amazonas); Anajás e Breves (Mesorregião do Marajó); Castanhal e Santo Antônio do Tauá (Mesorregião Metropolitana de Belém); Abaetetuba e Bragança (Mesorregião Nordeste); Altamira e Itaituba (Mesorregião Sudoeste); e Conceição do Araguaia e Redenção (Mesorregião Sudeste). Foram adotados os pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia e da Geografia Linguística, essas que, com o advento da Sociolinguística Labovina, passaram a controlar variantes sociais, como: sexo, idade, escolaridade dos informantes, além da variante geográfica tradicionalmente estudada, o que resultou no que se entende hoje por multidimensionalidade nos atlas linguísticos. Os dados foram selecionados, transcritos foneticamente, cartografados e discutidos. As análises foram realizadas no intuito de dar conta das dimensões diatópica, diagenérica e diageracional da variação ocorrida na fala dos informantes. Tratando as lexias cartografadas em cada carta lexical, foi realizado um levantamento do registro dessas lexias em dicionários de língua portuguesa e em outros estudos dialetológicos. Além disso, as variantes sociais são quantificadas em gráficos que demonstram as porcentagens de ocorrências das lexias mais recorrentes em cada carta. Como resultados obtivemos a produção de cinquenta cartas lexicais, dentre as quais, foram selecionadas as trinta mais produtivas do ponto de vista da variação lexical para serem apresentadas e discutidas neste trabalho. Observou-se que, em linhas gerais, se tomarmos o critério da predominância, os dados cartografados se organizam em agrupamentos lexicais de três tipos, formados a partir da distribuição geolinguística das lexias nos pontos de inquérito.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Expressões descritivas em Parkatêjê: aspectos semânticos e morfossintáticos(Universidade Federal do Pará, 2016-02-26) VALE, Rafaela Maciel do; FERREIRA, Marília de Nazaré de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4291543797221091Esta dissertação aprofunda o estudo sobre a classe dos descritivos em Parkatêjê e tem como objetivo principal o refinamento das evidências que confirmam o status verbal destes itens lexicais. O Parkatêjê é uma língua Timbira pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê; os falantes vivem em aldeias localizadas no município de Bom Jesus do Tocantins, às proximidades de Marabá, no Sudeste do Estado do Pará. Em Parkatêjê, os descritivos apresentam propriedades morfossintáticas semelhantes a nomes e a verbos e, semanticamente, expressam noções normalmente manifestas por adjetivos, em línguas que apresentam essa classe de palavras. Em virtude disso, partindo de uma perspectiva tipológico-funcional, apresenta-se inicialmente uma discussão, embasada em estudos como os de Givón (1984), Dixon (1982), Bhat (1994), Thompson (1988) e Schachter (1985), acerca dos nomes, adjetivos e verbos, considerando as mais diversas línguas naturais. Em seguida, aborda-se as principais características destas classes de palavras na língua Parkatêjê, com base em Araújo (1989) e Ferreira (2003). Além disso, expõe-se as hipóteses de classificação possíveis com relação aos descritivos, para, então, apresentar a proposta de análise da presente dissertação. Esta considera, principalmente, os aspectos morfossintáticos inerentes aos descritivos, tais como o conjunto de partículas de tempo, aspecto e modo com que podem ocorrer. Assim, o presente estudo mostra evidências quanto ao fato dos itens lexicais descritivos serem considerados verbos intransitivos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Haplologia no falar paraense(Universidade Federal do Pará, 2013-04-23) PAZ, Flávia Helena da Silva; OLIVEIRA, Marilucia Barros de; http://lattes.cnpq.br/9728768970430501O presente trabalho trata do fenômeno da Haplologia na fala espontânea de cidadãos paraenses. O estudo refere-se mais especificamente ao que chamamos de Haplologia entre frases. Avaliam-se os contextos de frases compostas apenas por /d/ - /d/, /t/ - /d/,/t/ - /t/ e /d/ - /t/, exemplificados respectivamente por: la(du) dʒi fora, per(tu) du, a gen(t∫i) t∫inha medu e tu(du) t∫inha. Os fatores avaliados dividem-se em dois grupos: linguísticos e extralinguísticos com o objetivo de mostrar os contextos favoráveis e desfavoráveis à aplicação do fenômeno em estudo. Os grupos de fatores linguísticos são: Relação entre palatalização e haplologia; Qualidade das vogais; Classe de palavra da sílaba elidida; Tonicidade das sílabas confinantes; e Estrutura silábica. No que se refere aos fatores extralinguísticos, analisamos: Sexo, Faixa etária e Escolaridade, seguindo a estratificação proposta no projeto Atlas Linguístico do Pará (ALIPA). Os dados analisados integram o corpus de duas cidades paraenses: Belém, a capital do Estado do Pará, e Itaituba, cidade paraense que fica a 891 km da capital mencionada. A coleta dos dados seguiu a orientação da Sociolinguística Variacionista. Os dados foram submetidos ao Programa de regra variável VARBRUL. Os resultados apontaram a haplologia como regra variável, entretanto, o fenômeno é pouco produtivo entre os informantes das duas cidades. Nos pressupostos da Sociolinguística Variacionista (Labov, 2008) a palatalização, o alteamento da vogal e a desconstrução do grupo consoantal podem ser considerados um processo de encaixamento, enquanto que, do ponto de vista fonético-fonológico, seriam considerados regras alimentadoras da haplologia (BISOL, 1996).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Hipo e hipersegmentação em textos de alunos do 6.º e 8.º anos: da análise dos problemas de escrita à proposta interventiva(Universidade Federal do Pará, 2016-04-04) SANTOS, Flávia Leite Gomes dos; LIMA, Alcides Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/2565242209879834A pesquisa objetiva descrever e analisar fatos de aquisição da escrita, especificamente, os que estão relacionados à junção e segmentação de palavras, na escrita de textos dos alunos de 6.º e 8.º anos e propor um caderno de atividades que contribuam para a redução dos problemas de escrita. O estudo baseia-se na análise de textos produzidos por 40 alunos, divididos em 20 alunos do 6.º e 20 alunos do 8.º anos, de uma escola pública presente em um remanescente de quilombo na comunidade de Juçatuba, localizada no município de São José de Ribamar, no Estado do Maranhão. Foram utilizadas como perspectivas teóricas textos de Bortoni- Ricardo (2004), Callou (1999), Mollica (1998), Mortatti (1994) e outros autores que discutem problemas de escrita e influências fonético-fonológicas em textos escritos. Considerou-se para seleção das produções escritas os gêneros: carta pessoal, relato de memória, ditado de palavras e expressões isoladas e descrição de imagens. A coleta de textos correspondeu ao quantitativo de 160 textos. Os resultados mostraram que os desvios de ortografia cometidos pelos alunos, considerando os fatores sociais sexo (masculino/feminino) e série (6.º e 8.º anos) e variáveis linguísticas (gêneros textuais, classe gramatical e extensão da palavra) favoreceram o reconhecimento de problemas de escrita quanto às ocorrências de hipo e hipersegmentação, possivelmente, devido à incompreensão das convenções ortográficas. Verificou-se que os casos de junção ocorrem em maior quantidade que os de segmentação, contrariando a ideia de que ao término do ensino fundamental os alunos apresentam poucos problemas de escrita. Pôde-se também constatar que as junções são mais frequentes em gêneros específicos como: ditado de palavras e expressões isoladas, desfavorecendo, no entanto, a ideia da incidência de poucos “erros” ortográficos diante de maior monitoramento da fala sobre a escrita, vale observar a expressividade das ocorrências deste mesmo fenômeno na classe gramatical das locuções adverbiais, favorecendo a suposição de junções entre palavras. Quanto às segmentações, a frequência maior foi no gênero carta pessoal e classe gramatical dos nomes, considerando a extensão dos vocábulos, tal como houve a ocorrência de segmentações nos trissílabos. Por fim, a pesquisa mostrou ser relevante devido à complementariedade entre o conhecimento científico-acadêmico e às práticas pedagógicas em sala de aula, justificativas que possibilitaram a elaboração de uma proposta de intervenção na escola para amenizar as expressivas ocorrências dos fenômenos investigados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Jogos e diversões infantis: um estudo geossociolinguístico na Região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2015-08-17) FERREIRA, Josevaldo Alves; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006Esta dissertação tem como objetivo mapear e discutir a variação semântico lexical em seis estados da região norte do Brasil nas localidades pesquisadas pelo projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), para apontar áreas onde ocorrem itens lexicais comuns, comparar os resultados das cidades do interior dos estados pesquisados com as suas respectivas capitais, assim como o falar da região norte com a área do falar baiano resultado da tese de doutorado de Ribeiro (2012). Como aporte teórico e metodológico para a execução deste trabalho considerou-se a dialetologia pluridimensional, Thun (1998), além das contribuições feitas por pesquisadores da área da dialetologia como Cardoso (2010) e Razky (2013). A abordagem metodológica seguida foi a da geolinguística que permitiu que os resultados fossem apresentados por meio de cartas lexicais que mostram a variação geográfica dos itens pesquisados. Por se tratar de um trabalho pluridimensional, será observada, por meio de gráficos, além da variação diatópica, a variação no nível diastrático (faixa etária e sexo). Para a execução do trabalho foram utilizados os dados do projeto ALiB, coletados em vinte e três localidades distribuídas pelos estados do Pará, Amapá, Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins, entrevistando-se sujeitos de ambos os sexos, divididos em duas faixas etárias, dezoito a trinta anos, (primeira faixa etária) e cinquenta a sessenta e cinco anos de idade (segunda faixa etária). Para a obtenção dos dados foi aplicado o questionário semântico lexical do projeto ALiB, composto de 202 questões em 14 campos semânticos, dos quais se delimitou para esta pesquisa a área semântica Jogos e Diversões Infantis. Os resultados deste estudo demonstraram a ocorrência de pelo menos duas áreas geográficas que apresentam características lexicais comuns a cada uma em si, o nordeste e o sudeste da região norte. As capitais e as cidades interioranas apresentaram pouca diferença no campo lexical estudado. Como itens lexicais comuns à região norte que a diferenciam da área do falar baiano documentaram-se peteca, para designar bolinha de gude, baladeira, para estilingue, curica, para pipa sem vareta, só para citar alguns.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Linguagem e identidade: a construção discursiva das identidades sociais em interações com menores infratores(Universidade Federal do Pará, 2006-08-25) SILVA, Denilson de Souza; TOSCANO, Maria Eulália Sobral; http://lattes.cnpq.br/7725724776869425Este trabalho analisa a construção discursiva das identidades sociais em três interações com menores infratores sob o regime semiliberdade. O objetivo desta investigação é correlacionar língua e identidades. Para isto, o estudo começa por problematizar as idéias sobre o sujeito e sua identificação com diferentes centros sociais numa sociedade moderna e plural. Destaca, também, a influência das instituições na formação identitária do indivíduo, especialmente das instituições reguladoras para menores infratores e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Assim, relaciona o estigma, socialmente construído, às contingências identitárias com os quais os menores se deparam nas interações verbais. Deste modo, recorre a abordagens teóricas que consideram a língua em seu contexto social, como a Sociolingüística Interacional e as teorias da Enunciação, como também a outras áreas do conhecimento, como os Estudos Culturais e a Psicologia Social. É uma investigação de cunho interpretativista e etnográfico que analisa a construção das identidades sociais por meio de diferentes alinhamentos e enquadres no discurso, e estuda a relação do discurso dos adolescentes com os discursos que circulam na unidade onde estão e na sociedade. Para tanto, entrevistas com funcionários e pessoas que visitam o referido local foram realizadas, assim como notas de campo sobre a situação social dos participantes foram tomadas. O trabalho observa as identidades emergentes mais relevantes no discurso dos menores, tais como a identidade estigmatizada, a identidade religiosa, as familiares e a identidade da transformação, sempre formadas na sua necessária relação com o outro. A análise revela o conflito entre a identidade do infrator e as identidades, consideradas socialmente como normais, o que demonstra a complexidade das identidades sociais e suscita novas problematizações a serem consideradas em pesquisas futuras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Linguagens e aprendizagem da matemática na EJA: desafios, preconceito lingüístico e exclusão(Universidade Federal do Pará, 2010-03-31) MEDEIROS, Robson André Barata de; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da; http://lattes.cnpq.br/3588315106445865Esta dissertação teve o objetivo de verificar se os alunos da EJA consideram que o uso de uma variedade linguística pouco valorizada tem efeito sobre a aprendizagem da matemática e refletir sobre a importância do respeito à variedade linguística do aluno da EJA, que pode servir de meio para se chegar à variedade estabelecida no espaço escolar, assim como para a aquisição da linguagem matemática. A discriminação linguística que se tem dentro do contexto escolar pode distanciar ou até mesmo negar o acesso aos conhecimentos escolares pelo fato de se retirar as referências de mundo que o aluno possui. O aprendizado da matemática no meio escolar está distante das variedades existentes e principalmente daquelas oriundas dos meios mais carentes economicamente. Analisa-se a possibilidade de uma ponte entre os conhecimentos matemáticos populares e os escolares, a partir do respeito à variedade usada pelos educandos. A pesquisa foi realizada em uma escola pública com uma turma da terceira etapa da EJA. A análise permitiu constatar que muitos dos problemas encontrados no aprendizado da matemática estão relacionados com aspectos referentes à discriminação da variedade linguística e dos conhecimentos matemáticos das classes populares no meio escolar. Como se vive numa sociedade altamente tecnológica, que é formatada por modelos prescritos pela classe dominante, a partir da linguagem matemática, então esse conhecimento é imprescindível para a compreensão e para uma possível transformação social. Contudo, a escola segue comportamentos determinados, com o objetivo de reproduzir e manter tal mentalidade dominante ao negar o acesso à linguagem matemática. A pesquisa aponta para um caminho que prevê um ensino/aprendizagem da matemática que se emancipe desse ideal de sociedade, pois assim poderá contribuir para uma melhor educação aos alunos da EJA e para uma possível transformação social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Línguas em contato no Oiapoque: as comunidades indígenas karipuna(Universidade Federal do Pará, 2005) GUEDES, Waldenise Maria Martins; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006Esta pesquisa está direcionada à análise da situação sociolingüística de cinco aldeias nas Terras Indígenas Uaçá no município do Oiapoque no Estado do Amapá: Espírito Santo, Taminã, Cutiti, Santa Isabel e Txipidon. Nesse contexto duas línguas estão presentes, quais sejam, língua crioula e língua portuguesa. O objetivo deste trabalho está centrado no reconhecimento da real situação sociolingüística desse espaço de lingüístico-geográfico, vislumbrando a língua materna da etnia, as comunidades, a situação dos sujeitos bilíngües, os usos sociais das línguas e situação escolar em contexto bilíngüe. A análise é embasada na concepção de diglossia sem estabilidade e de bilingüismo como fenômeno não estável, situado, com definição de sujeito bilíngüe relacionado ao contexto em que as línguas se encontram. A situação escolar é vista tendo por base os planejamentos lingüísticos de Hamel. Os dados são analisados sob a ótica da metodologia descritivo-interpretativa, com dados quantitativos auxiliando na descrição qualitativa da pesquisa. Moradores das cinco aldeias e professores índios e não índios fazem parte do corpus da pesquisa. Os resultados confirmam a língua portuguesa como a mais representativa, no repertório verbal das aldeias Santa Isabel e Txipidon e a língua crioula como língua materna de Espírito Santo, Taminã e Cutiti, aldeias de uma etnia em comum, a Karipuna.. Essas comunidades estão em conflito diglóssico, com a língua portuguesa ocupando espaço da língua crioula em alguns domínios lingüísticos. Confirma-se o bilingüismo apresentado pelos falantes como relativo ao contexto, com graus diferenciados de bilinguidade em cada aldeia, considerando-se as quatro habilidades lingüística: compreender, falar, ler e escreve. Essa é a situação que deve ser considerada pela escola em seus planejamentos lingüísticos e não somente as diferentes línguas maternas das comunidades.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Marcação da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo em verbos regulares na fala de paraenses residentes em Belém(Universidade Federal do Pará, 2006-09-05) OLIVEIRA, Elienai Ferreira de; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577Dissertação Acesso aberto (Open Access) Terminologia da piscicultura(Universidade Federal do Pará, 2015-05-05) LISBOA, Josué Leonardo Santos de Souza; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006O presente trabalho consiste na elaboração do glossário da terminologia da piscicultura, ramo da aquicultura, de cultivo de peixes, nos municípios de Belém, Peixe-Boi, São Miguel do Guamá e Igarapé-Açu, no estado do Pará. O corpus denominado de PisciTerm é constituído de entrevistas com piscicultores, técnicos, engenheiros da pesca, professores especialistas, estudantes e trabalhadores braçais do dia a dia das fazendas, laboratórios e estações de piscicultura. Assim sendo, o objeto de estudo é o léxico especializado e as variantes terminológicas linguísticas e de registro pertencentes à piscicultura. Têm-se, como ferramenta de auxílio para o levantamento, a análise, a edição, a organização e a distribuição dos verbetes, os programas computacionais WordSmith Tools (versão 5.0) e Lexique Pro (versão 3.6). A pesquisa está ancorada nos procedimentos teórico-metodológicos da socioterminologia estabelecidos por Gaudin (1993) e Faulstich (1995, 2001, 2010). O objetivo é documentar a linguagem técnica e as variantes orais dessa área do conhecimento humano, em expansão no Pará, no Brasil e no mundo, de grande relevância ambiental, econômica, nutricional e social, tornando-se uma importante ferramenta tanto para os profissionais da área, quanto para os demais profissionais, e a para todos os interessados pela terminologia da piscicultura. O glossário da piscicultura é composto por 359 verbetes, dentro os quais 212 termos e 147 variantes, delimitadas em três campos semânticos: reprodução induzida, engorda e comercialização.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Variação das oclusivas alveolares no falar paraense(Universidade Federal do Pará, 2012-10-09) GODINHO, Cyntia de Sousa; OLIVEIRA, Marilucia Barros de; http://lattes.cnpq.br/9728768970430501O presente trabalho descreve e analisa a palatalização das oclusivas alveolares /t/ e /d/ seguidas de [i] no falar de 32 informantes paraenses, a partir de dados coletados pelo projeto ALiB – Atlas Linguístico do Brasil, Regional Norte, em oito cidades do Pará (Almeirim, Altamira, Belém, Bragança, Jacareacanga, Marabá, Óbidos e Soure). A análise dos dados foi fundamentada nos pressupostos teórico-metodológicos da Variação Linguística, de Labov (1972, 2008) e da sociolinguística quantitativa (GUY; ZILLES, 2007). Foram observados 1.539 contextos de /t/ e /d/ diante de [i], constantes dos questionários Fonético-Fonológico (QFF) e Semântico-Lexical (QSL), do ALiB, que, depois de codificados, foram submetidos a tratamento estatístico com o uso do programa de análise multivariada Goldvarb X, afim de determinar as variáveis linguísticas e extralinguísticas favorecedoras do processo. Os resultados demonstram que a palatalização das oclusivas alveolares é um fenômeno semicategórico no falar paraense, encontrando-se estável. A variável está ligada, principalmente, a fatores linguísticos e geográficos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A variação das vogais médias pretônicas no português falado na área urbana do município de Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2010-04-05) SOUSA, Josivane do Carmo Campos; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577O presente estudo, baseado na metodologia da Sociolinguistica Variacionista, tem como objetivo investigar a variação das vogais médias pretônicas /e/ e /o/ no português falado na área urbana da cidade de Belém (PA). A amostra constitui-se de 48 (quarenta e oito) entrevistas coletadas de informantes pertencentes a uma amostra estratificada em que se controlam as variáveis sociais, como faixa etária (15 a 25 anos, 26 a 45 anos e 46 anos em diante), sexo e grau de escolaridade (não-escolarizado, fundamental, médio e superior). Foram selecionadas as ocorrências de vogais pretônicas segundo os moldes silábicos V, VC (exceto travamento em /N/ e /S/), CV, CVC, CCV e CCVC. Na análise final, 1.434 dados foram submetidos ao programa Varbrul: 776 das variantes de /e/ e 658 das variantes de /o/. Para o objetivo do presente trabalho, a análise tomou como base 10 (dez) grupos de fatores lingüísticos e 03 (três) grupos de fatores sociais que possivelmente pudessem explicar a variação das vogais. Os resultados mostraram que no dialeto em questão predomina a manutenção das vogais médias pretônicas (.819), sendo esta favorecida por 06 (seis) grupos de fatores lingüísticos e 02 (dois) grupos de fatores sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A variação diatópica no dicionário escolar(Universidade Federal do Pará, 2015-05-26) CARDOSO, Brayna Conceição dos Santos; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006Este trabalho apresenta resultados de um estudo sobre a variação diatópica no dicionário escolar. Como pressupostos teóricos, buscamos aporte na Lexicologia, Lexicografia e Geografia Linguística. O objetivo principal da pesquisa é analisar a questão da presença da variação diatópica em seis dicionários escolares de Língua Portuguesa correspondentes aos acervos 3 e 4, avaliados na última edição do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD/2012). A opção na análise da variação diatópica no dicionário escolar deve-se ao fato de imprimir uma visão que leva em consideração aspectos linguísticos, sociais e políticos de uso da língua. Para tanto, fizemos uso dos seguintes métodos: levantamento das marcas de uso que indicam variação diatópica nos dicionários escolares selecionados, com intuito de realizar análises que tomam como base os aspectos megaestruturais, macroestrurais e microestruturais dos dicionários; elaboração de uma ficha de avaliação para registro de dados acerca do tratamento da variação diatópica em cada dicionário escolar analisado e aplicação de um questionário a alunos e professores de escolas públicas e particulares, objetivando verificar atitudes quanto ao uso do dicionário escolar. A análise dos dados nos leva a concluir que a variação diatópica no dicionário escolar necessita de estudos que aproveitem os métodos da Geografia Linguística, visando a proporcionar maior fiabilidade às marcas de uso que os dicionários veiculam; construir um dicionário escolar baseado em usos; capacitar alunos e professores para explorarem o dicionário de forma produtiva no processo de ensino-aprendizagem.
