Navegando por Assunto "Soroepidemiologia"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Acesso aberto (Open Access) “Citomegalovírus: diversidade genética e pesquisa de resistência antiviral em pacientes imunodeficientes da cidade de Belém”(Universidade Federal do Pará, 2015-07-17) SILVA, Dorotéa de Fátima Lobato da; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539O citomegalovírus (CMV) é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes imunodeprimidos, devido seu mecanismo de latência e reativação que comumente ocorre nas imunodeficiências. Análises genéticas demonstram que a virulência das cepas pode estar relacionada à diversidade genotípica. O principal objetivo desse estudo foi descrever o perfil soroepidemiológico e a diversidade genética do CMV por meio da detecção mutações que conferem resistência viral ao ganciclovir em pacientes imunodeficientes da cidade de Belém. Foi analisado um total de 672 amostras, sendo: 243 portadores do HIV/aids, 257 pacientes neoplásicos, 112 transplantados renais e 60 portadores de LES. A soroprevalência de anticorpos para o CMV foi correspondente a 96,1% e os índices de infecção ativa de 2,4% (n=16) inferior ao observado pelo método da qPCR que correspondeu a 15,63%. As diferenças nos índices de infecção deve-se a baixa sensibilidade (5,71%) do método sorológico comprovado no Screening Test. A pesquisa de mutações foi feita em 82 amostras pelo método do pirosequenciamento, sendo amplificado um fragmento de 741pb do gene UL97, entre os nucleotídeos 1087 – 1828. Foi observado que 100% (n=82) das amostras apresentavam duas mutações com alteração de aminoácidos, no códon 596 (E596K), e outra no códon 604 (S604F). A mutação S604F não foi encontrada em outras sequências virais do geneBank. Outras dez mutações ocorreram entre os códons 377 e 594 em oito amostras, entre elas a mutação A594V em um paciente transplantado renal que evoluiu a óbito. Concluiu-se que a prevalência de anticorpos e o perfil epidemiológico do grupo foram equivalentes aos observados em populações de países em desenvolvimento; os índices de infecção viral estão relacionados à reativação viral, sendo subestimados pela sorologia; a análise de sequência demonstrou importante diversidade genética nas amostras examinadas; a detecção da mutação A594V sugere circulação de cepas com mutação de resistência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Detecção molecular e sorológica da infecção por Mycobacterium Leprae em casos e comunicantes de hanseníase e escolares de Oriximiná (PA)(Universidade Federal do Pará, 2011-05-23) FERREIRA, Denis Vieira Gomes; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/2310734509396125A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, que acomete primariamente pele e nervos periféricos, e suas principais manifestações clínicas são lesões com alterações de pigmentação e sensibilidade. Seu agente etiológico é o Mycobacterium leprae, um bacilo intracelular obrigatório, álcool ácido resistente em forma de bastão reto ou ligeiramente curvo. A transmissão ocorre através das vias aéreas superiores, e o padrão imunológico do hospedeiro varia desde uma elevada resposta imune mediada por células, conhecida como resposta do tipo Th1, a uma alta susceptibilidade a infecção com elevada resposta imune humoral, resposta do tipo Th2. Este estudo teve como objetivo, examinar clinicamente e correlacionar informações sócioepidemiológicas com os níveis de anticorpos IgM anti-PGL-1 no plasma, e a detecção por biologia molecular do M. leprae em swab nasal de casos e comunicantes de hanseníase notificados entre 2004 e 2008, além de escolares da rede pública de ensino do município de Oriximiná-Pará. Os resultados demonstram que: 1) os pacientes de hanseníase possuem condições precárias de habitação e alimentação, com quase 50% de privação alimentar; 2) aproximadamente 45% da população clinicamente saudável apresenta IgM anti-PGL-1 positivo, independente da idade, período de convivência com casos-índices ou presença ou ausência da cicatriz de BCG e; 3) o DNA do M. leprae é encontrado em 15 a 30% de comunicantes e casos, e em apenas 1,6% dos estudantes, não apresentando correlação com ELISA IgM anti-PGL- 1, com a forma clínica da doença ou com o tempo de evolução da hanseníase em indivíduos tratados com PQT nos 5 anos antes da coleta dos dados. Desta forma, a positividade do ELISA IgM anti-PGL-1 parece indicar a magnitude da exposição de uma população ao M. leprae, podendo contribuir para estudos epidemiológicos e na definição de grupos populacionais prioritários para a realização de busca ativa de casos de hanseníase em uma determinada comunidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Soroprevalência da infecção pelo vírus linfotrópico de células T humanas em parturientes de maternidade pública de Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2014-05-29) FERREIRA, Louise de Souza Canto; SOUSA, Maisa Silva de; http://lattes.cnpq.br/177536318078121Introdução: O vírus-T linfotrópico humano do tipo 1 (HTLV 1) foi o primeiro retrovírus humano a ser identificado e associado epidemiologicamente à Leucemia/Linfoma de células T do adulto (LLcTA), Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV-1 (PET/MAH), polimiosite, artrite, uveíte, lesões dermatológicas e estrongiloidíase, entre outras doenças. A transmissão vertical tem papel fundamental na dispersão silenciosa HTLV e a implantação de políticas públicas necessita dos indicadores epidemiológicos para desenvolver ações de prevenção da transmissão da infecção. Objetivo: Investigar a infecção pelo Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV-1 e HTLV-2) em parturientes atendidas em maternidade pública de Belém, Pará, Brasil. Material e Métodos: Uma amostra representativa de parturientes foi examinada, no período de março a agosto de 2013, para pesquisa de anticorpos anti-HTLV por método imunoenzimático (ELISA) e do genoma proviral, por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR). Resultados: Foi identificada soroprevalência de 0,2% (1/452) em parturiente que relatou ser usuária de droga intravenosa e possuir múltiplos parceiros sexuais, sem identificação do genótipo. A parturiente optou por não amamentar seu filho recém-nascido, o qual não apresentou anticorpos anti-HTLV um ano após o nascimento, assim como sua mãe e suas filhas mais velhas, excluindo a transmissão familiar vertical. Conclusão: Este estudo identificou uma baixa, mas, presente prevalência de HTLV em parturientes atendidas em maternidade pública, assim como já identificado em outras unidades de atendimento primário e secundário de saúde de todo o Brasil, demonstrando a necessidade de medidas de controle desta infecção em todos os níveis de atenção à saúde pública.
