Navegando por Assunto "Spatial diffusion"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Inovações, produção do espaço e estratégias corporativas: a difusão espacial do modelo cash and carry nas múltiplas escalas do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) SILVA, Marlon Lima da; RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; http://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168; PEREIRA, Cláudio Smalley Soares; ROCHA, Gilberto de Miranda; TOURINHO, Helena Lúcia Zagury; RODRIGUES, Jondison Cardoso; FERNANDES, José Alberto Rio; http://lattes.cnpq.br/3198754128199522; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749; http://lattes.cnpq.br/5283117460253337; http://lattes.cnpq.br/5692148255464731; http://lattes.cnpq.br/7340163317863851; https://orcid.org/0000-0002-4624-4057; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-6400-7445; https://orcid.org/A multiplicação de novos formatos supermercadistas pelo mundo, especialmente comandados por corporações varejistas globais, tem provocado uma série de debates que vão desde o impacto concorrencial até a ameaça de sistemas alimentares sustentáveis. Porém, muitos estudos carecem de visão sistemática a respeito da natureza das inovações produzidas e de seu processo de difusão. Nesse desafio, a tese discute a difusão espacial de inovações no varejo supermercadista globalizado, considerando a expansão do modelo cash and carry pelas corporações francesas Carrefour e Casino no Brasil (2007-2023). Sem abandonar os estudos clássicos sobre difusão espacial de inovações, mas apontando seus limites, estabelece um olhar renovado a partir do diálogo entre produção do espaço e estratégias corporativas, entendo o espaço como um conjunto indissociável de sistema de objetos e ações. Levanta, assim, a seguinte questão central: quais as lógicas e os mecanismos que orientam a difusão espacial de inovações por corporações varejistas globais que atuam no segmento supermercadista? Analisa o histórico de difusão espacial de inovações no varejo alimentar brasileiro, a partir dos supermercados, definindo três períodos: iniciação (1953-1968), maturação (1969-1995), consolidação (1996-atual). Ao sistematizar 25 relatórios anuais do Carrefour (1999-2023) e 19 do Casino (2005-2023), traça a evolução dos interesses estratégicos dessas corporações em diferentes países, classificando, comparando e quantificando três tipos de inovações: organizacionais; de produtos; de marketing. No Brasil, analisa os padrões de difusão e distribuição espaciais de 370 lojas cash and carry do Carrefour (Atacadão) e 295 lojas do Casino (Assaí), comparando regiões, estados, hierarquia das cidades, bem como o espaço intraurbano de 17 cidades na região Norte. Defende que a difusão espacial de inovações no varejo supermercadista globalizado se manifesta como impulso estratégico da produção do espaço, em diferentes níveis e escalas, sendo conduzida, sobretudo, pelo poder crescente exercido por grandes corporações varejistas mediante novos mecanismos que modulam as inovações no espaço e no tempo de modo a se obter vantagens competitivas diante de complexas e aceleradas mutações econômicas, políticas e culturais que se materializam diferenciadamente nas múltiplas formações socioespaciais. Tais estratégias são canalizadas por três práticas espaciais comuns: realocação concentrada de capitais; produção do espaço inovador; aceleração da inovação. Em conjunto, elas complexificam os padrões de difusão e distribuição espaciais, uma vez que as múltiplas barreiras (concorrenciais, logísticas, tributárias, imobiliárias) representam desafios e oportunidades cujas respostas são tecidas de modo diferenciado pelas corporações, o que exige ir além dos clássicos padrões de difusão espacial e das teorias locacionais, sendo necessário, assim, compreender simultaneamente a produção do espaço e o universo particular das estratégias corporativas, vendo o espaço como elemento ativo. Mostra que a “corrida” concorrencial pelos chamados “atacarejos” no Brasil: reproduz contradições e conflitos em múltiplas escalas; elucida paradoxalmente a força de grupos nacionais, regionais e locais e; exprime o modo complexo como a difusão espacial de inovações no varejo globalizado tende a reforçar o crescente poder das corporações. Nas conclusões: sistematiza as principais ideias; elucida as dificuldades encontradas na pesquisa; apresenta horizontes para aprimoramento analítico e; aponta caminhos para trabalhos futuros.Tese Acesso aberto (Open Access) Políticas de energia no Brasil: difusão de usinas hidrelétricas para a indústria agropecuária na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2021-11-25) PENHA, Luciano Rocha da; BACKHOUSE, Maria; https://orcid.org/0000-0001-9103-9637; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024A políticas energéticas no Brasil vem passando por várias reformas para concretizar a desestatização, resultando em concessões para empresas privadas, criando o mercado de energia com diferenças de agentes econômicos da energia. Ao mesmo tempo da referida política, o país sofre pressões globais investir em energias renováveis. Dentre essas energias destacam-se as PCHs. Devido a abundância de disponibilidade hídrica, na Amazônia Legal, está em curso a difusão por expansão de PCHs e de UHEs no entorno da indústria agropecuária nos estados do Mato Grosso, Tocantins, Pará, Maranhão e Rondônia. Isso é demonstrado quando se faz conexão das localizações espaciais dessas usinas hídricas com as localizações dos silos, dos armazéns e dos frigoríficos. A difusão dessas PCHs e UHEs, estão materializadas nas usinas em operação, nas usinas em estudo e, nas usinas com processos abertos para estudo. Este trabalho teve como objetivo principal analisar de que forma a atual transição energética mundial tem influenciado as políticas de energia no Brasil. Os objetivos específicos foram: entender de que maneira as políticas de energia no Brasil tem contribuído para o aumento da difusão de UHEs e PCHs no entorno da indústria agropecuária na Amazônia Legal; entender de que maneira a política energética e o mercado de energia no Brasil, têm refletido no aumento por demanda em energia hídrica na Amazônia Legal; demonstrar como funcionam as dinâmicas territoriais-produtivas da soja, assim como o entorno dos silos e dos armazéns e da pecuária (frigoríficos) às quais fazem com que a demanda por energia elétrica aumente, logo, em mais construções de pequenas e grandes usinas hidrelétricas na Amazônia Legal. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica de cunho teórico-metodológico da Geografia, da Sociologia, das engenharias e da Economia. A análise documental sobre a política e o planejamento energético no Brasil. Dados primários e secundário coletados nos sítios eletrônicos do IBGE, ME, ANEEL, EPE, MAPA e ODS. Por fim, foram construídos mapas, gráficos, tabelas e mapas, também figuras extraídas dos documentos. A forma de apresentação desses dados foi da forma gráfica. Conclui-se que a difusão das usinas hídricas na Amazônia Legal está em curso, porque as PCHs são renováveis e as UHEs podem ser construídas à fio d’água, bem como, essa difusão é induzida pela demanda por energia da indústria agropecuária na Amazônia Legal. Bem como, essa difusão é também fomentada pela política mundial das mudanças climáticas que influencia a transição energética mundial.
