Navegando por Assunto "Spatial practices"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fragmentação socioespacial e o espaço escolar: reflexões a partir de práticas espaciais de jovens escolares em Ananindeua-Pa(Universidade Federal do Pará, 2026-04-28) CARVALHO, Márcio Marcondes Marques; SOARES, Daniel Araújo Sombra; http://lattes.cnpq.br/6446474471044694; https://orcid.org/0000-0002-5208-2429; RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; http://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168; PEREIRA, Edir Augusto Dias; SOUZA, Leandro de Aguiar e; SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão; http://lattes.cnpq.br/8073664444803317; http://lattes.cnpq.br/0755914057754201; http://lattes.cnpq.br/4150193798058154; https://orcid.org/0000-0002-5570-107X; https://orcid.org/0000-0002-1093-1656; https://orcid.org/0000-0002-0421-7253As cidades contemporâneas têm sido marcadas pelo aprofundamento das desigualdades socioespaciais, especialmente em contextos metropolitanos periféricos, onde a urbanização ocorre de forma desigual e seletiva. Na Amazônia brasileira, esse processo assume características específicas, relacionadas à expansão metropolitana recente e à persistência de estruturas históricas de periferização. No município de Ananindeua, integrante da Região Metropolitana de Belém, tais dinâmicas se expressam tanto na organização do espaço urbano quanto nas práticas cotidianas dos sujeitos que vivenciam a condição urbana periférica. Esta pesquisa tem como objetivo analisar como a fragmentação socioespacial e as formas contemporâneas de desigualdade se manifestam nas práticas espaciais de jovens em diferentes momentos de sua trajetória na escola pública em Ananindeua–PA. Para isso, foram mobilizadas entrevistas semiestruturadas, questionários, análise documental e oficinas de cartografia participativa desenvolvidas no espaço escolar. O estudo demonstra que a fragmentação socioespacial não se restringe à morfologia urbana ou à distribuição de infraestruturas, mas se manifesta na reorganização das práticas cotidianas, evidenciada nas trajetórias de mobilidade, no acesso seletivo a espaços de lazer e consumo e na produção de sentidos sobre a periferia. No campo do ensino de Geografia, a cartografia participativa mostrou-se uma estratégia metodológica e pedagógica potente, ao articular investigação e prática docente e tornar visível o espaço vivido pelos estudantes. A pesquisa mobiliza, ainda, a noção de escrevivência espacial, inspirada em Conceição Evaristo, como mediação metodológica para interpretar as experiências, memórias e narrativas dos sujeitos no espaço urbano. Ao articular Geografia Urbana, Geografia da Educação e ensino de Geografia, o estudo contribui para a compreensão das desigualdades contemporâneas a partir do espaço escolar e reafirma os estudantes como sujeitos capazes de interpretar criticamente a cidade e suas práticas espaciais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fragmentação socioespacial e os territórios insulares: práticas espaciais da Comunidade de João Pilatos, porção insular norte de Ananindeua, Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-08-23) MENEZES, Paula Beatriz Rêgo; FERNANDES, Mário Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/6843399315944437; RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; https://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168; ROCHA, Gilberto de Miranda; SOARES, Daniel Araujo Sombra; https://lattes.cnpq.br/2436176783315749; https://lattes.cnpq.br/6446474471044694; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-5208-2429O território amazônico vem passando por profundas transformações no início do século XXI. Tais transformações estão vinculadas aos novos nexos da globalização fragmentária e intensificação das desigualdades socioespaciais nas periferias de pequenas, médias e grandes cidades. Dado o processo de formação dessa região, onde caracteriza-se pela vulnerabilidade socioeconômica e possui o seu mosaico constituído por uma diversidade de grupos étnicos, a cidade de Ananindeua surge como resultado dessas relações sociais contraditórias à produção capitalista do espaço, a partir de sucessivas, complexas e diversas práticas espaciais. À luz disso, ressaltamos a seguinte problemática central: Como vêm se dando as práticas espaciais da comunidade de João Pilatos na ilha de João Pilatos, face à fragmentação socioespacial metropolitana, na porção territorial norte do município de Ananindeua a partir dos anos 2000. Portanto, o objetivo desta pesquisa é analisar as práticas espaciais da comunidade de João Pilatos na ilha de João Pilatos, face à fragmentação socioespacial metropolitana, na porção territorial norte do município de Ananindeua a partir dos anos 2000. A pesquisa aqui apresentada terá como escopo teórico-metodológico as concepções de Práticas espaciais, Território e Fragmentação socioespacial. Para além disso, para os procedimentos metodológicos, realizamos abordagens de caráter qualitativo, a produção cartográfica, trabalho de campo com observações sistematizadas, entrevistas semiestruturadas e registros fotográficos. A análise é interescalar, visto que, a pesquisa leva em conta a compreensão das práticas espaciais e das relações sociais, econômicas, políticas e culturais estabelecidas no território. Além disso, utilizamos como estratégia a tipologia de pesquisa é o estudo de caso. Dessa forma, a presente dissertação se justifica pela necessidade de compreender e refletir sobre como tem se caracterizado as práticas espaciais, diante das transformações urbanas progressivas ocasionadas nas últimas décadas provocadas pela fragmentação socioespacial, além de vislumbrar o produto de tal fenômeno no cotidiano das comunidades ribeirinhas. Do ponto de vista prático, o presente trabalho permitirá subsidiar a sociedade local, principalmente, e o poder público para que se possa dialogar através de informações relevantes para se pensar sobre futuras atividades relacionadas às comunidades insulares e não insulares da periferia de Belém.
