Navegando por Assunto "Stimulus control"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Emergência de leitura em crianças com fracasso escolar: efeitos do controle por exclusão(Universidade Federal do Pará, 2011-08-26) CABRAL, Rebeca Pereira; HAYDU, Verônica Bender; http://lattes.cnpq.br/1726041421275880; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223; OLIVEIRA, Ana Irene Alves de; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/8839751954613395; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966Estudos sobre as relações de controle identificaram um fenômeno descrito, em Análise do Comportamento, como resposta por exclusão. Esse tipo de controle tem sido estudado quanto aos seus efeitos para o ensino de leitura. Os arranjos que programam o ensino de novas relações contingentes ao controle por rejeição têm sido considerados um recurso para promover o desenvolvimento de leitura em vários tipos de populações. Este fenômeno tem sido observado em tarefas de escolha de acordo com o modelo em procedimentos denominados exclusão. Em tal procedimento o participante, ao ser apresentado um estímulo-modelo desconhecido, rejeita o estímulo-comparação conhecido (que funciona como S-) e seleciona um estímulo desconhecido (que funciona como S+). De acordo com as discussões a respeito dos dados disponíveis na literatura, o controle por rejeição é uma forma de controle que possibilita a aquisição de novas relações em menos tempo. Entretanto, há concordância entre os estudiosos desse fenômeno de que ainda é necessário esclarecer melhor as variáveis de controle envolvidas e os efeitos do controle por rejeição no ensino e aprendizagem de novas relações arbitrárias. Somando esforços na investigação desse fenômeno, o presente estudo teve como objetivos: (1) aplicar o procedimento de exclusão no ensino de palavras em um contexto de brincadeira; (2) registrar os efeitos desse procedimento sobre a aquisição do repertório de leitura das palavras de ensino após uma única tentativa e; (3) testar a eficácia desse procedimento para o desenvolvimento de leitura generalizada de palavras formadas pela recombinação das palavras de ensino. Participaram do estudo cinco crianças na faixa etária entre 8 e 9 anos de idade, com histórico de fracasso escolar. Os resultados demonstraram que todos os participantes escolheram por exclusão, todos aprenderam novas relações condicionais entre palavras escritas e palavras faladas após uma única tentativa de exclusão e todos os participantes foram capazes de ler parte das palavras do teste de generalização. Estes resultados apontam para a eficácia do procedimento que envolve escolha por exclusão para o ensino de novas relações condicionais e que esse tipo de escolha possibilita a formação de classes de equivalência e controle pelas unidades silábicas. Neste estudo, o tempo necessário ao ensino de novas relações palavra ditada/palavra escrita variou dependentemente em relação ao tipo de controle, em outras palavras, após uma única tentativa de escolha modelo- S- foi possível desenvolver pré-requisitos necessários para a aquisição dos novos repertórios, incluindo os não diretamente reforçados. Entretanto, a não ocorrência de leitura generalizada para todas as palavras do teste de generalização sugere que escolha por rejeição seja eficaz, mas, não superior a escolha por seleção. Além disso, a possibilidade de que ocorra controle por S+ e por S- concomitante deve ser investigada tendo em vista que o fortalecimento das relações ensinadas emergiram no contexto de exclusão mas, seguida de oportunidades em que o sujeito escolheu por seleção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Relações de controle modelo-comparação e equivalência de estímulos em arranjo multinodal(Universidade Federal do Pará, 2002) PEREIRA, Maria Eline Ferreira; KATO, Olivia Misae; http://lattes.cnpq.br/3612219210222465A formação de classes de equivalência parece ocorrer se for possível assegurar o controle consistente pelas relações de controle do tipo modelo-S+ (seleção) ou simultaneamente por ambos os tipos de relações de controle (modelo-S+ e modelo-S-). Relações de controle do tipo modelo-S- parecem dificultar a emergência de equivalência de estímulos. Este estudo pretendeu verificar os efeitos de procedimentos programados para induzir o controle exclusivo por rejeição (modelo-S-) e por seleção (modelo-S+) ou por ambos os tipos de relações de controle (modelo-S+ e modelo-S-) na formação de classes de equivalência. O estudo visou, ainda, identificar o tipo de relações de controle estabelecidos no treino. Participaram do Experimento 1 cinco estudantes da 1ª série do ensino médio. Foram utilizados três conjuntos de estímulos visuais nos treinos programados para induzir as relações modelo-S+, modelo-S- e ambas. As escolhas forma efetuadas com mouse. Nas tentativas iniciais do treino de todas as discriminações condicionais, foi utilizado um prompt que informava, a figura que deveria ser escolhida ou a figura que não deveria ser escolhida. Durante o treino programado para induzir as relações de controle modelo-S- e modelo-S+, uma máscara substituía, respectivamente, o estímulo de comparação correto e o incorreto. No treino que visava induzir ambas as relações, os dois tipos de tentativas eram apresentadas de forma randomizada. Todos os participantes foram expostos ao treino das discriminações condicionais EF, DE, CD, BC e AB, por meio do procedimento de emparelhamento com o modelo, nos três tipos de treino das relações de controle. Após o treino foram conduzidas sondas de equivalência (FA, EA, DA, CA, FB, FC, FD e FA) e as sondas das relações de controle. Cada dois participantes foram expostos a uma seqüência diferente dos treinos programados para induzir os três tipos de relações de controle. Para identificar o tipo de relação de controle estabelecido durante o treino foram utilizados os testes blank comparison e do estímulo novo. Independentemente da relação de controle estabelecida no treino, nenhum dos participantes apresentou formação de classes de equivalência. As sondas das relações de controle, no teste blank comparison, mostraram desempenhos inconsistentes em todos os participantes, nos treinos para induzir as relações de controle do tipo modelo-S-, indicou o estabelecimento de relações de controle do tipo modelo-S+ entre o estímulo modelo e a máscara. As sondas de controle, no teste do estímulo novo, mostraram desempenho inconsistente para a maioria dos participantes. Os resultados sugerem que os treinos programados não induziram as relações de controle previstas. O Experimento 2 foi conduzido com outros 6 alunos do ensino médio e teve como objetivo verificar o efeito dos treinos programados para induzir as relações de controle modelo-S+, modelo-S- e ambas na formação de classes de equivalência. O prompt verbal usado no experimento 1 foi removido e foi aplicado um pré-treino por tentativa e erro, ensinado as discriminações condicionais e mostrando o estímulo sob a máscara. As demais condições do experimento 1 foram mantidas. Dois participantes apresentaram imediata formação de classes de equivalência na condição programada para induzir relações de controle modelo-S+/modelo-S-, e um destes participantes também apresentou estes desempenhos emergentes na condição modelo- S+. Na condição modelo-S+/modelo-S- todos os participantes escolheram-S+ nas sondas de controle (teste blank comparison). Na condição modelo-S-, 3 participantes escolheram sempre a máscara, sugerindo o estabelecimento de discriminações simples entre estímulo modelo e máscara. Na condição modelo-S+, um participante escolheu apenas o S+, dois fizeram escolhas ao S+ ou ao S- e os demais mostraram inconsistências em suas escolhas. No teste do estímulo novo, na condição modelo-S+, verificaram-se escolhas consistentes para os dois participantes que mostraram imediata formação de classes de equivalência. Na condição modelo-S+, nas tentativas que avaliam o controle por seleção, quatro participantes escolheram somente o estímulo correto e os demais fizeram escolhas inconsistentes. Quando era avaliado o controle por rejeição, a maioria das escolhas foi ao S- e à janela vazia, somente um estudante escolheu o estímulo novo. Os resultados sugerem que os treinos programados para induzir a relações de controle modelo-S+ e modelo-S+/modelo-S- facilitam a formação de classes de equivalência e que o treino programado para induzir o controle modelo-Sdificulta a formação de classes.
