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Navegando por Assunto "Stimulus equivalence"

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Aplicação de um programa de ensino informatizado para o estabelecimento de habilidades de leitura e escrita básica em indivíduos com dificuldades de aprendizagem
    (Universidade Federal do Pará, 2017-03-02) SANTOS, Carla Favacho dos; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; PAIXÃO, Glenda Miranda da; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/4907341979044292; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156
    Crianças que possuem algum tipo de síndrome ou transtorno do neurodesenvolvimento têm o aprendizado dificultado, principalmente de repertórios acadêmicos, pois exigem foco da atenção e raciocínio abstrato, mas elas apresentam a capacidade de aprender, desde que fornecidas condições especiais e metodologias diferenciadas, com profissionais capacitados e ambientes adaptados para facilitar o seu aprendizado. Leitura e escrita são habilidades básicas para acesso à linguagem escrita e à aprendizagem de novos conhecimentos, que podem ser facilitadas por um programa de ensino informatizado, baseado no paradigma da equivalência de estímulos e na aprendizagem sem erros para ensinar esses repertórios a alunos com dificuldades de aprendizagem no ensino regular. Este estudo teve como objetivo geral comparar o ensino e a aquisição do repertório de leitura e escrita entre estudantes com dificuldades de aprendizagem de uma escola pública regular, da região metropolitana de Belém, com e sem histórico de fracasso escolar. O objetivo específico foi estabelecer repertório de leitura e escrita básica em sete indivíduos com dificuldades de aprendizagem, sendo quatro deles já expostos ao fracasso escolar no processo de alfabetização pelos métodos escolares tradicionais há pelo menos um ano, e os outros três recém inseridos no processo de alfabetização. Os resultados evidenciaram diferenças entre os alunos: os participantes com histórico de fracasso escolar avançaram mais e com menos erros nas tarefas do software de leitura. Concluiu-se que o período na escola, que resultou no “fracasso escolar”, foi efetivo em preparar para aprender quando expostos ao software de ensino de leitura e escrita.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação de modelo suplementar de ensino da leitura e escrita para escolares de risco para o fracasso acadêmico
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-20) OLIVEIRA, Ana Carolina Baia Silva de; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; ENDEMANN, Peter; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; DELAGE, Paulo Elias Gotardelo Audebert; http://lattes.cnpq.br/0017633274818707; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/3679696815542979; https://orcid.org/0000-0002-0534-1483; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319
    A leitura e escrita envolvem habilidades que permitem ao indivíduo interagir com o código linguístico. A aquisição de habilidades preditoras são consideradas fundamentais para sua aprendizagem. A investigação buscou verificar condições de ensino capazes de minimizar dificuldades na aquisição inicial de leitura e escrita, levando o aprendiz a desenvolver o processo de leitura e escrita. Em um estudo piloto procurou-se avaliar um modelo de suplementação de ensino que adotou o programa Response to Intervention - RTI, associando os paradigmas da consciência fonológica e da equivalência de estímulos em escolares do ciclo inicial da alfabetização com dificuldades de leitura e escrita. Foi feito um levantamento de repertório de habilidades básicas para leitura e escrita de 15 estudantes de primeira série através do protocolo de Identificação Precoce de Problema de Leitura - IPPL. De acordo com o desempenho foram constituídos dois grupos: Grupo A (com risco) e B (sem risco). Os Grupos A e B receberam intervenção em camada 1 do RTI através do Programa de Resposta à Intervenção Fonológica Associado à Correspondência Grafema-Fonema com Tutoria ao Professor - PRIPROF-T e o Grupo A recebeu intervenção associada do programa Aprendendo a Ler e a Escrever em Pequenos Passos – ALEPP, caracterizando a camada 2 do RTI. Após um trimestre de intervenção, os escolares expostos ao modelo RTI (Grupo A e Grupo B) com programas de suplementação de ensino alcançaram avanços significativos em seu repertório de habilidades preditoras da leitura e escrita, com destaque para segmentação silábica, produção de palavra a partir de fonema inicial, síntese fonêmica, análise fonêmica, identificação de fonema inicial, habilidades de memória operacional fonológica, e, leitura de palavras e pseudopalavras. A avaliação de desempenho acadêmico pós-intervenção alcançou uma proporção de 73% de aproveitamento. Obteve-se resultados positivos na aquisição de repertórios preditores para a aquisição da leitura e escrita e uma redução no quantitativo de escolares classificados ¨sob atenção¨ com risco de dificuldades de leitura e escrita, com aumento significativo de sua habilidade leitura de palavras e pseudopalavras. Escolares dos Grupos A e B alcançaram a habilidade e/ou expansão no seu repertório de palavras lidas. Constatou-se que as tecnologias de ensino suplementar se constituíram em uma oportunidade de sucesso para crianças com dificuldade de leitura e escrita.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação de relações de controle durante o ensino de relações arbitrárias e teste de equivalência em crianças com síndrome de Down
    (Universidade Federal do Pará, 2019-06-19) FARIA, Louise Lourenço Escócio de; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; GALVÃO, Olavo de Faria; DARWICH, Rosângela Araújo; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/3739086980803967; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0001-7325-9097
    A escassez de metodologias efetivas para facilitar a aprendizagem de comportamento linguístico de pessoas com transtornos e/ou dificuldade de aprendizagem tem gerado estudos voltados para a criação de procedimentos para estes fins. Um dos métodos desenvolvidos é o Multigestos, que propõe o ensino de sons/fonemas e movimentos articulatórios da boca com o auxílio de gestos. Um procedimento também amplamente utilizado para o ensino de crianças atípicas é o emparelhamento de acordo com o modelo, que visa o estabelecimento de relações arbitrárias entre estímulos. Propôs-se nesta pesquisa a aplicação automatizada do procedimento de emparelhamento de acordo com o modelo para treinar relações arbitrárias entre estímulos do Multigestos (vídeo com o som das letras, articulações faciais e gestos correspondentes) denominado Conjunto A, vogais (Conjunto B) e figuras (Conjunto C), com o objetivo de estabelecer classes de equivalência entre esses estímulos em crianças com Síndrome de Down. Propôs-se ainda a avaliação das relações de controle estabelecidas durante o ensino, especificamente, a escolha por rejeição e/ou seleção, por meio da utilização do procedimento de máscara; por fim, o controle pelas propriedades visual e auditiva dos modelos (Conjunto A) foi avaliado. Dois participantes foram expostos ao ensino individualizado de relações AB e AC, ao teste de desempenhos emergentes BC e CB e testes de controle pelos componentes auditivos e visuais dos modelos do Conjunto A sobre as escolhas dos Conjuntos B e C. Ambos os participantes aprenderam as relações AB e AC diretamente treinadas, apresentando desempenho de 100% de acertos após 26 sessões de treino. Um deles apresentou desempenhos quase perfeitos (próximo a 100% de acertos) nos testes de simetria da transitividade B-C e C-B, controle por rejeição e seleção nas escolhas de linha de base AB e AC, e controle pelos componentes auditivo e visual dos modelos sobre as escolhas na mesma linha de base. O segundo participante, no entanto, não apresentou relações emergentes B-C, C-B, nem controle pelos componentes auditivo e visual dos modelos; este participante não foi exposto à avalição de relações de controle por seleção e rejeição. Os resultados demonstram a eficácia na automatização e utilização do método Multigestos combinado com o procedimento de escolha de acordo com o modelo para o estabelecimento de repertório base da alfabetização, mas indicam a necessidade de aperfeiçoamento do procedimento para um dos participantes. Sugerimos, por exemplo, um treino mais extenso de linha de base após aquisição de critério de 100% de acertos e a exposição ao treino com máscara na linha de base, antes do teste de desempenho emergente.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliando a alteração da função de faces via equivalência de estímulos e pareamento de estímulos tipo respondente (ReT) em crianças com TEA
    (Universidade Federal do Pará, 2020-04-28) BORDA, Gisell Andrea Díaz; SILVA, Álvaro Júnior Melo; http://lattes.cnpq.br/8960291779730857; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384X
    Crianças com desenvolvimento atípico podem apresentar déficit em respostas de observação a faces. Isso pode explicar, em parte, algumas das dificuldades no comportamento dessas crianças quanto às interações sociais e quanto à aquisição de repertórios complexos como o repertório verbal. A presente dissertação visou avaliar o efeito de dois tipos de procedimentos (instrução baseada em equivalência e pareamento de estímulos) sobre a alteração da função das faces medidas através de testes de preferência por figuras de faces humanas e duração do olhar a faces humanas propriamente em testes sociais. Nos dois estudos aqui apresentados, investigaram-se os processos comportamentais envolvidos nas respostas de observação a faces em crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O Estudo I avaliou o efeito de instrução baseada em equivalência sobre a transferência de função de itens de preferência para figuras de faces humanas e faces humanas propriamente. Três crianças diagnosticadas com TEA participaram do estudo. Utilizou-se um delineamento Pré-teste – Pós-teste com controle temporal de linha de base múltipla, dividido em três fases: a) Pré- teste, avaliação das respostas de escolha e atenção a faces, b) Intervenção, formação de classes de equivalência mediante MTS por identidade e consequência específica para cada classe, c) Pós-teste: replicação das medidas realizadas no Pré-teste. A partir dos dados, verificou-se que, apesar da dificuldade para documentar a emergência de relações condicionais que atestam as propriedades das relações de equivalência (apenas simetria foi obtida para dois dos três participantes), alteração nas respostas de escolha por figuras de faces humanas foi evidenciada em dois participantes. Uma das três crianças apresentou mudanças nos testes sociais. No entanto, na etapa de reforçamento das relações condicionais deste estudo, houve pareamento entre estímulos: o acesso a um item de preferencia de alta magnitude é precedido pela apresentação de um estímulo visual (figuras de faces humanas). Portanto, o Estudo II objetivou avaliar o possível efeito desse pareamento por si só sobre a função de faces em crianças com diagnóstico de TEA. Fizeram parte do Estudo II duas crianças que não participaram do Estudo I. Utilizou-se um delineamento de comparação intra-sujeito de medidas Pré-teste e Pós-teste, organizadas dentro de um delineamento experimental de sondas múltiplas entre participantes, dividido em três fases, das quais as fases: a) Pré-teste; b) Intervenção: pareamento de tipo respondente (ReT) entre figura de face e item de preferência de maior magnitude e entre figura abstrata e item de preferência de menor magnitude e c) Pós-teste: repetições das medidas da fase Pré-teste do Estudo I. O Estudo II consistiu, portanto, de um estudo complementar ao Estudo I. Os resultados no Estudo II permitem evidenciar o efeito na alteração da função das faces nos testes realizados para um dos dois participantes. Os dados obtidos na presente dissertação pretenderam produzir conhecimento à área de pesquisa básica para identificar processos comportamentais envolvidos nas respostas de observação às faces humanas, assim como fornecer informação relevante para a área de Análise do Comportamento aplicada à intervenção de crianças que apresentem dificuldades de atenção a faces. Os procedimentos explorados apontam o uso de estratégias metodológicas para a alteração da função das faces e evidenciam o potencial do paradigma de equivalência de estímulos na alteração de respostas de observação.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos do uso de histórias infantis sobre o reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-26) LIMA, Anne Abreu de; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GALVÃO, Olavo de Faria; LOBATO, Andréa Fonseca Farias; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/7074169433113207; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833
    Entre os déficits em comunicação e interação social frequentemente observados em indivíduos com autismo, destaca-se a dificuldade no reconhecimento de expressões faciais de emoções. Sendo esta uma das habilidades mais importantes para interações sociais eficazes, estudos têm buscado desenvolver procedimentos de ensino desta competência. Este trabalho objetivou avaliar a eficácia do uso de histórias infantis, no treino de reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo. Participaram do estudo seis crianças com diagnóstico de autismo, no nível leve a moderado com faixa etária entre 6 a 7 anos. O procedimento consistiu de cinco fases: Pré - Teste, Treino, Pós - Teste, Teste de Generalização e Follow-Up. Foram utilizados no pré e no pós - teste 40 estímulos compostos de desenhos e fotografias de rostos (de diferentes faixas etárias e raças) com quatro diferentes expressões faciais – alegria, tristeza, raiva e medo. O Pré - Teste e o Pós – Teste eram compostos por 10 tentativas. Em cada tentativa eram apresentadas quatro diferentes estímulos com as quatro expressões e era requerido que o participante apontasse a figura com a expressão solicitada. No Treino foram utilizadas 20 histórias, sendo cinco sobre cada uma das expressões. As histórias eram apresentadas e, após, era solicitado ao participante apontar a figura correspondente a expressão destacada na história. O Teste de Generalização foi constituído da apresentação em vídeo de quatro histórias (uma de cada expressão facial). Após assistir o vídeo era solicitado ao participante apontar à figura correspondente a expressão destacada no vídeo. O Follow-up consistiu na reapresentação do Teste de Generalização, quatro semanas após a aplicação do primeiro teste. O critério de mudança do Pré-Teste para o Treino era 70% de erros e do Treino para o Pós – Teste e deste para o Teste de Generalização era 90% de acertos. Os resultados mostraram que todos os participantes não identificavam expressões faciais de emoções no Pré - Teste, mas passaram a reconhecê-las após o Treino e apresentaram desempenho generalizado de reconhecimento de emoções no Teste de Generalização. Já no Follow – up apenas os participantes P1, P2, P3, e P6 mantiveram o desempenho do Teste de Generalização. Estes resultados indicam que a utilização de histórias infantis é um recurso lúdico – didático eficaz para ensinar o reconhecimento de expressões faciais de emoções à crianças com autismo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Emergência da Leitura de Palavras em Inglês com Recombinação de Onset e Rime em Crianças do Ensino Fundamental
    (Universidade Federal do Pará, 2025-05-07) MEDEIROS, Kleber Miranda; KATO, Olivia Misae; https://lattes.cnpq.br/3612219210222465; https://orcid.org/0000-0003-2296-2369; PINTO, Antonio Sergio da Costa; OLIVEIRA, Fabiana Pereira Sabino de; https://lattes.cnpq.br/0432692979467851; https://lattes.cnpq.br/3884818051994781; https://orcid.org/0000-0002-8920-8654
    O objetivo do presente estudo foi investigar a emergência de leitura textual e com compreensão de palavras simples de ensino e recombinadas em inglês, utilizando estruturas intrassilábicas de onset e rime. Participaram deste estudo, duas meninas e um menino, com idades entre 11 e 12 anos, regularmente matriculadas no 5º ano do Ensino Fundamental I de uma escola de tempo integral. Foi aplicado um Pré-teste de nomeação de letras e de leitura de palavras em português e inglês. Na Etapa I, foi programado o ensino de Discriminação Condicional (DC) de palavras simples, com testes de leitura textual de palavras simples e recombinadas e teste de DC. Na Etapa II, foram aplicados testes de nomeação de palavras simples recombinadas, de figuras em inglês e português, ensino de relações AB e testes das relações AC, BC e CB, além de cópia e ditado. A Etapa III, era semelhante à anterior, com a substituição de palavras simples por compostas. Os resultados indicaram emergência imediata de leitura textual e com compreensão de palavras simples de ensino, recombinadas e compostas de palavras em inglês em todas as fases, indicando eficiência no procedimento de ensino e avanço da literatura. Conclui-se que o procedimento de ensino utilizado neste estudo, com um maior número de palavras, também gerou resultados promissores ao avanço das tecnologias de ensino de língua inglesa e leitura.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Emergência de leitura em crianças com fracasso escolar: efeitos do controle por exclusão
    (Universidade Federal do Pará, 2011-08-26) CABRAL, Rebeca Pereira; HAYDU, Verônica Bender; http://lattes.cnpq.br/1726041421275880; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223; OLIVEIRA, Ana Irene Alves de; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/8839751954613395; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966
    Estudos sobre as relações de controle identificaram um fenômeno descrito, em Análise do Comportamento, como resposta por exclusão. Esse tipo de controle tem sido estudado quanto aos seus efeitos para o ensino de leitura. Os arranjos que programam o ensino de novas relações contingentes ao controle por rejeição têm sido considerados um recurso para promover o desenvolvimento de leitura em vários tipos de populações. Este fenômeno tem sido observado em tarefas de escolha de acordo com o modelo em procedimentos denominados exclusão. Em tal procedimento o participante, ao ser apresentado um estímulo-modelo desconhecido, rejeita o estímulo-comparação conhecido (que funciona como S-) e seleciona um estímulo desconhecido (que funciona como S+). De acordo com as discussões a respeito dos dados disponíveis na literatura, o controle por rejeição é uma forma de controle que possibilita a aquisição de novas relações em menos tempo. Entretanto, há concordância entre os estudiosos desse fenômeno de que ainda é necessário esclarecer melhor as variáveis de controle envolvidas e os efeitos do controle por rejeição no ensino e aprendizagem de novas relações arbitrárias. Somando esforços na investigação desse fenômeno, o presente estudo teve como objetivos: (1) aplicar o procedimento de exclusão no ensino de palavras em um contexto de brincadeira; (2) registrar os efeitos desse procedimento sobre a aquisição do repertório de leitura das palavras de ensino após uma única tentativa e; (3) testar a eficácia desse procedimento para o desenvolvimento de leitura generalizada de palavras formadas pela recombinação das palavras de ensino. Participaram do estudo cinco crianças na faixa etária entre 8 e 9 anos de idade, com histórico de fracasso escolar. Os resultados demonstraram que todos os participantes escolheram por exclusão, todos aprenderam novas relações condicionais entre palavras escritas e palavras faladas após uma única tentativa de exclusão e todos os participantes foram capazes de ler parte das palavras do teste de generalização. Estes resultados apontam para a eficácia do procedimento que envolve escolha por exclusão para o ensino de novas relações condicionais e que esse tipo de escolha possibilita a formação de classes de equivalência e controle pelas unidades silábicas. Neste estudo, o tempo necessário ao ensino de novas relações palavra ditada/palavra escrita variou dependentemente em relação ao tipo de controle, em outras palavras, após uma única tentativa de escolha modelo- S- foi possível desenvolver pré-requisitos necessários para a aquisição dos novos repertórios, incluindo os não diretamente reforçados. Entretanto, a não ocorrência de leitura generalizada para todas as palavras do teste de generalização sugere que escolha por rejeição seja eficaz, mas, não superior a escolha por seleção. Além disso, a possibilidade de que ocorra controle por S+ e por S- concomitante deve ser investigada tendo em vista que o fortalecimento das relações ensinadas emergiram no contexto de exclusão mas, seguida de oportunidades em que o sujeito escolheu por seleção.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ensino de leitura de frases com compreensão a alunos de 2ª série de escolas públicas de Belém
    (Universidade Federal do Pará, 2004-12-22) BASTOS, Elizabeth Cristina de Menezes; BAPTISTA, Marcelo Quintino Galvão; http://lattes.cnpq.br/5106423103112681; MEDEIROS, Jose Goncalves; KATO, Olivia Misae; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/8853692194078134; http://lattes.cnpq.br/3612219210222465; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223
    Estudos baseados no paradigma da equivalência de estímulos têm produzido a leitura, com compreensão, de palavras substantivas, em humanos de diferentes idades, com e sem história de fracasso escolar. O presente estudo objetivou verificar se cinco crianças, sendo quatro do sexo feminino e uma do sexo masculino, entre 8 e 11 anos, matriculadas na 2ª série do Ensino Fundamental de Escolas Públicas de Belém-PA, com dificuldades em leitura, seriam capazes de aprender a ler frases às quais nunca tinham sido expostas, e se demonstravam a leitura generalizada de (novas) frases, após o ensino de pré-requisitos, no âmbito do paradigma de equivalência. Os estímulos experimentais foram sílabas, palavras e frases faladas e impressas, e figuras (relativas às palavras e frases). Foram programadas diferentes fases experimentais, envolvendo pré-testes, treinos de relações condicionais, testes de relações emergentes (equivalência e generalização) e pós-testes. Utilizou-se um formato de discriminação condicional em que o estímulo modelo (palavra, ou frase impressa, ou figura) ficava posicionado, numa cartela, sempre antes (à esquerda) dos estímulos de comparação (três palavras, ou frases impressas, ou figuras), os quais eram apresentados em posições diferentes, separados do modelo por uma linha vertical. Foram usadas instruções verbais e houve conseqüências diferenciais para acertos e erros. Exigia-se do participante a obtenção de 100% de acertos no treino. Os testes, de equivalência, eram aplicados uma única vez. Nos testes de generalização, um erro implicava a reapresentação das tentativas do treino em que o responder fosse incorreto. O controle da apresentação dos estímulos, do registro das respostas e das consequências para acertos e para erros, e do início e término das sessões (que duravam cerca de 40 minutos), era realizado manualmente, pela experimentadora e um outro observador. Todos os participantes foram bem-sucedidos nas relações condicionais testadas e treinadas, que envolviam palavras faladas, figuras e palavras impressas correspondentes (AB e AC misto). A maioria formou a Equivalência BC – relação entre figuras e respectivas palavras impressas, e todos demonstraram a relação inversa, ou a Equivalência CB. Também, os participantes nomearam as figuras correspondentes a essas palavras (BD), leram as palavras (CD) e, além disso, foram capazes de ler novas palavras (C’ D’). Em seguida, foram bem-sucedidos nas relações condicionais entre frases faladas e figuras correspondentes (testadas e treinadas), AB e AB misto, e nas relações treinadas envolvendo frases faladas e frases impressas correspondentes (AC misto). Apenas dois participantes formaram a Equivalência BC (entre figuras e frases impressas) e a maioria formou a Equivalência CB. Também, a maioria nomeou as figuras (BD), todos os participantes leram essas frases (CD), leram novas frases, organizadas pela recombinação de sílabas (C’’ D’’), e a maioria leu outras novas frases, organizadas pela recombinação de sílabas (C’’’ D’’’). Um mês depois, os participantes mantiveram o desempenho na leitura das mesmas palavras, a maioria manteve a leitura das mesmas frases e a leitura generalizada das palavras e das frases novas. Este estudo possibilitou o estabelecimento de pré-requisitos para o ensino de leitura e a avaliação da compreensão, envolvendo frases simples. O estudo pode ser visto como um avanço, embora parcial, em relação aos que, tradicionalmente, têm-se fundamentado no mesmo paradigma e utilizado palavras como estímulos. É pertinente implementar novas investigações utilizando unidades verbais ainda mais amplas, como frases complexas, as quais, além de conterem palavras substantivas e adjetivas, abarquem artigos, pronomes, verbos, advérbios, etc.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    O Efeito de Vídeos Educativos sobre as Escolhas Alimentares de Crianças e a Formação de Classes de Equivalência entre Frutas
    (Universidade Federal do Pará, 2026-09-17) SOUZA, Gilvandro Figueiredo; KATO, Olivia Misae; http://lattes.cnpq.br/3612219210222465; FIGUEIREDO, Rosana Mendes Éleres de; NEDER, Patrícia Regina Bastos; PAIXÃO, Glenda Miranda da; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/7046879184175139; http://lattes.cnpq.br/8922509826589120; http://lattes.cnpq.br/4907341979044292; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569
    Aprender sobre alimentação saudável na infância é essencial para formar hábitos duradouros e prevenir doenças. Para tanto, no Estudo 1 investigou-se o efeito de vídeos educativos nutricionais sobre as escolhas alimentares de 24 crianças de uma escola pública, entre 9 e 11 anos de idade, matriculadas no 4º e 5º anos do ensino fundamental, de ambos os sexos, divididas entre as categorias de peso ideal e acima do ideal. Foi aplicado Teste de Preferência Alimentar (TPA) para avaliar a 1ª e 2ª escolhas de fotos de frutas, no Pré-teste, Pós-teste 1 e 2 e follow-up com sete, 14 e 28 dias. As crianças foram expostas a condições com vídeos curtos (VCs) e longos (VLs). A Condição 1A foi programada com aplicação do VC (“maçã” 15 s) no Pós-teste 1 e dos VCs (“uva”15 s+ “manga”15 s) no Pós-teste 2. A Condição 1B era o inverso dessa. Na Condição 2A era aplicado os VLs sobre “maçã” no Pós-teste 1 e “banana” no Pós-teste 2, com duração de 1,41 min cada. A Condição 2B era o inverso dessa. Os resultados demonstraram que 14 crianças apresentaram aumento no percentual das primeiras e segundas escolhas por fotos de frutas nos pós-testes, com desempenho maior para os VLs nas primeiras escolhas e VCs para segundas escolhas. O efeito dos vídeos foi temporário para a maioria das crianças após sete dias. No Estudo 2, investigou-se o efeito da modalidade na formação de classes de equivalência e a transferência de função entre as fotos das frutas mais e menos preferidas. Seis crianças do Estudo 1 e seis novas crianças participaram desse estudo. As crianças foram submetidas ao ensino das relações condicionais (AB/BC/CD/EC/EB/EA/FD/FC/FB/FA), com quatro nódulos, e testada a formação das relações de equivalência e transferência de função. Os resultados mostraram que 10 das 12 crianças atingiram os critérios para formação de relações de equivalência e nove transferiram a função em ao menos uma fase. O follow-up de sete dias indicou manutenção parcial das relações de equivalência e das escolhas que indicaram transferência de função. Vídeos de educação nutricional e o ensino de discriminações condicionais entre a preferência de fotos de frutas podem promover mudanças imediatas, consistentes e simbólicas para essas escolhas em crianças.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Relações de controle modelo-comparação e equivalência de estímulos em arranjo multinodal
    (Universidade Federal do Pará, 2002) PEREIRA, Maria Eline Ferreira; KATO, Olivia Misae; http://lattes.cnpq.br/3612219210222465
    A formação de classes de equivalência parece ocorrer se for possível assegurar o controle consistente pelas relações de controle do tipo modelo-S+ (seleção) ou simultaneamente por ambos os tipos de relações de controle (modelo-S+ e modelo-S-). Relações de controle do tipo modelo-S- parecem dificultar a emergência de equivalência de estímulos. Este estudo pretendeu verificar os efeitos de procedimentos programados para induzir o controle exclusivo por rejeição (modelo-S-) e por seleção (modelo-S+) ou por ambos os tipos de relações de controle (modelo-S+ e modelo-S-) na formação de classes de equivalência. O estudo visou, ainda, identificar o tipo de relações de controle estabelecidos no treino. Participaram do Experimento 1 cinco estudantes da 1ª série do ensino médio. Foram utilizados três conjuntos de estímulos visuais nos treinos programados para induzir as relações modelo-S+, modelo-S- e ambas. As escolhas forma efetuadas com mouse. Nas tentativas iniciais do treino de todas as discriminações condicionais, foi utilizado um prompt que informava, a figura que deveria ser escolhida ou a figura que não deveria ser escolhida. Durante o treino programado para induzir as relações de controle modelo-S- e modelo-S+, uma máscara substituía, respectivamente, o estímulo de comparação correto e o incorreto. No treino que visava induzir ambas as relações, os dois tipos de tentativas eram apresentadas de forma randomizada. Todos os participantes foram expostos ao treino das discriminações condicionais EF, DE, CD, BC e AB, por meio do procedimento de emparelhamento com o modelo, nos três tipos de treino das relações de controle. Após o treino foram conduzidas sondas de equivalência (FA, EA, DA, CA, FB, FC, FD e FA) e as sondas das relações de controle. Cada dois participantes foram expostos a uma seqüência diferente dos treinos programados para induzir os três tipos de relações de controle. Para identificar o tipo de relação de controle estabelecido durante o treino foram utilizados os testes blank comparison e do estímulo novo. Independentemente da relação de controle estabelecida no treino, nenhum dos participantes apresentou formação de classes de equivalência. As sondas das relações de controle, no teste blank comparison, mostraram desempenhos inconsistentes em todos os participantes, nos treinos para induzir as relações de controle do tipo modelo-S-, indicou o estabelecimento de relações de controle do tipo modelo-S+ entre o estímulo modelo e a máscara. As sondas de controle, no teste do estímulo novo, mostraram desempenho inconsistente para a maioria dos participantes. Os resultados sugerem que os treinos programados não induziram as relações de controle previstas. O Experimento 2 foi conduzido com outros 6 alunos do ensino médio e teve como objetivo verificar o efeito dos treinos programados para induzir as relações de controle modelo-S+, modelo-S- e ambas na formação de classes de equivalência. O prompt verbal usado no experimento 1 foi removido e foi aplicado um pré-treino por tentativa e erro, ensinado as discriminações condicionais e mostrando o estímulo sob a máscara. As demais condições do experimento 1 foram mantidas. Dois participantes apresentaram imediata formação de classes de equivalência na condição programada para induzir relações de controle modelo-S+/modelo-S-, e um destes participantes também apresentou estes desempenhos emergentes na condição modelo- S+. Na condição modelo-S+/modelo-S- todos os participantes escolheram-S+ nas sondas de controle (teste blank comparison). Na condição modelo-S-, 3 participantes escolheram sempre a máscara, sugerindo o estabelecimento de discriminações simples entre estímulo modelo e máscara. Na condição modelo-S+, um participante escolheu apenas o S+, dois fizeram escolhas ao S+ ou ao S- e os demais mostraram inconsistências em suas escolhas. No teste do estímulo novo, na condição modelo-S+, verificaram-se escolhas consistentes para os dois participantes que mostraram imediata formação de classes de equivalência. Na condição modelo-S+, nas tentativas que avaliam o controle por seleção, quatro participantes escolheram somente o estímulo correto e os demais fizeram escolhas inconsistentes. Quando era avaliado o controle por rejeição, a maioria das escolhas foi ao S- e à janela vazia, somente um estudante escolheu o estímulo novo. Os resultados sugerem que os treinos programados para induzir a relações de controle modelo-S+ e modelo-S+/modelo-S- facilitam a formação de classes de equivalência e que o treino programado para induzir o controle modelo-Sdificulta a formação de classes.
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