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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Contação de histórias no ensino-aprendizagem de ciências na perspectiva da inclusão
    (Universidade Federal do Pará, 2019-11-19) DIAS, Helen do Socorro Rodrigues; RODRIGUES, Isabel Cristina França dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0226549641470972; https://orcid.org/0000-0001-5750-5868
    A presente pesquisa trata do ensino-aprendizagem de ciências por meio da estratégia lúdica contação de histórias para a Pessoa com Deficiência (PcD), articulado aos conceitos da linguagem, em termos de se pensar em um contexto dialógico na educação. Tendo como objeto analisar a prática do contar e recontar histórias no ensino-aprendizagem de ciências dialógico, que trabalhem com os conhecimentos científicos para a PcD, em uma perspectiva de inclusão educacional. Para isso, apoia-se nos estudos de Bakhtin (2017, 2018 e 2019) sobre a perspectiva enunciativo-discursiva da linguagem, alteridade, responsividade e tons emotivos-volitivos que são conceitos fundamentais para esta pesquisa; Chassot (2002 e 2018) que trata da alfabetização científica para o contexto do ensino-aprendizagem de ciências; Vygotsky (2012) que pondera questões importantes relacionadas ao desenvolvimento da PcD; Dohme (2011), Rau (2013) e Huizinga (2008) que discorrem sobre o lúdico; em Zumthor (1997; 2018), Abramovich (2008) e Sisto (2007) que discorrem acerca da performance do contar e recontar histórias. A metodologia se baseou na pesquisa-ação (Tripp, 2005), envolvendo uma professora de uma instituição especializada no atendimento educacional especializado e quatro alunos, sendo um Síndrome de Down, dois alunos DI e um aluno autista, todos da faixa etária entre 06 e 09 anos de idade, com etapas de seleção da temática e subtemática do ensino de ciências, construção de narrativa inédita e de recursos pedagógicos, desenvolvimento das atividades com os estudantes. Os resultados evidenciam que a utilização da contação e do recontar de histórias potencializa a interação dialógica entre os sujeitos, favorecendo o processo ensino-aprendizagem de ciências da PcD.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A poética do contar: percursos criativos de atrizes contadoras de histórias
    (Universidade Federal do Pará, 2020-12-17) PESSOA, Karla Campelo; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414
    Minha dissertação apresenta uma perspectiva sobre os percursos poéticos de três atrizes contadoras de histórias na cidade de Belém com as quais possuo uma relação de afetividade, Adriana Cruz, Ester Sá e Marluce Araújo, e que tangenciam a minha prática artística enquanto também atriz contadora de histórias. Ao longo da pesquisa foi utilizado o método autoetnográfico referenciado por Versiane, Cano e Opazo, que me possibilitou buscar o diálogo entre subjetividades, a partir da ênfase nas singularidades de cada artista, e ao mesmo tempo a identificação de elementos comuns entre nossas poéticas. No que se refere aos pressupostos teóricos, os trabalhos norteadores são os de João de Jesus Paes Loureiro no que trata de artistas amazônidas imersas no universo das encantarias; os de Cecília Salles para referenciar aspectos relacionados aos processos criativos; os de Paul Zumthor que me auxilia na compreensão da performance e da poética da voz; e também os trabalhos de Clarissa Pinkola Estés no que se refere ao universo feminino e a psique das histórias que permeiam as nossas criações. A pesquisa foi estruturada após a coleta de depoimentos das atrizes em encontros individuais e coletivos, bem como após a observação e análise de apresentações de contação de histórias em espaços culturais da cidade de Belém no ano de 2019. Toda a estrutura da dissertação está simbolicamente relacionada com a construção da imagem de um tapete de fuxicos sobre o qual bonecas matrioskas se movimentam e podem ser vistas, sobretudo, como símbolo da eternidade, da maternidade, do amor e da amizade — elementos moventes deste trabalho
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Quilombolas do Pará: mobilizações, organicidade e resistências na luta antirracista pelo direito à terra na Amazônia paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-27) NASCIMENTO, Claudio Marcio Lopes do; MATOS , Saulo Monteiro Martinho de; http://lattes.cnpq.br/1755999011402142; https://orcid.org/0000-0002-4396-7276; TRECCANI , Girolamo Domenico; DEUS, Zélia Amador de; http://lattes.cnpq.br/4319696853704535; http://lattes.cnpq.br/2137015557793418; https://orcid.org/0000-0003-4639-9881
    Este projeto intenciona analisar o protagonismo do Movimento Quilombola do Estado do Pará a partir das mobilizações político-jurídicas que deram ensejo a sua organicidade como forma de resistência na luta antirracista pelo direito à terra na Amazônia paraense. O locus da pesquisa é a Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos (MALUNGU), organização que é referência na luta em defesa dos direitos (humanos) fundamentais das comunidades quilombolas no Estado do Pará e representa tal movimento em nível estadual. O objetivo consiste em compreender não apenas como foram os primeiros tempos que resultou na organicidade deste movimento, mas também saber em que medida as mobilizações políticas e jurídicas têm fortalecido a luta de tal movimento na defesa e garantia do direito à terra das comunidades quilombolas no Pará de lá para cá. O tempo compreendido na presente pesquisa abrange desde o período pré-constituinte e constituinte (1987/1988) até o primeiro semestre de 2023. O estudo parte do conceito de mobilização político-jurídica, apresentado por Boaventura de Sousa Santos, Cecília MacDowell Santos e César Rodriguez. Neste trabalho de pesquisa, precisamente da primeira a terceira seção, empregar-se-á o storytelling como técnica metodológica, aliado ao uso de pesquisa exploratória (qualitativa), bibliográfica e documental, com a realização de entrevistas para se alcançar os objetivos da pesquisa. O trabalho está estruturado em quatro seções. A primeira seção é dedicada à discussão teórica sobre os conceitos de mobilização político-jurídica, teoria crítica da raça, storytelling; Movimento Negro e Movimento Quilombola, e direito à terra. A segunda seção é dedicada à narrativa sobre a importância do Movimento Negro para os primeiros passos do Movimento Quilombola. A terceira seção é palco para discorrer sobre a criação da MALUNGU como instrumento de resistência na luta antirracista pelo direito à terra na amazônia paraense. Por fim, a quarta seção é dedicada ao protagonismo da MALUNGU na defesa do direito à terra no Pará. Como resultado, afirma-se que as mobilizações político-jurídicas, orquestradas pela MALUNGU, constituem uma forma específica de incidência político-jurídica, que se baseia em elementos da teoria crítica da raça e da própria história do Movimento Quilombola no Brasil e são resultado de uma importante estratégia de luta antirracista para o Movimento Quilombola, com vistas à garantia do direito à terra das comunidades quilombolas do estado do Pará.
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