Navegando por Assunto "Successful aging"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Condições de Saúde e Envelhecimento bem-sucedido: um estudo com pessoas idosas rurais ribeirinhas de um município amazônico(Universidade Federal do Pará, 2024-04-12) CARDOSO, Ronald de Oliveira; NASCIMENTO, Rodolfo Gomes do; http://lattes.cnpq.br/5645426555194230; https://orcid.org/0000-0002-4619-5646; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; ROCHA, Manuela Lima Carvalho da; SANTOS, Thamyris Maués dos; http://lattes.cnpq.br/6235586389632590; http://lattes.cnpq.br/8548040389785489; https://orcid.org/0000-0002-8062-1856O Brasil tem vivenciado o envelhecimento populacional e esse cenário implica em importantes mudanças epidemiológicas, representadas pela maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e reestruturação dos sistemas de saúde. No entanto, evidências mais recentes, apoiadas no paradigma Lifespan, têm mostrado que é possível alcançar um envelhecimento bem-sucedido (EBS), com baixa carga dessas doenças e bom nível de funcionalidade biológica, psicológica e social. O modo de vida da pessoa idosa em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) influencia diretamente as condições de saúde e no processo de envelhecimento. Deste modo, é importante investigar as diferentes regiões do país para entender melhor suas particularidades. O contexto rural ribeirinho, por exemplo, apresenta características socioculturais distintas e a investigação científica nesse campo é fundamental para compreender a saúde na velhice e promover o EBS neste contexto. Este trabalho tem como objetivo conhecer as condições de saúde e o EBS entre pessoas idosas que vivem no contexto rural ribeirinho do município de Cametá, no estado do Pará. Foram realizados dois estudos observacionais, descritivos, com abordagem quantitativa e coleta transversal dos dados. Participaram 77 pessoas idosas residentes em 11 ilhas fluviais. Os dados foram coletados utilizando o questionário de dados sociodemográficos, o questionário sobre condições de saúde e a Escala de Envelhecimento Bem-Sucedido (SAS-B). A análise estatística incluiu o tratamento descritivo dos dados por meio da distribuição de frequência, taxa percentual, intervalos de confiança de 95% (IC95%), mínimo, máximo, média e desvio-padrão; além de modelos de regressão e análise de árvore de decisão. Os resultados do estudo 1 mostraram que a maioria da amostra era de pessoas idosas jovens (60-69 anos de idade), do sexo feminino, casada, de cor parda, baixa escolaridade e renda, laboralmente ativos, de religião católica, residia com seus cônjuges e descendentes, eram chefes de família e proprietários da sua própria residência. Sobre as condições de saúde, observou-se que maior parte dos participantes percebeu sua saúde como ruim, tinham suporte social satisfatório, não era tabagista e etilista e considerou sua alimentação como saudável. Além disso, a maioria era funcionalmente independentes, não apresentou polipatologia e polifarmácia, porém utilizam serviços institucionais de saúde. Em relação à investigação do EBS, o desempenho das pessoas idosas rurais ribeirinhas chamou atenção de modo positivo, alcançando a pontuação média de 76,40 (±7,28). Sobre o comportamento dos domínios do EBS, observou-se melhor desempenho no “Engajamento com a Vida” com média de 31,20 pontos (±3,21), seguido do “Estilo de Vida Saudável” com média de 24,18 pontos (±3,15). No estudo 2 foi possível identificar a partir da análise de regressão logística multinomial, que as categorias sexo masculino (p=0.04), religião não católica (p>0.0001), ausência de polifarmácia (p=0.05) e utilização de serviço de saúde (p> 0.0001) foram as de maior importância na associação ao EBS. Ademais, a análise do modelo de árvore de decisões evidenciou três interessantes desfechos para explicar o EBS na amostra do estudo. Em uma apreciação geral dos achados revelados, denota-se que os participantes do estudo alcançaram elevada pontuação para a identificação do EBS no contexto investigado, o que pode ser melhor explicado pela modulação entre fatores psicossociais e comportamentais, as quais podem ser alvo de serviços da Atenção Primária à Saúde da pessoa idosa, em uma perspectiva de cuidado integral e a longo prazo no contexto rural ribeirinho.
