Navegando por Assunto "TEA - Transtorno do Espectro Autista"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamentos de crianças com transtorno do espectro autista com pares nos contextos de educação musical e recreio escolar(Universidade Federal do Pará, 2013-03-05) NASCIMENTO, Paulyane Silva do; FREITAS JÚNIOR, Áureo Déo de; http://lattes.cnpq.br/9902320223569217; SILVA, Simone Souza da Costa e; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634O presente trabalho investigou características pessoais, ambientais e comportamentais que podem permitir ou dificultar/impedir a interação social de crianças com TEA com seus pares, assim como analisou os benefícios do contexto de educação musical como promotor desta interação. Para organizar as formas de emissão destes comportamentos elaborou-se o “Protocolo de observação de comportamentos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com seus pares”. Participaram deste estudo duas crianças, do sexo masculino, com TEA, que cursavam o Jardim I em escolas privadas distintas, na cidade de Belém/PA. As crianças tinham idades de seis e cinco anos, respectivamente, e estavam regularmente matriculadas em turmas de percussão de uma Escola de Música da cidade de Belém/PA. Foram analisadas 3 sessões no ambiente de escola regular (durante o recreio), com duração de 20 min. cada; e 8 sessões no contexto de educação musical (aulas de percussão), 30 minutos cada. Os resultados mostraram que os comportamentos entre as crianças ASD com seus pares ocorreram em ambos os contextos, porém atingindo maior frequência no contexto livre (escola regular/recreio). Quanto aos benefícios da educação musical, O participante 1 (6 anos), cujo perfil era marcado pela aceitação de contato físico, aproximação e a busca pelo outro, obteve o aumento de comportamentos de iniciativas funcionais e a diminuição de respostas não funcionais. Verificou-se ainda, a ocorrência de iniciativas funcionais por meio de estereotipias, indicando que esta peculiaridade do transtorno pôde auxiliar a criança na aproximação e interação com os pares. Já no participante 2 (5 anos), com perfil marcado pela disponibilidade para contato, expressão emocional adequada ao contexto, e reciprocidade social (embora ocasional), pôde-se observar a grande influência do adulto no manejo comportamental da criança. Esta influência mostrou-se positiva (ao diminuir a emissão de comportamentos não funcionais) e negativa (ao prestar assistência demasiada, desconsiderando as potencialidades da criança e dificultando sua interação com os pares). Conclui-se que dada a baixa frequência de tais comportamentos, não se pode afirmar que as alterações verificadas são relacionadas exclusivamente à configuração deste ambiente, mas tão somente à contiguidade das possibilidades representadas pelo perfil da criança e a abertura que cada contexto permitiu para a expressão e estímulo destas potencialidades, assim como para a oferta de ferramentas que possibilitaram a apreensão ou reforçar de comportamentos propícios à interação social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Emergência de relações auditivo-visuais via treino por CRMTS para crianças diagnosticadas com TEA(Universidade Federal do Pará, 2017-02-10) CALADO, Jacqueline Iukisa Faustino; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223Partindo do pressuposto de que pessoas diagnosticadas com autismo podem apresentar dificuldades na discriminação de estímulos auditivos, viabilizar treinos com consequências específicas auditivas pode auxiliar na aquisição desse tipo de repertório. O presente estudo verificou a emergência de relações de controle auditivo-visual após treino visual-visual através de CRMTS com consequências auditivas. Participaram quatro crianças com TEA com um repertório prévio de leitura e escrita de 12 sentenças. Relações auditivo-visuais com essas sentenças foram testadas durante a linha de base (melodias ou vozes como modelo para a construção das sentenças). Em seguida foi realizado o treino visual-visual (animações como modelo para a construção de quatro das 12 sentenças) com consequências auditivas (melodias ou vozes). Ao final de cada sessão de treino as consequências auditivas eram apresentadas como modelo para a construção das 12 sentenças. Duas das quatro crianças demonstraram desempenho acima de 80% para as relações auditivo-visuais avaliadas. Os resultados demonstram a efetividade do uso de CRMTS com consequências auditivas específicas para a emergência de relações auditivo-visuais com pessoas com TEA. Também avançam ao garantir a expansão de classes com consequências específicas utilizando respostas de maior custo e sentenças.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nomeação bidirecional em crianças com autismo: efeitos dos procedimentos de observação de pareamento de estímulos e instrução com múltiplos exemplares(Universidade Federal do Pará, 2019-04-05) LOBATO, Juliana Lima; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Alguns estudos têm mostrado que os procedimentos de Instrução com Múltiplos Exemplares (MEI) e de Observação de Pareamento de Estímulos (SPOP) podem favorecer a indução de nomeação bidirecional (integração de respostas de falante e ouvinte) em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O presente estudo comparou a eficiência do MEI e do SPOP na indução de nomeação bidirecional em quatro crianças com TEA, avaliando também se a ocorrência de respostas ecoicas influenciaria na emergência desse repertório. Os resultados mostraram que apenas um participante demonstrou emergência de nomeação bidirecional completa, após ter passado pelos dois tratamentos experimentais (primeiro SPOP, depois o MEI). Dois participantes demonstraram emergência somente do componente de ouvinte, após passarem pelo tratamento SPOP. No teste final de nomeação dois participantes demonstraram emergência somente do componente de ouvinte da nomeação bidirecional e um participante apresentou aumento nos dois componentes em relação à linha de base. Não se observou relação entre a ocorrência de ecoico e o percentual de respostas corretas de tato e ouvinte seleção nas sondas de nomeação bidirecional, nem com a quantidade de sessões necessárias para atingir critério de aprendizagem em cada tratamento. Discute-se a eficiência dos tratamentos de maneira isolada e quando apresentados em sequência, além da importância do uso de estímulos reforçadores no processo de aquisição da nomeação bidirecional.
