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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Etnoecologia da pesca na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio - Terra do Meio, Amazônia, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2012) BARROS, Flávio Bezerra
    Este artigo apresenta alguns aspectos etnoecológicos da atividade pesqueira na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, área protegida (AP) localizada no município de Altamira, Pará. Esta AP foi criada em 2004 através de uma iniciativa conjunta dos ribeirinhos e movimentos sociais da região da Transamazônica e Xingu. Dentre as diversas atividades produtivas desenvolvidas pelos ribeirinhos, a pesca é uma das mais importantes. Através de métodos atinentes ao campo da etnoecologia, foram estudadas as cosmologias e os saberes locais acerca da ictiofauna de importância alimentar e comercial. O estudo apontou que os ribeirinhos demonstram grande conhecimento sobre os ecossistemas e a biodiversidade de peixes, o qual deve ser reconhecido como parte do patrimônio biocultural local. Em termos de estratégias para a conservação dos recursos naturais estes saberes devem ser igualmente valorizados.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    O povo da floresta e a conservação da sociobiodiversidade da Amazônia: uma análise a partir da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio
    (Universidade Federal do Pará, 2024-11-29) SILVA, Fabíola Andressa Moreira; ALVAREZ, Wellington de Pinho; http://lattes.cnpq.br/9113165346538917; https://orcid.org/0000-0001-7799-9762; VELOSO, Gabriel Alves; HERRERA, José Antonio; HERRERA, Raírys Cravo; SILVA, Edson Vicente da; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; http://lattes.cnpq.br/3354228537186786; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359; https://orcid.org/0000-0001-5688-750X
    O Brasil é um dos países com a maior diversidade socioambiental do mundo e as populações tradicionais que habitam as áreas protegidas (Terra Indígena -TI e Unidades de Conservação -UCs) do país têm demonstrado sua importância para a conversação, através da manutenção e da geração de diversidades biológicas, sociais e culturais, por meio do manejo positivo da paisagem. As Reservas Extrativistas (RESEX) são Unidades de Conservação que visam garantir o uso sustentável dos recursos naturais por populações tradicionais. Partindo do pressuposto de que as UCs e as populações que nelas vivem estão ameaçadas pela política de desmonte socioambiental dos últimos anos, diante do aumento de vetores de pressão sobre essas áreas, a pesquisa tenciona realizar uma análise da paisagem e caracterizar a dinâmica e o estado de degradação e de conservação, ao longo dos últimos 20 anos, na RESEX Riozinho do Anfrísio, em Altamira, Pará, localizada em um complexo de áreas protegidas, chamado de Terra do Meio. A metodologia que embasa esta tese pautou-se em uma abordagem sistêmica, adaptada para uma análise geossistêmica e integrativa da paisagem. Destacando nessa análise a importância dos povos e populações tradicionais para a conservação das áreas protegidas na Amazônia e seu papel para o futuro da humanidade. Os resultados permitiram concluir que a criação da UC de Uso Sustentável a RESEX Riozinho do Anfrísio em 2004, foi um importante instrumento para interromper o processo de desmatamento, grilagem e roubo de madeira que ameaçava a permanência das populações tradicionais e a conservação da sociobiodiversidade. Durante 13 anos após a criação da UC, a média de desmatamento foi de 138 ha/ano, considerado baixo mediante a extensão territorial e o tempo de observação. Por outro lado, entre 2018 a 2022, o desmonte das políticas ambientais influenciou para que os vetores de pressão voltassem a ser uma ameaça e a média de desmatamento anual mais que dobrou na UC (386 ha/ano), em apenas quatro anos. A resistência dos povos da floresta e o modo como estes manejam os recursos naturais florestais e as mais diversas paisagens, é um dos fatores fundamentais para conservação das mais diversas diversidades nesses territórios, que apesar das pressões e ameaças demonstram ao longo do tempo maior resiliência comparada a áreas onde não há presença de povos e populações tradicionais. Sendo assim, é essencial a presença dos povos e populações tradicionais em áreas de UC para conservação da vida na floresta e fora dela.
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