Navegando por Assunto "Theory of subjectivity"
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Tese Acesso aberto (Open Access) As configurações subjetivas de docência e suas transformações no decorrer da trajetória profissional de professores de ciências e biologia(Universidade Federal do Pará, 2017-10-17) SERRÃO RESQUE, Marciléa; ALVES, José Moysés; http://lattes.cnpq.br/6500775506186127; https://orcid.org/0000-0003-1307-1249A trajetória profissional docente é um campo de estudo que corresponde a uma das principais temáticas de análise sobre os profissionais da educação, em virtude das preocupações com os processos de formação docente em meio aos desafios do cenário educativo contemporâneo. De forma geral, tal temática vem sendo estudada no âmbito das pesquisas sobre ciclos de vida, que muitas vezes ressaltam as similaridades e regularidades presentes no percurso profissional dos professores. Esta pesquisa, de modo diferente, busca compreender a trajetória profissional como processo singular e subjetivo. Para esta leitura, trago como referência teórica principal a Teoria da Subjetividade de Fernando González Rey (2003; 2017). Utilizo as categorias de sentido subjetivo, configurações subjetivas, subjetividade individual e social para compreender as transformações que ocorrem nas configurações de sentidos subjetivos de docência em diferentes momentos da carreira profissional de três professores de ciências e biologia. Defendo a Tese que, analisar a trajetória profissional docente a partir deste referencial teórico, possibilita a compreensão dos movimentos de transformação dos sentidos subjetivos sobre a docência em ciências e biologia, que são produzidos nos diferentes contextos da vida pessoal e profissional. Para dar suporte ao estudo, a pesquisa alinha-se à abordagem qualitativa, assume como enfoque metodológico a Epistemologia Qualitativa de González Rey, que defende a condição eminentemente construtiva e interpretativa das pesquisas. As informações foram construídas por meio de complemento de frases, questionário aberto, entrevistas individuais e conversas informais. Apresento a análise construtiva- interpretativa da trajetória de três professores de ciências e biologia, na forma de estudos de casos. Para estes estudos, optei pelo método de análise transversal, que organizou o percurso profissional dos professores em três momentos principais: 1) As opções pela docência; 2) A entrada na carreira docente e os anos iniciais e 3) O momento atual. Os sentidos subjetivos referentes a cada momento foram interpretados por meio de indicadores construídos a partir das expressões dos sujeitos. Os resultados apontam que diferentes configurações subjetivas de docência são construídas em momentos distintos da trajetória profissional dos professores e elas constituem a base da motivação para a docência em ciências e biologia. As transformações nas configurações foram resultantes das rupturas e criações de novos sentidos subjetivos engendrados a partir das histórias pessoais dos sujeitos em diálogo permanente com seu contexto de ação atual. A pesquisa também apontou que o exercício partilhado e colaborativo da docência, a construção de formas de resistência às representações dominantes da profissão e vivências emocionalmente positivas no decorrer da trajetória, são importantes para a configuração de sentidos subjetivos de valorização da docência em ciências e biologia.Tese Acesso aberto (Open Access) A motivação como produção de sentidos subjetivos: pedagogia de projetos no ensino e aprendizagem de ciências(Universidade Federal do Pará, 2017-04-25) CASANOVA, Marcello Paul; ALVES, José Moysés; http://lattes.cnpq.br/6500775506186127; https://orcid.org/ 0000-0003-1307-1249A motivação para aprender é uma preocupação permanente de educadores e pesquisadores. Entre as abordagens de ensino pensadas para motivar os alunos destaca-se a Pedagogia de Projetos, que valoriza o estudante como protagonista de sua aprendizagem. Apesar da importância atribuída à motivação, nem sempre as pesquisas realizadas explicitam um referencial teórico-metodológico para tratar do assunto. Muitas vezes, a motivação é pensada como resultante direta das atividades planejadas pelo professor e os fatores cognitivos e afetivos, envolvidos no processo, são compreendidos de forma dicotômica. Defendo a tese de que a Teoria da Subjetividade de González Rey amplia nossa compreensão sobre a motivação para ensinar e aprender Ciências no contexto da Pedagogia de Projetos, ao possibilitar a interpretação de configurações de sentidos subjetivos complexos, singulares e que emergem em diferentes contextos. Para dar suporte a esta afirmação, realizei dois estudos sobre a motivação para ensinar e aprender, a partir desse enfoque teórico-metodológico, com o objetivo de compreender as configurações de sentidos subjetivos dos sujeitos em relação ao ensino ou a aprendizagem com projetos. No primeiro, analisei os sentidos subjetivos de uma professora de Ciências para trabalhar com projetos. No segundo, analisei os sentidos subjetivos de um grupo de estudantes, envolvidos em um projeto de com teatro na escola. As informações foram construídas por meio de complementos de frases, redações, observações e conversas informais. Os sentidos subjetivos foram interpretados a partir de indicadores construídos na pesquisa, constituindo estudos de caso dos participantes. Tanto no estudo com a professora, quanto no estudo com os estudantes, compreendi a motivação dos sujeitos como resultante de configurações de sentidos subjetivos complexos e singulares, que não dependem apenas da situação atual, mas levam em conta suas experiências passadas e interações com outras pessoas, em outros contextos. Estes resultados sustentam a tese de que a Teoria da Subjetividade traz uma contribuição importante sobre a compreensão da motivação para ensinar e aprender Ciências no contexto da Pedagogia de Projetos, com implicações importantes para a pesquisa na área, para o ensino e para a formação de professores.Tese Acesso aberto (Open Access) Os processos imaginativos e a aprendizagem de ciências no contexto de práticas investigativas: o estudo de caso de Pietro(Universidade Federal do Pará, 2021-05-27) NASCIMENTO, Maridalva Costa; PARENTE, Andrela Garibaldi Loureiro; http://lattes.cnpq.br/0934892702963831; https://orcid.org/0000-0003-3396-700XEste estudo apresenta os processos imaginativos de um estudante em um contexto de práticas investigativas. É uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso. Assume a imaginação enquanto produção de sentidos subjetivos, que pode estar presente nos processos psíquicos humanos, quando configurados subjetivamente, sendo imprescindível para as produções criativas. Tem como objetivo geral, compreender como a imaginação, enquanto produção subjetiva, participa do processo de ensino-aprendizagem discente em ações investigativas de ciências. Isso significou interpretar a configuração subjetiva da ação de aprender do estudante. Foi utilizado como suporte teórico a Teoria da Subjetividade de González Rey, a Epistemologia Qualitativa e o método construtivo-interpretativo desenvolvidos pelo mesmo autor. Para construção da informação foram utilizados os seguintes instrumentos, enquanto recursos da pesquisa: completamento de frases, produção de textos, desenhos, vídeo-gravações, conversas informais, atividade investigativas e entrevistas. As expressões do participante permitiram construir indicadores de sentidos subjetivos e elaborar hipóteses sobre sua configuração subjetiva da ação de aprender. Assim, a interpretação realizada indicou que participam de sua configuração subjetiva da ação de aprender, núcleos de sentidos subjetivos, associados: à participação dos pais nos seus estudos; à sua postura desinibida, participativa, curiosa, responsável, e que não teme se expressar; ao seu desejo de ascender na vida. Os resultados sinalizaram ainda, que valorizar a imaginação do estudante cria condições para reflexões, posicionamentos, questionamentos e para a curiosidade. Isso fica facilitado nas práticas investigativas, nas quais o estudante não recebe o conhecimento pronto, mas precisa pensar como resolver problemas. Nesse contexto, a imaginação está presente na formulação e teste de hipóteses, na interpretação de resultados, e na formulação de novas perguntas, que emergem como produção subjetiva do momento atual, na interação com o professor e com os colegas, relacionada à subjetivação de experiências anteriores. E desse modo, as práticas investigativas deveriam se constituir um recurso pedagógico para a superação de um ensino por transmissão.
