Navegando por Assunto "Tipologia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Esboço sociolinguístico sobre risco de perda e manutenção de línguas: o caso de cinco línguas indígenas brasileiras(Universidade Federal do Pará, 2013-02-28) FRANCO, Danielle Abreu; FERREIRA, Marília de Nazaré de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4291543797221091Este estudo apresenta as macrovariáveis que evidenciam a situação de ameaça e perda da vitalidade das línguas Anambé, Aikanã, Apurinã, Parkatêjê e Xipaya, frente ao domínio da língua portuguesa. Para realizar o presente estudo foram utilizados procedimentos metodológicos necessários para uma abordagem com enfoque teórico bibliográfico sobre as causas que motivam a mudança linguística, com base nas variáveis sociolinguísticas apresentadas por Edward (1992), Grenoble & Whaley (1998, 2000) e nos critérios que avaliam a vitalidade das línguas apontadas pela UNESCO (2003). A partir das informações coletadas nas entrevistas com pesquisadores das línguas selecionadas temos em vista: i) identificar quais macrovariáveis que atuam no processo de desvitalização das línguas selecionadas para este estudo; ii) classificar as línguas selecionadas quanto ao grau de vitalidade, considerando os critérios estabelecidos, em 2003, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO); e iii) delinear, com base nas respostas às entrevistas concedidas pelos pesquisadores, a situação sociolinguística de cada língua estudada. O exame das macrovariáveis (usos das línguas, escolarização e migração) identificadas em análise às línguas indígenas selecionadas apontou aspectos que dizem respeito à situação de perda linguística das mesmas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo comparativo das posposições no Timbira(Universidade Federal do Pará, 2020-08-24) AYAN, Sheyla da Conceição; FERREIRA, Marília de Nazaré de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4291543797221091; https://orcid.org/0000-0001-9995-1938O presente trabalho tem o objetivo de comparar semelhanças e diferenças na ocorrência das posposições no grupo das variantes dialetais Timbira: Parkatêjê, Canela Apãniekrá, Canela-Krahô e Pykobjê, sob uma visão tipológico-funcional. O complexo dialetal Timbira pertence à família Jê e ao tronco Macro-Jê. As posposições, de acordo com Genetti (2014), são partículas que ocorrem com um sintagma nominal e indicam a relação gramatical, semântica, espacial, temporal ou lógica do sintagma nominal com o outro elemento da cláusula. Os dados utilizados nesse estudo são oriundos de trabalhos descritivos já realizados nessas variantes dialetais, a saber: Ferreira (2003), Alves (2004), Popjes e Popjes (1986), Souza (1989), Miranda (2014), Amado (2004) e Silva (2011). Com base na comparação dos dados, notou-se uma grande semelhança na forma desses elementos, bem como nas funções exercidas por tais posposições. Entretanto, há também algumas diferenças muito relevantes entre elas, como a posposição ‘te’, por exemplo, que foi analisada ora como uma marca de ergatividade, ora como um elemento oblíquo, além da função de genitivo. Esta pesquisa está fundamentada nos postulados teóricos de Genetti (2014), Dixon (2010), Hagège, (2010), Blake (2004), Payne (1997), entre outros. A metodologia empregada neste trabalho consistiu em pesquisa bibliográfica na literatura especializada, comparação dos dados e análise de base tipológico-funcional dos mesmos.Tese Acesso aberto (Open Access) Tendência tipológicas de harmonia nasais e palatização em línguas indígenas brasileiras(Universidade Federal do Pará, 2020-07-31) BARAÚNA, Fabíola Azevedo; PICANÇO, Gessiane Lobato; http://lattes.cnpq.br/8504849027565119; https://orcid.org/0000-0001-5699-1470Este trabalho trata do processo de assimilação fonológica de harmonia nasal e palatalização em línguas indígenas. A assimilação de traços, de acordo com Odden (2005), constitui-se como o processo fonológico mais comum de ocorrer nas línguas e, dentre os processos assimilatórios, a harmonia nasal e palatalização figuram como os mais frequentes nas línguas do mundo (KRAMER E UREK, 2016). Por essa razão, nesta tese, apresentam-se algumas tendências observadas nesses dois processos em línguas indígenas brasileiras. Objetiva-se definir padrões ou singularidades nos processos de assimilação nasal e palatal em 31 línguas indígenas brasileiras, pertencentes a grupos linguísticos diferentes, sendo provenientes de dois troncos (Tupí e Macro-Jê), três famílias maiores (Aruák, Pano e Karib); três famílias médias (Nadahup, Yanomami e Nambikwara); e duas famílias menores (Katukina e Chiquitano). Essa diversificação permitiu delimitar padrões e singularidades linguísticas observados em cada processo, além de verificar como se manifestam nessas línguas e quais são suas semelhanças e diferenças em relação aos principais parâmetros que definem processos fonológicos: gatilhos, alvos, direcionalidade e natureza (fonética, fonológica ou morfofonológica). O estudo foi realizado seguindo a abordagem tipológica e o material de análise para esta pesquisa é composto por teses, dissertações e artigos divulgados no meio científico. Os dados pertencentes a essas línguas foram compilados e organizados em planilha, evidenciando a família linguística a qual a língua pertence, o local onde é falada, as informações dos gatilhos, alvos, segmentos resultantes e direção dos processos. Além disso, são realizadas exemplificações fonéticas e fonológicas das palavras das línguas analisadas para comprovação dos parâmetros de assimilação. Como fundamentação teórica básica utilizou-se, para a análise do processo de harmonia nasal, o trabalho de Walker (1998, 2011) e, para a palatalização, os estudos de McCarthy e Smith (2003), além de Bateman (2007). Ao longo da tese, discute-se, inicialmente, sobre a tipologia linguística, de maneira geral, e tipologia fonológica, de modo mais específico. Em seguida, são apresentadas as famílias e troncos aos quais as línguas analisadas pertencem. Por fim, realiza-se uma explanação dos processos assimilatórios, descrição e análise das línguas. Os resultados desta pesquisa apontam que, embora alguns parâmetros estejam em conformidade com os tipos e tendências já atestados sobre esses processos, há outros que divergem ou estão interligados entre si (tipos de gatilhos x grupos de alvos; natureza x direcionalidade). Em relação à harmonia nasal, as cosoantes nasais tendem a ser o gatilho do processo, enquanto as vogais tendem a ser os alvos. Em relação à palatalização, o gatilho tende a ser de vogal alta anterior e os alvos tendem a ser consoantes coronais. Nos dois processos, a natureza e direção do processo se relacionam, de modo que se a natureza é fonológica, o espalhamento tem tendência a ser regressivo; se a natureza é morfofonológica ou fonética, o espalhamento tem tendência a ser progressivo.
