Navegando por Assunto "Tissue engineering"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento de Redes Semi-Interpenetrantes de PCL-pHEMA-copaíba para potencial uso com scaffolds na Engenharia de Tecidos(Universidade Federal do Pará, 2024-02-22) LIMA, Tainara de Paula de Lima; PASSOS, Marcele Fonseca; http://lattes.cnpq.br/0588450144351187; https://orcid.org/0000-0002-5616-2127A engenharia de tecidos atua como uma alternativa para substituir órgãos e tecidos do sistema biológico que foram afetados por alguma enfermidade. Torna-se necessário, portanto, estudar com profundidade o tipo de material que será usado como scaffold. Entre os materiais nessa área, destacam-se os polímeros e hidrogéis, como: a poli (ε-caprolactona) (PCL) e o poli (2-hidroxietil metacrilato) (PHEMA), respectivamente. A PCL é um polímero biorreabsorvível, biodegradável e biocompatível, no entanto, é hidrofóbica. Por outro lado, o pHEMA é um hidrogel biocompatível e hidrofílico, mas não apresenta boa degradabilidade. Além disso, é possível intercalar compostos bioativos, através do uso de óleos vegetais amazônicos, nessas estruturas, para potencializar, ainda mais, a regeneração do tecido e combater possíveis infecções por microrganismos. Visto isso, portanto, esse trabalho objetivou a obtenção e caracterização de redes semi-IPN de PCL-PHEMA-copaíba para uso como scaffolds na engenharia de tecidos, usando a técnica de rotofiação. Os resultados demonstraram, com sucesso, o processamento de fibras PCL (com e sem óleo de copaíba) e a formação de redes semi-IPN PCL-C-PHEMA. A cromatografia gasosa confirmou a presença de componentes bioativos no óleo essencial de copaíba, sendo majoritário o (β)-cariofileno (40,75%). O espectro de FTIR mostrou interações dos grupos funcionais dos materiais, confirmando a incorporação do óleo na estrutura da PCL e a formação de redes semi-interpenetrantes. As micrografias e topografias revelaram microfibras emaranhadas e desorganizadas em todas as amostras, com diferentes diâmetros, porosidades e rugosidades. As amostras de PCL, PCL-C, e PCL-C-PHEMA apresentaram variação de diâmetros de fibras em torno de 18,40 a 19,50 μm, 3,11 a 24,44 μm, e 6,29 a 8,14 μm, respectivamente. As análises do ângulo de contato ( PCL: 86,96°, PCL-C: 93,99°, PCL-PHEMA: 29,42°, e PCL-C-PHEMA: 56,02°) e teste de inchamento ( PCL: 4,49%, PCL-C: 2,73%, PCL-PHEMA: 21,57%, e PCL-C-PHEMA: 10,11%) demonstraram que a adição do hidrogel à estrutura do PCL otimizou as propriedades hidrofílicas do material. Os ensaios sol-gel indicaram que os materiais PCL-PHEMA e PCL-C-PHEMA apresentaram 73,5 e 74,3% de fração gel, respectivamente. Os termogramas confirmaram que o material não sofreu alteração significativa na estabilidade térmica com a adição do hidrogel e do óleo. Testes microbiológicos confirmaram a ação antimicrobiana do óleo de copaíba e dos scaffolds (PCL-C-PHEMA e PCL-C) contra bactéria gram-positiva Staphylococcus aureus, com halo de inibição de 9, 7, e 5 mm, respectivamente. E os ensaios de citotoxicidade concluíram que os scaffolds de PCL, PCL-PHEMA e PCL-C apresentaram boa viabilidade celular, todavia torna-se necessário otimizar o processo de fotopolimerização da rede semi-IPN, haja vista que os materiais PCL-C-PHEMA deram moderada toxicidade. Espera-se, por fim, que um novo biomaterial seja desenvolvido para uso na engenharia de tecidos valorizando o uso de recursos naturais amazônicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção de filmes de colágeno de peixe para biomaterais: peixes da amazônia (Heros Severus e Cichla Temensis) e tilápia do nilo (Oreochromis Niloticus)(Universidade Federal do Pará, 2023-10-27) COELHO, Katherine Elice Paes Leão; LAMEIRA, Aladim Gomes; http://lattes.cnpq.br/7739057853603135; DIAS, Carmen Gilda Barroso Tavares; http://lattes.cnpq.br/2113791118142177Filmes de Colágeno derivados da pele de peixe vêm ganhando destaque na engenharia tecidual, com ênfase no grande número de pesquisas sobre as propriedades daqueles obtidos de Tilápia do Nilo - TN (Oreochromis niloticus). Paralelo a isso, a Bacia Amazônica apresenta inúmeras espécies de peixes, os quais ainda não foram abordados profundamente no campo da bioprospecção. Neste sentido, esta pesquisa buscou preparar e analisar filmes derivados de peles de peixes amazônicos, como o Tucunaré –açú - TA (Cichla Temensis) e o Acará-severo - AS (Heros Severus), comparando-os com o do peixe africano (TN). A partir dos resultados verificou-se que o de TN foi o de que se obteve maior rendimento de colágeno. As proteínas foram extraídas e purificadas para o preparo de soluções aquosas com álcool polivinílico. Os filmes obtidos por evaporação de solvente apresentaram os seguintes resultados de resistência à tração: 327 MPa para TN; 299 MPa para AS e 228 MPa para TA. Por microscopia eletrônica de varredura foi possível notar que a maior porosidade estava presente em filmes de TN, os quais receberam revestimento de esferas e nanofibras depositas a uma distância de 3 cm sob tenção de 6,3 KW geradas em fonte COCKCROFT – WALTON. Portanto, verificou-se que apesar de os polímeros de TA e AS apresentarem bons resultados, os filmes elaborados a partir de Tilápia foram os que melhor corroboraram com os de biomateriais de uso odontológico. Por fim, acredita-se que os de peixes amazônicos possibilitaram a reprodução de métodos já aplicados com veemência na literatura e podem vir a suprir as necessidades mercadológicas.
