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Tese Acesso aberto (Open Access) O Dimensionamento das trajetórias tecnológicas de base agrária na Região Tocantina e suas implicações para o desenvolvimento local(Universidade Federal do Pará, 2010-04-26) ROCHA, Enéas Nunes; COSTA, Francisco de Assis; http://lattes.cnpq.br/1820238947667908O Padrão usual do Desenvolvimento capitalista rural na Amazônia está fundamentado no paradigma agropecuário e em trajetórias tecnologias patronais que, ancoradas numa institucionalidade tradicional, reverte a seu favor os benefícios das políticas públicas para o setor rural expresso no volume de crédito acessado por esses agentes. Paralelamente ao padrão usual, verifica-se a existência das estruturas camponesas com racionalidade oposta à patronal e trajetória tecnológica distinta, participa com representatividade do valor da produção rural, empregando maior volume de mão-de-obra e utilização mais eficiente dos recursos a seu dispor. As trajetórias tecnológicas camponesas, respaldadas pelo paradigma agroflorestal, representam na Região Tocantina uma alternativa ao desenvolvimento sustentável para a região e dessa maneira, objeto e desafio na formulação de políticas públicas para o setor rural. Assim, o desenvolvimento com equidade social, equilíbrio ecológico e eficiência econômica na Região Tocantina, passaria necessariamente pelo incentivo aos procedimentos tecnológicos das trajetórias camponesas e por mudanças na base institucional que legitima o atual modelo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico da Formação Pimenteira (Devoniano) na borda sudoeste da bacia do Parnaíba (TO)(Universidade Federal do Pará, 1998-04-15) SILVA, Valter Fernandes; CAPUTO, Mário Vicente; http://lattes.cnpq.br/1028384858323270A parte da Formação Pimenteira estudada ocorre na porção sudoeste da Bacia do Parnaíba, na região entre as cidades de Paraíso, Miranorte, Miracema, Tocantinea, Pedro Afonso e Itacajás no Estado do Tocantins. Essa formação é considerada como sendo depositada em um trato de sistema de mar transgressivo de idade Devoniano Médio e Superior (Givetiano ao Fameniano). Na área em palco os estudos das fáceis possibilitaram individualizar três associações de fácies denominadas aqui de A, B e C que foram depositadas em uma plataforma marinha rasa durante o nível de mar transgressivo, nível de mar regressivo e nível de mar alto, respectivamente. Estas associações de fácies foram interpretadas como produto dos seguintes ambientes deposicionais: 1) PLATAFORMA MARINHA DE LAMMA (associação de fácies A) representada pelas F1 (fácies folhelho laminado), Alp (arenito com laminação plano-paralela e Aab (arenito intercalado a argilitos com bolsões de areia) onde a deposição se deu, principalmente, a partir de sedimentos finos em suspensão (pelitos) intercalados a arenitos finos a muito finos (psamitos) depositados sob a influência de fluxo oscilatório e tratativo originados por ondas; 2) GLACIOMARINHO PROXIMAL com CANAL SUBGLACIAL, associado (associação de fácies B), representada pelas fácies Dmm (diamictito maciço), Acf (arenito com clásto fluidizado), F1 (folhelho laminado), Pgm (paraconglomerado grosso maciço), Pfm (paraconglomerado fino maciço) e Agm (arenito grosso maciço), foram depositadas a partir de geleiras, com canais subglacias associados, jangadas de gelo e/ou icebergs que se deslocaram do continente, flutuaram no mar, liberando água de derretimento trazendo uma grande quantidade de sedimentos finos e grosseiros, formando à frente da galeria uma pluma carregada de sedimentos em suspensão. Com o decréscimo da energia, ocorrem deposição de extensos lençois de lama, com seixos e cascalhos, dispersos, sendo liberados das jangadas de gelo e/ou icebergs, a medida que vão derretendo. A fácies F1, Pgm, Pfm e Agm representam um depósito de barras remanescente de um canal subglacial. Os canais subglaciais descarregam sedimentos grossos na frente da geleira que podem ser transportados para mais além por correntes de turbidez formando depósitos lenticulares ou acamadados intercalados aos diamictitos; 3) PLATAFORMA MARINHA RASA SOB AÇÃO DE ONDAS DE TEMPESTADES (associação de fácies C) representada pelas fácies F-A1 (folhelho-arenito laminado), F1-S (folhelho laminado irtercalado a siltitos), Aco (arenito com estratificação cruzada ondulada truncada por onda), Ap (arenito com estratificação plano-pararela), Apt (arenito com estratificação plano-paralela e cruzada tabular), Acot (arenito com estratificação cruzada ondulada truncada por onda e tangencial), Ach (arenito com estratificação cruzada hamocky), Aptb (arenito com estratificação plano-paralela e cruzada tabular bioturbado), Apmo (arenito com estratificação plano-paralela e marcas onduladas), Amg (arenito maciço com grânulos e seixos dispersos) e Pm (paraconglomerado maciço). Os depósitos são característicos de barras de plataforma com estruturas hummocky dominante, atestando a ação de ondas de tempestades, encobertas por extensas camadas de folhelhos marinhos depositados durante a fase de bom tempo. Essa associação de fácies predomina na porção superior da Formação Pimenteira passando gradativamente para os arenitos e diamictitos deformados da Formação Cabeças a leste da cidade de Pedro Afonso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fósseis de vegetais da Formação Pedra de Fogo:: aspectos taxonômicos, mineralogia e composição química(Universidade Federal do Pará, 2000-08-11) MARTINS, Rosiney Araújo; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432Nos arredores da localidade de Bielândia-TO, a Formação Pedra de Fogo (Permiano Superior da Bacia do Parnaíba) foram coletados vegetais fossilizados, associados a uma sucessão sedimentar, constituída de arenito basal, sobreposto por siltitos e argilito no topo, com nódulos e níveis contínuos de sílex em toda sua extensão. Estudos morfo-anatômicos, com base na identificação do tipo de sistema vascular (estelo) preservado, de 17 exemplares de vegetais fossilizados revelaram a presença de 9 caules, 4 raízes e 2 pecíolos, sendo que 2 exemplares não foram identificados devido a poucos elementos anatômicos preservados. No geral, o sistema vascular dos caules consiste de massas de feixes vasculares (xilema), limitados por uma parede de parênquima de reforço, imersos numa matriz de parênquima fundamental. Vestígios de floema foram observados. Externamente, encontra-se rodeado por uma capa de raízes adventícias, constituídas por feixes vasculares imersos em parênquima fundamental. Esta configuração é característica da família Psaroniaceae, representada, neste trabalho, pelos gêneros Psaronius e Tietea, cuja a morfologia do estelo permitiu a identificação das espécies Psaronius brasiliensis e Tietea singularis. As raízes exibiram estelo do do tipo protostelo e o pecíolo mostrou incipiente estruturação em forma de anéis concêntricos. Apenas 1 exemplar representou a família Taxaceae, pela presença de esclereídeos e traqueídeos. Estudos de 34 lâminas delgadas, representativas de cortes transversais e longitudinais à estrutura preservada do vegetal, demostraram a presença do quartzo cristalino granular e prismático, juntamente com o quartzo microcristalino, com destaque para a variedade calcedônia, tanto fibrorradial como em franjas. Na DRX, análises de 17 amostras totais e 17 frações isoladas dos tecidos identificados, os difratogramas desenharam o padrão do quartzo e pequenas reflexões de anatásio, calcita e hematita. Nos espectros de infravermelho essas amostras registraram bandas diagnósticas do quartzo (1166, 1082, 798, 800, 694, 511 e 462 cm-1) e restritamente bandas de matéria orgânico (próximas a 3000 cm-1) e ainda o doublet 3700 e 3622 cm-1, juntamente com as bandas 1103, 1035, 1011 e 915 cm-1 característico da caulinita desordenada. A cristalinidade do quartzo é media e baixa, com valores próximos a 5,0 (índice calculado, por DRX, segundo Murata & Norman, 1976). Imagens de MEV revelam duas fases distintas: uma rica em microcavidades, típicas do parênquima e contatos de células parenquimáticas, e outra mais maciça, predominante nos vasos e parênquima fundamental. Análises por microssonda eletrônica mostram composição de sílica praticamente pura (99,73 % SiO2) a valores de 76,37 % SiO2. Os valores mais elevados das principais impurezas foram: Al2O3=5,95 %; Fe2O3=2,45 %; CaO=0,22 %; Na2O=0,19 % e TiO2=1,52 % e são coincidentes com amostras do esclerênquima, onde aparecem a caulinita e a hematita com mais freqüência. Os vegetais identificados caracterizam uma flora Permiana, típica de pântano, onde mudanças ambientais, que tornaram o pH mais alcalino, promoveram a morte de floresta juntamente com a permineralização da sílica nos tecidos das plantas, permitiu a preservação de detalhes histológicos minuciosos. A presença de matéria orgânica, relacionada a metil e metileno, confirmaram ainda a origem do processo como de infiltração e impregnação, desenvolvido a temperaturas relativamente baixas (abaixo de 200° C).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia do perfil entre os municípios de Colina e Couto Magalhães no estado do Tocantins-Brasil(Universidade Federal do Pará, 1997-02-18) MORAES JÚNIOR, Ofir; BORGES, Maurício da Silva; http://lattes.cnpq.br/1580207189205228; GÓES, Ana Maria; http://lattes.cnpq.br/2220793632946285A área está inserida no quadro geológico da Província Tocantins, dentro da porção mais meridional da Amazônia oriental. Está compreendida entre os paralelos 08° 00’ 00’’ e 08° 30’ 00’’ e os meridianos 48° 30’ 00’’ e 49° 30’ 00’’. A região pesquisada engloba uma seção geológica que tem inserção na cidade de Colinas do Tocantins, com prosseguimento através da rodovia estadual TO-280 e término ocorrendo às proximidades da cidade de Couto Magalhães/TO, perfazendo cerca de 107 km em perfil. Adota-se nesse trabalho a divisão cronoestratigráfica para o Supergrupo Baixo Araguaia, que inclui da base para o topo, os grupos Estrondo e Grupo Pequizeiro. Optou-se por incluir no Grupo Estrondo os litotipos atribuídos à Formação Xambioá (além da inclusão, neste grupo, da Formação Couto Magalhães). Esta unidade, em sua porção leste, está constituída dominantemente por xistos e quartzitos, sendo mais comuns biotita xistos, xistos feldspáticos (gnaissóides) e quartzitos puros; na sua porção oeste, aflora a unidade denominada, por alguns autores, de Formação Couto Magalhães, cuja litologia principal é representada por metassedimentos, dominantemente filitos. O Grupo Pequizeiro, em alguns trabalhos denominado Formação Pequizeiro (incluída no antigo Grupo Tocantins), situa-se na pare centro-oeste da área e exige rochas fundamentalmente formadas por micaxistos, sendo mais frequentes clorita xistos e biotita xistos intercalados. A bacia do Parnaíba está representada, em sua borda oeste (porção leste da área de trabalho) pelos sedimentos pelíticos da Formação Pimenteira e arenitos da Formação Cabeças. Também foram observadas unidades essencialmente conglomeráticas atribuídas à Formação Rio das Barreiras e à unidade Conglomerado Cipó, as quais, por alguns autores, têm sido consideradas como variações deposicionais da Formação Cabeças, ou da Formação Piauí ou até da Formação Pedra de Fogo. Estes conglomerados são aqui considerados como de idade eopaleozóica. As características sedimentológicas da Formação Rio das Barreiras não permitem correlacioná-la a nenhuma unidade da bacia do Parnaíba; já os Conglomerados Cipó podem ter relação com a Formação Serra Grande desta bacia. Os aspectos estruturais identificados dentro do Supergrupo Baixo Araguaia segregam não apenas dois grupos litoestratigráficos enfeixados nos grupos Estrondo e Pequizeiro, mas também duas classes de estruturas: uma originada por sistema de tectônica puramente dúctil e não-coaxial; e outra oriunda de uma tectônica predominantemente rúptil e coaxial, implantada posteriormente. São marcados pela presença constante de três tipos mais importantes de estruturas tectógenas: [a] foliação milonítica e xistosidade; [b] lineação de estiramento; além de uma terceira estrutura identificada pontualmente; [c] bandamento composicional. Outras feições, não menos importantes, são descritas como dobras, clivagem de crenulação, veios e lentes. Dentro do domínio de estruturas de caráter rúptil são reconhecidas falhas de diferentes tipos, juntas ou fraturas, além do lineamento de orientações várias que podem representar distintos tipos de estruturas. As estruturas identificadas no âmbito da bacia do Parnaíba são caracterizadas fundamentalmente através da atuação de processos originados por falhamentos de caráter normal. São estruturas oriundas de regime de tectônica frágil que gerou falhas normais importantes, tanto em escala regional como em escala de afloramento. De igual importância, são as descontinuidades descritas como juntas que constituem marcantes impressões registradas nas duas unidades sedimentares mapeadas dentro desta porção da bacia. A correlação entre as feições exibidas em escala de afloramento (falhas, fraturas, estrias) com os lineamentos de escala regional evidencia o direcionamento principal segundo uma direção preferencial norte-sul. Esta orientação pode ser visualizada através dos registros (diagramas) de tratamentos estatísticos baseados em medidas de campo. As estruturas glaciotectônicas estudadas referem-se às geometrias deformadas e caóticas existentes nos depósitos areno-conglomeráticos devonianos pertencentes à Formação Cabeças da bacia do Parnaíba. Ocorrem em boa parte da área de trabalho, ao longo da porção mais oriental da região. São principalmente tilitos que exibem exuberantes feições cisalhantes, atribuídas ao tectonismo de paleogeleiras do final da sedimentação marinha dos arenitos Cabeças, no Fameniano. São descritos tilitos deformados e pouco deformados originados em regime de deformação progressiva através de movimentos tangenciais em zonas de cisalhamento simples e heterogêneo, geradas em ambientes subglaciais distais e de contato glacial. Dois principais compartimentos de relevo estão expostos dentro da área de trabalho: [1] aquele atribuído ao cinturão Araguaia e [2] aquele correlacionado à cobertura sedimentar da bacia do Parnaíba. No âmbito do cinturão Araguaia, que faz parte do Planalto do Interflúvio Araguaia-Tocantins, foram individualizadas as seguintes unidades de relevo diferenciado: [a] relevo de serras alinhadas de topos aguçados; [b] relevo de morros de topos tabulares; [c] relevo de morrotes isolados de topos abaulados; [d] relevo colinoso de topos arredondados; [e] pedeplano terciário; [f] planície fluvial do rio Araguaia; [g] aluviões holocênicos. As duas últimas sub-unidades estão inseridas na Depressão do Araguaia. Na área pertencente à bacia do Parnaíba, englobada na Depressão do Tocantins, foram individualizadas apenas duas unidades morfológicas; [h] relevo de morros de topos planos; [i] relevo de colinas amplas de topos planos e arredondados. A evolução da área no contexto do cinturão Araguaia é entendida através do modelo de distensão-compressão litosférica, onde a fase distensiva promoveu a formação de hemigraben dominado por falhas normais inclinadas para leste; a fase compressiva caracterizou-se pela reativação das falhas normais em cavalgamentos. A acomodação desses tensores deu-se através da formação de sistema imbricado com nappes associadas. O Supergrupo Baixo Araguaia possui características de seqüência marinha transgressiva. A instalação da bacia do Parnaíba ocorreu através de um eixo extensorial de direção NW-SE durante o início do Paleozóico, no Ordoviciiano-Siluriano. Os efeitos dessa abertura levaram à formação de falhas extensionais que se concentraram nas bordas W, E e SE que foram controladas por lineamentos antigos pré-cambrianos. Os depósitos clásticos do Grupo Canindé, registros do Devoniano da bacia, representam a alternância de ciclos regressivos (pelitos das formações Pimenteira e Longá) e transgressivos (arenitos das formações Itaim e Cabeças) e são caracterizados por deposição em climas temperados a frios nas proximidades de geleiras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os Fundamentos agrários do desenvolvimento da Região Tocantina(Universidade Federal do Pará, 2005) ROCHA, Enéas Nunes; COSTA, Francisco de Assis; http://lattes.cnpq.br/1820238947667908Os fundamentos agrários do desenvolvimento da Região Tocantina estão relacionados com a forma de ocupação do solo e como se articulam as diversas estruturas produtivas do agrário regional. A estratégia de intervenção econômica oficial na Região Tocantina privilegiou os grandes empreendimentos agroindustriais através de incentivos financeiros e monetários, gerando, acima de tudo, sérios problemas ambientais, conflitos agrários e desregionalizaçao da propriedade do capital. A base destas estruturas produtivas é a propriedade latifundiária, o trabalho assalariado de baixa qualificação e a produção homogênea. O processo de desenvolvimento caracterizado, então, pela exploração dos recursos naturais e pela monocultura, não levou em consideração outros aspectos importantes do desenvolvimento local, a formação de capital humano e social da região e consequentemente não foram capazes de melhorar as condições de vida da população. Como alternativa ao modelo concentrador e excludente, estão às estruturas camponesas, que utilizando pequenas unidades de terra, trabalho familiar, produção diversificada e capacidade de se relacionar com os recursos naturais de forma a não leva-lo ao esgotamento, atuam de forma tal que sua eficiência é determinada pela capacidade de trabalho de cada família, sua racionalidade interna define, assim, um modo de atuação, com elevada produtividade na Região Tocantina, podendo desta maneira contribuir com a geração de emprego e renda, bem como com o desenvolvimento regional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A zona zeolítica da Formação Corda, Bacia do Parnaíba(Universidade Federal do Pará, 2002-02-14) REZENDE, Nélio das Graças de Andrade da Mata; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432Desde que a ocorrências de zeolitas na Bacia do Parnaíba foram reveladas, em meados da década passada, diversos de trabalhos foram divulgados abordando os principais traços de condicionamento geológico, bem como a possibilidade de beneficiamento do minério. Essas investigações forneceram uma visão geral da composição mineralógica do jazimento e identificaram a presença das zeolitas estilbita e laumontita ocorrendo como cimento em arenitos fluviais e eólicos da Formação Corda, associadas com caucita e esmectitas. Forneceram, também, alguns dados sobre o quimismo da rocha total e de uma das espécies de zeolita (a estilbita). Não continham informações sobre a paragênese e as hipóteses levantadas sobre aspectos genéticos eram desencontradas. Especulava-se a possibilidade de uma influência hidrotermal e a provável existência de um zoneamento mineralógico bem definido, que poderia favorecer eventuais investidas exploratórias. Esta dissertação teve como principal objetivo estudar, de forma sistemática, duas seções representativas da Zona Zeolítica da Formação Corda, para definir a paragênese e o padrão espacial da distribuição mineralógica, bem como elucidar a questão do modelamento genético para a acumulação das zeolitas. Adicionalmente, procurou-se abrir perspectivas para possíveis campos de aplicação desse material. A metodologia de trabalho envolveu uma intensiva pesquisa bibliográfica sobre os condicionamentos geológicos de jazimentos de zeolitas em rochas sedimentares e sobre os parâmetros físico-químicos que regulam a estabilidade da estilbita e da laumontita. Esse embasamento teórico foi um subsídio importante na interpretação dos dados obtidos por meio de diversos recursos analíticos, conseguindo-se montar um quadro que fornece um panorama genérico do ambiente diagenético da Formação Corda, e sua evolução, com ênfase nas condições de pressão, temperatura e quimismo da zona zeólica, e na distribuição espacial das duas zeolitas, além das relações de paragênese. O estudo das composições isotópicas de carbono e de oxigênio foi uma ferramenta auxiliar importante nessa interpretação O enfoque sobre a Geologia Regional admite a necessidade de uma revisão no ordenamento estratigráfico do Mesozóico da bacia, com possibilidade de dissociar a Formação Corda em dois segmentos distintos, e enfatiza a importância do papel desempenhado pelas rochas vulcânica básicas nesse ordenamento, e do seu vínculo, espacial e genético, com as zeolitas. O contexto geológico local reflete um amplo sistema sedimentar predominantemente eólico e fluvial, desenvolvido sobre derrames basálticos. Mineralogicamente, pode-se destacar dois universos distintos: a) um detrítico, contendo grãos de composição diversificada em que predominam o quartzo e, subordinadamente, fragmentos de basalto, além de feldspatos, quartzito, chert e calcário, dentre outros; b) uma fase autigênica, com a paragênese envolvendo um coating ferruginoso, as esmectitas (predominantemente montmorillonitas), e zeolitas (estilbita e laumontita) e calcita. Não se pode definir a ordem de cristalização das zeolitas entre si, nem dessas com a calcita, pois há evidências que que esses minerais sejam cogenéticos e formados a partir de flutuações no equilíbrio químico do fluido intersticial, tanto nas fácies fluviaiis quanto nas eólicas. A textura do arenito, caracterizada por um empacotamento predominantemente flutuante e/ou pontual, a composição isotópica do oxigênio e do carbono no cimento calcítico e a ausência de albitização nos plagioclásios detríticos, além do grau de preservação das esmectitas e da ausência do cimento silicoso, forneceram subsídios para se caracterizar uma diagênese dominada por condições de temperatura e pressão compatíveis com as de superfície, com o processo de zeolitização envolvendo um regime hidrológico aberto, desenvolvido em ambiente árido e semi-árido. Os ensaios de adsorção para cobre mostram que fases enriquecidas em laumontita têm um desempenho relativamente elevado, compatível com algumas aluminas ativadas, o que recomenda a realização de investigações mais completas das propriedades industriais do minério zeólitico da Formação Corda.
