Navegando por Assunto "Totalitarianism"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Eichmann em Jerusalém: o homem e a sua ação em Hannah Arendt(Universidade Federal do Pará, 2026-01-13) Sousa, Antonio Luis Almeida de; PONTES, Ivan Risafi de; http://lattes.cnpq.br/8592244270861493; https://orcid.org/0000-0002-1289-0341; SILVA, Elivanda de Oliveira; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/0291342560543215; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285Esta dissertação visa analisar a figura de Adolf Eichmann, e a natureza de suas ações durante o regime nazista, fundamentando-se na obra "Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal", da pensadora alemã Hannah Arendt. Essa pesquisa tem por intuito compreender como um indivíduo comum, sem motivações patológicas ou sadismo inerente, pôde se tornar uma das principais engrenagens burocráticas do extermínio em massa do povo judeu. Para atingir esse propósito, utilizar-se-á a metodologia de revisão bibliográfica qualitativa, centrada na análise pormenorizada dos textos originais de Arendt, cotejando com as perspectivas de comentadores e teóricos da filosofia política contemporânea. A investigação percorre o contexto histórico, implicações morais e políticas do julgamento de Eichmann para capturar a controversa observação da autora de que o réu não era um monstro, mas um burocrata assustadoramente normal, cuja principal característica era a absoluta incapacidade de pensar e de exercer o juízo crítico. É a partir dessa constatação que o trabalho explora o conceito de "banalidade do mal", enquanto cerne teórico da pesquisa, que descreve um novo tipo de atrocidade atrelada à submissão irreflexiva ao totalitarismo. Da mesma forma, a expressão arendtiana retrata o cumprimento irrefletido de ordens do Estado, distanciando-se das concepções filosóficas tradicionais de um mal profundo ou demoníaco. O texto demonstra como a ascensão de regimes totalitários destrói a esfera pública, o qual transformou os sujeitos em meros executores dos assassinatos no sistema. Conclui-se que a reflexão de Arendt sobre a ação de Eichmann permanece de vital importância para a atualidade. Essas considerações filosóficas servem como um alerta sobre os perigos contínuos da alienação política, da obediência acrítica e da burocratização da vida. Assim, sua teoria reforça a necessidade do exercício constante do pensamento como a principal forma de resistência moral à barbárie. .
