Navegando por Assunto "Tourism"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Cacau, chocolate e turismo na região transamazônica, Pará: contribuições ao desenvolvimento local(Servicios Académicos Intercontinentales S.L., 2018-12) NUNES, Hyngra Suellen de Jesus; BASTOS, Rodolpho ZahluthEste artigo tem como objetivo analisar a produção de cacau dentro da dinâmica de desenvolvimento local da região Transamazônica, sudoeste do Estado do Pará. Analisa as possibilidades do turismo em contribuir para a valorização da cadeia produtiva do cacau na região Transamazônica. Metodologicamente, a pesquisa é baseada em análise bibliográfica e documental e em pesquisa de campo utilizando entrevistas semiestruturadas com funcionários de órgãos públicos, fabricantes de marcas regionais de chocolate, membros de organizações da sociedade civil (cooperativas, associações), produtores de cacau e agricultores. A pesquisa aponta para a possibilidade de maior integração entre a cadeia do cacau e o turismo na Transamazônica. Esta pode ocorrer pela integração do turismo com o setor agroalimentar promovendo vínculos entre produto e território e, assim, estabelecer relações entre a identidade territorial da Transamazônica e seus valores históricos e culturais e também o patrimônio natural regional. A análise permite concluir que o turismo associado à cadeia produtiva “do cacau ao chocolate” é uma alternativa que pode contribuir para o desenvolvimento local do território da Transamazônica, particularmente se estiver associado à riqueza histórico-cultural e à beleza natural da região.Tese Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento turístico na Amazônia: uma análise socioespacial fundada nos circuitos da economia urbana em Salinópolis, Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-08-24) SILVA, Cleber Gomes da; TAVARES, Maria Goretti da Costa; http://lattes.cnpq.br/7796891525258446Observando as diferenças característica de renda e de modernização tecnológica comum aos países subdesenvolvidos, presentes no contexto amazônico, defende-se a tese de que a organização socioespacial de Salinópolis no Pará pode ser analisada como resultado de uma relação dialética entre os dois circuitos da economia urbana, constituída no processo de desenvolvimento turístico. Essa dinâmica pode ser evidenciada em certa medida por diferenças nos fluxos turísticos; nas relações de trabalho; na organização, tecnologia e distribuição espacial das firmas. Em termos gerais, apresenta-se como uma alternativa para apreender as implicações da praxis turística no espaço urbano. Devido às múltiplas possibilidades de abordagem sobre o tema e a necessidade de superar concepções mais economicistas, busca-se uma alternativa de análise crítica que tenha alcance na realidade local. Para essa finalidade, realizou-se um estudo de caso no município Salinópolis no estado do Pará, viabilizado por pesquisas documentais, bibliográficas, entrevistas e georreferenciamento de áreas apropriadas pelo turismo no espaço urbano. Foram entrevistados representantes de 100 firmas turísticas, especificamente dos meios de hospedagem e restaurantes; 100 moradores e 200 turistas. Com base na organização desses dados a tese foi organizada, além da introdução e da conclusão em mais três capítulos. No primeiro capítulo são discutidas as aproximações teóricas da tese e no segundo é descrita o papel do turismo na formação socioespacial da cidade. O terceiro capítulo evidencia a relação entre desenvolvimento do turismo na produção dos circuitos da economia urbano, demonstrado a partir de resultados da pesquisa de campo. Conclui que há uma coexistência de dois circuitos de turismo na economia urbana, responsáveis por desigualdades na organização socioespacial. Os resultados da análise podem contribuir diretamente para formulação de propostas de políticas, projetos e pesquisas que permitam o surgimento de alternativas de reprodução do turismo capazes de contemplar os interesses da sociedade na escala local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diagnóstico socioambiental e estratégias comunitárias de conservação e ecoturismo no Baixo Tocantins, Mocajuba-PA(Universidade Federal do Pará, 2024-07-16) MELO, Fernando Bosco de Sousa; COSTA, Gabriel Brito; http://lattes.cnpq.br/0980355943575182; https://orcid.org/0000-0002-5254-489X; CUNHA, Janice Muriel Fernandes Lima da; http://lattes.cnpq.br/4027012189701116Este estudo teve como propósito subsidiar a gestão socioambiental e conservação da socio biodiversidade no baixo Tocantins, município de Mocajuba-PA. O diagnóstico socioambiental foi realizado por meio de matriz SWOT registrando as forças(s), fraquezas(w), oportunidades(o) e ameaças(t) associadas aos usos do solo e a atividades de turismo com mamíferos aquáticos na região. algumas das fraquezas e ameaças registradas incluem: i) a suscetibilidade de acidentes envolvendo botos e embarcações; ii) o desmatamento da vegetação ciliar no rio Tocantins e; iii) a ausência de política de saneamento básico no município de Mocajuba-PA. Apresentamos recomendações de ordenamento do uso do solo, reflorestamento com árvores nativas entre os bairros da cidade, bem como ordenamento da atividade turística de contemplação não invasiva de botos. Recomendamos a criação de Unidade de Conservação como política pública para conservação da socio biodiversidade local e seus serviços ecossistêmicos. Propomos avaliação de aplicação do Turismo de Base Comunitária para benefício da população local, articulada com a conservação da fauna aquática e a sustentabilidade socioambiental. Este estudo contribui com estratégias de alcance de metas para os ODS 14 e ODS 6 (ONU, AGENDA-2030).Tese Acesso aberto (Open Access) Emília Snethlage e Heloísa Alberto Torres: gênero, ciência e turismo na Amazônia do século XX(Universidade Federal do Pará, 2022-08-04) ALBERTO, Diana Priscila Sá; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267A presença das mulheres na história da ciência, em especial no mundo Ocidental, confunde-se com a própria constituição dessa área do saber, contudo, por muito tempo elas ficaram nas sombras da atuação masculina. A ciência histórica desde seu nascimento, demarcou o “homem” como o personagem central das narrativas e, mesmo que alguns estudiosos assinalassem que a mulher estava inclusa nesse ser histórico, o campo disciplinar da história as afastou do palco de formação sociocultural da humanidade. As viagens cientificas a partir do século XIX mostraram-se caminho rico para problematizar essa visão e sentidos dos seus silêncios, permitindo conexões interpretativas entre ciência, gênero e turismo. A história da participação feminina na história das ciências na Amazônia no século XX, focalizando a atuação e legado de duas mulheres cientistas, uma alemã e uma brasileira, Emília Snethlage (1868-1929) do Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e Heloísa Alberto Torres (1895-1977) do Museu Nacional do Rio de Janeiro – MNRJ, é a temática central dessa tese. Essas cientistas ao vivenciarem experiências em regiões do Brasil, especialmente na Amazônia, utilizaram-se de táticas para construir um caminho importante em suas áreas de atuação nas ciências naturais (ornitologia) e humanas (antropologia). As expedições por elas realizadas deixaram pistas importantes para a investigação da história do turismo na região, por apresentar elementos que compunham o fenômeno turístico moderno, tais como: hospedagem, alimentação e transporte. A partir dessa contextualização, o objetivo desse trabalho foi investigar, à luz dos estudos da história das ciências, do gênero e do turismo, a participação feminina desempenhada, em particular, por Emília Snethlage e Heloísa Alberto Torres, na construção do conhecimento científico na Amazônia no começo de século XX, adentrando em suas trajetórias profissionais, estratégias e seus respectivos universos. Com relação a problemática questionou-se qual a importância da atuação das mulheres na história das ciências no Brasil e como se deu a participação específica dessas cientistas na Amazônia? A pesquisa fundamentou-se em Edward P. Thompson com a História Social e suas reflexões sobre a experiência e as táticas no cotidiano; Carlo Ginzburg com a Micro-História ao adentrar nos indícios de outros caminhos feitos por elas; Michelle Perrot, Londa Schiebinger e Anne McClintock ao referendarem o papel da mulher no campo científico, ajudando a inquirir formas de colonialidade vivenciadas no cotidiano de vida e trabalho de Emília e Heloisa. No que tange aos estudos do turismo, dialogou-se com Paulo de Assunção, Alexandre Panosso Netto e Helena. Doris. A. B. Quaresma ao tratarem acerca da reflexão do fenômeno turístico e suas aberturas na história e pesquisa na Amazônia. O percurso metodológico rastreou pistas da atuação dessas mulheres da ciência no Museu Paraense Emílio Goeldi, Arquivo Guilherme de La Penha. Buscou-se também arquivos sobre Emília Snethlage em meio virtual na Biblioteca Nacional Digital e no Museu de Astronomia e Ciências Afins, onde foi encontrado acervo sobre Heloísa Alberto Torres. A pesquisa documental encetou em 2018 e foi até meados de 2022, principalmente por ambiente virtual, em virtude da pandemia de Covid-19. Para responder a problemática da tese, a pesquisa mapeou e analisou evidências em jornais, artigos produzidos por essas cientistas, cartas pessoais, institucionais e romances, que visibilizaram vivências e práticas dessas cientistas em suas instituições e no cotidiano de pesquisas na Amazônia. Com base nesses achados, a tese demonstra que Emília e Heloísa tiveram papel fundamental na construção da ciência na Amazônia, por suas ações e “sensibilidades de mundo”, numa época de plena hegemonia do domínio masculino no campo científico. Essas mulheres construíram suas trajetórias na ornitologia e na antropologia de forma que suas publicações e realizações científicas espraiaram-se para além de suas instituições, marcando espaço na história das ciências no Brasil e no exterior. Outrossim, as viagens revelaram novos rumos para se compreender o fenômeno turístico na região amazônica, já que se utilizaram de elementos constituintes da prática na atividade. Assim, contribuíram para pensar a emergência de uma nova epistemologia sobre viagens turísticas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A farinha d’água de Bragança: sua rota turística e seu processo de patrimonialização(Universidade Federal do Pará, 2020-09) PICANÇO, Miguel de Nazaré BritoO artigo objetiva descrever e analisar as experiências e as práticas de produtores de farinha d‟água de Bragança e de outros sujeitos exógenos ao contexto bragantino, que têm levado a mandioca e sua farinha à condição de patrimônio alimentar da cidade, dispondo-as em contextos espetaculares, tais como: programas de televisão e festivais. Os dados deste estudo foram coletados em incursões a campo de 2017 a 2018, mas também resulta de coletas em fontes secundárias, bem como de jornais, sites e televisão, e indicam que a farinha d‟água de Bragança encontra-se em um comedido, porém, contínuo processo de patrimonialização.Tese Acesso aberto (Open Access) Jardins botânicos: preservação, práticas sociais, gestão e turismo no ambiente urbano(Universidade Federal do Pará, 2019-08-28) CARDOSO, Silvia Laura Costa; MIRANDA, Elis Araujo; FIGUEIREDO, Silvio José de Lima; http://lattes.cnpq.br/2578700144404800; https://orcid.org/0000-0002-6810-1639Esta tese analisa a dinâmica no campo de relações da gestão em jardins botânicos urbanos. O objetivo principal da pesquisa foi analisar os processos de gestão implementados nos jardins botânicos urbanos de Belém do Pará, a partir das relações entre os agentes do campo dos jardins botânicos e suas gestões, e, da configuração de um campo relacional por meio das políticas públicas urbana e de meio ambiente e seus desdobramentos no planejamento e na gestão, em espaços públicos verdes urbanos: o Bosque Rodrigues Alves – Jardim Zoobotânico da Amazônia, o Museu Paraense Emilio Goeldi – Parque Zoobotânico e o Parque Naturalístico Mangal das Garças, a fim de compreender se as práticas que qualificam os jardins botânicos influenciam o gerenciamento desses espaços públicos. Paralelamente, apresenta a análise das experiências de gestão nos jardins botânicos urbanos de Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Curitiba, cujo objetivo foi identificar as características dos processos de gestão implementados que favoreceram a compreensão do cenário dos jardins botânicos paraenses. O estudo, com caráter interdisciplinar, realiza uma intersecção teórico-metodológica e seu marco referencial é a abordagem do Campo Social associada ao estudo das dinâmicas caracterizadas pelos processos de gestão e pelas práticas sociais nos espaços públicos verdes urbanos. De cunho qualitativo, a pesquisa foi realizada com base em estudos exploratórios por meio da combinação entre pesquisa bibliográfica, análise documental, pesquisa de campo e survey, com observação simples e entrevistas não diretivas junto aos agentes que com eles se relacionam e/ou influenciam. As idiossincrasias são evidenciadas entre discursos e práticas de gestão ambiental. As formas de gestão analisadas ainda apresentam lacunas e dificuldades para uma atuação mais ampliada, pois os aspectos ambientais apresentam-se como uma temática periférica e pouco articulada com as demais políticas ambientais e urbanas. A implementação de jardins, por si só, não garante a sustentabilidade dos recursos naturais de forma efetiva, seja pela descontinuidade na manutenção de sua infraestrutura e de seu pessoal, ou ainda pelo baixo envolvimento dos agentes sociais que se relacionam direta ou indiretamente com o espaço verde. Dadas as diferentes formas de gestão, não é possível afirmar qual o melhor modelo para gerenciar um jardim botânico urbano em função das peculiaridades locais. Portanto, o que deve haver é mais de uma forma de gestão a ser implementada por cada jardim, conforme suas necessidades e interesses, sendo que, para alcançar os desafios que se apresentam depende da maneira como serão implementadas as ações necessárias, levando-se em conta que a capacidade institucional deverá ser objeto de ações específicas e contínuas, aliadas à maior participação democrática popular na tomada das decisões. A atuação dos jardins botânicos na RBJB ainda é incipiente, devido à desarticulação política entre os membros, à vulnerabilidade do fortalecimento e da cooperação da organização das instituições, enquanto promotoras das políticas públicas para jardins botânicos, atreladas à baixa participação social. Estes são fatores relevantes a serem considerados na formulação de uma proposta de gestão ambiental efetiva.
