Navegando por Assunto "Toxicity"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito de uma espécie do gênero Varronia sobre a viabilidade celular, atividade antimicrobiana, toxicidade dérmica aguda e o processo de cicatrização (in vitro e in vivo)(Universidade Federal do Pará, 2019-09-09) RIBERA, Paula Cardoso; FONTES JÚNIOR, Enéas de Andrade; http://lattes.cnpq.br/7056265073849866; https://orcid.org/ 0000-0002-6186-9581Lesões teciduais, particularmente na pele, resultam em danos a estruturas, camadas e linhagens celulares por toda sua extensão. Nessas condições, a cicatrização é o processo fisiológico responsável pela reparação do tecido. A inflamação é uma etapa importante no reparo tecidual e, portanto, um forte alvo para estudos clínicos. A espécie Varronia multispicata é usada popularmente para o tratamento de contusões, sendo evidenciado recentemente efeitos anti inflamatórios e analgésicos. O presente trabalho visou investigar o efeito do extrato aquoso das folhas de Varronia multispicata (VAR01) na viabilidade celular, atividade antimicrobiana, toxicidade dérmica e cicatrização in vitro e in vivo. In vitro foi avaliado a viabilidade celular e a cicatrização em fibroblastos murinos da linhagem BALB/c 3T3 e a ação antimicrobiana pela determinação de concentração inibitória mínima e concentração bactericida mínima. In vivo foi realizado o teste de toxicidade dérmica usando ratos Wistar fêmeas (grupo salina, 100mg/ml, 200mg/ml e 1000mg/ml do VAR01) e avaliação do processo de cicatrização usando camundongos Mus musculus (grupo sham, controle negativo, tratado (creme VAR01 10%) e controle positivo (Dersani®). In vitro o VAR01 manteve as células viáveis no período de 24h, com redução de fibroblastos no tempo de 48h na concentração de 500 µg/ml, aumentou a contração da lesão em fibroblastos e não apresentou atividade antimicrobiana. In vivo o VAR01 não promoveu morte ou mudanças comportamentais, não apresentou perfil irritativo, não causou alterações sobre o consumo de água e ração, ganho de peso, peso relativo e análise histológica dos órgãos. O VAR01 mostrou redução nas concentrações séricas de fosfatase alcalina e TGO no grupo tratado com 100 mg/ml quando comparado como grupo controle e, em contrapartida um aumento significativo de concentrações de TGP no grupo de 200 mg/ml em relação ao controle. O extrato, portanto, evidencia-se seguro e de baixa toxicidade, mostrou- se promissor no processo de regeneração tecidual com possível modulação na via inflamatória, sendo um resultado estimulante para a realização das etapas seguintes de avaliação de atividade biológica e elucidação sobre o processo de cicatrização.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudos químico-farmacêuticos, atividade antitumoral e mutagênica de Eleutherine plicata. Herb.(Universidade Federal do Pará, 2020-11-03) CASTRO, Ana Laura Gadelha; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649; https://orcid.org/ 0000-0003-0804-5804As naftoquinonas têm sido relacionadas a atividade antitumoral, entretanto estes podem causar danos ao DNA e ser mutagênicos. Algumas destas, como por exemplos, a isoeleuterina e eleuterina, presentes em Eleutherine plicata Herb. carecem de estudos de mutagenicidade e atividade antitumoral. O presente trabalho avaliou o potencial antitumoral do extrato etanólicos de E. plicata (EEEP), fração em que se encontrava as quinonas (Fração diclorometano- FDEP) e o potencial genotóxico relacionado a estas substâncias. Para compreender se o fracionamento influencia na atividade antitumoral, foram obtidos o EEEP por maceração dos bulbos, este foi fracionado sobre refluxo e obteve-se a FDEP e esta fracionada em coluna cromatográfica aberta, sendo isoladas a eleuterina, isoeleuterina e o eleuterol. Ainda foram realizados os seguintes estudos químico farmacêuticos: in sílico toxicidade e farmacocinética (PreADMET), docking e dinâmica. A atividade antitumoral foi avaliada através do efeito citotóxico em linhagem de célula tumoral (câncer bucal-SCC-9) e linhagem de célula normal (queratinócitos humanos-HaCaT), ensaio tridimensional em modelo esferoide e migração celular nas mesmas linhagens. A genotoxcidade e mutagenicidade foram avaliadas no modelo de Allium cepa, sendo os resultados dos compostos isolados relacionados aos obtidos nos estudos in sílico. Além das natoquinonas isoeleuterina e eleuterina, o eleuterol foi isolado de FDEP, a avaliação in sílico demonstrou perfis farmacocinéticos semelhantes entre estes compostos. Na avaliação da atividades antitumoral observou-se que o fracionamento de EEEP contribui negativamente para a atividade, sendo o EEEP (SCC09: CI50= 12,87 ± 0,86 e HaCaT: 28,81 ± 1,82µg/mL) o mais promissor e com maior índice de seletividade para a célula tumoral, interferindo na velocidade e direcionalidade da migração tumoral. Tentando compreender este resultado, avaliou-se a capacidade de ligação das naftoquinonas a Topoisomerase II (TOPII) confirmando que os mesmos se ligam na bolsa desta, estabilizando o complexo DNA-TOP II. Em contrapartida, a eleuterina mostrou-se mais genotóxica, aumentando o índice de mitose, de aberrações, sendo observados micronúcleo, broto e ponte na fase de metáfase. Entretanto, não foi possível diferenciar a toxicidade da eleuterina e isoleuterina nos estudos in sílico (Algae, Daphinia, peixes e mutagenicidade), sendo obtidos resultados semelhantes. Em síntese, o EEEP é promissor como agente citotóxico em células tumorais e na prevenção das metástases de câncer escamoso de boca. Em relação as naftoquinonas, a isoleuterina, devido o menor potencial tóxico e capacidade de estabilização do complexo DNA-TOP II, merece ser avaliada em outras linhagens tumorais.Dissertação Desconhecido Investigação da toxicidade oral aguda e propriedades farmacológicas de uma espécie do gênero Cassytha(Universidade Federal do Pará, 2019-05-15) BARROS, Mayra Arouck; FONTES JÚNIOR, Enéas de Andrade; http://lattes.cnpq.br/7056265073849866; https://orcid.org/ 0000-0002-6186-9581As plantas têm estado presentes na cultura humana desde sua origem, sendo utilizadas para diversos fins, inclusive para o tratamento de doenças. Prática que foi transmitida de geração em geração. A evolução do conhecimento, no entanto, demanda abordagens mais amplas sobre as espécies vegetais com potencial terapêutico, visando garantir a segurança e validar seu uso tradicional. A Cassytha filiformis (Cas01), espécie do gênero Cassytha, é utilizada na medicina popular para tratar câncer, tripanossomíase, doenças renais e gonorreia. Dentre suas atividades comprovadas, destacam-se os efeitos antiagregante plaquetário, relaxante vascular, antioxidante, citotóxico, anti-hipertensivo, hepatoprotetor, antiepilético, diurético e antagonista do receptor alfa-adrenérgico. Entre seus metabólitos secundários, têm sido identificados alcaloides com proveito terapêutico. Até o momento, no entanto, inexistem estudos que subsidiem a segurança de sua aplicação terapêutica ou que explorem possíveis propriedades anti-inflamatórias como base para suas ações terapêuticas. Portanto, a toxicidade oral aguda foi avaliada de acordo com a OECD 425. Partindo de uma administração de 2.000 mg/kg (v.o.) do extrato em ratos, foram avaliados nas primeiras 4 h e nos 14 dias seguintes, sinais hipocráticos de toxicidade, atividade locomotora espontânea, ganho de peso, consumo de água e alimento, além de peso relativo dos órgãos e os padrões hematológicos ao final do período. A atividade antinociceptiva foi avaliada em camundongos, sendo aplicados o teste das contorções abdominais induzidas por ácido acético e o teste da formalina (CEUA nº 1050140817). A dose limite do extrato não promoveu sinais hipocráticos de toxicidade ou mortes. Também não houveram alterações nos padrões de consumo de ração e água ou no ganho ponderal. A avaliação do peso relativo dos órgãos (fígado, rins, estômago e coração) e do hemograma evidenciaram padrões equivalentes entre os animais tratados e controles. O Cas 01 também não prejudicou a atividade locomotora dos animais. O Cas01 demonstrou não ter influência sobre as contorções induzidas pelo ácido acético, bem como não promoveu alterações significativas sobre a nocicepção bifásica induzida pela formalina. Tais achados demonstram pela primeira vez que o Cas 01 é um xenobiótico de baixa toxicidade oral aguda. Demonstram ainda que suas ações terapêuticas não envolvem mecanismos nociceptivos ou inflamatórios.Dissertação Desconhecido Planejamento, Síntese, Avaliação das Propriedades Teóricas de orto-Regioisômeros Substituídos do Paracetamol(Universidade Federal do Pará, 2018-12-28) MORAIS, Roberto Barbosa de; BORGES, Rosivaldo dos Santos; http://lattes.cnpq.br/4783661132100859; https://orcid.org/0000-0003-4072-7573O paracetamol é um analgésico e antitérmico clinicamente comprovado, que promove analgesia pela elevação do limiar da dor e antipirese através de ação no centro hipotalâmico que regula a temperatura. Atualmente, o paracetamol é um dos medicamentos que está disponível em todos os países do mundo e pode ser adquirido sem prescrição médica. Além disso, é considerado um dos fármacos mais utilizado no mundo, pois, é de baixo custo e de fácil acesso, e pode ser usado a partir do nascimento a idade adulta. Tal como os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) o paracetamol é capaz de inibir a síntese de prostaglandinas a partir do ácido araquidônico sob condições específicas por inibição da ciclooxigenase (COX). Mesmo sendo considerado seguro em doses terapêuticas, o paracetamol tem uma toxicidade atribuída à um de seus intermediários metabólico chamado N-acetil-p imina-benzoquinona (NAPQI), produzido através de enzimas presentes no citocromo P450 (CYPE21). Dessa forma o objetivo deste presente trabalho é planejar, sintetizar e avaliar possíveis atividades antinociceptiva e antipirética de análogos do paracetamol, ortacetamol e seus derivados visando obter um derivado menos tóxico. Os cálculos de propriedades eletrônicas tais como orbital molecular ocupado de maior energia (HOMO), orbital molecular desocupado de menor energia (LUMO), potencial de ionização (PI), energia de dissociação da ligação fenólica (EDLOH) e densidades de spin, foram realizados usando os pacotes Gaussview e Gaussian 2009. Os resultados dos valores de EDLOH e os respectivos valores de energia de dissociação da ligação amídica (EDLNH), entre outros parâmetros eletrônicos observados mostraram que a mudança da hidroxila para a posição orto aumenta a estabilidade da molécula possivelmente por uma quelação definida por uma ligação de hidrogênio da amida com o radical fenoxil. Diante desses resultados é possível que os compostos de menores energia de EDLNH possa ser menos tóxico já que pode dificultar a ação da CYP na oxidação para formar intermediários tóxicos. Um derivado clorado foi proposto e sintetizado e está em fase de avaliação biológica. O ortacetamol teve ação antioxidante mais potente que o paracetamol e suas propriedades experimentais estão de acordo com os valores teóricos. Concluimos então que, o ortcetamol pode ser um potencial candidato bioativo mais seguro que o paracetamol.
