Navegando por Assunto "Trabalhadores rurais – Pará (PERGAMUM)"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) A participação dos agricultores na construção do PROAMBIENTE: uma reflexão a partir do Pólo Transamazônica(Universidade Federal do Pará, 2007-08-31) ARAÚJO, Idelbergue Ferreira; VEIGA JUNIOR, Iran Pereira; http://lattes.cnpq.br/9513562131313692Nas últimas duas décadas principalmente, as organizações representativas têm conciliado importantes funções no que diz respeito à mediação e, mais recentemente, à elaboração de políticas públicas. Na Amazônia, a construção do PROAMBIENTE, apropriado pelo governo federal em 2003, reafirma esta tendência. Entretanto, a construção deste programa pelas organizações representativas dos agricultores da Amazônia e parceiros técnicos, mesmo provocando uma inversão na trajetória de políticas públicas no Brasil, historicamente postas pelo governo à sociedade, ainda não envolveu os agricultores na sua construção. Assim, mesmo emergindo das organizações representativas, o PROAMBIENTE enfrenta forte resistência entre a maioria dos agricultores. E a razão aqui defendida é a distância existente entre o que previu o programa e as aspirações dos agricultores. Essa distância é decorrente das visões de mundo existentes entre os agricultores e as lideranças das organizações proponentes deste programa. No grupo São Vicente, em particular, mesmo os agricultores que manifestam afinidade com o PROAMBIENTE não possuem uma proximidade consistente no que diz respeito aos seus princípios, mas sim uma apropriação da retórica socioambiental, proposta pelas organizações representativas na Transamazônica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transição agroecológica: sonho ou realidade?: uma reflexão do Pólo Rio Capim do PROAMBIENTE(Universidade Federal do Pará, 2009-08-31) NASCIMENTO, Huandria Figueiredo do; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Identifica e analisa as mudanças de práticas agrícolas ou não agrícolas ocorridas nos lotes dos agentes comunitários e agricultores familiares do Pólo Rio Capim do PROAMBIENTE. Os objetivos do estudo foram alcançados por meio de uma pesquisa de campo onde se utilizou as abordagens quantitativa e qualitativa, tendo sido utilizados como instrumentos metodológicos questionários, entrevistas e observações. Os indivíduos estudados (agentes e agricultores) foram analisados por tipos: agentes e agricultores tipo A, agentes e agricultores tipo B e agentes e agricultores tipo C. Os processos de capacitação identificados foram divididos em cinco classes: 1- curso em técnicas de produção e processamento de produtos, 2- intercâmbios e dias de campo, 3- cursos de gestão da propriedade, 4- participação em eventos e, 5- outros. As mudanças identificadas foram analisadas qualitativamente fazendo uso da análise das entrevistas. Quantitativamente foi realizada uma avaliação para as variáveis investigadas (mecanização, uso do fogo, uso de insumos, contratação de mão-de-obra, troca de diárias e mutirões, renda da família, participação em cursos, produção, qualidade dos produtos, despesas com a produção, despesas com a família, incidência de pragas e doenças e doenças na família) entre indivíduos (agentes ou agricultores) dos tipos A, B e C, e níveis de respostas (aumentou, permaneceu, diminuiu). As conclusões revelam que os agentes do tipo A sofreram elevada influência de processos de formação anterior ao PROAMBIENTE o que incidiu na mudança de práticas agrícolas em seus lotes. Os agentes do tipo B têm dificuldade na implantação de ações agroecológicas pela falta de tempo em decorrência do seu envolvimento político/sindical e a atividades externas a unidade de produção. Já os agentes do tipo C de igual modo ao tipo B possuem elevado envolvimento político, ainda acrescenta-se o baixo nível de capacitação o que influencia para a não adoção de práticas agroecológicas. De modo geral os processos de formação técnica/sensibilização que geraram mudanças nas unidades dos agricultores independentes do tipo em que foram classificados, em sua maioria foram promovidos pelo PROAMBIENTE. Por fim, a transição agroecológica necessária as unidades de produção dos entrevistados não se dará somente pela substituição e/ou eliminação de insumos agrícolas, mas pela racionalização na forma de uso dos recursos naturais, tendo sido estes os elementos essenciais da agricultura familiar na Amazônia.
