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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Brinquedo de miriti: tradição, gênero e currículo multicultural
    (Universidade Federal do Pará, 2017-06) LOBATO, Lídia Sarges; RIBEIRO, Joyce Otânia Seixas
    Este artigo resulta de pesquisa, a qual constituiu o trabalho de conclusão de curso, realizada em um ateliê de produção do brinquedo de miriti e desenvolvida durante 10 meses. A pesquisa teve como objetivo observar como as relações de gênero se materializavam na produção e no próprio brinquedo de miriti, e quais conhecimentos culturais eram transmitidos no processo de produção dos brinquedos. Acionei Williams (1992), Hobsbawm (1984), Clifford (2008), Scott (1995), Louro (1997, 2000), Silva (2000, 2004), Connell (1995), Moreira (2002), Candau (2003), Ribeiro (2010) e Gomes (2013). O método de pesquisa foi a etnografia pósmoderna (CLIFFORD, 2008). E como resultados, informo que a tradição do brinquedo de miriti é bicentenária, ancorada na crença no trabalho bruto e no trabalho leve, o que generifica a produção do brinquedo. Essa cultura de gênero é regida pela normatividade e pela espacialização que determinam os devidos lugares que os corpos masculinos e femininos devem ocupar. Em vista da hierarquia e desigualdade existente no ateliê, há a necessidade de desconstrução desta norma por meio do currículo multicultural.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Evolução da pecuária bubalina e a transformação dos ecossistemas na Resex Verde Para Sempre: um olhar a partir da análise retrospectiva
    (Universidade Federal do Pará, 2013) PEREIRA, Leandro Borges; OLIVEIRA, Myriam Cyntia Cesar de; http://lattes.cnpq.br/0949702419746141
    Este trabalho tem por objetivo identificar os motivos históricos que promoveram a evolução da pecuária em uma comunidade tradicional da Reserva Extrativista Verde para Sempre, especificamente, na comunidade São João do Cupari. Com isso, visa também identificar a influência desta atividade na transformação da paisagem. Para tanto esta pesquisa utilizou o método da Análise Retrospectiva. Este tem por base a investigação histórica dos pontos de ruptura que marcam a passagem de um determinado funcionamento de um sistema produtivo para outro. Por meio da Análise Retrospectiva, através da construção de modelos denominados crônicas, foram identificadas as trajetórias de cada família. De posse das trajetórias analisou-se os motivos e as circunstâncias que as levaram a tomar decisões que transformaram as estratégias produtivas e, simultaneamente, a mudança de paisagem. Na comunidade foram observadas três trajetórias evolutivas, com elas nota-se como às famílias, influenciadas por estímulos particulares a cada momento histórico, advindos do meio social, ecológico e econômico da localidade, alteraram os sistemas de criação. De acordo com esses estímulos houve famílias que mantiveram a lógica consuntiva com a criação de búfalos baseada em uma pequena quantidade de animais, em média de 10 animais por família, mas que atualmente apresentam tendência de crescimento, e outro grupo com criação com média de 80 animais, o qual tem se mantido estável nos últimos 10 anos. O terceiro grupo é o que melhor define as diferenças de uma lógica consuntiva para uma de mercado, sendo o grupo com a maior criação de animais, possuindo em torno de 300 cabeças, esse ao contrário do segundo grupo, aumentou consideravelmente a quantidade de animais neste mesmo período de tempo. A elevada quantidade alterou dramaticamente o modo de vida dessas famílias, substituindo antigas práticas produtivas, oriundas do extrativismo faunístico, como pesca e caça, por outras que giram entorno da pecuária. Desta forma, concluiu-se que a pecuária evoluiu de acordo com o know-how prático das famílias e de seus interesses singulares, os quais definiram as formas de uso dos recursos e, simultaneamente, a transformação da paisagem em interação com o mercado local, que influenciado pelas políticas de governo, promoveu a pecuária como a melhor alternativa de renda.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Mametu Nangetu na mata
    (Universidade Federal do Pará, 2017-05) RIBEIRO FILHO, Pedro Ivan Olaia; ALVES, Wellington Romario da Silva
    Comunidades tradicionais de matriz africana tem uma profunda relação com a natureza e seus elementos. A região de floresta no entorno da feira da CEASA é frequentada por povos das comunidades tradicionais tanto para busca de folhas, cascas e ervas que a mata dá quanto para oferenda e agradecimento aos seres e energias da mata. Mametu Nangetu é uma mulher de tradição que frequenta a CEASA desde quando era criança, e tem uma intimidade estreita com o espaço; além de colher o que a natureza nos presenteia, muitas vezes leva mudas para reflorestar algumas áreas já degradadas. Este vídeo é o registro etnográfico realizado durante o processo de pesquisa do projeto: “Feira Livre; -performa-te cidade: investigação performática, diálogos e outros sabores” contemplado pela Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística 2015 da Fundação Cultural do Pará. Este registro foi realizado em uma manhã do mês de outubro deste ano de 2015 na feira e mata da CEASA com a comunidade do Mansu Nangetu, onde pudemos acompanhar Mametu Nangetu compartilhando saberes da nossa tradição bantu. Katendê é o Senhor das florestas e das Jinsaba, as folhas sagradas. Mariô é a folha do dendezeiro e é utilizado nas entradas dos terreiros de candomblé. Utilizou-se para a captura das imagens uma máquina CANON G15.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Memória e cultura: sairé, espaço poder e conflitos - 1996 a 2004
    (Universidade Federal do Pará, 2010-06) FERREIRA, Cláudia Laurido
    O presente trabalho analisa as tensões que se estabeleceram entre o poder público municipal de Santarém e lideranças da vila de Alter do Chão no período de 1996 a 2004, quando a prefeitura introduziu mudanças no Sairé, apropriando-se de parte da Festa. A pesquisa é feita a partir da utilização da metodologia da história oral, desenvolvida através de entrevistas com lideranças, professores, artistas e representante do governo. São analisados também os discursos de jornais locais do período que articulados aos depoimentos mostram a Festa como território de poder e conflitos, sendo a memória, instrumento fundamental para compreender as tensões estabelecidas nesse contexto de mudanças
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Tradição e festividade: o boi pretinho da vila cuéra
    (Universidade Federal do Pará, 2017-06) ROSARIO, Samuel Antonio Silva do; ROSARIO, Jocenilda Pires de Sousa do
    Este vídeo mostra momentos da brincadeira tradicional de bumba meu boi realizada por moradores da comunidade “Vila Cuéra”, no município de Bragança-Pará, que recebe o nome carinhoso de “Boi Pretinho” e que durante sua apresentação são narradas histórias da comunidade por meio de músicas que envolvem o rio, a floresta, lendas e os saberes que fazem parte do cotidiano dos moradores. Os registros foram realizados em 2016 durante o II Seminário de Questões Socioambientais e Etnobiodiversidade na Amazônia, realizado pela UFPA, IFPA e VILA “QUE ERA”. Na captura das imagens foi usada uma máquina Nikon, modelo PC 1431.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Uma viagem pelos saberes da tradição: uma experiência vivida com os ceramistas da “vila que era” em Bragança-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2020-09) ROSARIO, Samuel Antonio Silva do; ROSARIO, Jocenilda Pires de Sousa do; SILVA, Carlos Aldemir Farias da
    O presente trabalho faz parte de uma pesquisa de doutorado em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas da Universidade Federal do Pará. O vídeo retrata alguns saberes desenvolvidos pelo ceramista Josias Furtado, desde a navegação pelo rio da região até o momento de retirada da argila, uma prática desenvolvida por sua família há gerações, que envolve relações diretas com o rio, a floresta e com a argila. Na captura das imagens foi usada uma máquina Nikon Coolpix P520.
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