Navegando por Assunto "Traditional Communities"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Antes a gente tinha um rio, agora a gente tem um lago: a construção do território ribeirinho às margens do reservatório do CHE Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2020-03-27) GRAÇA, Denise da Silva; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407A construção de hidrelétricas desencadeia processos de desterritorialização e reterritorialização de comunidades tradicionais. Esta dissertação tem por objetivo analisar a construção do território ribeirinho, isto é, as formas usadas para reconstruir a vida em um ambiente destruído, pós-instalação do CHE Belo Monte. Para isso, foi realizado um estudo de caso na localidade do Palhal, às margens do reservatório principal, no município de Altamira, Pará, por meio de observação participante e entrevistas. As famílias ribeirinhas passaram pelo violento processo de deslocamento compulsório, repleto de violações dos direitos. Assim, as famílias foram buscando formas de denunciar e conseguir a recomposição do seu modo de vida tradicional, movimento que culminou na criação do território ribeirinho. O início de construção do novo território tem sido marcado, principalmente, por novas atribuições de significados ao espaço; pelas atualizações dos conhecimentos tradicionais para se apropriar do novo ambiente; pela reconstrução das redes de parentesco e reciprocidade; e pelo uso de valores morais para a regulação do acesso aos recursos naturais escassos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Antes tinha peixe e não tinha essas coisas, agora tem essas coisas e não tem peixe”: considerações sobre a atividade pesqueira artesanal na Vila dos Pescadores, Bragança – Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-09-30) SILVA, Adriana Batista Cecim da; ALENCAR, Edna Ferreira; http://lattes.cnpq.br/7555559649274791O presente estudo trata sobre a atividade pesqueira artesanal realizada na costa norte brasileira, por moradores da Vila dos Pescadores, situada na Reserva Extrativista Marinha (RESEX Mar) de Caeté-Taperaçú, no município de Bragança - Pará. A pesquisa tem como objetivo caracterizar esta atividade, identificando os tipos de pesca, as espécies alvo e os impactos que ameaçam a capacidade produtiva dos pescadores e pescadoras artesanais. Para isso, busquei identificar os principais fatores de mudança e as estratégias de continuidade da atividade, utilizando como metodologia a revisão da literatura e a pesquisa de campo com técnicas da etnografia a partir de entrevistas semiestruturadas com pescadores e pescadoras e agentes do setor público; coleta de dados secundários por meio de revisão bibliográfica e pesquisa documental, e o uso de registros fotográficos das atividades cotidianas da comunidade, do trabalho na pesca e rituais. Lúcia Helena Cunha (2013) menciona que conhecimento tradicional e modernidade estão em uma relação de complementaridade, onde ambos sofrem modificações e são ressignificados. Tal ressignificação também é apontada por Marshall Sahlins (1997). Assim, os resultados apontam que a modernização das tecnologias de pesca e a construção da Rodovia PA 458 se apresentam como os principais fatores de mudanças, estimulando a sobrepesca, que interfere, sobretudo nas pescarias realizadas no estuário e próximos a praia. Esse conjunto de fatores influencia na diminuição das safras, prejudica o uso de tecnologias tradicionais da pesca e afeta aspectos socioculturais do grupo, como a prática de partilhar o pescado no porto, denominada kial, realizada por pescadores ao retornarem da pesca – esse peixe, antes destinado somente à alimentação, agora é comercializado como alternativa de renda. As análises apontam que os impactos à pesca artesanal podem influenciar na circularidade de conhecimentos ecológicos essenciais à sustentabilidade dessa atividade quando os jovens se afastam da pesca e outras pessoas se voltam para práticas extrativas como estratégias de subsistência a fim de garantir a segurança alimentar das famílias. Algumas dessas ações permitem a continuidade e a ressignificação de conhecimentos tradicionais locais que orientam os modos de interação com o ambiente, mas outras podem afetar negativamente o ecossistema de manguezal e práticas socioculturais locais. Além disso, a criação da RESEX Marinha não impediu a sobrepesca, devido a fraca atuação do Estado na implementação de um sistema de gestão pesqueira eficiente que delimite as áreas de atuação da pesca artesanal/comercial e semi-industrial (por vezes operando de forma insustentável em áreas distantes da costa com rede apoitada e/ou de arrasto) e esteja em consonância com os interesses dos pescadores e pescadoras artesanais da comunidade, a partir de uma relação dialógica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os grandes projetos e suas implicações na saúde de comunidades tradicionais em Barcarena-PA(Universidade Federal do Pará, 2018) SILVA, Silvany Favacho da; NASCIMENTO, Nádia Socorro Fialho; http://lattes.cnpq.br/0757907626776627; HAZEU , Marcel Theodoor; http://lattes.cnpq.br/1235685116888097Esta dissertação aborda as implicações dos grandes projetos na saúde de comunidades tradicionais em Barcarena/Pa. Objetivou-se com esta pesquisa analisar a relação entre os impactos dos grandes empreendimentos na saúde das comunidades tradicionais em Barcarena, as concepções e práticas de saúde de comunidades tradicionais e as introduzidas pelo Estado moderno através de serviços de saúde. Para tanto, procedeu-se um estudo de caráter exploratório, através de pesquisa etnográfica, ancorado no aporte do método histórico dialético. Observou-se que com a introdução da lógica capitalista na região de Barcarena, a partir da década de 1980, com a instalação de um polo industrial, houve a desenfreada exploração das reservas naturais, supressão das relações sociais e culturais pré-existentes a essa lógica, violação dos direitos das comunidades tradicionais e ruptura na identidade tradicional dos moradores, além de promover, através das atividades industriais presentes na região e seus impactos ambientais consequentes situações de risco a saúde das populações através do contato com águas e solo inapropriados para utilização o que levou a modificações na estrutura das comunidades locais. A saúde pública oficial não tem acompanhado nem na quantidade e nem na complexidade a demanda gerada pelas transformações no município, conforme os levantamentos feitos, enquanto práticas de saúde tradicional têm persistido e se tornado formas de resistência, como afirmações de identidades tradicionais e também como a cobertura dos serviços públicos estão sendo disponibilizados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Reflexões sobre construção de fronteiras sociais e étnicas: levantamentos etnográficos e estudos de caso no contexto regional do Baixo Amazonas, Santarém-PA(Universidade Federal do Pará, 2020-08-05) DEL ARCO, Diego Pérez Ojeda; O’Dwyer, Eliane Cantarino; http://lattes.cnpq.br/7254906067108841; https://orcid.org/0000-0003-0523-188XConsiderando os distintos processos identitários étnicos protagonizados por grupos sociais que orientam as suas ações em prol do autorreconhecimento enquanto comunidades remanescentes de quilombos na região do Baixo Amazonas, o objetivo geral deste trabalho é analisar aprodução e reprodução da etnicidade partindo do entendimento de que ela não decorre de descontinuidades culturais empiricamente observáveis. Cientes de sua variação, destacamos as complexas relações existentes entre etnicidade e cultura por meio de uma etnografia dos processos políticos de reconhecimento territorial como quilombo feita com base na análise situacional realizada na comunidade quilombola de Surubiu-Açú, cuja associação comunitária foi a última em passar a compor a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), e na comunidade quilombola de Saracura, uma das primeiras comunidades em passar a se autorreconhecer como quilombola no município de Santarém, Pará. Assim, levando em conta diferentes escalas de análise, daremos ênfase aos contextos de interação onde a identidade étnica é manifestada, seja na interação social com outras comunidades vizinhas ou com o próprio Estado, na reivindicação de direitos étnicos e territoriais. Com isso, as similitudes presentes nos modos de fazer, criar e viver observadas entre as comunidades quilombolas e “ribeirinhas”, serão comparadas contrastivamente aos diferentes processos de distintividade cultural. É justamente por meio desses processos que sinais diacríticos são eleitos e se tornam relevantes tanto na interação intercomunitária, quanto na configuração de identidades étnicas e políticas.
