Navegando por Assunto "Treatment adherence"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do uso combinado de manual e de registros de automonitorização sobre relatos de adesão ao tratamento em adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil(Universidade Federal do Pará, 2017-03-16) ALMEIDA, Flávia Pinho; MORAES, Ana Júlia Pantoja de; http://lattes.cnpq.br/8148525864806728; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723; NASCIMENTO, Gabriela Souza do; TONNEAU, François Jacques; http://lattes.cnpq.br/8929203812398361; http://lattes.cnpq.br/2917023797307669; https://orcid.org/0000-0002-8731-4496O Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil (LESJ) é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que pode se manifestar em crianças e adolescentes, e cuja terapêutica envolve a associação de diversos tratamentos, dificultando a adesão. Esta pesquisa objetivou avaliar os efeitos do uso combinado de um manual de educação em saúde contendo instruções com justificativas e de registros de automonitorização sobre a ocorrência de relatos de adesão ao tratamento por adolescentes com diagnóstico de LESJ acompanhadas em ambulatório especializado. Quatro adolescentes (P1, P2, P3 e P4) do sexo feminino com idades entre 11 e 17 anos, que residiam na região metropolitana de Belém, participaram da pesquisa. Elas foram distribuídas igualmente em duas condições experimentais (Condição 1 e Condição 2) de acordo com a ordem de entrada na pesquisa. A coleta de dados ocorreu no Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança (CASMUC) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (FM/UFPA) e nas residências de duas participantes mediante o consentimento dos responsáveis e o agendamento prévio. A pesquisa foi realizada em quatro etapas: (1) Avaliação inicial; (2) Intervenção, em que as participantes da Condição 1 foram expostas, primeiramente, ao Manual de orientação para pacientes com LESJ denominado “A história de Mila”, e posteriormente, aos Formulários de Registro de Automonitorização (FRAM), enquanto as participantes da Condição 2, ao inverso; (3) Feedback; e (4) Follow-up. Ao início de cada sessão era aplicado um Recordatório 24h (R24h), seguido ou do manual ou do roteiro de entrevista para análise dos registros feitos no FRAM, dependendo da condição. Todos os encontros foram individuais e gravados em áudio para posterior transcrição e análise. Os dados obtidos com a aplicação dos R24h foram quantificados, atribuindo-se o valor 1 para os relatos de seguimento das orientações (regras) do tratamento, o valor 0,5 para os relatos de seguimento irregular das orientações médicas, e o valor 0 para casos de relatos de não seguimento das orientações. A somatória da pontuação atribuída ao seguimento de cada orientação médica foi utilizada no cálculo do Índice de Adesão ao Tratamento (IAT). Os dados referentes aos registros nos FRAM também foram quantificados em 1, 0,5 e 0 seguindo os mesmos critérios utilizados na análise dos R24h. Os dados de P1, P2 e P4 demonstraram aumento dos IAT após a utilização dos FRAM, independentemente da ordem em que foram apresentados, e manutenção destes percentuais após a reaplicação do Manual, no caso de P1, e após a aplicação do mesmo, nos casos de P2 e P4. A avaliação realizada pela reumatologista a respeito do quadro clínico das quatro participantes demonstrou melhoras ao final da pesquisa em comparação ao quadro clínico inicial, corroborando com os efeitos positivos obtidos a partir do uso combinado dos formulários de automonitorização com o Manual. Mais estudos com essa população são necessários para ampliar os resultados aqui obtidos, bem como para confirmar os efeitos positivos do uso combinado do Manual e dos FRAM nos relatos de adesão ao tratamento de adolescentes com LESJ.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores associados a adesão à contagem de carboidratos e controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 1 no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-03-20) ULIANA , Gabriela Correia; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FELICÍO, Karem Miléo; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; FIGUEIRA, Marcela de Souza; http://lattes.cnpq.br/5289063715182942; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/5289063715182942; https://orcid.org/0000-0002-3046-5242; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560Introdução: A Contagem de Carboidratos (CC) é uma estratégia para auxiliar o tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), sendo reconhecida como um método que proporciona flexibilidade às escolhas alimentares e auxilia no controle glicêmico, entretanto, a falha na adesão a esta estratégia ainda é o principal fator responsável pela redução do desempenho terapêutico com a CC. Objetivo: Analisar os fatores associados a adesão à CC e controle glicêmico em adultos com DM1 no Brasil. Métodos: Tratam-se de dois estudos transversais, descritivos e analíticos, realizados por meio de formulários on-lines, um durante o período de isolamento social e o outro após esse período. O formulário do primeiro estudo coletou dados referentes aos dados sociodemográfico e socioeconômico, aquisição de insumos, hábitos alimentares, CC e distanciamento social. Já o segundo avaliou o conhecimento da CC, dados clínicos e antropométricos, sociodemográfico e socioeconômico, acompanhamento com profissionais de saúde e entendimento dos conceitos da CC. Os formulários foram construídos na plataforma Formulários Google® e divulgados por meio de redes sociais, após a aprovação do projeto no Comitê de Ética e Pesquisa. Para análise estatística, foi utilizado o software Statistical Package for Social Science, versão 24.0. Resultados: O primeiro estudo teve 472 participantes, dos quais 37,71% relataram realizar CC na mesma frequência que antes do distanciamento social. A realização da CC estava associada ao tipo de cidade (p = 0,027), renda familiar (p = 0,000), uso de auxílio financeiro emergencial (p = 0,045), tipo de administração de insulina e monitoramento glicêmico (p < 0,000), e cozinhar mais (p = 0,012). Os participantes que mantiveram ou reduziram o consumo de alimentos ultraprocessados tiveram 0,62 vezes mais chances de aderir ao CC (OR 0,626, IC 95%: 0,419–0,935) e os participantes que cozinharam mais tiveram 1,67 vezes mais chances de aderir ao CC (OR 1,67, 95% CI: 1,146–2,447). No segundo estudo participaram 173 adultos, dos quais 57,2% apresentavam HbA1c aumentada. Houve associação entre possuir HbA1c adequada e ter o tempo de diagnóstico <10 anos (p=0,006), realizar a CC no almoço (p=0,040) e jantar (p=0,018), utilizar aplicativos específicos (p=0,001) e balança de alimentos para fazer a CC (p=0,001), ter aprendido a fazer a CC com o nutricionista (p=0,037) e saber definir corretamente os conceitos de bolus alimentar (p=0,001), bolus correção (p=0,000) e razão insulina/carboidrato (p<0,000). Os participantes que estavam fazendo a CC tinham 3,273 vezes mais chances de ter a HbA1c adequada e participantes com tempo de diagnóstico <10 anos tinham 2,686 vezes mais chances de ter a HbA1c adequada. Conclusão: Os estudos demonstraram que ter melhores condições financeiras e sociodemográficas e utilizar tecnologias mais avançadas para aplicação de insulina e monitorização glicêmica estava associado a maior adesão à prática da CC, bem como a realização da CC por adultos com DM1 auxiliou na adesão a um estilo de vida saudável durante o período de distanciamento social. Além disso, características da estratégia favoreceram valores adequados de HbA1c nesse público.
