Navegando por Assunto "Type 2 diabetes"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sintomas de Ansiedade, Comportamento de Grazing e Fatores Associados em Pessoas com Diabetes Tipo 2(Universidade Federal do Pará, 2025-03-13) INETE, Millena Borges; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; FRAZÃO, Andréa das Graças Ferreira; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/5712188054153873; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560Objetivo: Identificar o nível dos sintomas de ansiedade, a frequência do comportamento de grazing e fatores associados em pessoas com diabetes tipo 2 atendidas em um hospital público de referência. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, que incluiu 157 pacientes com diabetes tipo 2 de 20 a 64 anos, de ambos os sexos, no Hospital Universitário João de Barros Barreto. Foram avaliadas questões referentes a dados socioeconômicos, clínicos e antropométricos. Foram aplicados os formulários: Inventário de Ansiedade de Beck; Questionário de Belisco Contínuo; The Eating Motivation Survey; e o Questionário Internacional de Atividade Física Versão Curta. Resultados: Foram entrevistadas 157 pessoas, com média de idade de 54,71±7,29 anos, sendo a maioria do sexo feminino (72,61%). Tinham em média 11±8,3 anos de diagnóstico de diabetes, a maior parte fazia uso de insulina (50,96%), não tinha acesso ao acompanhamento nutricional (67,52%), foram considerados ativos quanto ao nível de atividade física (52,22%), estava com níveis de glicemia em jejum acima do recomendado (52,23%), o que também foi observado nos valores de hemoglobina glicada (54,14%). As dimensões que aparecem como as mais relevantes para guiar as escolhas alimentares foram hábitos (11.74±2.47), necessidade e fome (11.11±2.39), preferências (11.11±2.66), saúde (10.57±2.68) e alimentação tradicional (9.94±2.71). O escore total de sintomas de ansiedade mostrou correlação positiva e estatisticamente significativa com o escore do comportamento de grazing (r= 0,267; p= 0,001). Apesar de poucos participantes apresentarem diagnóstico de transtornos depressivos (7%), de ansiedade (7%), de neuropatia (22,29%) e/ou de outros transtornos psiquiátricos (1,9%), 42,46% faziam uso de medicamentos psicotrópicos, sendo que o grupo que usava esses medicamentos apresentou níveis maiores de sintomas de ansiedade (p=<0,001). Observou-se que o escore de sintomas de ansiedade manteve correlação positiva apenas com o escore da subescala de grazing compulsivo independente do uso de medicamentos psicotrópicos. Conclusões: A maior parte dos participantes apresentavam sintomas mínimos de ansiedade. A média na subescala de comer repetitivo foi discretamente superior que a média da subescala de grazing compulsivo. O escore de sintomas de ansiedade mostrou correlação positiva com o escore de grazing e com os valores de hemoglobina glicada. As cinco dimensões que se destacaram como as mais relevantes para as escolhas alimentares foram hábitos, necessidade e fome, preferências, saúde e alimentação tradicional. O controle de peso foi a única motivação que apresentou correlação negativa com o grazing compulsivo e o comer repetitivo.
