Navegando por Assunto "Urban Anthropology"
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Tese Acesso aberto (Open Access) OLHARES DA/NA CI(S)DADE: transexualidades/travestilidades, raça e práticas nos espaços citadinos de Belém – PA “em plena luz do dia”(Universidade Federal do Pará, 2023-03-19) GOMES, Gleidson Wirllen Bezerra; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/1972975269922101Esta tese tem como objetivo compreender as relações entre as transições de gêneros de pessoas trans/travestis e suas práticas nos espaços (CERTEAU, 2014) citadinos de Belém “em plena luz do dia”. Assim, a etnografia aqui proposta foi elaborada a partir de referências e reflexões da Antropologia Urbana, em diálogo com os estudos de gênero, sexualidades e raça. Teve como uma de suas bases as narrativas biográficas (ROCHA; ECKERT, 2013a) de cinco interlocutoras/es que, a partir de suas trajetórias de vida, permitiram refletir sobre as questões de gênero, sexualidade e raça implicadas em seus trânsitos cotidianos pela cidade. Além das entrevistas semiestruturadas voltadas para as trajetórias de vida, foram utilizadas também as narrativas e reflexões das pessoas trans/travestis sobre Belém, bem como realizei observações diretas com elas/eles, utilizando a técnica da etnografia de rua (ROCHA; ECKERT, 2013b) para descrever e interpretar as situações ocorridas em lugares de Belém como ruas, praças, calçadas e, também, em seus deslocamentos na urbe dentro de coletivos. Os dados etnográficos assim construídos foram organizados em “cenas”, com inspiração em Perlongher (1984), nas quais é possível perceber as performances (TURNER, 2015; CHECHNER, 2012) nelas contidas, gestos e expressões faciais, evidenciando os olhares dos desconhecidos na capital paraense como um dos micro-gestos que compõe as interações (GOFFMAN, 2014) urbanas das pessoas trans/travestis, quando elas têm seus corpos ora questionados, ora desejados, ou observados com curiosidade, demonstrando parte da complexidade do estilo de vida urbano nesta cidade amazônica. Nesses jogos de olhares são também percebidas territorialidades (PERLONGHER, 1984; 2008) em suas demarcações simbólico-espaciais em Belém, o que nos ajuda a pensar na ideia de uma ci(s)dade, ou seja, uma cidade que tem em seus fundamentos a cisgeneridade e a branquitude, atuando nas delimitações dos espaços concretos da urbe e compondo parte das relações sociais nela vivenciada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Vai rolar essa diamba?”: uma etnografia de usos medicinais, religiosos e recreativos da maconha em um bairro periférico de Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2023-05-26) PASSOS, Bruno Ferreira dos; DANTAS, Luísa Maria Silva; http://lattes.cnpq.br/1573989294603242Este trabalho tem por objetivo identificar e compreender diferentes usos da maconha por moradores de um bairro da periferia de Belém/PA. A presença da maconha pôde ser percebida em contextos recreativos, medicinais e religiosos. Pessoas que vivem o mesmo território experimentam de forma distinta a repressão policial, a segregação espacial, a proibição moral, e o alto custo do medicamento derivado da maconha, em um cenário no qual o uso recreativo sofre forte repressão, enquanto o uso medicinal tem seu acesso discreto e seletivamente flexibilizado. Realizei esta etnografia em diferentes lugares dentro do bairro: o condomínio - espaço de lazer bem urbanizado e com paisagem bem diferente do restante do bairro; a margem - espaço que se divide entre uma feira durante o dia e sede de festas de aparelhagem durante a noite; e nos arredores das ruas e praças -. As primeiras entradas em campo se deram por minhas experiências pessoais, as quais se somaram ao que foi vivido junto aos interlocutores na produção dos dados etnográficos. Para proteger todos os envolvidos na pesquisa, lugares e pessoas tiveram seus nomes ocultados ou ficcionados. Os dois primeiros capítulos desta monografia apresentam o problema de pesquisa, apresentam detalhes metodológicos e teóricos ao redor dos diversos usos da maconha, além de apresentar um breve panorama do tema no campo das ciências sociais. A partir dai os resultados do trabalho etnográfico são apresentados em três capítulos. No terceiro capitulo abordaremos os usos recreativos, discutindo diferenças na repressão policial sobre usuários a partir de critérios raciais, e como o estereótipo do maconheiro vem historicamente recaindo sobre negros e pobres, fundamentando políticas de segregação espacial até os dias de hoje. Em seguida, no quarto capítulo apresentaremos os usos religiosos em um terreiro de candomblé do bairro, no qual a maconha aparece como mais um elemento ritual, ainda que invisibilizado. O quinto e último capítulo reflete sobre dificuldades desiguais que mulheres do bairro enfrentam na busca por tratamentos de saúde com maconha medicinal, devido a uma moralidade hegemônica, e o racismo vivenciado em tentativas de acesso aos serviços de saúde.
