Navegando por Assunto "Uso e cobertura da terra"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análises das paisagens da ilha de Cotijuba: através do mapeamento das unidades geoambientais, Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2021-02-21) SILVA, Elias Klelington Leocádio Rodrigues da; ALMEIDA, Arlete Silva de; http://lattes.cnpq.br/1511094180664778A presente pesquisa debruça-se sobre a Ilha de Cotijuba, Belém/PA, localizada na região insular do município de Belém. O estudo volta-se à temática geoambiental a partir da análise integrada da paisagem. Justifica-se a escolha desta área de estudo, pois nas últimas décadas Cotijuba sofreu um processo de urbanização, com uso irracional de seus recursos, gerando desmatamento para extração de madeira e retirada de areia para construção civil. Nesse sentido, procurou-se mapear as unidades geoambientais da Ilha de Cotijuba, a partir do levantamento dos elementos que compõe a paisagem. A metodologia seguiu as seguintes etapas: Levantamento bibliográfico que possibilitou o estudo de conceitos que foram balizadores para desenvolvimento da pesquisa, levantamento de campo que permitiu a validação dos dados e análises que só são possíveis com a aferição in loco, e processamento digital que foi imprescindível para o desenvolvimento da pesquisa, utilizando-se técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, que atrelados ao SIGs permitiram a confecção de todos os produtos cartográficos apresentados na pesquisa. Para o mapeamento de uso e cobertura da terra utilizou-se o software Envi 5.1 e obteve-se na classificação supervisionada o indicie Kappa de 0,96, indicando um excelente resultado da acurácia do mapeamento. Para o estudo das métricas de paisagem referente aos fragmentos florestais utilizou-se o software arcgis 10.1 a partir da extensão Partch Analys. Em ambos os procedimentos utilizou-se a imagem de satélite Sentinel-2 do ano de 2018. Por outro lado, para a produção dos MDEs, utilizou-se a imagem de radar Alos Palsar que permitiu fazer a análise da altimetria e declividade da Ilha. Já os mapeamentos das variáveis: geologia, geomorfologia e pedologia, foram realizados mediante as informações coletadas em campo e análise dos resultados obtidos dos produtos realizados da imagem Sentinel-2 e Alos Palsar, baseando-se na metodologia de técnicas de sensoriamento remoto de Florenzano (2007). Por fim obteve-se o mapeamento das Cinco Unidades Geoambientais da Ilha de Cotijuba, destacando suas características gerais. Dessa forma, os resultados apontaram que Cotijuba necessita de um plano de Manejo e Gestão na escala municipal que vise à conservação dos recursos naturais e promova geração de emprego e renda a comunidade local. Assim, sugere-se o ecoturismo e a implantação de corredores ecológicos como medidas para mitigar os problemas aqui apresentados, e espera-se que os produtos levantados sirvam como subsídios para implementação dos mesmos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de uso e cobertura da terra em imóveis rurais sob conflito agrário no Estado do Pará, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2019-08-27) SARAIVA, Gisele de Souza; SANTOS JUNIOR, Roberto Araújo de Oliveira; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477Este trabalho teve como objetivo analisar a dinâmica de uso e cobertura da terra e sua relação com a presença do litígio agrário judicializado, nos limites dos imóveis rurais objeto das ações possessórias da Vara Agrária da Região de Castanhal, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Para isso, foram mapeados 144 processos (propriedades), a partir de seus dados cartográficos, e analisadas as situações e características processuais. Em seguida, foram quantificadas as classes de uso da terra observadas nessas propriedades, no período de 2004 a 2014, a partir dos dados do projeto TERRACLASS/PRODES. Além disso, foram analisadas as dinâmicas de transição dos usos da terra. Por fim, também foram relacionados os tipos de uso mapeados com a presença ou não do conflito pela posse da terra. As principais metodologias utilizadas foram a técnica da matriz de transição e a estatística ANOVA. Os resultados apontaram que, nas propriedades analisadas, as classes de usos da terra predominantes foram Floresta, Vegetação Secundária e Pasto. A classe de Floresta representou cerca de 70% da paisagem nas áreas mapeadas. E, em torno de 95 % dessa área florestada permaneceu inalterada, ao longo do período de estudo, embora tenha sido registrado um desmatamento de, aproximadamente, 25 mil hectares. Nas áreas desflorestadas, 43% foram convertidos em pasto e 34% em vegetação secundária. A classe de Agricultura Anual aumentou de 44,65 ha, em 2004, para 8.027,19 ha, em 2014, dos quais 80% foi proveniente de pasto. Cerca de 24% do incremento da área de pasto foi oriundo de floresta, em 2014. Ademais, houve um aumento progressivo da urbanização nessas propriedades rurais. A relação entre a presença do litígio agrário judicial mostrou que houve efeito do grupo (propriedades rurais com e sem conflito agrário) sobre as classes de uso e cobertura da terra, de modo que pelo menos um dos grupos é diferente estatisticamente. Assim, para as classes de uso Agricultura (Ag) e Outros (Ou) houve diferença estatística entre os grupos, enquanto que para Floresta (Fl) e Vegetação secundária (VS) não houve.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fragilidade ambiental na bacia do rio Mocajuba - PA(Universidade Federal do Pará, 2020-02-17) CAVALCANTE, Juliane da Costa; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A bacia hidrográfica do Rio Mocajuba vem sendo densamente ocupada pela expansão de atividades antrópicas. Dessa forma, a antropização põem em risco a permanência dos ecossistemas naturas e dos manguezais desta região. Nesse contexto, este trabalho apresenta a dinâmica da paisagem na bacia do Rio Mocajuba entre 1999 e 2018 e suas implicações na fragilidade natural da bacia e continuidade dos manguezais desta região. Para tal fim, a pesquisa divide-se nos seguintes itens: (1) Análise do uso e cobertura da terra na bacia hidrográfica do Rio Mocajuba – PA, utilizando como métodos a Classificação Orientada a Objeto (GEOBIA) e a plataforma do Google Earth Engine (GEE), em conjunto com o classificador Random Forest. (2) Aplicação da metodologia de Fragilidade Ambiental Potencial e Emergente, utilizando dados naturais da bacia (pedologia, unidades geológicas, altimetria e intensidade pluviométrica) em conjunto com dados antrópicos (uso e cobertura da terra). (3) Análise temporal dos manguezais da bacia entre 1984 e 2018, observando a expansão e regressão desse ecossistema, assim como os tensores antrópicos e ambientais a que estão suscetíveis. As metodologias de classificação de uso e cobertura da terra apresentaram diferentes quantificações e acurácias. Para o ano de 1999 a classificação GEOBIA e Random Forest apresentaram um Coeficiente Kappa de 0,79 e 0,92, respectivamente. Para o ano de 2018 o coeficiente foi de 0,73 e 0,8, respectivamente. Para ambas as metodologias a classe de Formação Florestal sofreu diminuição e Não Florestal aumento. Já para a classe de Manguezal a classificação GEOBIA quantificou aumento e a Random Forest diminuição. Na metodologia de fragilidade ambiental, os níveis de fragilidade potencial e emergente obtidos foram baixo, médio e alto. Onde 19,92%, 76,67% e 3,41% da bacia apresentaram fragilidade potencial baixa, média e alta, respectivamente. Para fragilidade emergente as áreas de manguezal e não floresta incrementaram a fragilidade natural da bacia e a classe de formação florestal proporcionou uma atenuação desta. Nesse caso as áreas de fragilidade emergente baixa, média e alta foram quantificadas em 18,39%, 67,57% e 14,04%, respectivamente. As áreas de manguezal obtiveram uma diminuição entre os anos de 1984-1999 e 1999-2018. Os dados apresentados ratificam a expansão da antropização da bacia e a interferência das atividades humanas na dinâmica e resposta dos manguezais frente aos tensores naturais. Assim como confirma o incremento da fragilidade natural da bacia proporcionada pela expansão dessas atividades. Desta forma a pesquisa se torna relevante por proporcionar uma análise sistêmica entre diversas áreas, buscando compreender o funcionamento do ecossistema da bacia, auxiliando em pesquisas e iniciativas futuras.
