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Navegando por Assunto "Vida cotidiana"

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  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Entre o vivido e o concebido: a espacialidade do lazer na vida cotidiana da cidade de Altamira-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2023-01-31) MENDES, Francivaldo José da Conceição; MIRANDA NETO, José Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/3367795786739987; AMARAL, Márcio Douglas Brito; http://lattes.cnpq.br/6997234298024427; https://orcid.org/0000-0002-2094-3044; MAGNANI, José Guilherme; BAHIA, Mirleide Chaar; TAVARES, Maria Goretti da Costa; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/9198706302142338; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; http://lattes.cnpq.br/7796891525258446; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024
    Este estudo teve como objetivo central analisar a espacialidade do lazer na reprodução da vida cotidiana da cidade de Altamira-PA, tendo por base o tensionamento e a mediação entre a representação do espaço (espaço concebido) e os espaços de representação (espaço vivido). Não se trata de duas realidades antagônicas e excludentes, mas de uma unidade que se dialetiza continuamente no/pelo espaço. A partir de uma mediação teórico-metodológica entre a categoria do lazer e a teoria social do espaço, buscou-se responder a seguinte questão: como se expressa a espacialidade do lazer na vida cotidiana da cidade de Altamira-PA, a despeito do tensionamento e da mediação entre a representação do espaço (espaço concebido) e os espaços de representação (espaço vivido)?A hipótese central sugere que: o lazer na cidade de Altamira-PA constitui-se como parte indissolúvel da vida cotidiana, materializando-se espacialmente pelo agenciamento coletivo dos sujeitos que, de forma insurgente, se apropriam dos diferentes espaços urbanos da cidade. O percurso metodológico, de viés qualitativo, teve por base uma análise bibliográfica, entrevistas abertas e semiestruturadas e elementos da etnografia urbana. Os resultados da pesquisa demonstraram a potência teórico-metodológica da categoria lazer em face dos estudos urbanos, permitindo-se discutir os limites e as possibilidades da cidade a partir das experiências do lazer. Ao nível cotidiano, os resultados evidenciaram a existência de táticas coletivas, materializadas pelos contra-usos da cidade, onde os espaços urbanos são alçados à condição de espaços públicos mediante diferentes formas de apropriação coletiva. A tese sustentada refere que o embate e a permanente mediação entre a representação do espaço (espaço concebido) e os espaços de representação (espaço vivido) materializa uma espacialidade do lazer na vida cotidiana de Altamira-PA, a qual decorre das práticas insurgentes e não programadas que são criadas e mantidas pelos sujeitos a partir das suas redes de interação e sociabilidade cotidianas.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Os Espaços insulares de Belém: usos e consumos da natureza na Amazônia metropolitana e suas contradições socioespaciais
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-23) RODRIGUES, Ágila Flaviana Alves Chaves; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837
    Tendo por base teórica a produção social do espaço, a tese aborda a relação sociedadenatureza na Amazônia metropolitana e suas contradições socioespaciais. As ilhas de Caratateua, Cotijuba, Paquetá, Combu e Grande foram escolhidas como referências empíricas de análise, por reunirem características rurais, urbanas e híbridas, com suas particularidades econômicas, ambientais, históricas; pelas políticas de Estado e de mercado a elas dirigidas; e pelos (des)encontros, lutas e resistências dos grupos sociais nelas existentes. O objetivo principal é analisar a produção social do espaço insular de Belém a partir dos usos e consumos da e na natureza expressos em políticas e ações que estimulam o lazer, o turismo e os avanços imobiliários. Sustenta-se que as relações atendem demandas metropolitanas específicas, locais e distantes, e com aspectos de reprodução capitalista e de dominação, por vezes, mais sutis. A insularidade ora se coloca como resistência a interesses e valores não locais, ora vai ao encontro dos mesmos. Das contradições e conflitos, desencadeiam-se movimentos insurgentes de pertencimento e de reconhecimento da diferença dos sujeitos, sugerindo outras possibilidades mais criativas e posturas contestáveis face aos processos hegemônicos em curso. Tendo como método de análise o materialismo histórico e dialético, adotou-se: a) pesquisa bibliográfica de abordagens teóricas sobre espaço socialmente produzido, relações sociais de produção e vida cotidiana; b) pesquisa bibliográfica históricogeográfica acerca das realidades empíricas analisadas; c) análise de dados primários e secundários coletados em fontes documentais; d) observação sistemática da paisagem em campo e em plataformas virtuais de trocas de mensagens que envolvem os ambientes e os sujeitos analisados; e) e realização de entrevistas semiestruturadas com representantes do poder público ligados à administração distrital e às políticas públicas de turismo e lazer, antigos moradores que possuem liderança política e comunitária, e novos e antigos moradores que exercem atividades comerciais. Os resultados mostram que, em virtude da metropolização de Belém, a partir de 1960, os processos urbanos e suas repercussões econômicas, sociais e ambientais avançam diferencialmente sobre os espaços insulares. Assim, as novas formas de conceber alguns deles vêm gradativamente transformando a vida dos seus moradores, que passam a ser influenciados pela presença de agentes exógenos e do Estado, e de interesses distintos quanto aos usos para fins de lazer e turismo, tornando-os propícios a novas aspirações econômicas e disputas espaciais. Há também os que se veem diretamente atingidos pela expansão urbana, neles surgindo bairros onde predominam assentamentos residenciais cujos problemas induzem a luta por permanência e acesso digno aos serviços públicos, convivente com a presença de ações do Estado e do capital imobiliário. Em outros, intercalam-se residências permanentes e de uso ocasional que se imbricam e/ou disputam posição com pousadas e segundas residências para fins turísticos. Há, por fim, aqueles em que, mesmo com aniquilamentos e invisibilizações, a vida cotidiana tradicional ribeirinha perdura nas construções, na configuração territorial e nos laços afetivos e de identidade, fortemente vinculados aos rios e à floresta. Tais diferenciações permitiram reconhecer uma tipologia insular para o município de Belém que foi confrontada com as perspectivas de planejamento e de gestão existentes e concebidas para as especificidades desses mesmos espaços.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A Produção do espaço pelo e para o turismo na Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combu (Belém- Pará)
    (Universidade Federal do Pará, 2018-06-25) RODRIGUES, Ágila Flaviana Alves Chaves; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837
    Tendo por base as teorias da produção social do espaço de Henri Lefêbvre e do espaço enquanto instância social de Milton Santos, este trabalho estabelece reflexões acerca da produção do espaço turístico em Belém, capital do estado do Pará, em especial sobre a Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combu (APA Combu), localizada na parte sul da cidade. Ambiente dotado de diversidade biológica e cultural importante para a qualidade de vida e bem-estar dos grupos que nele habitam, que atualmente vem passando por processos burocráticos longos e esguios de modo a dificultar a sustentabilidade de uso dos recursos naturais. O objetivo principal é analisar as percepções, tensões e conflitos relacionados à prática do turismo por parte dos distintos atores sociais que utilizam essa fração do espaço (órgão gestor, empresários, sociedade civil organizada, visitantes locais e externos, antigos e novos moradores), considerando a diversidade urbana e regional em que a APA está inserida. Para a realização do estudo lançou-se mão dos seguintes procedimentos metodológicos: a) revisão bibliográfica teórico-conceitual de temas, teorias, conceitos e noções pertinentes; b) revisão bibliográfica de caráter histórico-geográfico e levantamento de dados secundários sobre a parte sul continental e região insular de Belém, como também a respeito das políticas públicas pertinentes à questão ambiental e turística; c) levantamento fotográfico da ilha do Combu e entorno com observação sistemática em campo sobre a interação cidade-rio-várzea-floresta; d) realização de entrevistas individuais gravadas com questões semiestruturadas com técnicos, planejadores e representantes do poder público, ligados às políticas de planejamento e de gestão ambiental e turística da ilha do Combu; com representantes do mercado turístico que atuam diretamente na ilha; com antigos moradores que possuem liderança política e comunitária no local; com novos e antigos moradores que possuem atividades comerciais na ilha; e) análise e sistematização dos dados coletados à luz do referencial teórico previamente definido e revisado. Os resultados nos mostraram que a forma de conceber o espaço vem transformando a vida dos moradores do Combu, influenciados pela presença de agentes exógenos, que possuem interesses distintos quanto ao uso do espaço para fins de lazer e turismo. A presença dos novos atores repercute principalmente em ações promocionais e intervenções realizadas pelo Estado, fazendo da ilha um local propício para a busca por novas aspirações econômicas, em que a implantação de estabelecimentos comerciais e das atividades de lazer, inspirados pelo crescimento do turismo no local, passa a ocupar um dos centro de disputas espaciais. Desse modo, entende-se que um turismo de base local, que vá para além da representação do discurso sustentável, deve ser fortalecido, de modo que as populações estabelecidas mantenham o controle sobre os processos que lhe são impostos, prevalecendo o direito à diferença e a coletividade, tão presentes na dimensão das vivências ribeirinhas.
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