Navegando por Assunto "Vigia - PA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A gestão do espaço turístico do Círio de Nazaré no município de Vigia-PA(Universidade Federal do Pará, 2013-02-24) SANTOS, João Paulo Siqueira dos; TAVARES, Maria Goretti da Costa; http://lattes.cnpq.br/7796891525258446O turismo enquanto atividade social, econômica e cultural, possui a enorme capacidade de produzir e reproduzir o espaço geográfico, necessitando, então, de uma organização, ou melhor dizendo, de uma “gestão” desse espaço turístico sob a tutela de quem possui interesses sobre o mesmo. Os agentes produtores do espaço turístico compreendidos pelo Estado, a iniciativa privada e a sociedade local (FRATUCCI, 2009) criam espacialidades e contribuem para a dinâmica do espaço turístico que para Cruz (2006) é o objeto de consumo do turismo se referindo ao próprio espaço, objeto de interesse da Geografia enquanto ciência. Um dos objetivos deste trabalho é discutir como o Círio de Nossa Senhora de Nazaré se constiui como um constructo socioespacial, um recurso turístico (religioso, cultural etc.) que produz e reproduz espaços distintos e necessita de uma gestão, nesse sentido, exercida por agentes distintos. O cerne do objeto de pesquisa em questão será entender essa dinâmica dentro da gestão do espaço turístico que o Círio de Nazaré no município de Vigia proporciona para acontecer todos os anos no segundo domingo de setembro, bem como a produção de territorialidades pelos sujeitos envolvidos nessa trama social. Entender e analisar essa dinâmica nos proporcionará uma outra visão para que futuras políticas públicas de turismo possam vir a acontecer tendo uma compreensão mais holística sobre esse evento e sua gestão que serão estudados aqui.Tese Acesso aberto (Open Access) Relações conjugais e amorosas em Vigia, Pará: códigos, crime e poder (1890-1945)(Universidade Federal do Pará, 2016-04-12) NASCIMENTO, José Renato Carneiro do; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730Os processos crimes de ferimentos e defloramentos são nossas fontes principais para compreendermos como homens e mulheres manejavam códigos e representações conjugais e amorosas em suas práticas cotidianas entre os anos de 1890 a 1945 na cidade de Vigia/PA. Buscamos compreender como se atualizavam os discursos dessas práticas relacionadas aos afetos nos termos das negociações e violências. Falamos das apropriações e usos de representações e códigos de lavradores, lavradoras, domésticas, pescadores, juristas, delegados, “artistas” e articulistas de jornais que viveram no município. Neste sentido, defendemos a tese de que, para além das dicotomias, compreendemos as narrativas em torno dos relacionamentos situando imagens das práticas masculinas e femininas socialmente consideradas legítimas e ilícitas ativadas no ambiente policial e judicial ao tratarem de suas experiências no cotidiano. Entre as casas, roças, igarapés, quintais e ruas da cidade, os protagonistas dessas narrativas apresentavam múltiplos discursos, tramas e manobras em torno de questões como masculinidade, feminilidade, amor, casamento, namoro, honra, intimidade e moradia. As diversas vozes e situações não viriam à tona sem que fizéssemos análises e comparações de dentro e de fora de cada processo criminal no sentido de atingirmos percursos entre a micro e a macro análise. Os jornais nos possibilitaram a ouvir os discursos oficiais e da Igreja a respeito do feminino e masculino; as mensagens de governo nos deram rastros de aspectos jurídicos e econômicos da cidade; os dados sobre a população retirados dos recenseamentos e dos registros civis e paroquiais de casamento permitiram uma visualização de tendências nos relacionamentos como idade e filiação. Vigia não teve uma modernização ou transformação urbana acentuada que influenciasse decisivamente as mudanças de comportamento, bem como os relacionamentos, os modos de sobrevivência e as moradias, mas nem por isso as mulheres e os homens dessa cidade deixaram de viver e expressar sentimentos experimentados pelos moradores das grandes cidades consideradas lugares de propagação de “bons e maus” costumes.
