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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Relação entre insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida em mulheres de baixa renda de Belém, Pará.(Universidade Federal do Pará, 2023-03-23) PEREIRA, Izabella Syane Oliveira; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; SÁ, Naiza Nayla Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/1712074978664736; https://orcid.org/0000-0002-1267-1624; DUTRA, Natália Bezerra; ROCHA, Fernando Allan de Farias; FRAZÃO, Andréa das Graças Ferreira; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/5712188054153873; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050A insegurança alimentar engloba desde a preocupação com a incerteza de dispor regularmente de comida até a vivência de fome, o que pode afetar a saúde física e mental. Este estudo verificou a relação entre a insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida em mulheres de baixa renda no município de Belém, Pará. A população foi composta por mulheres, com 18 anos ou mais, cadastradas no Cadastro Único do Ministério da Cidadania e assistidas por um dos 12 Centros de Referência da Assistência Social de Belém-PA. Utilizou se um questionário com perguntas sobre fatores sociodemográficos, consumo alimentar e estado nutricional; Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, Inventário de Ansiedade Traço-Estado e o questionário World Health Organization Quality of Life - breef. Calculou-se as frequências absolutas e relativas para todas as variáveis do estudo e a seguir estimou-se a frequência de insegurança alimentar segundo todas as variáveis. Após, calculou-se as razões de prevalência brutas e ajustadas, segundo a insegurança alimentar, por regressão log-linear de Poisson, considerando-se IC 95% e p < 0,05. Das 661 mulheres, 95,8% foram classificadas em insegurança alimentar; 65,8% e 59,3% das mulheres com intensidade significativa de ansiedade traço e estado, respectivamente, e 55,1% e 56,4% das mulheres estavam acima do domínio físico e do domínio psicológico, respectivamente, em relação à percepção de qualidade de vida das mulheres entrevistadas. Não foram encontradas associações entre insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida. Este estudo contribuiu para o conhecimento do perfil dessas mulheres e para a reflexão sobre o combate da insegurança alimentar, de seus determinantes e consequências, no entanto, novos estudos são necessários para verificar a associação entre insegurança alimentar, ansiedade e qualidade de vida em mulheres de baixa renda.
