O passo a passo do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica e Xingu pela produção do contraespaço

dc.contributor.advisor1HERRERA, José Antonio
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3490178082968263
dc.contributor.advisor1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-8249-5024
dc.contributor.memberOLIVEIRA NETO, Adolfo da Costa
dc.contributor.memberMAGALHÃES, Benedita Alcidema Coelho dos Santos
dc.contributor.memberMIRANDA, Rogério Rego
dc.contributor.memberFERNANDES, Bernardo Mançano
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3108272104911953
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7484794171047694
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4960836976718202
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2836764800084585
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0003-0420-6295
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-7536-5184
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-6309-7653
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org
dc.creatorSOUZA, Ana Paula dos Santos
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4329522039125429
dc.date.accessioned2026-01-22T15:27:22Z
dc.date.available2026-01-22T15:27:22Z
dc.date.issued2024-01-03
dc.description.abstractThe Amazon is a place where there are intense struggles for the rights of populations in cities, countryside, waters, and forests. At the root of these struggles is the way in which governments and hegemonic capital see the Amazon: a provider of wealth for Brazil and the world, based on its landscape converted into resources. Faced with these practices, the populations that live in this biome have become subjects outside the government's order of priority. In view of this, it is left to family farmers, indigenous peoples, fishermen, quilombolas, extractivists, riverside dwellers, residents of the outskirts of cities and towns, to express their opposition to this rationality that excludes them. This study was carried out in the southwest region of Pará, between the municipalities of Pacaja and Rurópolis along the Transamazônica and through the Xingu from Vitória do Xingu to Porto de Moz. The objective is to analyze the actions of the Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica (MPST), currently Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), identifying the relevance of the role played by it in improving the lives of the populations and the changes in the territory of the Transamazônica and Xingu. The study begins with recording the voices of migrants who came to this region before, during and after the Integrated Colonization Project (PIC). The goal is to identify the reasons for migrating, how was the arrival in the new land, the participation and formation of social movements and the challenges of the relationship with the federal government. We also analyzed the trajectory of the MPST, which emerged in 1990, initially formed by these migrants and the support of the Catholic Church, from the Base Ecclesiastical Communities. The basic category of this study is the geographic space as defined by Milton Santos: a hybrid qualified by the subject. In the dominant space, constrained by capital, migrants and their supporters, based on their struggles, produced their counterspace, according to Ruy Moreira. They denounced, built collective propositions and provoked changes in the current formation of the territory of the Transamazônica and Xingu. For a better understanding of the formation and unfolding of these counterspaces, we focused on three important struggle flags for the movements: Land and environmental issues, agricultural credit and education. The last part of the work outlines an overview of current social movements in this region. Who they are and what challenges they face. The results of this study demonstrate that the MPST with its collective and regionalized mobilizations produced a counterspace within the hegemonic order of the PIC, guaranteeing voice and rights for the populations. Their practices lasted and influenced the emergence of other movements.
dc.description.affiliationUFPA - Universidade Federal do Pará
dc.description.resumoA Amazônia é um lugar onde existem lutas intensas pelos direitos das populações das cidades, do campo, das águas e das florestas. Na raiz dessas lutas está o modo como os governos e o capital hegemônico enxergam a Amazônia: provedora de riquezas para o Brasil e o mundo, a partir de sua paisagem convertida em recursos. Diante dessas práticas as populações que vivem nesse bioma se tornaram sujeitos fora da ordem de prioridade dos governos, restando aos agricultores familiares, povos indígenas, pescadores, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, moradores das periferias das cidades e vilas manifestarem sua contrariedade a essa racionalidade que os exclui. Esse estudo foi realizado na região sudoeste do Pará, entre os municípios de Pacajá e Rurópolis ao longo da Transamazônica, e pelo Xingu, de Vitória do Xingu até porto de Moz. O objetivo é analisar as ações do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica (MPST), atualmente Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), identificando qual a relevância do papel desempenhado por ele na melhoria da vida das populações e nas mudanças no território da Transamazônica e Xingu. O estudo começa com o registro da voz dos migrantes que vieram para essa região antes, durante e depois do Projeto Integrado de Colonização (PIC). A meta é identificar os motivos para migrar, as condições de chegada na nova terra, a participação e formação dos movimentos sociais e os desafios da relação com o governo federal. Analisa-se também a trajetória do MPST, surgido em 1990, formado inicialmente por esses migrantes e o apoio da igreja católica, a partir das Comunidades Eclesiais de Base. A categoria de base desse estudo é o espaço geográfico conforme definido por Milton Santos: um híbrido qualificado pelo sujeito. No espaço dominante, constrangidos pelo capital, os migrantes e seus apoiadores, a partir de suas lutas, produziram seus contraespaços, conforme Ruy Moreira. Denunciaram, construíram proposições coletivas e provocaram mudanças na configuração do território da Transamazônica e Xingu. Para melhor compreensão da formação e dos desdobramentos desses contraespaço, fez-se um recorte em três bandeiras de luta importantes para os movimentos: Questão fundiária e ambiental, crédito agrícola e educação. A última parte do trabalho traça um panorama dos movimentos sociais da atualidade nessa região: quem são e quais desafios enfrentam. Os resultados desse estudo demonstram que o MPST com suas mobilizações coletivas e regionalizadas produziu um contraespaço dentro da ordem hegemônica do PIC, garantindo voz e direitos para as populações. Suas práticas perduraram e influenciaram o surgimento de outros movimentos.
dc.identifier.citationSOUZA, Ana Paula dos Santos. O passo a passo do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica e Xingu pela produção do contraespaço. Orientador: José Antonio Herrera. 2024. 248 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17884. Acesso em:.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17884
dc.languageporpt_BR
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Geografiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.source.uriDisponível na internet via correio eletrônico: ifchbiblioteca@gmail.com
dc.subjectMovimentos sociaispt_BR
dc.subjectEspaçopt_BR
dc.subjectContraespaçopt_BR
dc.subjectTransamazônica e Xingupt_BR
dc.subjectSocial movementsen
dc.subjectGeographic spaceen
dc.subjectCounterspaceen
dc.subjectTransamazônica and Xinguen
dc.subject.areadeconcentracaoORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TERRITÓRIOpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIApt_BR
dc.subject.linhadepesquisaDINÂMICAS TERRITORIAIS NA AMAZÔNIA
dc.titleO passo a passo do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica e Xingu pela produção do contraespaço
dc.typeTesept_BR

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