Parâmetros de saúde metabólica e visual em pacientes diagnosticadas com câncer de mama em tratamento anticâncer

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01-09-2021

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SIQUEIRA, Maria Lúcia Souza. Parâmetros de saúde metabólica e visual em pacientes diagnosticadas com câncer de mama em tratamento anticâncer. Orientadora: Marta Chagas Monteiro. 2021. 116 f. Tese (Doutorado em Genética e Biologia Molecular) - Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2022. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/15083. Acesso em:.

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O câncer de mama feminino, segundo as estimativas atuais, ainda vem atingindo um nível de incidência e prevalência bem elevado no Brasil e no Pará. A necessidade por estudos que venham ampliar o conhecimento sobre as opções terapêuticas e mitigar os danos sofridos pelo câncer, torna-se inovador em nossa região. Desta forma, objetivamos determinar e avaliar parâmetros de saúde metabólica e visual em pacientes diagnosticadas com câncer de mama expostas a terapias anticâncer. Os objetivos específicos foram divididos em três seções: Seção I: determinar marcadores lipídicos, antropométricos, estresse oxidativo e citocinas pró-inflamatórias para avaliar a saúde metabólica; Seção II: determinar os metabólitos de tamoxifeno (4-hidroxitamoxifeno e endoxifeno) e correlacionar com lipídios sanguíneos para avaliar a interação e metabolismo da droga com lipídios; Seção III: realizar testes visuais para avaliar o efeito das terapias anticâncer na espessura da retina. Pesquisa aprovada pelo comitê de ética com parecer no 1.915.051 (CEP-HOL) e 1.897.057 (CEP-ICS-UFPA) no período de março de 2017 a setembro de 2019. Foi constituída por 40 mulheres diagnosticadas com câncer de mama (Carcinoma Ductal Grau II e III) em um hospital público de referência oncológica em Belém do Pará e que consentiram participar da pesquisa. Um grupo de 20 pacientes formaram o grupo que estavam em quimioterapia (GQt), 20 pacientes o grupo em hormonioterapia com tamoxifeno (GTam) e um outro grupo de mulheres sem câncer foi constituído como controle comparativo (GC) a partir dos critérios de inclusão. Para a determinação dos marcadores bioquímicos, foi utilizado o método automatizado; a antropometria seguiu o manual do Ministério da Saúde; para o estresse oxidativo o método colorimétrico; para a dosagem de citocinas o método de ELISA; para a determinação do tamoxifeno e metabólitos no plasma foi utilizado a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE); para as análises da retina, foi utilizado a tomografia de coerência óptica (TCO). Os resultados obtidos, mostraram que as pacientes eram mulheres predominantemente com idade entre 40 a 50 anos, pardas, com renda de 1 a 3 salários mínimos, estavam na pré e pós-menopausa; apresentaram sobrepeso/ obesidade com IMC elevado, entre 25 a 29,9 kg/m2, circunferência abdominal acima de 80 cm e não realizavam atividade física regular; os níveis médios de lipídios mostraram-se alterados em ambos os grupos estudados, mas com destaque para o grupo quimioterápico com elevação do Colesterol total, LDL e Triglicerídeos e baixos níveis de HDL colesterol, (p<0,05); os parâmetros antioxidantes (TEAC, GSH, CAT e SOD) mostraram baixos níveis de GSH e elevada atividade da CAT, para o grupo quimioterápico e em menor atividade para o grupo de tamoxifeno em relação ao controle (p<0,01); os parâmetros pró-oxidantes (MDA e NO), mostraram que pacientes de quimioterapia apresentaram maior nível de peroxidação lipídica diferente das pacientes de tamoxifeno comparado ao controle (p<0,05); a razão GSH/MDA mostrou maior sensibilidade aos danos oxidantes para as pacientes de quimioterapia (p<0,01); quanto as citocinas,TNF- α e IL-6, mostraram-se elevadas tanto no grupo de quimioterapia quanto no grupo tamoxifeno (p<0,05). As concentrações plasmáticas médias de tamoxifeno, 4-hidroxitamoxifeno e endoxifeno foram 62 ng/mL, 1.04 ng/mL and 8.79 ng/mL; níveis de triglicerídeos variaram de 59 a 352 mg/dL, Colesterol total de 157 a 321 mg/dL, LDL-c de 72 mg/dL a 176 mg/dL e HDL-c de 25.1 mg/dL a 62.8 mg/dL; não houve associação significativa entre tamoxifeno e os metabólitos com os níveis de colesterol e triglicerídeos; houve fraca associação entre tamoxifeno e seus metabólitos ativos com HDLc, LDLc e VLDLc. A média da espessura macular da retina revelou não ter diferença significativa entre as pacientes que receberam quimioradioterapia e tamoxifeno com controle (p>0,05); a espessura macular regional revelou que somente um campo macular apresentou diferença significativa entre dois grupos; no campo macular nasal externo, as pacientes de quimioradioterapia mostraram a espessura da retina mais fina em relação ao controle. Concluímos que pacientes de câncer de mama, expostas a quimioterapia e hormonioterapia, apresentaram: perfil lipídico desfavorável com níveis elevados de colesterol total, LDL, triglicerídeos e baixo HDL, sobrepeso e obesidade, menor capacidade antioxidante para as pacientes que receberam quimioterapia e níveis sistêmicos de citocinas inflamatórias, TNF-α e IL-6, elevados; houve fraca associação entre as concentrações plasmáticas de tamoxifeno e seus metabólitos ativos com os níveis de HDL-c, LDL-c e VLDL-c, com baixo impacto dos níveis de lipoproteínas na exposição ao tamoxifeno, 4-hidroxitamoxifeno e endoxifeno; um campo macular foi alterado no grupo quimioterápico, que apresentou retina mais fina em comparação com o grupo controle, no entanto a estrutura da retina mostrou-se sensível à presença dos metabólitos do tamoxifeno no sangue.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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