Povos tradicionais e educação escolar: uma experiência na construção do currículo de Geografia dos anos finais do Ensino Fundamental da rede municipal de Tomé-Açu (PA)

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PINHEIRO, Pedro Wander dos Santos. Povos tradicionais e educação escolar: uma experiência na construção do currículo de Geografia dos anos finais do Ensino Fundamental da rede municipal de Tomé-Açu (PA). Orientador: Daniel Araújo Sombra Soares. 2026. 133 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Geografia) - Campus Universitário de Ananindeua, Universidade Federal do Pará, Ananindeua, 2026. Disponível em https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18890. Acesso em:.

DOI

Esta dissertação analisa de que maneira os povos e comunidades tradicionais de Tomé-Açu (PA) são reconhecidos e representados no processo de construção do currículo de Geografia dos anos finais do Ensino Fundamental, etapa da Educação Básica, na rede municipal de ensino. A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender como a diversidade sociocultural do município é contemplada no currículo e de contribuir para um ensino de Geografia que reconheça as territorialidades, os modos de vida e os saberes dos povos e comunidades tradicionais. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza aplicada, articulou análise documental, questionários com perguntas abertas e fechadas aplicados a 26 professores de Geografia e Estudos Amazônicos, entrevistas com representantes institucionais e observações realizadas durante o processo de revisão curricular e a Semana dos Povos Tradicionais. A interpretação dos dados tomou como referência a análise de conteúdo e a articulação entre as diferentes fontes. Os resultados mostram que a Semana dos Povos Tradicionais, desenvolvida entre 2020 e 2025, contribuiu para ampliar a discussão sobre indígenas, quilombolas e outras populações tradicionais no espaço escolar e repercutiu no processo de construção curricular. O currículo elaborado em 2025 incorporou temas relacionados às territorialidades, aos modos de vida, às práticas agroextrativistas, aos saberes locais e aos conflitos socioambientais, possibilitando maior aproximação entre o ensino de Geografia e a realidade do município. Os professores reconhecem esses avanços, mas apontam a necessidade de formação continuada, materiais didáticos contextualizados e maior aproximação entre escola e comunidades. As entrevistas institucionais também evidenciam desafios ligados ao reconhecimento territorial, às políticas públicas e ao acompanhamento das escolas indígenas e quilombolas. Conclui-se que a construção coletiva do currículo representa um caminho importante para ampliar a presença dos povos tradicionais na Geografia escolar, embora sua consolidação dependa de ações permanentes que fortaleçam práticas interculturais e o reconhecimento dos sujeitos e saberes presentes no território de Tomé-Açú.

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País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

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Disponível na internet via Sagitta

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