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Tipo: Tese
Data do documento: 14-Jul-2015
Autor(es): NOGUEIRA, Anna Andressa Evangelista
Primeiro(a) Orientador(a): RAMOS, Maria Inês Feijó
Título: Taxonomia, paleobiogeografia, paleoecologia e bioestratigrafia (Ostracoda) do Oligo-Mioceno da Formação Pirabas (Pará, Brasil).
Agência de fomento: 
Citar como: NOGUEIRA, Anna Andressa Evangelista. Taxonomia, paleobiogeografia, paleoecologia e bioestratigrafia (Ostracoda) do Oligo-Mioceno da Formação Pirabas (Pará, Brasil). Orientadora: Maria Inês Feijó Ramos. 2015. 280 f. Tese (Doutorado em Geologia) - Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica. Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2015. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14593. Acesso em:.
Resumo: O limite Oligo-Mioceno é marcado por uma das maiores transgressões marinhas do planeta registrados na Formação Pirabas, uma unidade predominantemente carbonática exposta no litoral Norte do Brasil. A identificação dos ostracodes provenientes de 35 amostras de afloramentos e 22 do testemunho de sondagem FPR-160 Primavera, desta unidade, por meio do estudo comparativo do material tipo das coleções de Bold e Howe, bem como da literatura consultada, permitiu o registro de 36 novas espécies, 12 espécies deixadas em “aff.” e três em “cf.”; 27 espécies comuns ao Neógeno do Caribe; duas espécies reconhecidas para outras áreas e uma já descrita para a unidade em estudo previamente, além de 38 deixadas em nomenclatura aberta, completando um total de 119 espécies. Este extensivo estudo taxonômico proveu de um banco de dados robusto para o refinamento dos estudos paleoambientais, bioestratigráficos e paleogeográficos, além de contribuir com o incremento do registro da paleobiodiversidade dos ostracodes do Neógeno do Norte do Atlântico Sudoeste. A classificação taxonômica dos ostracodes rendeu aproximadamente 23 famílias, 64 gêneros e 119 espécies. A associação de fácies indicam ambientes desde marinho raso plataformal a lagunar, e a variação de salinidade inerente destes ambientes foi indicado por ostracodes dos gêneros Haplocytheridea, Cytheridea, e, principalmente, Perissocytheridea e Cyprideis associados à foraminíferos bentônicos dos gêneros Ammonia e Elphidium. As 27 espécies comuns às unidades do Caribe, mostraram estreita similaridade em comparação com o significativo número de espécies novas registrados para a Formação Pirabas. A irradiação, restrição e extinção da ostracofauna, devido à processos tectônicos e eustáticos nestas regiões, durante o Oligo-Mioceno, proporcionaram um novo arranjo na sua distribuição e, consequentemente das províncias paleobiogeográficas. Desta forma, a ostracofauna da Formação Pirabas insere-se em uma nova subprovíncia que correlaciona-se com as subprovíncias Caribeanas. Ainda, o registro de cinco espécies-guias Glyptobairdia crumena, (N5/N6) e Neocaudites macertus (N4 e N5) inseridos na Zona Globigerinatella insueta e, Porkonyella deformis (N6 a N16), Cytherella stainforthi (N2 a N5) e Quadracythere brachypygaia (N3 a N6) nas Zonas Globigerinoides trilobus, Catapsydrax dissimilis e Catapsydrax stainforthi permitiram estabelecer o intervalo Neooligoceno – Eomioceno para a unidade em apreço. As mais de 100 espécies registradas dentro deste intervalo proporcionaram o reconhecimento de uma Zona Cytherella stainforthi, qual é subdividida em quatro subzonas: Jugosocythereis pannosa, Quadracythere brachypygaia, Glyptobairdia crumena e Pokornyella deformis com limites marcados pela primeira e última ocorrência ao longo das sequências estudadas. Este novo biozoneamento, preliminarmente calibrado com as zonas de foraminíferos planctônicos, correspondentes às zonas N3 à N7 de Blow, permitiu estabelecer as idades Chatiano ao Burdigaliano para a Formação Pirabas, e estender as biozonas propostas para a região caribeana através da bioestratigrafia dos ostracodes do Neógeno da região norte do Brasil. Assim, a aplicação do zoneamento com ostracodes deste intervalo é de grande importância para a correlação local, intrabacinal e regional, particularmente onde o controle de foraminíferos, nanofósseis ou palinomorfos é pobre, principalmente devido à característica litorânea dos depósitos da Formação Pirabas.
Abstract: The limit Oligo-Miocene is marked by one of the largest marine transgressions in the world recorded in the Pirabas Formation, a predominantly carbonate sequence exposed in the littoral northern Brazil. The identification of ostracods from 35 outcrops samples and 22 from the drill core FPR-160 Primavera, collected in the Pirabas Formation, trough an extensive survey of the literature as well as the comparative study with type material from Bold´s and Howe´s collections allowed the identification of 36 new species, 12 species left in “aff.” and three in “cf.”; and 27 species common to the Caribbean Neogene; two species recognized for other areas and more one species already described for the studied unit herein, as well as 38 in open nomenclature completing a record of a total of 119 species. This broad taxonomic study provided a robust database for the accuracy of paleoenvironmental, biostratigraphic and paleogeographic studies from this unit, and also to increase the record of the paleobiodiversity of Neogene Ostracods from North of Southwestern Atlantic. The taxonomic study of ostracods yielded approximately 23 families, 64 genera and 119 species. The facies association indicate from shallow marine plataformal to lagoonal environments, and the ostracods genera as Haplocytheridea, Cytheridea, and mainly, Perissocytheridea and Cyprideis genus, as well as benthic foraminifera of Ammonia and Elphidium genera indicated the salinity variation in the environments. The 27 common species to Caribbean units showed a tiny similarity compared to the large number of new species recorded to Pirabas unit. The irradiation, restriction and extinction of the ostracofauna in these regions, due to the tectonic and eustatic process in these regions, provided a new arrangement in the distribution and consequently the paleobiogeographics provinces. However, it is considered that the ostracofauna recorded to Pirabas unit is inserted in a new subprovince correlated to the Caribbean subprovinces. In Pirabas Formation, the record of the five species indexes Glyptobairdia crumena, (N5 / N6) and Neocaudites macertus (N4 and N5) inserted in Globigerinatella insueta Zone; and Pokornyella deformis (N6 to N16), Cytherella stainforthi (N2 to N5), Quadracythere brachypygaia (N3 to N6) in Globigerinoides trilobus Zones, Catapsydrax dissimilis and Catapsydrax stainforthi allowed to determinate the Late Oligocene to Early Miocene to Pirabas sequence. The more than 100 species recorded into this interval allowed the recognition of a Cytherella stainforthi zone which is subdivided in four subzones: Jugosocythereis pannosa, Quadracythere brachypygaia, Glyptobairdia crumena and Porkonyella deformis with limits marked by first and last occurrence along the succession. This new zonation is preliminarly calibrated with the zonal planktonic foraminifers, corresponding to N3 to N7 zones of Blow, included in the Chatian to Burdigalian ages, corroborating with Neogene ostracod biostratigraphy to the Caribbean region. Thus, this ostracod zonation is of great significance for local, intrabasinal and regional correlation, particularly where foraminiferal, nannofossil or palinomorfs control is poor due to the litoral caracteristc of the Pirabas sequence.
Palavras-chave: Ostracodes - Brasil
Formação (Geologia) - Brasil
Geologia estratigráfica
Área de Concentração: GEOLOGIA
Linha de Pesquisa: GEOLOGIA MARINHA E COSTEIRA
CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Pará
Sigla da Instituição: UFPA
Instituto: Instituto de Geociências
Programa: Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Fonte: 1 CD-ROM
Aparece nas coleções:Teses em Geologia e Geoquímica (Doutorado) - PPGG/IG

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