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https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/14927
Tipo: | Dissertação |
Data do documento: | 22-Dez-1999 |
Autor(es): | FIGUEIREDO, Marco Aurélio Benevides |
Primeiro(a) Orientador(a): | DALL'AGNOL, Roberto |
Título: | Minerais óxidos de Fe e Ti e suscetibilidade magnética em vulcânicas e granitóides proterozóicos da Vila Riozinho, Província Aurífera do Tapajós |
Agência de fomento: | CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico |
Citar como: | FIGUEIREDO, Marco Aurélio Benevides Maia. Minerais óxidos de Fe e Ti e suscetibilidade magnética em vulcânicas e granitóides proterozóicos da Vila Riozinho, Província Aurífera do Tapajós. Orientador: Roberto Dall’Agnol. 1999. 171 f. Dissertação (Mestrado em Geoquímica e Petrologia) - Curso de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica, Centro de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 1999. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14927. Acesso em:. |
Resumo: | O estudo de suscetibilidade magnética (SM) e da minerografia de minerais óxidos de Fe e Ti em granitóides e rochas vulcânicas da região de Vila Riozinho, Província Aurífera do Tapajós, permitiu discutir as relações ente as variações do comportamento magnético e os processos que ocorreram durante a evolução dessas rochas, bem como estimar as condições de fugacidade de oxigênio (fO2) para a sua formação e estabelecer comparações com rochas similares do Cráton Amazônico. Duas associações vulcânicas e três corpos granitóides de idades paleoproterozóicas, foram selecionados. A associação vulcânica de Morais Almeida (1,88 Ga), é formada por riolitos e ignimbritos, ao passo que a de Vila Riozinho (2,0 Ga) é formada por dacitos e andesitos com riolitos subordinados. Entre os granitóides, foram estudados o granito subalcalino de Morais Almeida (1,88 Ga) e os granitos cálcico-alcalinos São Jorge (1,98 Ga, mineralizado a ouro) e Jardim de Ouro (1,88 Ga). O Granito São Jorge (Gsj) apresenta conteúdos modais expressivos de magnetita (Mt) com ilmenita (Ilm), geralmente intensamente transformada, em proporções subordinadas. As quatro populações magnéticas em que foi dividido, apresentam boa correlação com as fácies petrográficas, observando-se que as variações dos valores de SM nas suas diversas fácies são devidas principalmente aos diferentes graus de martitização da Mt e, de uma fácies para outra, às variações nos conteúdos modais de Mt, refletindo os processos de diferenciação. Condições oxidantes, com ƒO2 próxima ao tampão HITMQ, estiveram presentes durante a cristalização do Gsj. Em furos de sondagem de área mineralizada, observou-se um decréscimo dos valores SM nas zonas mais hidrotermalizadas, evidenciando a desestabilização parcial da Mt pela ação das soluções hidrotermais. O Granito Jardim de Ouro (Gjo) é similar ao Gsj, diferenciando-se, entretanto, deste, por apresentar conteúdos de opacos e valores de SM inferiores, bem como pela melhor preservação e maior diversidade de tipos texturais de ilmenita. Esse último aspecto, associado à presença menos acentuada de martita na Mt hospedeira, é sugestivo de que as condições de ƒO2 durante o estágio pós-magmático foram comparativamente menos oxidantes do que aquelas observadas no Gsj. As amostras do Granito Subalcalino de Morais Almeida (GSma), em que a Mt não se encontra inteiramente martitizada, apresentam valores de SM similares aqueles observados no Gjo e nas fácies mais evoluídas do Gsj. Entretanto, se considerarmos que as amostras do GSma e Gjo são, respectivamente, leucogranitos e hornblenda-biotita-monzogranitos, pode-se até mesmo pensar que, para rochas de mesma composição, o GSma seja comparativamente mais magnético que o Gjo. Os polígonos de freqüência construídos a partir dos dados de SM do GSma mostraram um comportamento bimodal para o GSma, não observado no Gsj. O conjunto de amostras do GSma com menores valores de SM àquelas mais intensamente martitizadas. Logo, esse contraste com o Gsj é provavelmente devido ao maior grau de oxidação da Mt presente em um número expressivo de amostras do GSma. Os minerais óxidos de Fe e Ti são representados tanto pela Mt quanto pela Ilm. Este corpo granítico mostra maior afinidade com os granitos do tipo A, e se formou em condições um pouco menos oxidantes do que as do Gsj. Na associação vulcânica de Morais Almeida, os valores inferiores de SM apresentados pelos ignimbritos, em relação aos riolitos, são claramente resultantes do forte processo de oxidação a que foram submetidas essas rochas. Isso é demonstrado conclusivamente pelas feições texturais da Mt, que foi substituída inteiramente por martita, trocando-se uma fase ferrimagnética por outra antiferromagnética. Na associação vulcânica de Vila Riozinho, dacitos e andesitos apresentaram valores de SM superiores aos ignimbritos e riolitos de Morais Almeida. Tais rochas apresentam-se comparativamente menos afetadas pelos processos de oxidação e, conseqüêntemente, preservaram melhor suas propriedades magnéticas. Essas características são sugestivas de que, na região estudada, as associações extrusivas ácidas, mais jovens e possivelmente mais hidratadas, foram mais fortemente oxidadas do que as associações de composição andesítica-dacítica. Os granitóides paleoproterozóicos da Amazônia Oriental Musa, Jamon e Redenção possuem associações de minerais óxidos de Fe e Ti e comportamento magnético semelhantes ao do Gsj. Os maciços citados distinguem-se, entretanto, do Gsj por serem do tipo A, e subalcalinos. Já o Adamelito Água Branca, cálcico-alcalino e de idades similar a do Gsj, também apresenta valores supersupostos com os obtidos no Gsj, porém não se dispõe de estudos sobre seus minerais óxidos de Fe e Ti. O GSma, por outro lado, apresenta valores máximos de SM que se aproximam mais daqueles das variedades menos evoluídas dos granitóides mineralizados em Sn da Amazônia Oriental (Antônio Vicente, Mocambo, Velho Guilherme) e Ocidental (Água Boa e Madeira). Entretanto, seus valores mínimos de SM são sistematicamente mais elevados do que os das variedades especializadas en Sn. Essa característica do GSma é coerente com a ausência de mineralizações estaníferas associadas ao mesmo. |
Resumen: | The study of magnetic susceptibility (SM) and minerography of Fe and Ti oxide minerals in granitoids and volcanic rocks in the Vila Riozinho region, Tapajós Gold Province, allowed us to discuss the relationships between variations in magnetic behavior and the processes that occurred during the evolution of these rocks, as well as estimating the oxygen fugacity conditions (fO2) for their formation and establishing comparisons with similar rocks from the Amazonian Craton. Two volcanic associations and three granitoid bodies of Paleoproterozoic ages were selected. The volcanic association of Morais Almeida (1.88 Ga) is formed by rhyolites and ignimbrites, while that of Vila Riozinho (2.0 Ga) is formed by dacites and andesites with subordinate rhyolites. Among the granitoids, the subalkaline granite of Morais Almeida (1.88 Ga) and the calc-alkaline granites São Jorge (1.98 Ga, gold-mineralized) and Jardim de Ouro (1.88 Ga) were studied. The São Jorge Granite (Gsj) presents expressive modal contents of magnetite (Mt) with ilmenite (Ilm), generally intensely transformed, in subordinate proportions. The four magnetic populations in which it was divided, present good correlation with the petrographic facies, observing that the variations of the SM values in its different facies are mainly due to the different degrees of martization of Mt and, from one facies to another, to the variations in the modal contents of Mt, reflecting the differentiation processes. Oxidizing conditions, with ƒO2 close to the HITMQ buffer, were present during the crystallization of Gsj. In drillholes in mineralized areas, a decrease in SM values was observed in the most hydrothermal areas, showing the partial destabilization of Mt by the action of hydrothermal solutions. The Jardim de Ouro Granite (Gjo) is similar to the Gsj, differing from it, however, by presenting opaque contents and lower SM values, as well as by the better preservation and greater diversity of textural types of ilmenite. This last aspect, associated with the less pronounced presence of martite in the host Mt, is suggestive that the ƒO2 conditions during the post-magmatic stage were comparatively less oxidizing than those observed in the Gsj. The Morais Almeida Subalkaline Granite (GSma) samples, in which the Mt is not fully martiteized, present SM values similar to those observed in the Gjo and in the more evolved facies of the Gsj. However, if we consider that the GSma and Gjo samples are, respectively, leucogranites and hornblende-biotite-monzogranites, one can even think that, for rocks of the same composition, GSma is comparatively more magnetic than Gjo. The frequency polygons constructed from the SM data of the GSma showed a bimodal behavior for the GSma, not observed in the Gsj. The set of GSma samples with lower SM values than those more intensely martiteized. Therefore, this contrast with Gsj is probably due to the higher degree of Mt oxidation present in a significant number of GSma samples. The oxide minerals of Fe and Ti are represented by both Mt and Ilm. This granitic body shows greater affinity with type A granites, and was formed under slightly less oxidizing conditions than those of Gsj. In the volcanic association of Morais Almeida, the lower values of SM presented by the ignimbrites, in relation to the rhyolites, are clearly the result of the strong oxidation process to which these rocks were submitted. This is conclusively demonstrated by the textural features of Mt, which was replaced entirely by martite, exchanging a ferrimagnetic phase for an antiferromagnetic one. In the volcanic association of Vila Riozinho, dacites and andesites presented SM values higher than the ignimbrites and rhyolites of Morais Almeida. Such rocks are comparatively less affected by oxidation processes and, consequently, have better preserved their magnetic properties. These characteristics suggest that, in the studied region, the younger and possibly more hydrated acid extrusive associations were more strongly oxidized than the andesitic-dacitic composition associations. The Paleoproterozoic granitoids of Eastern Amazon Musa, Jamon and Redenção have associations of Fe and Ti oxide minerals and magnetic behavior similar to that of Gsj. The cited massifs differ, however, from the Gsj for being type A, and subalkaline. The Água Branca Adamelite, calc-alkaline and of similar age to Gsj, also presents supersupposed values with those obtained in Gsj, but there are no studies on its Fe and Ti oxide minerals. GSma, on the other hand, presents maximum values of SM that are closer to those of the less evolved varieties of Sn mineralized granites from Eastern (Antônio Vicente, Mocambo, Velho Guilherme) and Western (Água Boa and Madeira) Amazon. However, their minimum values of SM are systematically higher than those of the varieties specialized in Sn. This characteristic of GSma is consistent with the absence of tin mineralizations associated with it. |
Palavras-chave: | Óxidos de Fe e Ti Minerais opacos Suscetibilidade magnética Fugacidade de oxigênio Granito São Jorge Oxidação Petrologia magnética Potencial metalogenético |
Área de Concentração: | GEOQUÍMICA E PETROLOGIA |
Linha de Pesquisa: | MINERALOGIA E GEOQUÍMICA |
CNPq: | CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA |
País: | Brasil |
Instituição: | Universidade Federal do Pará |
Sigla da Instituição: | UFPA |
Instituto: | Instituto de Geociências |
Programa: | Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica |
Tipo de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
Fonte: | 1 CD-ROM |
Aparece nas coleções: | Dissertações em Geologia e Geoquímica (Mestrado) - PPGG/IG |
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