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Tipo: Dissertação
Data do documento: 3-Abr-2019
Autor(es): ARAÚJO, Marcos Jaime
Afiliação do(s) Autor(es): UEPA - Universidade do Estado do Pará
Primeiro(a) Orientador(a): FACUNDES, Sidney da Silva
Título: Toponímia de origem Tupinambá do município de Bragança/Pa: alguns resultados
Citar como: ARAÚJO, Marcos Jaime. Toponímia de origem Tupinambá do município de Bragança/Pa: alguns resultados. Orientador: Sidney da Silva Facundes. 2019. 316 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14045. Acesso em: .
Resumo: The main objective of this research was to produce knowledge about the toponymy of Tupinambá origin in Bragança/PA, located in the Bragantina Microregion and belonging to the Mesoregion of Northeastern Pará, based on 146 toponyms collected in the six districts of Bragança, Bragança, Caratateua, Tijoca, Nova Mocajuba, Almoço and Vila do Treme. It is justified not only by the lack of research on Tupinambá toponyms in the state of Pará, specifically in the Municipality of Bragança, but also as an importante contributtion to the Bragantine memory, as well as relevant knowledge to assist the linguist in understanding the constitution of space, and local culture, and as a way to highlight the role of local fauna and flora in naming places in the region. The data were collected (i) from the Political Map of the municipality, of the Ministry of Mines and Energy's Mineral Integration Program in Primates, (ii) from 120 sketches, donated by the National Health Foundation (Funasa) of the municipality, and later, (iii) validated by 12 consultants, two from each district. The theoretical basis is based on Lexicology, with Vilela (1994), Turazza (2005) and Abbade (2011); in Morphology, on Silva and Koch (2001), Kehdi (2006) and Câmara Jr (1977); in Lexical Semantics, on Ullmann (1961) and Marques (2001); in Toponymy, on Dick (1992), Almeida (2011) and Isquerdo (2008). The analysis, description and classification of the data collected are based on the LGP and LGA dictionaries and vocabularies, with Stradelli (2014), Cunha (1978), Sampaio (1978), Seixas (1853), Vocabulary in the Brazilian Language (1938), Anonymous Dictionary of the General Language of Brazil (1896) and Dick (1992). The results obtained in the study were that (1) the Portuguese Language (LP) was used as an instrument for naming the Bragantina toponymia of Tupinambá origin, with evident loans from the General Amazonian Language (LGA); (2) there was a considerable preference for names of anthropogenic (human) nature, showing 73 (50%) and 5 (3,42%) designative for the accident Community and Villa (inhabited physical space), respectively, followed by those of physical nature, such as Rio and Igarapé, with 30 (20.54%) and 13 (8.90%) occurrences, respectively; (3) The taxonomy of the Bragantina toponymy of Tupinambá origin evidenced a high classification for designatives related to the flora, with 56 occurrences related to the phyto-taxon taxa (38,33%), followed by designations related to the fauna, with 32 occurrences related to the zootopony class (22,58%); (4) all toponyms are today opaque, being referenced only by their current meaning, which makes them fossilized; (5) the phonetic changes of the native Bragantina toponymia of Tupinambá origin evidenced the anteriorization phenomena (y>i) in relation to the posteriorization (y>u), in addition to the consonantization (i> jeu> b), which aided in the identification of LP as the language of appointment; (6) the most evident morphological composition was that of the simple formation LGA, followed by the composite formation in LGA / LGA and simple with tyba suffixation.
Abstract: O principal objetivo desta pesquisa foi produzir conhecimento sobre a toponímia de origem Tupinambá em Bragança/PA, localizada na Microrregião Bragantina e pertencente à Mesorregião do Nordeste Paraense, com base em 146 topônimos coletados nos seis distritos do município, Bragança (sede), Caratateua, Tijoca, Nova Mocajuba, Almoço e Vila do Treme. Isso se justifica não apenas pela falta de pesquisas sobre os topônimos de origem Tupinambá no estado do Pará, especificamente no município de Bragança, mas também como uma importante contribuição para a memória bragantina, além de conhecimentos relevantes para auxiliar o linguista na compreensão da constituição do espaço e da cultura local, e como uma maneira de destacar o papel da fauna e flora locais em nomear os acidentes geográficos na região. Os dados foram coletados (i) no Mapa Político do município, proveniente do Programa de Integração Mineral em Municípios da Amazônia (Primaz), do Ministério de Minas e Energia, (ii) em 120 croquis, cedidos pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) do município, e, posteriormente, (iii) validados por 12 informantes, sendo dois de cada distrito. A fundamentação teórica baseia-se na Lexicologia, com Vilela (1994), Turazza (2005) e Abbade (2011); na Morfologia, com Silva e Koch (2001), Kehdi (2006) e Câmara Jr (1977); na Semântica Lexical, com Ullmann (1961) e Marques (2001); na Toponímia, com Dick (1992), Almeida (2011) e Isquerdo (2008). A análise, descrição e classificação dos dados coletados estão alicerçadas nos dicionários e vocabulários da LGA e da LGP, com Stradelli (2014), Cunha (1978), Sampaio (1987), Seixas (1853), Vocabulário na Língua Brasílica (1938), Dicionário Anônimo da Língua Geral do Brasil (1896) e Dick (1992). O resultado obtido no estudo foi a constatação de que: (1) A Língua Portuguesa (LP) foi usada como instrumento de nomeação da toponímia bragantina de origem Tupinambá, com evidentes empréstimos junto à Língua Geral Amazônica (LGA); (2) Houve uma considerável preferência à nomeação por acidentes geográficos de natureza antropo-culural (humana), evidenciando 73 (50%) e 5 (3,42%) designativos para o acidente Comunidade e Vila (espaço físico habitado), respectivamente, seguidos pelos de natureza física, como Rio e Igarapé, com 30 (20,54%) e 13 (8,90%) ocorrências, respectivamente; (3) A taxeonomia da toponímia Bragantina de origem Tupinambá evidenciou elevada classificação para designativos relacionados à flora, com 56 ocorrência relacionadas à taxe dos fitotopônimos (38,33%), seguida pelos designativos ligados à fauna, com 32 ocorrências relacionadas à classe dos zootopônimos (22,58%); (4) Todos os topônimos apresentam-se, hoje, opacos, sendo referenciados apenas por seu significado atual, o que os tornam fossilizados; (5) As mudanças fonéticas da toponímia indígena bragantina de origem Tupinambá evidenciaram os fenômenos da anteriorização (y>i) em relação à posteriorização (y>u), além da consonantização (i>j e u>b), que auxiliaram na identificação da LP como língua de nomeação; (6) A composição morfológica mais evidente foi a do formante simples em LGA, seguida pela composição composta em LGA/LGA e simples com sufixação de tyba.
Palavras-chave: Toponímia
Toponymy
Tupinambá
Língua geral Amazônica
General Amazonian language
Língua portuguesa
Portuguese language
Taxeonomia
Taxonomy
Morfologia
Morphology
Área de Concentração: ESTUDOS LINGUÍSTICOS
Linha de Pesquisa: ANÁLISE, DESCRIÇÃO E DOCUMENTAÇÃO DAS LÍNGUAS NATURAIS
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Pará
Sigla da Instituição: UFPA
Instituto: Instituto de Letras e Comunicação
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Fonte: 1 CD-ROM
Aparece nas coleções:Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC

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