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metadata.dc.type: Tese
Issue Date: 5-Nov-2013
metadata.dc.creator: FRANÇA, Marlon Carlos
metadata.dc.contributor.advisor1: COHEN, Marcelo Cancela Lisboa
metadata.dc.contributor.advisor-co1: PESSENDA, Luiz Carlos Ruiz
Title: Desenvolvimento da vegetação e morfologia da foz do Amazonas-PA e rio Doce-ES durante o Quaternário tardio
metadata.dc.description.sponsorship: CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas
Citation: FRANÇA, Marlon Carlos. Desenvolvimento da vegetação e morfologia da foz do Amazonas-PA e rio Doce-ES durante o Quaternário tardio. Orientador: Marcelo Cancela Lisboa Cohen. 2013. 169 f. Tese (Doutorado em Geologia e Geoquímica) - Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2013. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/6342. Acesso em: .
metadata.dc.description.resumo: Este trabalho compara as mudanças morfológicas e vegetacionais ocorridas ao longo da zona costeira da Ilha de Marajó, litoral amazônico, e da planície costeira do Rio Doce, sudeste do Brasil, durante o Holoceno e Pleistoceno tardio/Holoceno, respectivamente, com foco especificamente sobre a resposta dos manguezais para as flutuações do nível do mar e mudanças climáticas, já identificadas em vários estudos ao longo da costa brasileira. Esta abordagem integra datações por radiocarbono, descrição de características sedimentares, dados de pólen, e indicadores geoquímicos orgânicos (δ13C, δ1₵N e C/N). Na planície costeira do Rio Doce entre ~47.500 e 29.400 anos cal AP, um sistema deltaico foi desenvolvido em resposta principalmente à diminuição do nível do mar. O aumento do nível do mar pós-glacial causou uma incursão marinha com invasão da zona costeira, favorecendo a evolução de um sistema estuarino/lagunar com planícies lamosas ocupadas por manguezais entre pelo menos ~7400 e ~5100 anos cal AP. Considerando a Ilha de Marajó durante o Holoceno inicial e médio (entre ~7500 e ~3200 anos cal AP) a área de manguezal aumentou nas planícies de maré lamosas com acúmulo de matéria orgânica estuarina/marinha. Provavelmente, isso foi resultado da incursão marinha causada pela elevação do nível do mar pós-glacial associada a uma subsidência tectônica da região. As condições de seca na região amazônica durante o Holoceneo inicial e médio provocou um aumento da salinidade no estuário, que contribuiu para a expansão do manguezal. Portanto, o efeito de subida do nível relativo do mar foi determinante para o estabelecimento dos manguezais na sua atual posição nas regiões norte e sudeste do Brasil. Entretanto, durante o Holoceno tardio (~3050-1880 anos cal AP) os manguezais em ambas as regiões retrairam para pequenas áreas, com algumas delas substituídas por vegetação de água doce. Isso foi causado pelo aumento da vazão dos rios associada a um período mais úmido registrado na região amazônica, enquanto que na planície costeira do Rio Doce, os manguezais encolheram em resposta a um aumento da entrada de sedimento fluvial associado a uma queda no nível relativo do mar.
Abstract: This work compares the vegetation and morphological changes occurred along the littoral of the Marajó Island, Amazonian littoral, and the coastal plain of the Rio Doce, southeastern Brazil, during the Holocene and late Pleistocene/Holocene, respectively, focused specifically on the response of mangroves to sea-level fluctuations and climate change, which have been identified in several studies along the Brazilian coast. This integrated approach combined radiocarbon dating, description of sedimentary features, pollen data, and organic geochemical indicators (δ13C, δ1₵N and C/N). On coastal plain of the Doce River between ~47,500 and ~29,400 cal yr BP, a deltaic system was developed in response mainly to sea-level fall. The post-glacial sea-level rise caused a marine incursion with invasion of embayed coast and broad valleys, and it favored the evolution of a lagoonal/estuary system with wide tidal mud flats occupied by mangroves between at least ~7400 and ~5100 cal yr BP. Considering the Marajó Island during the early and middle Holocene (~7500 and ~3200 cal yr BP) mangrove area increased over tidal mud flats with accumulation of estuarine/marine organic matter. It was a consequence of the marine incursion caused by post-glacial sea-level rise, further driven by tectonic subsidence. Dry conditions in the Amazon region during this time led to a rise is tidal water salinity and contributed to mangrove expansion. Therefore the effect of relative sea-level (RSL) rise was determinant to the mangrove establishment in the southeastern and northern region. During the late Holocene (~3050 – 1880 cal yr BP) the mangroves in both regions were retracted to a small area, with some areas replaced by freshwater vegetation. This was caused by the increase in river discharge associated to a wet period recorded in the Amazon region, and considering the coastal plain of the Doce River (southeastern Brazil), the mangroves shrank in response to an increase in fluvial sediment input associated to a sea-level fall.
Keywords: Amazônia brasileira
Sedimentos (Geologia)
Geomorfologia
Vegetação e clima
Ecologia dos manguezais
Mudanças climáticas
Holoceno
Quaternário tardio
Palinologia
Estratigrafia
Ilha de Marajó - PA
Rio Doce - ES
Espírito Santo - Estado
Pará - Estado
Mangue
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::SEDIMENTOLOGIA
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal do Pará
metadata.dc.publisher.initials: UFPA
metadata.dc.publisher.department: Instituto de Geociências
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Appears in Collections:Teses em Geologia e Geoquímica (Doutorado) - PPGG/IG

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