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Tipo: Artigo de Periódico
Data do documento: Mar-2015
Autor(es): OLIVEIRA, Damião Bezerra
ABREU, Waldir Ferreira de
Afiliação do(a) Autor(a): OLIVEIRA, D. B. Dr. Docente da Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)
ABREU, W. F. de. Dr. Docente da Universidade Federal do Pará, Campus Universitário do Baixo Tocantins, Colegiado do Curso de Pedagogia
Título: Conhecimento, arte e formação na República de Platão
Título(s) alternativo(s): Knowledge, art, and education in Plato’s Republic
Citar como: OLIVEIRA, Damião Bezerra; ABREU, Waldir Ferreira de. Conhecimento, arte e formação na República de Platão. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 41, n. 1, p. 203-215, jan./mar. 2015. Disponível em: <http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/6636>. Acesso em:.
Resumo: Neste trabalho, investiga-se qual a relação entre arte, formação e política na obra República, de Platão, e estuda-se de que modo os pressupostos gnosiológicos platônicos esclarecem as tensões nessa relação. Busca-se reconstruir os argumentos centrais de Platão que sustentam a sua crítica à educação mitopoética. Defende-se a hipótese de que Platão, na República, reconhece o potencial formativo da arte, especialmente da poesia, embora, por razões de fundamentação ontológica e gnosiológica, tenha de subordiná- -lo à filosofia. A natureza dos questionamentos e os objetivos da pesquisa exigiram a consulta de fontes bibliográficas, sendo que para análise e interpretação foram utilizadas técnicas hermenêuticas de leitura de textos, com destaque para a apreensão dos sentidos dos conceitos essenciais na sua proveniência grega. Procedeu-se à explicação e ao comentário da obra República, mas também de Íon e Hípias Maior e da literatura crítica, que foram selecionadas como mais significativas entre as fontes levantadas, tendo em vista o problema de pesquisa. A análise conceitual e reflexiva mostrou ser a cultura mitopoética um componente indispensável à formação na obra platônica analisada, embora insuficiente, por si, para atingir o ideal de educação que se expressa pelos conceitos de verdade, bondade e beleza. Conclui-se que somente a filosofia, por superar os encantos da linguagem, da sensibilidade e do mundo sensível, poderá entender os limites e possibilidades da arte, especialmente daquela que usa a palavra. Assim como a cidade justa só seria possível pelo equacionamento do rei e do filósofo, não é admissível um verdadeiro poeta que não seja filósofo.
Abstract: In the present article, we investigate the relationship between art, education, and politics in Plato’s The Republic, and study in what way Platonic gnoseological assumptions can clear tensions in this relationship. We seek to reconstruct Plato’s main arguments for his criticism of the mythopoeic education. We defend the hypothesis that Plato, in The Republic, recognizes the formative potential of art, particularly poetry, although because of ontological and gnoseological reasons, he had to subordinate it to philosophy. The nature of this study’s questionings and goals required consulting bibliographical sources for which we used hermeneutic reading techniques, with emphasis on apprehending the meanings of essential concepts based on their Greek origin. We present explanations and comments about The Republic, but also about Ion, Hippias Major, and critical literature selected as more relevant among the sources researched. Our conceptual, reflexive analysis showed that the mythopoeic culture is an indispensable concept to the general education found in Plato’s Republic, although an insufficient one to achieve, by itself, the ideal of education expressed by the concepts of truth, goodness, and beauty. We conclude that only philosophy, as it overcomes the charms of language, senses, and the sensible world, can extend the limits and possibilities of art, particularly art that uses words. As the just city would only be possible by equating the king with the philosopher, there cannot be a true poet who is not also a philosopher.
Palavras-chave: Arte
Gnosiologia
Educação
Filosofia platônica
Platão, 428-7a.C. - 348-7 aC. - A República - Crítica e interpretação
ISSN: 1517-9702
Fonte URI: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-97022015000100203&script=sci_abstract&tlng=pt
Identificador DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022015011682
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