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Tipo: Artigo de Periódico
Data do documento: Jun-2015
Autor(es): SILVA, Jerônimo da Silva e
PACHECO, Agenor Sarraf
Título: Diásporas de encantados na Amazônia Bragantina
Título(s) alternativo(s): Diaspora delighted on Amazon Bragantina
Citar como: SILVA, Jerônimo da Silva e; PACHECO, Agenor Sarraf. Diásporas de encantados na Amazônia Bragantina. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 21, n. 43, p. 129-156, jun. 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100129&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 30 set. 2015. <http://dx.doi.org/10.1590/S0104-71832015000100006>.
Resumo: Partindo de exercícios etnográficos, o texto apresenta experiências diaspóricas de mulheres rezadeiras que, ao migrarem do Nordeste brasileiro para a “Amazônia Bragantina”, no Estado do Pará, a partir da década de 1950, tiveram suas vidas marcadas pelo processo de iniciação junto a entidades da encantaria brasileira (Prandi, 2004). Em viagens noturnas a cemitérios, transfigurações, transportes físicos, vidências e andanças em corpos de animais, ventos e águas, essas rezadeiras revisitaram “mundos” e “tempos” imemoriais, passando a dialogar com pajés e “poderosos” rezadores do Maranhão, Paraíba, Piauí e Ceará, deixando ver pessoas e encantados em outros sentidos de deslocamento. A crença na capacidade das entidades de acompanhar as pessoas detentoras do “dom de rezar” até o Pará, bem como de transitarem continuamente nesses locais, nomadizando-se (Deleuze; Guattari, 1995) entre o “lá” e o “aqui”, constitui o fenômeno da “diáspora dos encantados” (Brah, 2011; Hall, 1999, 2009). A convivência com essas mulheres ensina, entre outros aspectos, a defender concepções de encontros e deslocamentos de culturas que percebam a alteridade radical da cosmologia das ciências humanas, mesmo quando esta se crê fielmente situada em lugares de partida, movimentos de passagem ou chegada, esquecendo, muitas vezes, que se trata não de lugar, mas de trânsitos materiais e simbólicos.
Abstract: Starting from ethnographic exercises, the text presents diasporic experiences of women mourners that when migrating from northeastern Brazil to “Amazon Bragantina”, in Pará State, from the 1950s, whose lives were marked by the initiation process with the entities of the Brazilian enchant (Prandi, 2004). On overnight trips to cemeteries, transfiguration, physical transport, clairvoyance and wanderings in animal bodies, winds and waters, these mourners revisited “worlds” and ancient “times”, going to talk with shamans and “powerful” chanters of Maranhão, Paraíba, Piauí and Ceará, letting people see and delighted in other senses of displacement. The belief in the ability of entities to monitor persons holding the “gift of praying” to the Pará, as well as continually transitioning these sites, nomadizando up (Deleuze; Guattari, 1995) between “there” and “here”, constitute the phenomenon of “diaspora of the enchanted” (Brah, 2011; Hall, 1999, 2009). Living with these women teaches, among other things, to defend conceptions of meetings and displacements of cultures that perceive the radical otherness of the cosmology of the human sciences, even when one believes this faithfully situated in places of departure, passage and arrival of movements, forgetting often it is not the place, but the material and symbolic transits.
Palavras-chave: Etnografia
Diásporas
Identidade social
Mulheres rezadeiras
Bragança - PA
Pará - Estado
Nordeste do Brasil
ISSN: 1806-9983
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:Artigos Científicos - FAV/ICA

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