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Type: Dissertação
Issue Date: 30-Nov-2015
Authors: AUGUSTO, Ricardo Pontieri
First Advisor: CHAVES, Ernani Pinheiro
Title: Foucault leitor de Kant: da antropologia à aufklärung
Sponsor: CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Citation: AUGUSTO, Ricardo Pontieri. Foucault leitor de Kant: da antropologia à aufklärung. 2015. 84 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Belém, 2015. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.
Resumo: Acompanhamos três momentos de leituras de Foucault da obra de Kant centrando-as na questão “Quem somos nós neste momento?”. De 1961 a 1969. Foucault analisa arqueologicamente a relação entre o Projeto Crítico e a Antropologia de Kant, destacando o surgimento da abertura de possibilidade de confusão entre os campos empírico e transcendental, como ocorreu posteriormente com outros pensadores. A abertura teria surgido com a pergunta «O que é o homem?» do projeto antropológico kantiano. Com a confusão, o homem que era uma instância lógica no projeto crítico, passou a ser apresentado como um duplo empírico-transcendental, e princípio explicativo. De 1970 a 1978 Foucault investiga genealogicamente o deslocamento e articulação entre a Crítica e a Aufklärung realizados por Kant em “O que é a Aufklärung ?” que analisava a atualidade e a atitude crítica do homem à procura de tornar-se racionalmente autônomo. Foucault destaca em Kant tal concepção de atitude crítica, que seria próxima à que ele mesmo formula a partir de investigações genealógicas de resistências às transformações das relações de poder desde o século XVI, resultantes de processos de governamentalização do estado, quando o antigo direito de vida e de morte fora substituído pelo governo das condutas dos indivíduos em vários campos. A partir do final da década de 70, ainda investigando a Aufklärung de Kant, Foucault propõe ter ocorrido no pensamento daquele filósofo a inauguração de duas novas tradições filosóficas: – a “Analítica da Verdade” na esteira do projeto Crítico e a “Ontologia Crítica de nós mesmos” na da Aufklärung, à qual ele se alinha. Na segunda tradição, em conflito com a perspectiva tradicional da ontologia do ser, Kant teria proposto uma ontologia crítica ao deslocar a questão epistemológica-transcendental «O que posso saber?» para “O que é este acontecimento?”, abrindo ao campo filosófico questões histórico-ontológicas sobre a atualidade, o indivíduo e a atitude crítica dos homens. A nova ontologia crítica, como a denominou Foucault, constitui para ele o fundamento da atitude ético-político de franquear limites, contrariamente a Kant que a partir da mesma procurou estabelecer limites formais que os homens não poderiam ultrapassar por decisão individual.
Abstract: We followed three stages of Foucault. readings of Kant's work. From 1961 to 1969 Foucault analyzes archaeologically the relationship between the Critical Project and the Anthropology of Kant, highlighting the emergence of the opening the possibility of confusion between the empirical and the transcendental fields, as occurred later with other thinkers. The opening would have emerged in the Kantian anthropological project when he presented the question "What is man?" With the confusion the man, that was a logical instance in critical project, became an empirical-transcendental double and explanatory principle. From 1970-1978 Foucault genealogically investigated the displacement and articulation between the Critical Project and Aufklärung carried out by Kant in response to "What is Aufklärung?" analyzing and defining his actuality as a new attitude of the man who seeks to become rationally autonomous. Foucault points out in Kant's answer a critical attitude conception that would be close to that he himself formulated starting from the research of resistance to transformations of power relations resulting from state governmentalization control processes, where the ancient right of life and death had been replaced by the government of the conduct of individuals in various fields. From the end of the 70s, and still investigating the Kant’s Aufklärung, Foucault proposes that have occurred in the thought of that philosopher the inauguration of two new philosophical traditions: - the Analytical Truth in the wake of the Critical Project and the Critical Ontology of ourselves in the wake of Aufklärung, to the last one he aligns. In the second tradition Kant, in conflict with the perspective of traditional ontology of being, has proposed a new critical ontology when shifted the epistemological-transcendental question "What do I know?" to "What is this happening?", and bringing to the philosophical-historical field new ontological questions about the present, the individual and the transformation processes of men's attitude. The new critical ontology, as Foucault denominated, is for him the foundation of ethical and political attitude of franking limits, unlike Kant tried to establish formal limits that men could not overcome by individual decision.
Keywords: Foucault, Michel, 1926-1984
Kant, Immanuel, 1724-1804
Filosofia
Antropologia
Ontologia
Aufklärung
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::HISTORIA DA FILOSOFIA
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal do Pará
Institution Acronym: UFPA
Department: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Appears in Collections:Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH

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