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Type: Artigo de Periódico
Issue Date: Dec-2015
Authors: SILVA, Jakson Silva da
PEIXOTO, Rodrigo Corrêa Diniz
Title: Gentrificação e resistência popular nas feiras e portos públicos da Estrada Nova em Belém (PA)
Other Titles: Gentrification and popular resistance in the open markets and public harbors of the Estrada Nova of Belém (PA)
Citation: SILVA, Jakson Silva da; PEIXOTO, Rodrigo Corrêa Diniz. Gentrificação e resistência popular nas feiras e portos públicos da Estrada Nova em Belém (PA). Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Belém, v. 10, n. 3, p. 681-697, out./dez. 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-81222015000300681&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 28 mar. 2017. <http://dx.doi.org/10.1590/1981-81222015000300010>.
Resumo: Este artigo considera a resistência popular nas feiras e portos públicos da Estrada Nova, atual av. Bernardo Sayão. Interpreta a ocupação da parte sul da orla de Belém, analisada em termos da produção social do espaço urbano. A resistência popular busca manter os portos públicos da Palha e do Açaí como lugar de trocas econômicas e culturais múltiplas, contra a intenção do poder público municipal de ‘gentrificar’ ou enobrecer essa margem urbana da cidade, removendo os atuais usuários, mediante o projeto denominado Portal da Amazônia. A resistência de feirantes, trabalhadores e moradores contrapõe a metáfora ‘janelas para o rio’, que funciona como uma espécie de pensamento único na cidade, com outra metáfora, a de ‘portas para o rio’, que diz respeito à necessidade de ir e vir dos ribeirinhos, que reivindicam seu direito à cidade. O movimento de pessoas e mercadorias nos portos e redondezas configura um espaço de economia e vida popular em Belém. Esse movimento proporciona identidade aos bairros do Jurunas, Condor e Guamá e condiz com preceitos urbanísticos recomendados por autores como Jane Jacobs e Marshall Berman, que valorizam a vida cotidiana da rua. O projeto avança de forma obscura, sem qualquer critério de diálogo e transparência.
Abstract: This article considers the popular resistance on the street markets and public harbors in the Estrada Nova of Belém. It interprets the occupation of the southern waterfront of Belém, analyzed in terms of the social production of urban space. The popular resistance strives to keep the public harbors, Porto da Palha and Porto do Açai, as places of multiple economic and cultural exchanges, against the municipality’s intention of gentrifying the waterfront and removing its current users through the project called Portal da Amazônia. The resistance of small traders, workers, and residents opposes the metaphor ‘windows on the river,’ which represents a one-sided exclusive approach, with another metaphor, that of ‘gateways to the river,’ which has to do with the necessity of coming and going of riverine people, who demand their right to the city. The movement of people and goods at the harbors and the surroundings creates a setting of popular economy and life in Belém. This movement gives identity to the neighborhoods of Jurunas, Condor, and Guamá and agrees with the urbanistic requirements of Jane Jacobs and Marshall Berman, who value everyday life in the streets. In spite of grassroots resistance, the project goes ahead in an obscure way, without any consideration for dialogue or transparency.
Keywords: Espaço urbano
Porto da Palha - PA
Porto do Açai - PA
Identidade cultural
Urbanização
Portal da Amazônia
Gentrificação
metadata.dc.relation.ispartof: Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas
ISSN: 2178-2547
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal do Pará
Institution Acronym: UFPA
Appears in Collections:Artigos Científicos - IFCH

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