Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - PPGCMH/ICS
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - PPGCMH/ICS por Orientadores "MONTEIRO, Elren Passos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da potência vertical de membros inferiores em pessoas com Parkinson(Universidade Federal do Pará, 2024-12-23) SILVA, Vinicius Baia; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620A doença de Parkinson (DP) é considerada neurodegenerativa, polissomática e idiopática, que acomete o sistema nervoso central, mais precisamente os neurônios dopaminérgicos dos núcleos da base. As desordens neurais da doença acarretam declínios neuromusculares, como redução nas respostas dos motoneurônios, nos disparos dos potenciais de ação, recrutamento muscular, potência, força e massa muscular. A potência muscular é fundamental na iniciação de movimentos, e o seu declínio implica em fragilidades, riscos de quedas, maior dependência e baixa qualidade de vida. Nesse contexto, é relevante avaliar a potência muscular em pessoas com Parkinson (PcP). No entanto, a utilização de equipamentos de alto custo, de difícil transportabilidade e manuseio apresentam desafios para a realização de avaliações clínicas nessa população. A avaliação da potência vertical dos membros inferiores permite interpretar mecanismos biomecânicos, como força, velocidade e potência. Clinicamente, a análise desses aspectos na doença de Parkinson é essencial para estratégias de reabilitação que enfatizem a manutenção e o aprimoramento desses componentes. A literatura reporta que aplicativos móveis são uma alternativa aos instrumentos específicos (por exemplo, células fotoelétricas, goniômetros). No entanto, é necessário testar a reprodutibilidade e concordância desses instrumentos em populações com declínios motores significativos, como indivíduos com doença de Parkinson (DP). Objetivo: Descrever a potência vertical de PcP por meio do desempenho do salto vertical countermovement jump (CMJ) e avaliar a concordância nas medições de desempenho dos saltos por diferentes avaliadores (intra-avaliadores) e entre equipamentos (inter-instrumentos): um tapete de contato para saltos verticais e um aplicativo para dispositivos móveis My Jump 2®. Métodos: Participaram 19 PcP acima de 40 anos (15 homens e 4 mulheres), em estadiamento da DP entre 1 a 3 de acordo com a Escala Hohn & Yearh. Os participantes realizaram avaliações clínicas de: rastreio cognitivo, anamnese, e monitoramento da doença. Nas avaliações antropométricas, utilizamos um estadiômetro, balança digital e trena antropométrica. Para a avaliação de desempenho, utilizamos o teste de saltos verticais CMJ, que foram registrados simultaneamente pelo tapete de contato para saltos verticais e pelo aplicativo My Jump 2® instalado em um smartphone IOS versão 17.2, com gravação em 240 Hz e 1080 HD. Os voluntários foram orientados a realizar 3 saltos consecutivos, com intervalo de 120 segundos entre cada salto. Para a análise estatística, foi utilizado o teste de estatística descritiva para caracterização da amostra e posteriormente um ajuste de um modelo misto para avaliar a diferença entre as medições. Em seguida, a técnica de Bootstrap com 10.000 reamostragens foi aplicada para calcular os limites de concordância, e foram gerados histogramas para visualizar a distribuição do Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC). Por fim, gráficos de Bland-Altman foram criados para visualizar a concordância entre os avaliadores e instrumentos. Todas as análises foram realizadas no software R. Resultados: Como resultados, os valores de ICC= 0,952 entre avaliadores e ICC= 0,948 entre instrumentos indicam uma correlação muito forte intra-avaliadores e inter- instrumentos. Em ambas as análises os limites do intervalo de confiança foram próximos, com pouca variação nas estimativas e confiabilidade do ICC. Nas análises de de Bland-Altman houve concordâncias e consistências entre avaliadores e instrumentos, com vieses de 0,36 cm entre avaliadores e -1,3 cm entre instrumentos. Conclusão: Os nossos resultados sugerem que o aplicativo My Jump 2® é uma ferramenta alternativa para a avaliação da potência de membros inferiores, por meio do teste de saltos verticais CMJ em pessoas com Parkinson.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do perfil de dor e qualidade de vida de pessoas com Parkinson em um estado Amazônico: um estudo analítico- descritivo(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) ARAÚJO, Sabrina Souza; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; ALMEIDA, Samuel Brito de; MORAES, Suellen Alessandra Soares de Lattes; http://lattes.cnpq.br/2071624142675838; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779Introdução: A Doença de Parkinson é uma das condições neurodegenerativas de maior prevalência mundial, caracterizada pela presença de sintomas motores clássicos e sintomas não motores, dentre os quais a dor. Avaliar a dor em pessoas com Parkinson e conhecer o seu perfil é desafiador e necessário para aprimorar os cuidados em saúde e a reabilitação dessa população, uma vez que a dor está associada à incapacidade e impacto na qualidade de vida. Objetivo: Descrever o perfil do componente sensorial-discriminativo da dor (limiar, intensidade, localização, duração e interferência de dor) em pessoas com Doença de Parkinson da comunidade de um Estado Amazônico e analisar a associação entre essas variáveis com dados clínicos, sociodemográficos e a qualidade de vida. Materiais e Métodos: Estudo transversal, analítico-descritivo e exploratório, que avaliou a localização, intensidade, a interferência da dor e o limiar de dor de pessoas com Doença de Parkinson, bem como a qualidade de vida e parâmetros clínicos e funcionais. O trabalho baseou-se nas diretrizes éticas da Resolução CNS 580/18 e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (CAAE: 72924423.9.0000.0018). Como instrumentos de avaliação foram utilizados o Inventário Breve de Dor - Forma Reduzida para avaliar a localização, intensidade e interferência da dor, o algômetro de pressão para avaliar o limiar de dor, Movement Disorder Society - Unified Parkinson's Disease Rating Scale parte III e a Escala modificada de Hoehn & Yahr para definir a severidade e estágio da doença, o Mini-Exame do Estado Mental para a triagem cognitiva e Parkinson’s Disease Questionnaire - 39 para avaliar a qualidade de vida. Também foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos e histórico de saúde. Para análise dos dados foi utilizada estatística descritiva que estão apresentados como média, desvio-padrão, mediana e intervalo interquartil, frequências absoluta e relativa. A normalidade foi testada por meio do teste Shapiro-Wilk. Para as análises de correlação foi utilizado o teste de Pearson ou Spearman de acordo com a distribuição paramétricas ou não-paramétricas das variáveis, as associações foram realizadas entre: QV, intensidade de dor e interferência da dor. Foram considerados significativos valor de p < 0,05. Resultados: 42 pessoas com Doença de Parkinson participaram da pesquisa (73% homens, 67,1 ± 9,2 anos de idade, 45,2% com 8 a 12 anos de escolaridade e 59,5% casados). O IMC médio foi de 26,14 ± 4,69kg/m². Clinicamente, os participantes apresentavam a doença em estágio leve, conforme observados na MDS-UPDRS III e a H&Y. A frequência de dor na amostra foi elevada (92,9%), com maior incidência na região lombar (24,3%). A intensidade da dor foi considerada leve, porém com interferência severa na funcionalidade (>2), especialmente em 8 atividades gerais, humor, locomoção e sono. Em relação ao limiar de dor não houve diferença significativa quando estratificados sexo, escolaridade, tempo de diagnóstico e estágio da doença. A QV foi classificada como de baixo impacto, com maior prejuízo nos domínios Bem estar Emocional, Desconforto Corporal, Mobilidade e Atividade de Vida Diária. Nas análises de correlação, observamos correlação significativa entre menor qualidade de vida e maior dor, com correlações positivas moderadas para pior dor relatada (r = 0,41; p = 0,01), interferência da dor na atividade geral (r = 0,45; p < 0,01) e na habilidade para apreciar a vida (r = 0,41; p = 0,01). As análises de associação indicaram que a interferência da dor na funcionalidade explicou até 23% da variação da qualidade de vida no modelo geral. Para o sexo feminino, a interferência da dor na atividade geral, humor e habilidade para apreciar a vida explicou 64% da variação da qualidade de vida, enquanto no sexo masculino houve associação em 15%. Conclusão: Os achados do nosso estudo apresentam possibilidades de ferramentas avaliativas que podem ser incorporadas na rotina de acompanhamento clínico, com dados descritivos importantes sobre as características de dor em PcP. Além disso, sugerimos a importância de um manejo adequado da dor em PcP para mitigar a interferência na funcionalidade, mas também na QV de forma geral.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Determinantes de sarcopenia e fragilidade em pessoas com Parkinson no contexto amazônico(Universidade Federal do Pará, 2025-03-26) SANTOS, Ana Carla de Matos; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620Introdução: O envelhecimento é um processo natural caracterizado pela perda progressiva da função dos tecidos e órgãos, aumentando a predisposição a diversas doenças, incluindo a Doença de Parkinson (DP). Dentre as condições associadas à DP, a sarcopenia e a fragilidade destacam-se como síndromes geriátricas relevantes. A sarcopenia é definida pela redução progressiva da massa, força e função muscular, enquanto a fragilidade caracteriza-se por maior vulnerabilidade a estressores, impactando a reserva fisiológica e a capacidade funcional. Apesar de conceitos distintos, ambas compartilham mecanismos fisiopatológicos, como inflamação crônica, estresse oxidativo e degeneração neuromuscular, afetando a potência muscular. A ausência de instrumentos acessíveis e padronizados para o rastreio dessas síndromes geriátricas em ambientes clínicos representa um desafio, especialmente quando se considera a aplicabilidade desses métodos em diferentes contextos sociodemográficos, como na Região Amazônica. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar o perfil de sarcopenia e fragilidade, bem como as possiveis associações com parâmetros clínicos da DP e aspectos sociodemográficosem pessoas com Parkinson (PcP) residentes na comunidade de um Estado da região Amazônica. Métodos: Trata-se de um estudo observacional e analítico, incluindo PcP acima de 40 anos, de ambos os sexos. Inicialmente foi realizada uma anamnese para coleta de dados sociodemográficos, seguido da utilização de instrumentos como SARC-Calf e Short Physical Performance Battery (SPPB) para rastreio da sarcopenia e Fenótipo de Fried para rastreio da fragilidade. A potência vertical foi analisada pelo aplicativo My Jump 2, utilizando parâmetros como altura de salto, tempo de voo, velocidade de saída, força e potência. Para análise estatística foi usado o coeficiente de correlação de Spearman para identificar possíveis associações entre sarcopenia e fragilidade com variáveis clínicas e sociodemográficas. Após isso, foi conduzida uma regressão logística para avaliar se a massa corporal constituía um preditor para a sarcopenia. Em relação à fragilidade, nenhum dos preditores foram significativos. Todas as análises foram feitas utilizando o software SPSS (IBM, Greenville, SC) versão 25.0. Resultados: Foram avaliadas 24 pessoas com Parkinson (PcP), sendo 83,3% do sexo masculino, com média de idade de 66,35 anos e residentes na companhia do cônjuge e filhos (37,5%), estratificados em grupos sarcopênicos (29,2%) e não sarcopênicos (70,8%). Foi observada associação entre sarcopenia e massa corporal (OR = 1,438; IC = 1,045 – 1,980). Em relação à fragilidade, a prevalência foi inferior à relatada na literatura, possivelmente devido ao tamanho reduzido da amostra. Conclusão: Este estudo concluiu que a massa corporal foi um preditor de risco para a sarcopenia em PcP e que o perfil dessa amostra foi majoritariamente masculino, com maior ocorrência de quedas no estágio 2 da DP e com alta prevalência de pré- fragilidade. Apesar da ausência de outros preditores significativos para sarcopenia e fragilidade, os achados ressaltam a necessidade de padronização clínica e critérios diagnósticos universais, considerando aspectos sociodemográficos regionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Inspira Parkinson: efeitos da caminhada nórdica progredida ao sprint sobre a função respiratória e a capacidade de marcha em pessoas com Parkinson subclassificadas em hipercinéticas e rígidos-acinética(Universidade Federal do Pará, 2023-12-27) MATOS, Lucas Meireles; ROCHA, Rodrigo Santiago Barbosa; http://lattes.cnpq.br/4119162366965074; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-5964-946X; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma condição crônica, neurodegenerativa, progressiva e multifatorial, afetando a substância nigra no mesencéfalo. É considerada a principal doença do sistema motor e a segunda mais comum entre os idosos. Os sintomas motores podem ser classificados como Rígidos Acinéticos (RA) ou Hipercinéticos (HC), cada um com manifestações clínicas distintas. Os RAs, por exemplo, possuem maior comprometimento devido à rigidez, bradicinesia, instabilidade postural e alterações na marcha. Alterações respiratórias, também presentes na história natural da DP, podem agravar-se com a hipomobilidade, sendo uma das principais causas de morte nesta população. Propõe-se que o treinamento locomotor, incluindo caminhada até sprint, possa beneficiar essas disfunções respiratórias. Objetivo: Avaliar o perfil respiratório e de capacidade de marcha de pessoas com Parkinson (PcP) e seus subtipos; analisar a relação e predição entre a função respiratória e a capacidade de marcha; e examinar a influência do protocolo de treinamento locomotor progredido da caminhada ao sprint em um período de 14 semanas, nos subtipos HC e RA em PcP. Desenho experimental: Trata-se de um Ensaio Clínico Randomizado (ECR). O desfecho primário (Estudo 1) será a atividade respiratória, definida pela Função Pulmonar avaliada pela espirometria, e força muscular respiratória, avaliada pela manovacuometria. Desfecho secundário (Estudo 2): incluirá características específicas da capacidade de marcha. Os métodos envolveram seleção de PcP acima de 40 anos e avaliação antes e após o protocolo de reabilitação, incluindo anamnese, MEEM, PAR-Q, UPDRS-MDS e HY, além de avaliação da função e força pulmonar. Análise Estatística: Utilizou-se teste t de student para comparação pré e pós, e Equações de Estimativa Generalizadas (GEE) para fatores grupos e interação grupo*tempo. Para a variação dos dados adotou-se IC95% e cálculo do tamanho de efeito G de Hedge. Teste de Pearson foi utilizado para correlações, regressão linear para predição das variáveis respiratórias pelas locomotoras e post-hoc de Bonferroni. Adotou-se nível de significância p≤0,05. Resultados: Abordados 36 idosos, 17 foram selecionados. 52,9% da amostra apresentou comprometimento respiratório, com perfil restritivo o mais comum. Houve relação moderada entre variáveis respiratórias e capacidade de marcha. O protocolo de treinamento locomotor melhorou condições respiratórias e da marcha sobre o efeito tempo, considerando um melhor desempenho da capacidade de marcha no momento pós em relação ao pré treinamento em ambos os grupos (p<0,05). Ao observar o fator grupo*tempo, o grupo HC demonstrou uma melhora da VAS em relação ao RA (p<0,009), enquanto foi possível observar uma melhora da força muscular respiratória do RA sobre o HC após o protocolo de marcha (Pimáx, p=0,012). Conclusão: A fraqueza muscular respiratória em PcP pode ser predita pela capacidade de marcha. O treinamento locomotor influenciou positivamente na função e pressão pulmonar de ambos os subtipos, assim como na capacidade de marcha de HC.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O treinamento de caminhada nórdica, progredindo para o sprint, modifica os parâmetros biomecânicos e clínico-funcionais de pessoas com parkinson? um estudo piloto de um ensaio clínico não randomizado e quasi-experimental(Universidade Federal do Pará, 2025-05-05) FERREIRA, Edigar Menezes; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; PENNA, Eduardo Macedo; DELEVATTI, Rodrigo Sudatti; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; http://lattes.cnpq.br/0330707893525396; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967; https://orcid.org/0000-0003-1827-7799Introdução: A doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurológico, idiopático, caracterizado pela perda de neurônios dopaminérgicos presentes na substância nigra. Indivíduos nessa condição, apresentam sintomas motores e sintomas não motores. Como possibilidade de tratamento, temos a prática de exercícios físicos (EF). O EF, por sua vez, proporciona diversos benefícios clínicos e mobilidade funcional. Contudo, a progressão da doença está associada a diminuição de força, potência e velocidade, diretamente sintomas motores. Objetivos: Com isso, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos de 11 semanas de treinamento de caminhada nórdica e sprint sobre parâmetros biomecânicos, qualidades físicas (força, potência e velocidade), eficiência mecânica (Perfil Força Velocidade, RFPICO(%) e DRF) e desempenho durante o sprint, assim como parâmetros clínicos funcionais, tais como a capacidade de marcha, força de preensão palmar e sintomas motores em PcP. Métodos: Esse estudo trata-se de um estudo piloto de um ensaio clínico não randomizado e quasi-experimental, aprovado pelo comitê de Ética e Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) (CAAE, nº 67654523.7.0000.0018). O público foi pessoas com Parkinson (PcP) no estadiamento 2 a 3 na escala Hohen Yahr. As pessoas com Parkinson foram avaliadas durante 2 semanas na pré-intervenção (T1), onde coletamos dados sociodemográficos, filmagem dos sprints em uma pista de 40 metros para análise de qualidades físicas e eficiência mecânica, bem como testes clínico-funcionais. A intervenção (T2) foi 11 semanas de treinamento locomotor intervalado de caminhada nórdica, progredindo para o sprint, e, após o treinamento, foi realizada a avaliação pós-intervenção (T3). Resultados: A amostra foi composta por 7 PcP, com estadiamento na escala Hoehn and Yahr (1,50-2,50) e tempo de diagnóstico de (5,50 ± 3,15) anos. Média de idade (68,6 ± 7,87) anos, massa corporal e estatura foram, respectivamente (72,2 ± 15,2 kg e 167 ± 8,42 cm). As PcP apresentaram melhora nas qualidades físicas: Força Máxima Teórica Horizontal F0(N) (p=0,038); velocidade máxima teórica- V0 (m/s) (p= 0,011) e velocidade máxima- VMAX, (p= 0,013). A manutenção no tempo de execução correspondeu a (p= 0,535) e a potência máxima- PMAX (W/Kg) (p= 0,199). Como também, houveram melhoras na eficiência mecânica: Perfil Força Velocidade- Perfil_FV (p= 0,019), Razão de Força (RFPICO(%)) (p= 0,045) e a taxa de diminuição de RF- DRF (p=0,029) apresentaram manutenção dos valores Capacidades de Clínico-funcionais: velocidade de marcha (p= 0,057), mobilidade funcional (p=0,024), índice de reabilitação locomotora (IRL), sintomas motores (p= 0,198) e a força de preensão palmar, mão direita (p= 1,00), mão esquerda (p= 0,703) . Conclusão: A nossa intervenção resultou em melhoras nas qualidades físicas de força e velocidade, apresentando eficiência mecânica do Perfil F-V, RFPICO% e DRF. Entretanto, a potência máxima PMAX, os parâmetros de marcha, mobilidade funcional, e variáveis clínicas mantiveram os valores pré-intervenção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Parkinson pai d’égua: protocolo de danças amazônicas sobre os parâmetros não motores e motores em pessoas com Parkinson(Universidade Federal do Pará, 2024-06-25) COSTA, Carla Luana Alves; HAAS, Aline Nogueira; http://lattes.cnpq.br/6600425096998622; https://orcid.org/0000-0003-4583-0668; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620Introdução: Na Doença de Parkinson ocorre a degeneração dos neurônios dopaminérgicos. Dessa forma, há sintomas motores além de sintomas não motores prejudicando a qualidade de vida.A dança se apresenta como intervenção não farmacológica em sintomas da DP. Porém, os benefícios são avaliados, em sua maioria, nos sintomas motores. Contudo, acredita-se que características das danças amazônicas podem ser um estímulo para melhora e/ou manutenção de sintomas motores e não motores da DP. Entretanto, não foram encontrados estudos com danças amazônicas em pessoas com Parkinson Métodos: O objetivo do estudo consistiu em analisar as respostas das danças e manifestações culturais amazônicas sobre os sintomas não motores de cognição global, humor, sintomas depressivos e qualidade de vida em Pessoas com Parkinson na região Amazônica e avaliar um período controle intragrupo de Educação em Saúde e comparar com os efeitos de danças. Esta pesquisa teve caráter longitudinal. Os sujeitos participantes serão pessoas com Parkinson de ambos os sexos, estadiamento de 1 a 4 na escala de Hoehn e Yahr. Os voluntários participaram de avaliações antes e depois do período Educação em Saúde, Protocolo e follow up. Os dados foram coletados e tabulados no Excel, e analisados por meio do software SPSS versão 27.0. Utilizamos estatísticas descritivas na caracterização da amostra, Equações de Estimativas Generalizadas para a comparação entre momentos, grupos e subtipos da DP. Além disso, o tamanho de efeito foi calculado pelo d de Edges. Resultados Ao analisarmos os sintomas depressivos, foram encontradas diferenças significativas para o fator Grupo (p=0,049) ea intervenção ES (7,00±1,15; 6,50±0,96). Quando analisamos os estados de humor, avaliamos por domínios, para o domínio Raiva, os fatores Grupo (p= 0,35) e Tempo (p= 0,66) não apresentaram valores significativos. Para a função cognitiva global, foram encontradas diferenças significativas para o fator Grupo (p<0,001).Conclusão: O presente estudo mostra benefícios do Programa de Educação em saúde do protocolo de Danças e Manifestações Culturais Amazônicas para PcP nos sintomas não-motorees de sintomas depressivos em ambas intervenções. O que indica que as danças amazônicas e manifestações culturais podem ser usadas com cautela para a reabilitação de sintomas não motores e motores em pessoas com Parkinson.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Respostas de um programa de reabilitação locomotora de caminhada nórdica e livre em variáveis fisiomecânicas da marcha de pessoas com doença de Parkinson: um ensaio clínico randomizado(Universidade Federal do Pará, 2023-04-27) RODRIGUES, Jacqueline Lima; TARTARUGA, Leonardo Alexandre Peyré; http://lattes.cnpq.br/6799014309725419; https://orcid.org/0000-0003-1742-5016; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620Introdução: Os padrões de desempenho muscular da marcha são alterados em pessoas com doença de Parkinson. Além disso, a análise do mecanismo pendular é importante porque reflete a redução do esforço muscular necessário para acelerar e elevar o centro de massa corporal durante a caminhada. Este padrão de marcha ineficiente em pessoas com Parkinson (PcP) (Marcha Parkinsoniana), pode resultar em aumento no gasto de energia durante a caminhada, necessitando assim de intervenções terapêuticas que possam reduzir estes sintomas a fim de proporcionar maior mobilidade e independência funcional à esta população. Achados recentes, demonstram que o mecanismo pendular (Recovery) é maior com o uso de bastões, o que permite indicar a hipótese de que um programa de reabilitação neurofuncional locomotora de caminhada Nórdica (CN) possa induzir em maiores adaptações no mecanismo pendular em comparação à caminhada livre (CL) em PcP. Objetivo: Analisar as respostas de um programa de reabilitação neurofuncional locomotora com e sem bastões de CN sobre parâmetros fisiomecânicos da marcha em PcP. Materiais e Métodos: Este estudo foi caracterizado como longitudinal do tipo ensaio clínico controlado randomizado, no qual investigamos voluntários que atenderam os seguintes critérios de elegibilidade: diagnóstico clínico de doença de Parkinson idiopática, com o estadiamento entre 1 a 4 na escala de Hoehn & Yahr (H&Y), não praticantes de exercício físico, com idade superior a 50 anos, de ambos os sexos. Os voluntários foram randomizados em dois Grupos: CN (com bastões) e CL (sem bastões), e realizaram os exercícios durante nove semanas. As avaliações dos parâmetros fisiomecânicos, mais especificamente, o Recovery (desfecho primário), Trabalho mecânico interno (Wint), Trabalho mecânico interno de braço, de tronco, e de perna (Wint braço, Wint tronco, Wint perna, respectivamente), Trabalho mecânico externo (Wext), Trabalho externo vertical (Wext vertical) e horizontal (Wext horizontal), e Trabalho mecânico total (Wtot), (como desfechos secundários), da marcha de PcP foram analisadas durante uma caminhada em esteira rolante em velocidade autosselecionada nos momentos pré e pós-programa de reabilitação. Foi realizado um procedimento de análise cinemática tridimensional, com um sistema de captura do movimento, composto por seis câmeras de vídeo infravermelhas do sistema de cinemetria VICON Motion Capture System 3D kinematics (Oxford, United Kingdom), com taxa de amostragem das câmeras de 100 Hz. Foram utilizados 36 marcadores reflexivos (Vicon Biomechanics Marker Accessories) no formato de esfera, com 14mm de diâmetro, localizados em ambas as laterais do corpo e nas regiões de interesse. Os dados coletados foram analisados nos softwares NEXUS, tabulados e organizados em planilhas no software Excel 2016. Após estas etapas, rotinas matemáticas foram empregadas no software Matlab® para cálculo dos desfechos do estudo. As Equações de Estimativas Generalizadas foram utilizadas para a comparação entre os Grupos (CN e CL) em diferentes momentos (pré e pós). Utilizamos como covariáveis os valores da H&Y e do número de Froude dos voluntários, de forma que os valores foram fixados, no modelo estatístico, nos seguintes valores: H&Y (1,5) e número de Froude (0,07). Para análises dos efeitos Grupo, Tempo e interações Grupo*Tempo, foi utilizado post-hoc de Bonferroni, para identificar as diferenças entre as médias em todas as variáveis. O tamanho de efeito foi calculado pelo Hedge's g, e foi adotado um α=0,05. Resultado: A amostra final foi constituída por 20 voluntários (CN: n=13 e CL: n=7), com idade CN (64,23 ± 10,52, anos) e CL (69,71 ± 6,82, anos); massa corporal CN (80,07 ± 14,79, Kg) e CL (80,07 ± 14,79, Kg), estatura CN (1,68 ± 0,07, m) e CL (1,68 ± 0,06, m). Foram encontradas diferenças significativas para o fator Tempo para as variáveis Recovery (p=0,04), Wext (p<0,001), Wext horizontal (p=0,04) e Wext vertical (p<0,001), para a interação Grupo*Tempo encontrados diferenças significativas para as variáveis Wext (p=0,03) e Wext vertical (p=0,02), para as demais variáveis os valores permaneceram similares ou não foram modificados (p>0,05). Conclusão: Concluímos que o Recovery, foi realizado com maior eficiência após a intervenção de reabilitação locomotora para ambos os Grupos, portanto PcP apresentaram um mecanismo pendular mais otimizado. O Wext de PcP que caminharam com e sem bastões de CN, reduziram após a intervenção, porém o Grupo CL apresentou menor Wext, ou seja, o que representa uma menor energia para se deslocar no ambiente em relação ao CoM. Tanto o Grupo CN quanto o Grupo CL reduziram o Wext vertical após o programa de reabilitação, porém o Grupo CL demonstrou menores valores pós intervenção, isso quer dizer que os voluntários não apresentaram tanta eficiência ao elevar o Centro de Massa (CM). O Wext horizontal aumentou para ambos os Grupos após o período de programa de reabilitação, demonstrando que ambos os Grupos apresentaram melhoras em sua aceleração em relação a projeção à frente após a intervenção. Nossos achados indicam que o modelo de reabilitação locomotora com e sem bastões podem ser utilizados por profissionais da saúde para reabilitar a locomoção, tornando o mecanismo pendular mais otimizado e uma marcha mais eficiente, de PcP de leve a severos. Número de Registro do Clinical Trials: NCT03355521.
