Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - PPGCMH/ICS
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acelerometria triaxial em saltos laterais para identificação de padrões motores sutis em adultos com e sem síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) OLIVEIRA, Aline da Silva; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; CALLEGARI, Bianca; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0001-9151-3896; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Introdução: A síndrome de Down (SD) está associada a alterações neuromotoras que afetam habilidades como o salto, que exige força, equilíbrio e coordenação. A tarefa de saltos laterais do Körperkoordinationstest für Kinder (KTK) considera esses componentes, mas ainda é pouco investigada em adultos com SD. Sensores inerciais, como acelerômetros, surgem como alternativa promissora para quantificar padrões motores sutis não detectados por avaliações observacionais. Objetivo: Comparar os padrões motores de saltos laterais entre adultos com e sem SD por meio da análise de sinais triaxiais de aceleração. Métodos: Participaram 42 adultos divididos em dois grupos (21 com SD; 21 sem-SD) pareados por idade e sexo. Cada participante realizou a tarefa de saltos laterais do KTK por 15 segundos enquanto a aceleração linear mediolateral, anteroposterior e vertical era registrada por um sensor inercial posicionado na região lombar. As 39 métricas extraídas foram analisadas por uma abordagem multivariada envolvendo Random Forest, Análise de Componentes Principais (PCA) e Análise de Agrupamento Hierárquico. Resultados: Adultos com SD apresentaram desempenho significativamente inferior (10,1 ± 3,1 vs. 34,0 ± 4,3 saltos; p < 0,001; Hedges’ g = 6,30). O Random Forest identificou métricas de variabilidade e estabilidade da aceleração como as de maior importância preditiva. A PCA explicou 85,03% da variância total nos dois primeiros componentes e mostrou separação clara entre os grupos, além de maior heterogeneidade intragrupo entre adultos com SD. Conclusão: Este estudo constata que adultos com SD exibem padrões motores específicos ao realizar saltos laterais, caracterizados por maiores oscilações nas acelerações mediolateral e anteroposterior e por menor estabilidade vertical. A abordagem multivariada baseada em acelerometria demonstra capacidade de classificar grupos e revelar sutilezas de desempenho motor não detectadas por avaliações observacionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da força muscular periférica por dinamometria isocinética em pacientes em tratamento para fibrose cística(Universidade Federal do Pará, 2025-08-07) MELO, Vivian Sussuarana Queiroz; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/0926756122867180; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; https://orcid.org/0000-0002-1515-9976Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva caracterizada por infecções respiratórias crônicas e recorrentes, insuficiência pancreática e aumento da concentração de cloro no suor. As complicações respiratórias são as principais responsáveis pelo aumento da morbimortalidade na FC. Além disso, a evolução da doença está associada a alterações na mecânica respiratória, distúrbios metabólicos, desnutrição e complicações musculoesqueléticas. Objetivo: Analisar a associação entre a força muscular periférica com a função pulmonar e com o desempenho funcional de adolescentes e adultos com FC. Metodologia: Estudo transversal, conduzido entre dezembro de 2024 e abril de 2025, com 22 pacientes com FC clinicamente estáveis, com idade ≥14 anos. Os participantes foram submetidos a avaliação clínica, composição corporal por bioimpedância, espirometria, força de preensão manual, teste do degrau de 6 minutos e dinamometria isocinética dos membros inferiores. Os indivíduos foram estratificados em dois grupos conforme o Z-score do VEF₁: G1 (sem alteração pulmonar) e G2 (com alteração pulmonar). A análise estatística foi realizada com nível de significância de p<0,05. Resultados: A amostra foi composta majoritariamente por homens (63,6%), com média de idade de 24,9 anos. Dos 22 pacientes avaliados, 10 apresentaram algum grau de alteração na função pulmonar. A única variável que apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos foi a potência dos músculos flexores a 60°/s, que se mostrou significativamente menor no grupo com alteração na função pulmonar (p = 0,03). Não houve diferença significativa no desempenho no teste do degrau de 6 minutos entre os grupos. Discussão: Os resultados demonstram que a disfunção pulmonar está associada à redução da força e, principalmente, da potência muscular periférica, mesmo em pacientes clinicamente estáveis. A potência muscular mostrou-se sensível para identificar alterações funcionais precoces, especialmente nos membros inferiores. A prática regular de atividade física e o acompanhamento multiprofissional podem contribuir para a preservação da funcionalidade nesses pacientes. Conclusão: A potência muscular média dos músculos flexores foi significativamente menor em pacientes com alteração na função pulmonar, indicando que esse parâmetro pode ser um marcador precoce de comprometimento funcional em indivíduos com fibrose cística.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da sarcopenia e a sua associação com indicadores clínicos, funcionais e de qualidade de vida em pessoas idosas atendidas no ambulatório do hospital Universitário João de Barros Barreto(Universidade Federal do Pará, 2024-08-09) MORAES, Janine Brasil de Araújo; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-3115-2571; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239Introdução: O envelhecimento pode ser acompanhado por um declínio progressivo da massa, força e função muscular. Essa condição de saúde resultante é conhecida como sarcopenia, doença muscular que se desenvolve de forma progressiva e crônica. A sarcopenia relacionada à idade possui diversos fatores que aceleram esse processo e necessitam ser identificados e controlados para promover um bom prognóstico de saúde e qualidade de vida para a população idosa. Objetivo: Analisar a sarcopenia e a sua associação com indicadores clínicos, funcionais e de qualidade de vida em pessoas idosas atendidas no ambulatório do Hospital Universitário João De Barros Barreto. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, analítico, transversal, realizado no ambulatório de geriatria do HUJBB. Foram realizadas avaliações sociodemográficas e clínicas: avaliação da sarcopenia (SARC- Calf, avaliação da força de preensão manual, Bioimpedância Elétrica Tetrapolar (BIA) e Short Physical Performance Battery (SPPB)), avaliação de indicadores funcionais (Barthel, avaliação da força do quadríceps, avaliação do nível de atividade física (IPAQ) e presença de quedas em 60 dias) e avaliação da qualidade de vida (SF-12). Foi utilizado o algoritmo do Grupo de Trabalho Europeu de sarcopenia em idosos (EWGSOP2). Resultados: Avaliados 129 participantes (73% mulheres, p = 0,001), com média de idade de 75,4 anos e procedentes da capital (80,6%). Obtive-se 57% com risco de sarcopenia, prevalência de 27,1% de sarcopenia e 57,4% de sarcopenia grave, 36.4% apresentou quedas. A força de preensão manual (FPM) 18kg/f, massa muscular esquelética de 18,3kg; SPPB 9 pontos; Barthel de 58,8% dos participantes independentes; força do quadríceps de 14kg/f; IPAQ 38,8% com baixo nível de atividade física e SF-12 de 37,7 pontos para componente físico e 48,2 pontos mental. Observou-se associação entre a massa muscular esquelética apendicular (MMEA) e a a circunferência da panturrilha (CP), a idade, o SARC-Calf, a FPM e a qualidade de vida (componente físico) para homens (R2 ajustado 0,42 e p<0,05), bem como com a sarcopenia, classificada pela MMEA, com variáveis da BIA: resistência corporal, água corporal total na massa magra, massa magra e taxa metabólica basal para o homens (R2 ajustado 0,49 e p<0,05), e para mulheres, água intracelular e água corporal total no peso corporal (R2 ajustado 0,60 e p<0,05). Conclusão: Este estudo conclui que a CP, a idade, o rastreio do risco de sarcopenia, a FPM e a qualidade de vida se mostraram associadas à MMEA medida pela BIA. Para o diagnóstico da sarcopenia, houve associações distintas dos marcadores da BIA conforme ajustados para o sexo das pessoas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise Psicométrica da Versão Brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale (PFS-Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) SANTOS, Mayara do Socorro Brito dos; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211XIntrodução: Instrumentos de adequada psicometria são fundamentais para a qualidade das avaliações e reavaliações na prática clínica, norteadoras das tomadas de decisões sobre as condutas para a reabilitação. A Pittsburgh Fatigability Scale, originalmente publicada no idioma inglês, é a única escala validada para mensurar a fatigabilidade percebida em pessoas idosas. Considerando a importância desta ferramenta faz-se necessária a validação da sua versão traduzida para o português e para as especificidades do contexto brasileiro. Objetivo: Validar a versão brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale (PFS-Brasil) avaliando a validade em relação a medidas de atividade física, desempenho físico e cognitivo. Metodologia: 121 idosos saudáveis residentes na comunidade realizaram avaliação pela escala, testes de desempenho físico e cognitivo. Realizamos as análises estatísticas das subescalas física e mental da PFS-Brasil, utilizando coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para análise de confiabilidade, alfa de Cronbach para avaliação da consistência interna, correlação de Spearman para validade convergente, além de serem verificados a análise de concordância e efeitos teto e solo. O Statistical Package for Social Sciences 25.0 foi utilizado para análise dos dados. Resultados: As análises realizadas apontam que as subescalas física e mental apresentam confiabilidade teste-reteste satisfatórias considerando o CCI para as subescalas física (0,84; IC 95%: 0,80-0,88) e mental (0,83; IC 95%: 0,78-0,87), além de alta consistência interna (α = 0,84 e 0,82, respectivamente). Esses valores são indicativos de boa confiabilidade intraobservador, revelando baixa probabilidade de erro aleatório e sistemático. Os gráficos de Bland Altman apresentaram boa concordância para ambas as subescalas da PFS-Brasil. Para validade convergente, o maior escore físico mostrou associação moderada e o maior escore mental mostrou associação fraca com o menor desempenho físico (testes de caminhada de 6 minutos e na Bateria SPPB) e menor nível de atividade física (International Physical Activity Questionnaire – IPAQ); no desempenho cognitivo houve associação fraca entre o maior escore mental e a média de acertos no teste de flanker. Não foram observados efeito teto em ambas as subescalas, porém a subescala mental apresentou efeito solo (n= 24%). Conclusão: O presente estudo demonstrou que a versão brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale é um instrumento válido, consistente e confiável para avaliação da fatigabilidade percebida em idosos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aptidão física e coordenação motora em pessoas com síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-03-03) SOUSA, Ana Luiza Ferreira Cruz e; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; NEVES, Laura Maria Tomazi; CUNHA, Flavius Augusto Pinto; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; http://lattes.cnpq.br/3040208917166065; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; https://orcid.org/0000-0003-4904-5843Introdução: A síndrome de Down (SD) é uma alteração cromossômica comum relacionada à deficiência intelectual. Indivíduos com SD apresentam hipotonia e frouxidão ligamentar, que interferem na coordenação dos movimentos e nas reações posturais que determinam o equilíbrio e as atividades motora, gerando atraso no desenvolvimento e influencia a qualidade de vida. Objetivo: Analisar a correlação entre aptidão física e coordenação motora em pessoas com SD caracterizando os padrões motores e físicos que pode explicar esta relação. Metodologia: A amostra da pesquisa composta por 42 indivíduos adultos, entre 18 e 35 anos de ambos os sexos divididos em: pessoas com SD e o grupo controle (GC), pessoal com desenvolvimento típico. Foi realizado o pareamento por idade (±2 anos) e sexo, entre os grupos. Os participantes realizaram testes de coordenação motora através do teste Coordenação Corporal Körperkoordination Test fürKinder (KTK) e testes de desempenho motor por meio do Teste Timed up and Go (TUG) e do Teste sentar e levantar que avaliou a capacidade funcional para avaliação da aptidão física. A caracterização dos dados foi realizada através de uma análise estatística descritiva com desvio padrão e média. A normalidade testada a partir do teste de Shapiro-Wilk. Estudo realizou uma análise de correlação Pearson, método para medir variáveis contínuas. Para a análise dos valores brutos de correlação foi adotado o valor de significância de p ≤ 0,05. Considerando o coeficiente de correlação de Pearson (r) no valor r ≥ 0,90. Resultados: Foi encontrada correlação significativa (p = 0,018) entre a tarefa de saltos laterais com teste sentar e levantar, correlação moderada (r = 0,44). Ademais foi observada correlação significativa (p = 0,006), mas para o r de Pearson é uma associação moderada (r = 0,52) entre a sentar e levantar e a tarefa de transferência de plataforma. Conclusão: Os resultados desta pesquisa propõem uma correlação entre o teste sentar e levantar e as tarefas do KTK saltos monopedais e a transferência de plataforma, porém associação não foi observada em adultos com SD.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos motores, funcionais e emocionais de indivíduos com sintomas vestibulares(Universidade Federal do Pará, 2024-03-01) MONTEIRO, Luiz Humberto Figueiredo; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779Indivíduos com sintomas vestibulares apresentam marcha instável, desequilíbrio e uma forma de mensurar o nível de desequilíbrio de um indivíduo é por meio da baropodometria, amplamente utilizada na prática clínica para mapear a área de pressão plantar por meio de registros gráficos e determinar os deslocamentos e oscilações do centro de pressão através da estabilometria. Além disso, o equilíbrio e ansiedade apresentam relação, pois dividem os mesmos circuitos centrais neurais. Assim, queixas psicológicas como ansiedade e depressão são frequentes em indivíduos com tontura. Dessa forma, o presente estudo tem o objetivo de analisar as características motoras, funcionais e emocionais de indivíduos com sintomas vestibulares. A análise da pressão plantar e do centro de pressão foi realizado através da baropodometria e da estabilometria em uma plataforma de força (BaroScan®, Londrina, Paraná, Brasil) e o software BaroSys, enquanto para a análise funcional utilizamos o teste Timed up and go (TUG) e o aspecto funcional do questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) e para análise emocional o aspecto emocional do DHI. Verificamos que indivíduos com sintomas vestibulares apresentam pé plano, com valores de pressão máxima, pressão média, pressão máxima no mediopé e retropé e pressão média no retropé mais elevados quando comparados a pessoas sem sintomas vestibulares. Além disso, indivíduos com sintomas vestibulares tem redução da mobilidade funcional e maior risco de queda, além de apresentarem comprometimento da saúde emocional e mental, com sinais de ansiedade e sintomatologia depressiva de leve à moderada na maioria dos indivíduos quando comparado a indivíduos sem sintomas vestibulares.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação de obesidade sarcopênica, indicadores de composição corporal, de variabilidade da frequência cardíaca e de esforço no teste do degrau de seis minutos com a severidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono: um estudo transversal(Universidade Federal do Pará, 2024-12-19) SOUZA, Leornado Brynne Ramos de; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-4683-9576; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571Introdução: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é o distúrbio respiratório relacionado ao sono mais comum do mundo, com diferentes níveis de severidade. A literatura aponta que o aumento de gordura corporal pode aumentar o gasto energético, alterar a variabilidade da frequência cardíaca durante o sono e vigília, e impactar na gravidade da síndrome. Assim, há um maior o risco de catabolismo muscular, impactando negativamente a saúde celular, medida pelo ângulo de fase na bioimpedância elétrica. Contudo, existem poucos estudos que já ampliaram a avaliação da composição corporal quanto à obesidade sarcopênica nessa população. Além disso, os resultados de pesquisas vigentes também se mostram conflitantes ao analisar os impactos da severidade da SAOS no desempenho metabólico e físico durante os testes de esforço. Objetivo: Analisar a associação dos indicadores de composição corporal, de variabilidade da frequência cardíaca e de esforço no teste do degrau de seis minutos com a severidade da SAOS. Métodos: Estudo do tipo transversal de caráter quantitativo, que ocorreu entre dezembro 2023 e agosto 2024, com amostra única de 37 pessoas, idade média de 53,7 ± 13,8 anos, idade mínima 28 anos e idade máxima 78 anos, com diagnóstico de SAOS, confirmada por polissonografia tipo 1. A coleta dos dados foi realizada em duas fases: a) Repouso, utilizou-se a bioimpedância elétrica (Biodynamics BIA 450, Biodynamics Corporation, Washington, EUA) para coletar dados de composição corporal, a calorimetria indireta (Quark CPET, Cosmed, Itália) para coletar a taxa metabólica de repouso e as variáveis de domínio de tempo e frequência da variabilidade da frequência cardíaca pelo frequencímetro cardíaco (SmartLab, HMMGroup, Alemanha); b) Exercício, sendo utilizado o teste do degrau de 6 minutos com analisador de gases (Quark CPET, Cosmed, Itália) respiração a respiração para avaliar o esforço físico e metabólico. Para determinar a normalidade dos dados, foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk, sendo a representação de dados normais por média e desvio padrão e para a representação de dados não normais por mediana e intervalo interquartílico. Para análise multivariada dos dados, utilizou-se a análise de componentes principais (PCA), empregando o algoritmo de rotação varimax para criação dos componentes. O valor reduzido de cada componente foi utilizado para realizar análise de regressão linear simples. Resultados: Foram avaliadas 37 pessoas com SAOS (54,05% homens), IMC 31,1 ± 5,31 kg/m2 e IAH 31,3 (11,3-61,6). A análise de PCA criou 6 componentes principais (CP), sendo esses: 1° CP: composição corporal; 2° CP: saúde celular; 3° CP esforço físico; 4°CP razões ventilatórias; 5° CP: estimulação simpatovagal; 6° CP: estimulação simpatovagal (muito baixa frequência). O componente de indicadores de composição corporal (IMC, circunferência cervical, taxa metabólica de repouso, resistência e capacitância do corpo) foi associado a maiores IAH, (F [3,32] = 3,05; p = 0,01), com valor de r2 ajustado de 0,22. Conclusão: A composição corporal está associada à severidade da SAOS, enquanto os componentes de saúde celular, esforço físico, razões ventilatórias, estimulação simpatovagal e estimulação simpatovagal de muito baixa frequência não estiveram associados com a severidade da síndrome.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre características clínicas, funcionais e psicossociais com o risco de cronicidade dos sintomas em pacientes com dor lombar crônica não específica(Universidade Federal do Pará, 2024-10-20) SILVA, Lucas Yuri Azevedo da; MAGALHÃES, Maurício Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7766377002832983; https://orcid.org/0000-0002-7857-021XIntrodução: A dor lombar é considerada a principal causa de incapacidade ao redor do mundo. A sensibilização central é um dos mecanismos que explica como a desregulação no sistema nervoso central pode modular a cronicidade da dor lombar, porém não é claro como as variáveis clínicas, funcionais e psicossociais estão associadas com a estratificação do risco de cronificação da dor lombar. Objetivo: Verificar a associação entre o baixo risco e o alto risco de cronicidade dos sintomas com os achados clínicos, funcionais e psicossociais em pacientes com dor lombar crônica não específica. Método: Trata-se de um estudo do tipo transversal, aplicado em pessoas com dor lombar crônica não específica, que seguiu as recomendações do The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) e que ocorreu entre abril de 2023 e junho de 2024. Foram utilizadas a escala de intensidade da dor Numerical Pain Rating Scale (NPRS) e o algômetro de pressão da marca INSTRUTHERM DD2000 20K para avaliar a intensidade e o limiar de dor; o questionário de Incapacidade de Roland-Morris (QRM) para avaliar a incapacidade funcional; o questionário Start Back Screening Tool (SBST) para estratificação do risco de cronicidade; a escala de catastrofização da dor (ECD), a escala tampa de cinesiofobia (ETC) e a Escala hospitalar de ansiedade e depressão (EHAD). A estatística descritiva foi realizada e foram conduzidas para testes de correlação entre as estratificações de cronicidade do SBST e os escores dos instrumentos de avaliação. Além disso, análises de regressão multinominal também foram utilizadas. Resultados: 150 participantes foram incluídos na análise. Na correlação entre o baixo risco de cronicidade e os parâmetros clínicos, funcionais e psicossociais, as variáveis com diferença estatística e correlações negativas e moderadas foram o QRM (r= -0,40), a ECD (r= - 0,48). As correlações entre o alto risco de cronicidade significativas, positivas e moderadas foram o QRM (r= 0,40) e a ECD (r= 0,48) e as positivas e fracas foram ETC (r= 0,39) e EHAD (r= 0,27). Além disso, na análise de regressão multinominal entre o alto risco e o baixo risco de cronicidade apresentou a incapacidade funcional como um preditor significativo para o risco elevado de cronicidade. Para cada aumento de uma unidade no questionário de incapacidade, a chance de estar no grupo de alto risco de cronicidade aumentou em 8,8% (OR = 1,088, IC 95%: 1,003 - 1,181, p = 0,043). Além disso, a catastrofização, também, foi um preditor significativo. Cada unidade adicional no escore de catastrofização aumentou a chance de ser classificado no grupo de alto risco de cronicidade em 10,0% (OR = 1,100, IC 95%: 1,049 - 1,154, p < 0,001). O modelo apresentou um intercepto significativo (β = -4,621, p < 0,001), indicando que, na ausência dos fatores preditores, a probabilidade de estar no grupo de alto risco de cronicidade é extremamente baixa (OR = 0,009, IC 95%: 0,002 - 0,043). Conclusão: Diante disso, os resultados sugerem que a probabilidade de apresentar um alto risco de cronicidade em relação ao baixo risco de cronicidade, foi de 36,8% e pode ser explicado pela incapacidade funcional e pela catastrofização da dor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre o risco de sarcopenia com a força muscular e variáveis funcionais em pessoas idosas acompanhadas em um hospital universitário do Pará: um estudo transversal(Universidade Federal do Pará, 2025-08-08) OLIVEIRA, Polyana Barbosa de; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/0926756122867180; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; https://orcid.org/0000-0002-1515-9976Introdução: A sarcopenia é uma doença caracterizada por perda progressiva e generalizada de força e massa muscular, podendo também envolver a funcionalidade e embora associada a diversos desfechos desfavoráveis à saúde da população idosa esta é geralmente subdiagnosticada na prática clínica, devido à complexidade em determinar quais variáveis mais importantes, bem como o acesso aos instrumentos necessários para o seu diagnóstico. Portanto, o rastreio adequado da doença pode possibilitar o planejamento de intervenções precoces de forma a minimizar os resultados adversos à saúde da pessoa idosa. Objetivo: Avaliar a relação entre o risco de desenvolver sarcopenia com a força muscular e as variáveis funcionais em pessoas idosas em nível ambulatorial. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal do tipo correlacional, realizado no HUJBB. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 60 anos, atendidos no ambulatório de geriatria do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). A sarcopenia foi avaliada através do algoritmo do Grupo de Trabalho Europeu de sarcopenia em idosos de 2019 (EWGSOP2) a partir da verificação da força de preensão manual, da avaliação da massa muscular pela Biompedância Elétrica (BIA) e uma avaliação física composta pela aplicação do instrumento Short Physical Performance Battery (SPPB) e, em um dia posterior, foi avaliada a função muscular dos flexores e extensores dos joelhos no dinamômetro isocinético Biodex System Pro 4. Resultados: Foram avaliados 31 idosos com idade média de 72 anos (±7,07) e predominância do sexo feminino (71%). Cerca de 51,6% da amostra apresentou risco para desenvolver sarcopenia, porém somente 9,4% tiveram sarcopenia presente, sendo todos homens. Os resultados da regressão linear múltipla, com o escore do SARC-F como variável dependente, demonstraram que apenas o pico de torque dos flexores apresentou associação estatisticamente significativa com o SARC-F (β = -2,83; p = 0,018; IC95%: - 5,14 a -0,52). Conclusão: O estudo constatou que o pico de torque dos flexores apresentou associação significativa com o SARC-F denotando que a redução no pico de torque indica maior risco de sarcopenia e possíveis déficits funcionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre recuperação, comportamento de sono e as dimensões da síndrome de Burnout em paratletas: um estudo transversal(Universidade Federal do Pará, 2024-04-30) FERREIRA, Verônica Moreira Souto; PIRES, Daniel Alvarez; http://lattes.cnpq.br/4487383675643868; https://orcid.org/0000-0003-2163-5606; SILVA, Marília Passos Magno e; SIMIM, Mário Antônio de Moura; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; http://lattes.cnpq.br/2506744061310311; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; https://orcid.org/0000-0002-4659-8357INTRODUÇÃO: As investigações sobre a síndrome de burnout em atletas suscitam debates acerca dos aspectos psicológicos no esporte. Essa síndrome, de origem multifatorial, se manifesta em dimensões: exaustão física e emocional (EFE), reduzido senso de realização esportiva (RSR) e desvalorização esportiva (DES). No esporte, as demandas pressupõem a necessidade de recuperação para restaurar os recursos esgotados, sendo a ausência ou insuficiência desse processo apontada como precursora da síndrome de burnout. No paradesporto existem desafios adicionais, como altas taxas de lesões, distúrbios do sono e questões de saúde mental. Nesse sentido, aprofundar os conhecimentos referentes à psicologia do esporte no contexto do paradesporto se faz necessário, como a identificação de indicadores de burnout em paratletas, concomitantemente às estratégias de recuperação e comportamento do sono desses indivíduos. OBJETIVOS: Investigar a associação entre as dimensões de recuperação e as dimensões da síndrome de burnout em paratletas; Investigar a associação entre o comportamento de sono e as dimensões da síndrome de burnout em paratletas. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional de recorte transversal e abordagem quantitativa. Participaram do estudo 55 paratletas do sexo masculino, com média de idade de 37 ± 9 anos, praticantes das modalidades voleibol sentado (65,45%) e rugby em cadeira de rodas (34,54%). Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico e os seguintes instrumentos: Questionário de Burnout para Atletas (QBA), Questionário de Estresse e Recuperação para Atletas (RESTQ-Sport) e Questionário de Comportamento de Sono do Atleta. A análise de regressão linear foi empregada para avaliar a associação entre os componentes do RESTQ-Sport, o comportamento de sono e as dimensões de burnout. As análises foram realizadas no software SPSS Versão 27.0 e a significância adotada foi de p<0,05. RESULTADOS: Ao analisar a associação entre as dimensões do RESTQ-Sport e as dimensões do burnout, os resultados apresentaram associações significativas nos modelos de EFE (F[4, 50]= 3,648, p= 0,01; R2ajustado= 0,16), DES (F[4, 50]= 4,135, p< 0,00; R2= 0,18) e burnout total (F[4, 50]= 4,943, p< 0,00; R2= 0,22), porém não houve significância em relação ao RSR (F[4, 50]= 1,695, p= 0,16; R2= 0,04). Adicionalmente, os resultados da associação entre o comportamento de sono e o burnout indicaram que o comportamento de sono explicou 10% da variação na EFE (F[1, 53]= 7.547; p= 0.008; R2ajustado= 0.108), já as dimensões DES (F[1, 53]= 0,445; p= 0,508; R2ajustado= -0,01), RSR (F[1, 53]= 0,469; p= 0,497; R2ajustado= -0,01) e burnout total (F[1, 53]= 3,148; p= 0,082; R2ajustado= 0,038) não apresentaram significância. CONCLUSÃO: Esses achados ressaltam a importância do manejo adequado do estresse, dos processos de recuperação e do sono na prevenção do burnout em paratletas, sugerindo que estratégias de intervenção que visam melhorar o bem-estar geral e promover um sono adequado podem ser eficazes na redução do risco de burnout e na melhoria do desempenho esportivo desses atletas.
