Acelerometria triaxial em saltos laterais para identificação de padrões motores sutis em adultos com e sem síndrome de Down

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OLIVEIRA, Aline da Silva. Acelerometria triaxial em saltos laterais para identificação de padrões motores sutis em adultos com e sem síndrome de Down. Orientador: Anselmo de Athayde Costa e Silva; Coorientador: Alex Harley Crisp. 2025. 67 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17914. Acesso em:.

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Introdução: A síndrome de Down (SD) está associada a alterações neuromotoras que afetam habilidades como o salto, que exige força, equilíbrio e coordenação. A tarefa de saltos laterais do Körperkoordinationstest für Kinder (KTK) considera esses componentes, mas ainda é pouco investigada em adultos com SD. Sensores inerciais, como acelerômetros, surgem como alternativa promissora para quantificar padrões motores sutis não detectados por avaliações observacionais. Objetivo: Comparar os padrões motores de saltos laterais entre adultos com e sem SD por meio da análise de sinais triaxiais de aceleração. Métodos: Participaram 42 adultos divididos em dois grupos (21 com SD; 21 sem-SD) pareados por idade e sexo. Cada participante realizou a tarefa de saltos laterais do KTK por 15 segundos enquanto a aceleração linear mediolateral, anteroposterior e vertical era registrada por um sensor inercial posicionado na região lombar. As 39 métricas extraídas foram analisadas por uma abordagem multivariada envolvendo Random Forest, Análise de Componentes Principais (PCA) e Análise de Agrupamento Hierárquico. Resultados: Adultos com SD apresentaram desempenho significativamente inferior (10,1 ± 3,1 vs. 34,0 ± 4,3 saltos; p < 0,001; Hedges’ g = 6,30). O Random Forest identificou métricas de variabilidade e estabilidade da aceleração como as de maior importância preditiva. A PCA explicou 85,03% da variância total nos dois primeiros componentes e mostrou separação clara entre os grupos, além de maior heterogeneidade intragrupo entre adultos com SD. Conclusão: Este estudo constata que adultos com SD exibem padrões motores específicos ao realizar saltos laterais, caracterizados por maiores oscilações nas acelerações mediolateral e anteroposterior e por menor estabilidade vertical. A abordagem multivariada baseada em acelerometria demonstra capacidade de classificar grupos e revelar sutilezas de desempenho motor não detectadas por avaliações observacionais.

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