Dissertações em Ciências do Movimento Humano (Mestrado) - PPGCMH/ICS
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/15817
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impactos de um protocolo de eletroestimulação associada a exercícios resistidos na atividade muscular e funcionalidade de indivíduos com lesão medular(Universidade Federal do Pará, 2026-07-02) GOMES, Beatriz Brito; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; https://orcid.org/0000-0001-8616-6885; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; SILVA, Marília Passos Magno e; OLIVEIRA, Larissa Salgado de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; http://lattes.cnpq.br/5845875136160009; https://orcid.org/0000-0001-8616-6885; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; https://orcid.org/0000-0002-6919-4160Introdução: A lesão medular (LM) provoca alterações motoras, sensoriais e funcionais que impactam significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, intervenções fisioterapêuticas que associam exercícios resistidos e estimulação elétrica funcional (FES) têm demonstrado potencial para promover aumento da força muscular, ativação neuromuscular e funcionalidade. Entretanto, ainda há limitações na literatura quanto à padronização de protocolos combinados e seus efeitos nesses indivíduos. Metodologia: Trata- se de um estudo quase-experimental, longitudinal e descritivo, com 7 participantes diagnosticados com lesão medular. Foi aplicado um protocolo composto por 10 sessões, 2 vezes por semana, envolvendo exercícios resistidos associados à FES. Como desfechos, foram avaliadas a força muscular, a atividade elétrica muscular por meio da eletromiografia de superfície (EMGs) nos músculos tibial anterior (TA) e gastrocnêmio lateral (GL), a funcionalidade por meio da Medida de Independência Funcional (MIF) e a qualidade de vida pelo questionário SF-36, antes e após a intervenção. A análise estatística foi realizada no software Jamovi®, adotando-se nível de significância de p ≤ 0,05. Resultados: Observou-se tendência de melhora da força muscular em 57,14% dos participantes após o protocolo. Houve aumento discreto dos escores da MIF total após a intervenção, embora sem significância estatística. Em relação à qualidade de vida, 7 de 8 domínios do SF-36 apresentaram aumento dos escores médios após o protocolo, destacando-se os domínios limitação por aspectos sociais/motores e saúde geral. Na EMG, foram observadas alterações nos parâmetros de amplitude e frequência dos músculos TA e GL, com tendência de aumento da atividade elétrica muscular em parte dos participantes. Conclusão: O protocolo combinado de exercícios resistidos associados à eletroestimulação funcional demonstrou potencial para promover melhora da força muscular, funcionalidade e percepção de qualidade de vida em indivíduos com lesão medular.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Predição da ação direcionada a objetos com valência emocional: um estudo eletroencefalográfico preliminar(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) SILVA, LUIZA BEATRIZ FONSECA DA SILVA; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718A predição da ação tem ganhado destaque na neurociência por sua relevância para o planejamento motor e para intervenções terapêuticas baseadas na simulação neural (Kilner; Friston; Frith, 2007). Evidências sugerem que objetos emocionalmente carregados modulam a percepção e a ação, mesmo sem execução motora (Saunier et al., 2023). Diante disso, o presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos da valência emocional de objetos sobre a predição da ação, a partir de dados eletroencefalográficos e comportamentais. Participaram nove voluntários, que assistiram a vídeos de alcance-preensão dirigidos a objetos com valências emocionais distintas (agradável, desagradável e neutra), realizando duas tarefas: predição temporal e tempo de reação simples. Foram analisados potenciais relacionados a eventos (ERP), medidas de raiz média quadrática (RMS), inclinação do sinal (slope), além de variáveis comportamentais como erro constante e erro variável. Os resultados revelaram maior ativação cortical na tarefa de predição, com destaque para as regiões parietais, além de antecipações temporais mais acentuadas para objetos desagradáveis. Esses achados sugerem que a predição motora é modulada pela valência emocional dos objetos, mesmo na ausência de movimento efetivo, o que reforça sua importância no desenvolvimento de intervenções terapêuticas baseadas em processos cognitivos e sensório-motores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aptidão física e coordenação motora em pessoas com síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-03-03) SOUSA, Ana Luiza Ferreira Cruz e; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; NEVES, Laura Maria Tomazi; CUNHA, Flavius Augusto Pinto; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; http://lattes.cnpq.br/3040208917166065; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; https://orcid.org/0000-0003-4904-5843Introdução: A síndrome de Down (SD) é uma alteração cromossômica comum relacionada à deficiência intelectual. Indivíduos com SD apresentam hipotonia e frouxidão ligamentar, que interferem na coordenação dos movimentos e nas reações posturais que determinam o equilíbrio e as atividades motora, gerando atraso no desenvolvimento e influencia a qualidade de vida. Objetivo: Analisar a correlação entre aptidão física e coordenação motora em pessoas com SD caracterizando os padrões motores e físicos que pode explicar esta relação. Metodologia: A amostra da pesquisa composta por 42 indivíduos adultos, entre 18 e 35 anos de ambos os sexos divididos em: pessoas com SD e o grupo controle (GC), pessoal com desenvolvimento típico. Foi realizado o pareamento por idade (±2 anos) e sexo, entre os grupos. Os participantes realizaram testes de coordenação motora através do teste Coordenação Corporal Körperkoordination Test fürKinder (KTK) e testes de desempenho motor por meio do Teste Timed up and Go (TUG) e do Teste sentar e levantar que avaliou a capacidade funcional para avaliação da aptidão física. A caracterização dos dados foi realizada através de uma análise estatística descritiva com desvio padrão e média. A normalidade testada a partir do teste de Shapiro-Wilk. Estudo realizou uma análise de correlação Pearson, método para medir variáveis contínuas. Para a análise dos valores brutos de correlação foi adotado o valor de significância de p ≤ 0,05. Considerando o coeficiente de correlação de Pearson (r) no valor r ≥ 0,90. Resultados: Foi encontrada correlação significativa (p = 0,018) entre a tarefa de saltos laterais com teste sentar e levantar, correlação moderada (r = 0,44). Ademais foi observada correlação significativa (p = 0,006), mas para o r de Pearson é uma associação moderada (r = 0,52) entre a sentar e levantar e a tarefa de transferência de plataforma. Conclusão: Os resultados desta pesquisa propõem uma correlação entre o teste sentar e levantar e as tarefas do KTK saltos monopedais e a transferência de plataforma, porém associação não foi observada em adultos com SD.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Complicações geradas pela covid-19 sobre as representações corticais do movimento humano(Universidade Federal do Pará, 2023-03-23) PEREIRA, Monik Ellen Gomes Santana; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; CARNEIRO, Saul Rassy; CAMPOS, Anaelli Aparecida Nogueira; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; http://lattes.cnpq.br/1380793960958329; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239As representações das ações são necessárias para executar uma ação voluntária e podem ser recrutadas na ausência de execução. A imagética motora (IM) refere-se a um processo cognitivo durante o qual a representação de uma ação específica é reproduzida internamente sem execução. Quando o sistema motor é prejudicado de alguma forma, alguns pacientes que sofrem de complicações somatomotoras mostram distúrbios comparáveis durante o processo de IM. Com isso a presente pesquisa levanta o questionamento se a Coronavírus 2019 (COVID- 19) pode afetar a capacidade da representação da ação já que a COVID-19 pode impactar quase todos os sistemas orgânicos requerendo tratamento e reabilitação fisioterapêutica. Objetivo: Verificar se existem complicações geradas pela COVID-19 sobre as representações das ações em sobreviventes da doença. Metodologia: Foi realizado uma coleta de dados através da ficha de identificação do paciente, Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Escala de Dor Visual Analógica (EVA), Escala de Estado Funcional Pós-COVID-19, Teste de Reação Simples (TRS) e o Teste de julgamento de lateralidade das mãos. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa JASP 16.3.0 utilizando o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Comparamos a taxa de acerto no reconhecimento de lateralidade da mão e o Tempo de Resposta entre o grupo de pacientes COVID-19 e um grupo controle, pareado em idade; além do Tempo de Reação Simples. Resultados e Discussão: Não foi encontrada diferença nas taxas de acerto no julgamento de lateralidade da mão dos participantes pós-COVID em relação ao grupo controle, já para o tempo de resposta (TR) os indivíduos pós-COVID foram mais lentos quando comparados ao grupo controle ao julgar a lateralidade de mãos em condições desafiadoras. Esta diferença em TR não é devido a uma maior lentidão na realização de tarefa motora já que os TRS foram semelhantes entre os dois grupos. Sugerimos que o TR maior dos sujeitos pós- COVID podem estar diretamente relacionados ao grau de funcionalidade ou ainda, em sugestão complementar, pode haver complicações nos loci neurais responsáveis pelas representações das ações. Conclusão: Os indivíduos pós-COVID apresentaram mais lentidão do que o grupo controle ao realizar sua rotação mental em condições desafiadoras. Sugere-se que esse grupo pós-COVID é capaz de se envolver em processos de IM, porém, revelam um comprometimento dessa habilidade mental e sendo assim em suas representações motoras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tendência temporal de oferta e participação nas aulas de educação física no ensino médio: uma análise dos dados da PeNSE (2015-2019)(Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) BARBOSA, Danilo Silva; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; FARIAS JÚNIOR, José Cazuza de; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; http://lattes.cnpq.br/4022228051960764; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; https://orcid.org/0000-0002-1082-6098Embora a Educação Física seja parte obrigatória do currículo escolar brasileiro, são limitadas as evidências sobre sua implementação efetiva nas escolas ao longo do tempo. Essa ausência de monitoramento dificulta a avaliação do cumprimento das diretrizes nacionais e o enfrentamento das desigualdades estruturais entre regiões e redes de ensino. Este estudo teve como objetivo descrever a tendência temporal na oferta e participação em aulas de Educação Física entre estudantes do ensino médio no Brasil, e analisar diferenças segundo sexo, série, dependência administrativa (pública e privada) e grandes regiões. Utilizamos dados de duas edições da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizadas em 2015 (n = 16.556) e 2019 (n = 70.755). Analisamos proporções ponderadas e razões de prevalência (RP) para ausência de aulas de Educação Física e de participação em aulas práticas nos sete dias anteriores à pesquisa. Entre 2015 e 2019, a prevalência nacional de estudantes que relataram não ter tido aulas de Educação Física apresentou redução de 4,8 pontos percentuais (33,0%; IC95%: 27,2– 38,9 vs. 28,2%; IC95%: 25,6–30,8). Por outro lado, a proporção de adolescentes que não participaram de aulas práticas (0 minutos) manteve-se elevada e aumentou 3,0 pontos percentuais no período (49,3%; IC95%: 43,9–54,8 vs. 52,3%; IC95%: 49,8–54,9). Em ambas as edições, a não participação foi mais frequente entre estudantes do terceiro ano (2015 = 57,0%; 2019 = 57,5%) e entre meninas (2015 = 53,7%; 2019 = 60,7%). Em 2019, a prevalência de ausência de participação prática foi maior em escolas públicas (55,3%) do que em escolas privadas (45,1%) com IC95%. As análises por grande região indicaram aumento das disparidades em 2019, com estudantes das regiões Norte e Nordeste apresentando maiores prevalências de ausência de aulas e de não participação nas aulas práticas, chegando a 42,6% e 36,7% para ausência, com 63,9% e 65,4% para frequência. Em conclusão, apesar do aumento da oferta autorreferida das aulas de Educação Física entre 2015 e 2019, a prática efetiva permanece limitada, especialmente entre meninas e estudantes dos anos finais do ensino médio. Os resultados apontam para desigualdades estruturais na oferta e participação da disciplina principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição das aferências visuais e somatossensoriais na predição da ação(Universidade Federal do Pará, 2025-07-01) SILVA, Joás Lopes da; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Estudos indicam que a reorganização cortical do sistema nervoso central pode ser modulada por variáveis periféricas, como a imobilização de um membro por um período de 10 horas. Entretanto, as consequências comportamentais dessa reorganização sobre a predição da ação ainda permanecem pouco compreendidas. No presente estudo, o membro superior direito de doze indivíduos saudáveis foi imobilizado durante 10 horas utilizando uma tipoia e uma luva imobilizadora. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (6.892.803). Após o período de imobilização, os participantes observaram vídeos psicofísicos representando o contato entre mão e objeto em uma tela de computador. Em metade dos vídeos, 50% da trajetória final do movimento foi ocluída, enquanto na outra metade a trajetória permaneceu totalmente visível. Os participantes deveriam pressionar a barra de espaço do teclado para predizer o momento de contato entre a mão e o objeto. Após uma semana, os mesmos indivíduos repetiram o protocolo experimental sem imobilização. Foram calculados o erro constante (EC), correspondente à média da diferença entre a resposta do participante e o tempo real de contato mão-objeto, e o erro variável (EV), correspondente à variabilidade das respostas temporais. Utilizou-se ANOVA para medidas repetidas para comparar EC e EV em relação às variáveis condição somatossensorial (imobilizado vs. livre), condição visual (visão completa vs. oclusão visual) e lateralidade (direita vs. esquerda). Os resultados demonstraram ausência de efeitos significativos da condição somatossensorial, da visão e da lateralidade sobre o erro constante. Para o erro variável, observou-se efeito significativo apenas da condição visual, com maior variabilidade das estimativas na condição de oclusão visual em comparação à visão completa. Não foram observadas interações significativas entre as variáveis analisadas. Os achados sugerem que a predição da ação é preservada mesmo após um período de imobilização do membro superior, indicando que alterações somatossensoriais transitórias não são suficientes para comprometer a acurácia das estimativas temporais. Em contrapartida, a disponibilidade de informação visual parece influenciar principalmente a consistência da predição da ação, aumentando a variabilidade das respostas quando a trajetória do movimento é parcialmente ocluída.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do ciclo menstrual sobre as representações da ação(Universidade Federal do Pará, 2025-09-30) OLIVEIRA, Giulia Suniga; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; CALLEGARI, Bianca; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; https://orcid.org/0000-0001-9151-3896Introdução: O dimorfismo sexual é relevante na Medicina e Reabilitação do Esporte e do Exercício. As flutuações hormonais durante o ciclo menstrual são únicas no sexo feminino e podem afetar o desempenho de habilidades de percepção visual e motoras. Grande parte da produção do movimento apoia-se sobre o recrutamento de representações endógenas da ação. Entretanto, o repertório motor apresenta sensibilidade à diversos fatores internos e externos, como lateralidade, dominância e formas geométricas. Fatores hormonais apresentam influência sobre habilidades entre os sexos em tarefas como habilidade linguística, memorização e percepção de movimento biológico. Assim, queremos investigar se representações da ação são sensíveis as flutuações hormonais no sexo feminino. Objetivo: Avaliar o efeito das fases do ciclo menstrual sobre as representações da ação, como predição da ação, percepção de movimento biológico, percepção espacial, memorização e tempo de reação. Métodos: O estudo envolve 19 participantes e foi realizado na clínica Athletica Life&Sports. Foi utilizado um delineamento comparativo, observando variáveis motoras e principalmente cognitivas durante duas fases do ciclo menstrual, folicular e lútea, coletadas entre o 4°e o 7° dia pós menstrual e o 5° e o 3° dia pré menstrual, respectivamente. Forão aplicados testes de tempo de reação utilizando cápsulas luminosas (BlazePod®) em que a voluntária realiza o maior número de toque no menor tempo possível; memória visual que consiste na checagem regressa dos pontos luminosos; percepção geométrico-espacial consiste na análise e conferência de rotações mentais de figuras geométricas; percepção visual de lei cinemática (lei de potência 2/3) onde o teste solicita das voluntárias a modulação da velocidade de movimento do ponto luminoso, devendo pressionar a barra de espaço quando o deslocamento apresentar velocidade linear em ambos os momentos de curva e reta; e predição da ação biológica utilizando tarefa de preensão manual, vídeos psicofísicos de contato entre mão e objeto foram apresentados às voluntárias em uma tela de computador, em metade dos vídeos, 50% da trajetória final foi ocluída, enquanto na outra metade não houve oclusão. As participantes pressionaram a barra de espaço do teclado para prever o momento de contato entre a mão e o objeto. Análise de dados: Foram comparados os dados entre esses dois períodos recorrendo a teste t pareado ou uma ANOVA a medidas repetidas. O nível de significância será de p <0,05. Em casos de efeitos significantes, utilizaremos o teste post-hoc de Holm. Resultados: Na análise de cinco testes envolvendo sete variáveis entre três subgrupos, apenas a variável número de toques, no teste de tempo de reação, apresentou diferença estatisticamente significativa, especificamente na comparação entre o grupo lúteo e o grupo controle (p < 0,05). Os resultados restantes, apesar de indicar uma tendência favorável à melhor performance do grupo folicular, não atingiram o valor estatístico para serem considerados significativos (p > 0,05). Conclusão: Os resultados mostraram significância apenas para a variável número de toques na comparação entre grupo lúteo e controle. Esses achados sugerem que a influência hormonal sobre representações da ação pode ser limitada e não linear, ou ainda depender de outros fatores não inclusos no estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impacto de uma sessão de exercício resistido em dupla tarefa no desempenho cognitivo e glicemia capilar de pessoas idosas com Diabetes Mellitus Tipo 2(Universidade Federal do Pará, 2025-08) SILVA , Layce Bianca Pereira da; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; TORRES NETO , João Bento; ABRAHIN, Odilon Salim Costa; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; http://lattes.cnpq.br/4789860584382316; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445; https://orcid.org/0000-0003-3750-2517Introdução: O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) está associado a alterações metabólicas e declínios em funções cognitivas, incluindo o controle inibitório, especialmente em pessoas idosas. O exercício resistido (ER) é reconhecido por seus efeitos benéficos sobre a saúde física e metabólica. A combinação de demandas físicas e cognitivas – dupla tarefa – tem sido explorada como uma possível estratégia para estímulo cognitivo adicional. Objetivo: Analisar os efeitos agudos de uma sessão de ER e ER-DT (exercício resistido em dupla tarefa) sobre o controle inibitório e os níveis de glicemia capilar em pessoas idosas com DM2. Métodos: Estudo experimental cruzado randomizado, controlado e simples-cego. Dezoito pessoas idosas (idade média = 67,7 ± 5,99 anos; 83% mulheres) realizaram duas sessões de intervenção (ER e ER-DT) com intervalo de sete dias. Ambas as sessões consistiram em exercícios resistidos de intensidade moderada (50–70% de 1RM; três séries de 10 a 15 repetições em seis exercícios). Durante a intervenção com ER-DT, os participantes realizaram simultaneamente a tarefa cognitiva de Stroop. O controle inibitório (teste de Flanker) e a glicemia capilar foram avaliados antes e 15 minutos após cada intervenção. Resultados: Observou-se redução significativa nos níveis de glicemia capilar após ambas as intervenções (F(1,50) = 19,922; p < 0,001; η²p = 0,285), sem diferença significativa entre os protocolos (p = 0,742). Em relação ao controle inibitório, o tempo de resposta em condição incongruente foi significativamente menor após as intervenções (F(1,47) = 4,468; p = 0,040; η²p = 0,087), independentemente do protocolo de intervenção, enquanto o custo de conflito apresentou efeito principal significativo da intervenção (F(1,47) = 7,117; p = 0,010; η²p = 0,131), com melhor desempenho observado na condição com ER-DT. Não foram observadas diferenças significativas nos escores de precisão ou no número de acertos nas condições congruentes e incongruentes. Conclusão: Os dados indicam que uma única sessão de exercício resistido, com ou sem dupla tarefa, promoveu redução aguda da glicemia capilar e melhora do tempo de resposta em pessoas idosas com DM2. A diferença observada no custo de conflito entre os protocolos pode refletir variações no desempenho inibitório, que devem ser interpretadas com cautela.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O papel mediador da dificuldade na regulação emocional entre comportamento de sono e burnout em atletas de modalidades coletivas(Universidade Federal do Pará, 2026-03-04) PAULA, Roselane de Almeida; PIRES, Daniel Alvarez; http://lattes.cnpq.br/4487383675643868; https://orcid.org/0000-0003-2163-5606; TORRES NETO, João Bento; FIORESE, Lenamar; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; http://lattes.cnpq.br/5838785367664224; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445; https://orcid.org/0000-0003-1610-7534A qualidade do sono tem sido reconhecida como uma importante estratégia de recuperação física, cognitiva e emocional diante das demandas do contexto esportivo. Entretanto, atletas frequentemente enfrentam problemas relacionados aos ciclos do sono, viagens, uso de telas e horários de treinamentos e competições. Esses fatores podem comprometer o desempenho esportivo e a saúde mental, favorecendo o desenvolvimento da síndrome de burnout. A dificuldade na regulação emocional pode constituir um mecanismo mediador nessa relação, uma vez que o mau comportamento do sono está associado à desregulação emocional e, consequentemente, ao surgimento de síndromes psicológicas, como o burnout. Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar o papel mediador da dificuldade na regulação emocional entre comportamento de sono e burnout em atletas de modalidades coletivas. Participaram do estudo 112 atletas (80 homens e 32 mulheres) das modalidades coletivas basquetebol (n=37), futebol de campo (n=21), handebol (n=32) e voleibol (n=12). A média de idade foi de 24,60 ± 6,49 anos e tempo médio de prática esportiva de aproximadamente 4,82 anos. Como critérios de inclusão, deveriam ter idade igual ou superior a 16 anos, pelo menos um ano de prática na modalidade e rotina de treinos regulares mínima de duas vezes por semana. A coleta de dados foi realizada de forma presencial, mediante contato prévio com a comissão técnica das equipes, durante treinos e competições. Os participantes responderam aos seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, Questionário de Comportamento de Sono do Atleta (ASBQ), Questionário de Burnout para Atletas (QBA) e Escala de Dificuldade na Regulação Emocional (DERS-16). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e modelo de mediação, controlado pelas covariáveis idade e sexo. Utilizou-se o software estatístico SPSS (versão 25), com nível de significância de p < 0,05 e intervalo de confiança de 95%. Os resultados descritivos indicaram alta prevalência de maus comportamentos de sono (77,70%), porém percepções moderadamente baixas de burnout (2,14 ± 0,55) e dificuldade na regulação emocional (33,10 ± 12,90). O modelo de mediação demonstrou que a dificuldade na regulação emocional exerce mediação completa entre comportamento de sono e burnout, independentemente da idade e do sexo (B = 0,0146; IC 95% BCa = 0,007–0,0242). Conclui-se que a dificuldade na regulação emocional exerce papel mediador entre comportamento de sono e burnout em atletas de modalidades coletivas. Este estudo contribui para o avanço da literatura ao investigar mecanismos explicativos da associação entre comportamento de sono e burnout, além de sugerir que estratégias voltadas à promoção da higiene do sono e da regulação emocional podem atuar como fatores de proteção e atenuação dos sintomas de burnout em atletas de modalidades coletivas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Lesões esportivas em paratletas brasileiros de paraesgrima: estudo epidemiológico durante um campeonato nacional no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) SILVA NETO, Carlos Aguiar Ferreira da; SILVA , Marília Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; MORAES , Suellen Alessandra Soares de; DUARTE, Edison; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/9024804718504149; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-4337-8065Com o desenvolvimento da paraesgrima ao longo dos últimos anos, a modalidade tem evoluído rumo ao esporte de alto rendimento. Esse progresso intensificou a demanda por treinamento dos paratletas, o que pode resultar em um aumento na incidência de lesões esportivas. No entanto, há poucos estudos sobre as lesões esportivas específicas em paratletas de paraesgrima. Este estudo teve como objetivo analisar a epidemiologia das lesões esportivas em paratletas brasileiros de paraesgrima durante os campeonatos nacionais da temporada 2024. Foi realizada uma pesquisa epidemiológica descritiva e observacional, com abordagem transversal e quantitativa. Participaram do estudo 74 paratletas, de ambos os sexos, durante uma temporada nacional. A coleta de dados foi feita por meio de um formulário eletrônico baseado no Protocolo de Lesão Esportiva no Esporte Paralímpico (PLEEP), contendo informações sobre o perfil do paratleta e o registro das lesões ocorridas durante os eventos esportivos da temporada nacional. Os dados foram analisados por estatística descritiva. A maioria dos paratletas era do sexo masculino (59,46%) e pertencia à categoria A (64,86%). A média de idade dos paratletas foi de 34,37 ± 10,87 anos, com tempo médio de prática na modalidade de 5,56 ± 6,09 anos. A maioria dos paratletas era das regiões Sul (33,78%) e Sudeste (33,78%). Em relação à origem da deficiência, 60,80% apresentavam deficiência adquirida, principalmente decorrente de acidentes de trânsito (40%), enquanto 39,30% possuíam deficiência congênita. Quanto ao tipo de deficiência, 71,60% eram de base neurológica, com diagnósticos relacionados a distúrbios na medula espinhal (20,70%). As deficiências de base musculoesquelética acometeram 28,40% do grupo, com o principal diagnóstico clínico de deficiência em membro (25,68%). Quanto ao treinamento, os paratletas realizaram, em média 2,78 ± 1,01 sessões semanais de paraesgrima, com duração de 2,22 ±0,80 horas por sessão. O treinamento físico e/ou outras modalidades ocorria 2,96 ± 1,32 vezes por semana, com duração de 1,46 ± 0,64 horas. Durante a temporada nacional, foram registradas 52 lesões esportivas. Das lesões registradas 30,13% foram novas lesões. A lesão mais comum foi distúrbio muscular induzido pelo esforço (53,86%), relacionado, principalmente, a movimentos repetitivos (44,73%). Os mecanismos mais frequentes foram movimento repetitivo - início súbito - sem contato (48,08%). O membro superior (84,62%) foi a região mais acometida, com os ombros (38,46%) sendo a área mais afetada. A prevalência de lesões durante a temporada foi de 26,24%, com uma incidência de 0,34 e uma taxa de prevalência de 113,17 por 1.000 atleta-dias. Os resultados demonstraram elevadas taxas de incidência e prevalência de lesões em paratletas de paraesgrima durante a temporada nacional, evidenciando a necessidade de ações de diferentes níveis de prevenção. Essas ações devem envolver confederações, entidades esportivas, comissões técnicas e paratletas, com objetivo de reduzir riscos e garantir um ambiente esportivo mais seguro.
