Dissertações em Ciências do Movimento Humano (Mestrado) - PPGCMH/ICS
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/15817
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Predição da ação direcionada a objetos com valência emocional: um estudo eletroencefalográfico preliminar(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) SILVA, LUIZA BEATRIZ FONSECA DA SILVA; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718A predição da ação tem ganhado destaque na neurociência por sua relevância para o planejamento motor e para intervenções terapêuticas baseadas na simulação neural (Kilner; Friston; Frith, 2007). Evidências sugerem que objetos emocionalmente carregados modulam a percepção e a ação, mesmo sem execução motora (Saunier et al., 2023). Diante disso, o presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos da valência emocional de objetos sobre a predição da ação, a partir de dados eletroencefalográficos e comportamentais. Participaram nove voluntários, que assistiram a vídeos de alcance-preensão dirigidos a objetos com valências emocionais distintas (agradável, desagradável e neutra), realizando duas tarefas: predição temporal e tempo de reação simples. Foram analisados potenciais relacionados a eventos (ERP), medidas de raiz média quadrática (RMS), inclinação do sinal (slope), além de variáveis comportamentais como erro constante e erro variável. Os resultados revelaram maior ativação cortical na tarefa de predição, com destaque para as regiões parietais, além de antecipações temporais mais acentuadas para objetos desagradáveis. Esses achados sugerem que a predição motora é modulada pela valência emocional dos objetos, mesmo na ausência de movimento efetivo, o que reforça sua importância no desenvolvimento de intervenções terapêuticas baseadas em processos cognitivos e sensório-motores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aptidão física e coordenação motora em pessoas com síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-03-03) SOUSA, Ana Luiza Ferreira Cruz e; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; NEVES, Laura Maria Tomazi; CUNHA, Flavius Augusto Pinto; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; http://lattes.cnpq.br/3040208917166065; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; https://orcid.org/0000-0003-4904-5843Introdução: A síndrome de Down (SD) é uma alteração cromossômica comum relacionada à deficiência intelectual. Indivíduos com SD apresentam hipotonia e frouxidão ligamentar, que interferem na coordenação dos movimentos e nas reações posturais que determinam o equilíbrio e as atividades motora, gerando atraso no desenvolvimento e influencia a qualidade de vida. Objetivo: Analisar a correlação entre aptidão física e coordenação motora em pessoas com SD caracterizando os padrões motores e físicos que pode explicar esta relação. Metodologia: A amostra da pesquisa composta por 42 indivíduos adultos, entre 18 e 35 anos de ambos os sexos divididos em: pessoas com SD e o grupo controle (GC), pessoal com desenvolvimento típico. Foi realizado o pareamento por idade (±2 anos) e sexo, entre os grupos. Os participantes realizaram testes de coordenação motora através do teste Coordenação Corporal Körperkoordination Test fürKinder (KTK) e testes de desempenho motor por meio do Teste Timed up and Go (TUG) e do Teste sentar e levantar que avaliou a capacidade funcional para avaliação da aptidão física. A caracterização dos dados foi realizada através de uma análise estatística descritiva com desvio padrão e média. A normalidade testada a partir do teste de Shapiro-Wilk. Estudo realizou uma análise de correlação Pearson, método para medir variáveis contínuas. Para a análise dos valores brutos de correlação foi adotado o valor de significância de p ≤ 0,05. Considerando o coeficiente de correlação de Pearson (r) no valor r ≥ 0,90. Resultados: Foi encontrada correlação significativa (p = 0,018) entre a tarefa de saltos laterais com teste sentar e levantar, correlação moderada (r = 0,44). Ademais foi observada correlação significativa (p = 0,006), mas para o r de Pearson é uma associação moderada (r = 0,52) entre a sentar e levantar e a tarefa de transferência de plataforma. Conclusão: Os resultados desta pesquisa propõem uma correlação entre o teste sentar e levantar e as tarefas do KTK saltos monopedais e a transferência de plataforma, porém associação não foi observada em adultos com SD.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Complicações geradas pela covid-19 sobre as representações corticais do movimento humano(Universidade Federal do Pará, 2023-03-23) PEREIRA, Monik Ellen Gomes Santana; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; CARNEIRO, Saul Rassy; CAMPOS, Anaelli Aparecida Nogueira; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; http://lattes.cnpq.br/1380793960958329; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239As representações das ações são necessárias para executar uma ação voluntária e podem ser recrutadas na ausência de execução. A imagética motora (IM) refere-se a um processo cognitivo durante o qual a representação de uma ação específica é reproduzida internamente sem execução. Quando o sistema motor é prejudicado de alguma forma, alguns pacientes que sofrem de complicações somatomotoras mostram distúrbios comparáveis durante o processo de IM. Com isso a presente pesquisa levanta o questionamento se a Coronavírus 2019 (COVID- 19) pode afetar a capacidade da representação da ação já que a COVID-19 pode impactar quase todos os sistemas orgânicos requerendo tratamento e reabilitação fisioterapêutica. Objetivo: Verificar se existem complicações geradas pela COVID-19 sobre as representações das ações em sobreviventes da doença. Metodologia: Foi realizado uma coleta de dados através da ficha de identificação do paciente, Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Escala de Dor Visual Analógica (EVA), Escala de Estado Funcional Pós-COVID-19, Teste de Reação Simples (TRS) e o Teste de julgamento de lateralidade das mãos. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa JASP 16.3.0 utilizando o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Comparamos a taxa de acerto no reconhecimento de lateralidade da mão e o Tempo de Resposta entre o grupo de pacientes COVID-19 e um grupo controle, pareado em idade; além do Tempo de Reação Simples. Resultados e Discussão: Não foi encontrada diferença nas taxas de acerto no julgamento de lateralidade da mão dos participantes pós-COVID em relação ao grupo controle, já para o tempo de resposta (TR) os indivíduos pós-COVID foram mais lentos quando comparados ao grupo controle ao julgar a lateralidade de mãos em condições desafiadoras. Esta diferença em TR não é devido a uma maior lentidão na realização de tarefa motora já que os TRS foram semelhantes entre os dois grupos. Sugerimos que o TR maior dos sujeitos pós- COVID podem estar diretamente relacionados ao grau de funcionalidade ou ainda, em sugestão complementar, pode haver complicações nos loci neurais responsáveis pelas representações das ações. Conclusão: Os indivíduos pós-COVID apresentaram mais lentidão do que o grupo controle ao realizar sua rotação mental em condições desafiadoras. Sugere-se que esse grupo pós-COVID é capaz de se envolver em processos de IM, porém, revelam um comprometimento dessa habilidade mental e sendo assim em suas representações motoras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tendência temporal de oferta e participação nas aulas de educação física no ensino médio: uma análise dos dados da PeNSE (2015-2019)(Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) BARBOSA, Danilo Silva; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; FARIAS JÚNIOR, José Cazuza de; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; http://lattes.cnpq.br/4022228051960764; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; https://orcid.org/0000-0002-1082-6098Embora a Educação Física seja parte obrigatória do currículo escolar brasileiro, são limitadas as evidências sobre sua implementação efetiva nas escolas ao longo do tempo. Essa ausência de monitoramento dificulta a avaliação do cumprimento das diretrizes nacionais e o enfrentamento das desigualdades estruturais entre regiões e redes de ensino. Este estudo teve como objetivo descrever a tendência temporal na oferta e participação em aulas de Educação Física entre estudantes do ensino médio no Brasil, e analisar diferenças segundo sexo, série, dependência administrativa (pública e privada) e grandes regiões. Utilizamos dados de duas edições da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizadas em 2015 (n = 16.556) e 2019 (n = 70.755). Analisamos proporções ponderadas e razões de prevalência (RP) para ausência de aulas de Educação Física e de participação em aulas práticas nos sete dias anteriores à pesquisa. Entre 2015 e 2019, a prevalência nacional de estudantes que relataram não ter tido aulas de Educação Física apresentou redução de 4,8 pontos percentuais (33,0%; IC95%: 27,2– 38,9 vs. 28,2%; IC95%: 25,6–30,8). Por outro lado, a proporção de adolescentes que não participaram de aulas práticas (0 minutos) manteve-se elevada e aumentou 3,0 pontos percentuais no período (49,3%; IC95%: 43,9–54,8 vs. 52,3%; IC95%: 49,8–54,9). Em ambas as edições, a não participação foi mais frequente entre estudantes do terceiro ano (2015 = 57,0%; 2019 = 57,5%) e entre meninas (2015 = 53,7%; 2019 = 60,7%). Em 2019, a prevalência de ausência de participação prática foi maior em escolas públicas (55,3%) do que em escolas privadas (45,1%) com IC95%. As análises por grande região indicaram aumento das disparidades em 2019, com estudantes das regiões Norte e Nordeste apresentando maiores prevalências de ausência de aulas e de não participação nas aulas práticas, chegando a 42,6% e 36,7% para ausência, com 63,9% e 65,4% para frequência. Em conclusão, apesar do aumento da oferta autorreferida das aulas de Educação Física entre 2015 e 2019, a prática efetiva permanece limitada, especialmente entre meninas e estudantes dos anos finais do ensino médio. Os resultados apontam para desigualdades estruturais na oferta e participação da disciplina principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição das aferências visuais e somatossensoriais na predição da ação(Universidade Federal do Pará, 2025-07-01) SILVA, Joás Lopes da; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Estudos indicam que a reorganização cortical do sistema nervoso central pode ser modulada por variáveis periféricas, como a imobilização de um membro por um período de 10 horas. Entretanto, as consequências comportamentais dessa reorganização sobre a predição da ação ainda permanecem pouco compreendidas. No presente estudo, o membro superior direito de doze indivíduos saudáveis foi imobilizado durante 10 horas utilizando uma tipoia e uma luva imobilizadora. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (6.892.803). Após o período de imobilização, os participantes observaram vídeos psicofísicos representando o contato entre mão e objeto em uma tela de computador. Em metade dos vídeos, 50% da trajetória final do movimento foi ocluída, enquanto na outra metade a trajetória permaneceu totalmente visível. Os participantes deveriam pressionar a barra de espaço do teclado para predizer o momento de contato entre a mão e o objeto. Após uma semana, os mesmos indivíduos repetiram o protocolo experimental sem imobilização. Foram calculados o erro constante (EC), correspondente à média da diferença entre a resposta do participante e o tempo real de contato mão-objeto, e o erro variável (EV), correspondente à variabilidade das respostas temporais. Utilizou-se ANOVA para medidas repetidas para comparar EC e EV em relação às variáveis condição somatossensorial (imobilizado vs. livre), condição visual (visão completa vs. oclusão visual) e lateralidade (direita vs. esquerda). Os resultados demonstraram ausência de efeitos significativos da condição somatossensorial, da visão e da lateralidade sobre o erro constante. Para o erro variável, observou-se efeito significativo apenas da condição visual, com maior variabilidade das estimativas na condição de oclusão visual em comparação à visão completa. Não foram observadas interações significativas entre as variáveis analisadas. Os achados sugerem que a predição da ação é preservada mesmo após um período de imobilização do membro superior, indicando que alterações somatossensoriais transitórias não são suficientes para comprometer a acurácia das estimativas temporais. Em contrapartida, a disponibilidade de informação visual parece influenciar principalmente a consistência da predição da ação, aumentando a variabilidade das respostas quando a trajetória do movimento é parcialmente ocluída.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do ciclo menstrual sobre as representações da ação(Universidade Federal do Pará, 2025-09-30) OLIVEIRA, Giulia Suniga; SAUNIER, Ghislain Jean Andre; http://lattes.cnpq.br/6254015055212071; https://orcid.org/0000-0002-0882-7788; CALLEGARI, Bianca; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; https://orcid.org/0000-0001-9151-3896Introdução: O dimorfismo sexual é relevante na Medicina e Reabilitação do Esporte e do Exercício. As flutuações hormonais durante o ciclo menstrual são únicas no sexo feminino e podem afetar o desempenho de habilidades de percepção visual e motoras. Grande parte da produção do movimento apoia-se sobre o recrutamento de representações endógenas da ação. Entretanto, o repertório motor apresenta sensibilidade à diversos fatores internos e externos, como lateralidade, dominância e formas geométricas. Fatores hormonais apresentam influência sobre habilidades entre os sexos em tarefas como habilidade linguística, memorização e percepção de movimento biológico. Assim, queremos investigar se representações da ação são sensíveis as flutuações hormonais no sexo feminino. Objetivo: Avaliar o efeito das fases do ciclo menstrual sobre as representações da ação, como predição da ação, percepção de movimento biológico, percepção espacial, memorização e tempo de reação. Métodos: O estudo envolve 19 participantes e foi realizado na clínica Athletica Life&Sports. Foi utilizado um delineamento comparativo, observando variáveis motoras e principalmente cognitivas durante duas fases do ciclo menstrual, folicular e lútea, coletadas entre o 4°e o 7° dia pós menstrual e o 5° e o 3° dia pré menstrual, respectivamente. Forão aplicados testes de tempo de reação utilizando cápsulas luminosas (BlazePod®) em que a voluntária realiza o maior número de toque no menor tempo possível; memória visual que consiste na checagem regressa dos pontos luminosos; percepção geométrico-espacial consiste na análise e conferência de rotações mentais de figuras geométricas; percepção visual de lei cinemática (lei de potência 2/3) onde o teste solicita das voluntárias a modulação da velocidade de movimento do ponto luminoso, devendo pressionar a barra de espaço quando o deslocamento apresentar velocidade linear em ambos os momentos de curva e reta; e predição da ação biológica utilizando tarefa de preensão manual, vídeos psicofísicos de contato entre mão e objeto foram apresentados às voluntárias em uma tela de computador, em metade dos vídeos, 50% da trajetória final foi ocluída, enquanto na outra metade não houve oclusão. As participantes pressionaram a barra de espaço do teclado para prever o momento de contato entre a mão e o objeto. Análise de dados: Foram comparados os dados entre esses dois períodos recorrendo a teste t pareado ou uma ANOVA a medidas repetidas. O nível de significância será de p <0,05. Em casos de efeitos significantes, utilizaremos o teste post-hoc de Holm. Resultados: Na análise de cinco testes envolvendo sete variáveis entre três subgrupos, apenas a variável número de toques, no teste de tempo de reação, apresentou diferença estatisticamente significativa, especificamente na comparação entre o grupo lúteo e o grupo controle (p < 0,05). Os resultados restantes, apesar de indicar uma tendência favorável à melhor performance do grupo folicular, não atingiram o valor estatístico para serem considerados significativos (p > 0,05). Conclusão: Os resultados mostraram significância apenas para a variável número de toques na comparação entre grupo lúteo e controle. Esses achados sugerem que a influência hormonal sobre representações da ação pode ser limitada e não linear, ou ainda depender de outros fatores não inclusos no estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impacto de uma sessão de exercício resistido em dupla tarefa no desempenho cognitivo e glicemia capilar de pessoas idosas com Diabetes Mellitus Tipo 2(Universidade Federal do Pará, 2025-08) SILVA , Layce Bianca Pereira da; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; TORRES NETO , João Bento; ABRAHIN, Odilon Salim Costa; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; http://lattes.cnpq.br/4789860584382316; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445; https://orcid.org/0000-0003-3750-2517Introdução: O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) está associado a alterações metabólicas e declínios em funções cognitivas, incluindo o controle inibitório, especialmente em pessoas idosas. O exercício resistido (ER) é reconhecido por seus efeitos benéficos sobre a saúde física e metabólica. A combinação de demandas físicas e cognitivas – dupla tarefa – tem sido explorada como uma possível estratégia para estímulo cognitivo adicional. Objetivo: Analisar os efeitos agudos de uma sessão de ER e ER-DT (exercício resistido em dupla tarefa) sobre o controle inibitório e os níveis de glicemia capilar em pessoas idosas com DM2. Métodos: Estudo experimental cruzado randomizado, controlado e simples-cego. Dezoito pessoas idosas (idade média = 67,7 ± 5,99 anos; 83% mulheres) realizaram duas sessões de intervenção (ER e ER-DT) com intervalo de sete dias. Ambas as sessões consistiram em exercícios resistidos de intensidade moderada (50–70% de 1RM; três séries de 10 a 15 repetições em seis exercícios). Durante a intervenção com ER-DT, os participantes realizaram simultaneamente a tarefa cognitiva de Stroop. O controle inibitório (teste de Flanker) e a glicemia capilar foram avaliados antes e 15 minutos após cada intervenção. Resultados: Observou-se redução significativa nos níveis de glicemia capilar após ambas as intervenções (F(1,50) = 19,922; p < 0,001; η²p = 0,285), sem diferença significativa entre os protocolos (p = 0,742). Em relação ao controle inibitório, o tempo de resposta em condição incongruente foi significativamente menor após as intervenções (F(1,47) = 4,468; p = 0,040; η²p = 0,087), independentemente do protocolo de intervenção, enquanto o custo de conflito apresentou efeito principal significativo da intervenção (F(1,47) = 7,117; p = 0,010; η²p = 0,131), com melhor desempenho observado na condição com ER-DT. Não foram observadas diferenças significativas nos escores de precisão ou no número de acertos nas condições congruentes e incongruentes. Conclusão: Os dados indicam que uma única sessão de exercício resistido, com ou sem dupla tarefa, promoveu redução aguda da glicemia capilar e melhora do tempo de resposta em pessoas idosas com DM2. A diferença observada no custo de conflito entre os protocolos pode refletir variações no desempenho inibitório, que devem ser interpretadas com cautela.Dissertação Desconhecido O papel mediador da dificuldade na regulação emocional entre comportamento de sono e burnout em atletas de modalidades coletivas(Universidade Federal do Pará, 2026-03-04) PAULA, Roselane de Almeida; PIRES, Daniel Alvarez; http://lattes.cnpq.br/4487383675643868; https://orcid.org/0000-0003-2163-5606; TORRES NETO, João Bento; FIORESE, Lenamar; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; http://lattes.cnpq.br/5838785367664224; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445; https://orcid.org/0000-0003-1610-7534A qualidade do sono tem sido reconhecida como uma importante estratégia de recuperação física, cognitiva e emocional diante das demandas do contexto esportivo. Entretanto, atletas frequentemente enfrentam problemas relacionados aos ciclos do sono, viagens, uso de telas e horários de treinamentos e competições. Esses fatores podem comprometer o desempenho esportivo e a saúde mental, favorecendo o desenvolvimento da síndrome de burnout. A dificuldade na regulação emocional pode constituir um mecanismo mediador nessa relação, uma vez que o mau comportamento do sono está associado à desregulação emocional e, consequentemente, ao surgimento de síndromes psicológicas, como o burnout. Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar o papel mediador da dificuldade na regulação emocional entre comportamento de sono e burnout em atletas de modalidades coletivas. Participaram do estudo 112 atletas (80 homens e 32 mulheres) das modalidades coletivas basquetebol (n=37), futebol de campo (n=21), handebol (n=32) e voleibol (n=12). A média de idade foi de 24,60 ± 6,49 anos e tempo médio de prática esportiva de aproximadamente 4,82 anos. Como critérios de inclusão, deveriam ter idade igual ou superior a 16 anos, pelo menos um ano de prática na modalidade e rotina de treinos regulares mínima de duas vezes por semana. A coleta de dados foi realizada de forma presencial, mediante contato prévio com a comissão técnica das equipes, durante treinos e competições. Os participantes responderam aos seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, Questionário de Comportamento de Sono do Atleta (ASBQ), Questionário de Burnout para Atletas (QBA) e Escala de Dificuldade na Regulação Emocional (DERS-16). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e modelo de mediação, controlado pelas covariáveis idade e sexo. Utilizou-se o software estatístico SPSS (versão 25), com nível de significância de p < 0,05 e intervalo de confiança de 95%. Os resultados descritivos indicaram alta prevalência de maus comportamentos de sono (77,70%), porém percepções moderadamente baixas de burnout (2,14 ± 0,55) e dificuldade na regulação emocional (33,10 ± 12,90). O modelo de mediação demonstrou que a dificuldade na regulação emocional exerce mediação completa entre comportamento de sono e burnout, independentemente da idade e do sexo (B = 0,0146; IC 95% BCa = 0,007–0,0242). Conclui-se que a dificuldade na regulação emocional exerce papel mediador entre comportamento de sono e burnout em atletas de modalidades coletivas. Este estudo contribui para o avanço da literatura ao investigar mecanismos explicativos da associação entre comportamento de sono e burnout, além de sugerir que estratégias voltadas à promoção da higiene do sono e da regulação emocional podem atuar como fatores de proteção e atenuação dos sintomas de burnout em atletas de modalidades coletivas.Dissertação Desconhecido Lesões esportivas em paratletas brasileiros de paraesgrima: estudo epidemiológico durante um campeonato nacional no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) SILVA NETO, Carlos Aguiar Ferreira da; SILVA , Marília Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; MORAES , Suellen Alessandra Soares de; DUARTE, Edison; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/9024804718504149; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-4337-8065Com o desenvolvimento da paraesgrima ao longo dos últimos anos, a modalidade tem evoluído rumo ao esporte de alto rendimento. Esse progresso intensificou a demanda por treinamento dos paratletas, o que pode resultar em um aumento na incidência de lesões esportivas. No entanto, há poucos estudos sobre as lesões esportivas específicas em paratletas de paraesgrima. Este estudo teve como objetivo analisar a epidemiologia das lesões esportivas em paratletas brasileiros de paraesgrima durante os campeonatos nacionais da temporada 2024. Foi realizada uma pesquisa epidemiológica descritiva e observacional, com abordagem transversal e quantitativa. Participaram do estudo 74 paratletas, de ambos os sexos, durante uma temporada nacional. A coleta de dados foi feita por meio de um formulário eletrônico baseado no Protocolo de Lesão Esportiva no Esporte Paralímpico (PLEEP), contendo informações sobre o perfil do paratleta e o registro das lesões ocorridas durante os eventos esportivos da temporada nacional. Os dados foram analisados por estatística descritiva. A maioria dos paratletas era do sexo masculino (59,46%) e pertencia à categoria A (64,86%). A média de idade dos paratletas foi de 34,37 ± 10,87 anos, com tempo médio de prática na modalidade de 5,56 ± 6,09 anos. A maioria dos paratletas era das regiões Sul (33,78%) e Sudeste (33,78%). Em relação à origem da deficiência, 60,80% apresentavam deficiência adquirida, principalmente decorrente de acidentes de trânsito (40%), enquanto 39,30% possuíam deficiência congênita. Quanto ao tipo de deficiência, 71,60% eram de base neurológica, com diagnósticos relacionados a distúrbios na medula espinhal (20,70%). As deficiências de base musculoesquelética acometeram 28,40% do grupo, com o principal diagnóstico clínico de deficiência em membro (25,68%). Quanto ao treinamento, os paratletas realizaram, em média 2,78 ± 1,01 sessões semanais de paraesgrima, com duração de 2,22 ±0,80 horas por sessão. O treinamento físico e/ou outras modalidades ocorria 2,96 ± 1,32 vezes por semana, com duração de 1,46 ± 0,64 horas. Durante a temporada nacional, foram registradas 52 lesões esportivas. Das lesões registradas 30,13% foram novas lesões. A lesão mais comum foi distúrbio muscular induzido pelo esforço (53,86%), relacionado, principalmente, a movimentos repetitivos (44,73%). Os mecanismos mais frequentes foram movimento repetitivo - início súbito - sem contato (48,08%). O membro superior (84,62%) foi a região mais acometida, com os ombros (38,46%) sendo a área mais afetada. A prevalência de lesões durante a temporada foi de 26,24%, com uma incidência de 0,34 e uma taxa de prevalência de 113,17 por 1.000 atleta-dias. Os resultados demonstraram elevadas taxas de incidência e prevalência de lesões em paratletas de paraesgrima durante a temporada nacional, evidenciando a necessidade de ações de diferentes níveis de prevenção. Essas ações devem envolver confederações, entidades esportivas, comissões técnicas e paratletas, com objetivo de reduzir riscos e garantir um ambiente esportivo mais seguro.Dissertação Desconhecido Validade do teste de arremesso de Medicine Ball lateral para estimativa da potência de membros superiores em lutadores(Universidade Federal do Pará, 2024-05-02) COSTA ALVES DO Ó, Manoel de Lafuente; PENNA, Eduardo Macedo; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119; SIMIM, Mario Antonio de Moura; http://lattes.cnpq.br/2506744061310311; https://orcid.org/0000-0002-4659-8357Este estudo tem como objetivo avaliar a validade do Side Medicine Ball Throw (S-MBT) para medir a potência da parte superior do tronco em atletas de modalidades esportivas de combate (MEC). As MEC demandam características físicas e fisiológicas diversificadas, incluindo a potência como um fator para o desempenho. No entanto, muitos testes disponíveis são caros ou focados apenas na parte inferior do corpo. O S-MBT propõe uma alternativa mais simples e acessível, utilizando diferentes pesos de Medicine Ball e replicando o gesto motor dos golpes e projeções de MEC. Realizou-se um estudo experimental, randomizado e descritivo com abordagem quantitativa. Os participantes eram praticantes de esportes de combate, com idades entre 18 e 40 anos, que possuíam pelo menos seis meses de prática nas modalidades de combate e não apresentassem lesões ou comorbidades que comprometessem a execução dos testes. Foi realizado um encontro, com avaliação antropométrica no primeiro momento e, em seguida, realizou-se os testes de Arremesso de Medicine Ball (3kg e 6kg) e Bench Press Throw (PC30% e PC60%). Foram coletadas medidas de velocidade média propulsiva e máxima intenção de força no S-MBT. A distância (em metros) dos testes de Arremesso de Medicine Ball de 3kg e 6kg nas posições sentado e em pé foram de: 3,634 ± 0,697; 2,502 ± 0,523; 5,754 ± 1,175 e 4,737 ± 1,029, respectivamente. No teste Bench Press Throw, os valores de velocidade média propulsiva e a potência foram de 1,224 ± 0,210 e 2412,284 ± 545,020 usando 30% do peso corporal e 0,758 ± 0,220 e 113,404 ± 223,842 usando 60% do peso corporal. Com base nos resultados obtidos, pode-se inferir que o S-MBT foi um teste útil para a avaliação de potência da parte superior de atletas de MEC. Encontrou-se barreira diante da variabilidade mecânica do movimento de rotação do tronco e diferenças antropométricas dos indivíduos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Espectroscopia de infravermelho próximo na investigação dos estados de repouso e ativação muscular do assoalho pélvico de mulheres adultas jovens: um estudo transversal(Universidade Federal do Pará, 2025-04-25) MIRANDA, Iasmin Pereira Cabral; MELO NETO, João Simão de; http://lattes.cnpq.br/1547661999153615; https://orcid.org/0000-0002-4681-8532; NEVES, Laura Maria Tomazi; RODRIGUES, Cibele Nazaré Câmara; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; http://lattes.cnpq.br/4450892902861297; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971A espectroscopia de infravermelho próximo tem se mostrado uma tecnologia promissora na avaliação da oxigenação muscular. Este estudo transversal investigou o comportamento de variáveis de oxigenação muscular do assoalho pélvico em mulheres adultas jovens, comparando os estados de repouso e ativação. Foram avaliadas 38 participantes, divididas em grupo controle (GC) e grupo ativação (GA), utilizando o equipamento Humon Hex. As variáveis analisadas incluíram média de oxigenação, amplitude e desvio-padrão. Os resultados indicaram que a ativação muscular influenciou significativamente a oxigenação do músculo bulboesponjoso e transverso superficial, sendo que o músculo transverso superficial apresentou padrões mais equilibrados. A Contração Voluntária Máxima Sustentada foi o momento de maior alteração na oxigenação, com maior variabilidade de resposta no GA em comparação ao GC. O estudo sugere que a espectroscopia de infravermelho próximo pode ser uma alternativa viável e menos invasiva para avaliar a atividade muscular do assoalho pélvico, especialmente em pacientes com contraindicação para métodos intracavitários. Esses achados abrem novas perspectivas para a investigação do metabolismo muscular pélvico e potencial aplicação clínica na reabilitação das disfunções.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perfil de fragilidade de pessoas idosas com doença pulmonar obstrutiva crônica residentes na comunidade(Universidade Federal do Pará, 2023-04-27) CASTRO, Vandelma Lopes de; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; MONTEIRO, Elren Passos; NORMANDO, Valéria Marques Ferreira; https://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://lattes.cnpq.br/7098261432975265; https://orcid.org/0000000177576620; https://orcid.org/0000000242345379Introdução: Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), os sintomas impactam na tolerância ao exercício e na funcionalidade. A idade avançada é um fator comum entre DPOC e fragilidade. Contudo o risco de fragilidade não é rotineiramente investigado em pessoas idosas com DPOC, o que pode gerar menor impacto das estratégias de prevenção da dependência funcional. Assim, a estratificação de pessoas idosas com DPOC em perfis de fragilidade pode fornecer informações prognósticas importantes, possibilitando o desenvolvimento de ações de prevenção, promoção e reabilitação na saúde. Objetivo: Estratificar os perfis de fragilidade e detalhar incapacidades funcionais de pessoas idosas com DPOC residentes na comunidade. Além de correlacionar os níveis de fragilidade com indicadores de saúde. Métodos: Trata-se de estudo transversal. Sendo incluídas pessoas idosas residentes na comunidade, com diagnóstico de DPOC que responderam ao questionário Vulnerable Elders Survey -13 (VES 13), presente na caderneta de saúde da pessoa idosa, para estratificação do perfil de fragilidade. As categorias do Comprehensive International Classification of Functioning (CIF) Core Set para DPOC para detalhar as limitações e as incapacidades funcionais foi analisado a partir da resposta ao VES-13. Resultados: Participaram deste estudo 25 pessoas idosas com DPOC, com média de idade de 68,9 anos. Quanto a classificação da vulnerabilidade, 12 (48%) dos voluntários apresentaram como perfil idoso robusto, 8 (32%) com perfil de idoso pré-fragil e 5 (20%) com perfil de idoso frágil. Não foi encontrada correlação significativa do VES-13 com a idade (r=0,212; p= 0,309), IMC (r= 0,081; p=0,699), perímetro da panturrilha (r= -0,212; p=0,309), VEF1/CVF (r= 0,152; p=0,490), atividade física (Rho=-0,298; p:0,148), quedas (Rho=0,171; p=0,415), emagrecimento não intencional (Rho=-0,118; p=0,576). Em relação a CIF Core Set para DPOC, destaca-se a relevância das categorias encontradas no presente estudo, estando dificuldade ou incapacidade de realizar as tarefas domésticas (36%), para andar (40%), e dificuldade ou incapacidade de agachar-se (60%). Conclusão: Pessoas idosas com DPOC que residem na comunidade apresentam uma maior prevalência de pré-fragilidade e fragilidade. Desta forma, o rastreio da fragilidade em pessoas idosas com DPOC residentes na comunidade ainda necessita de maior aprofundamento considerando as condições de acesso aos serviços de saúde desta população.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da força muscular periférica por dinamometria isocinética em pacientes em tratamento para fibrose cística(Universidade Federal do Pará, 2025-08-07) MELO, Vivian Sussuarana Queiroz; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/0926756122867180; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; https://orcid.org/0000-0002-1515-9976Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva caracterizada por infecções respiratórias crônicas e recorrentes, insuficiência pancreática e aumento da concentração de cloro no suor. As complicações respiratórias são as principais responsáveis pelo aumento da morbimortalidade na FC. Além disso, a evolução da doença está associada a alterações na mecânica respiratória, distúrbios metabólicos, desnutrição e complicações musculoesqueléticas. Objetivo: Analisar a associação entre a força muscular periférica com a função pulmonar e com o desempenho funcional de adolescentes e adultos com FC. Metodologia: Estudo transversal, conduzido entre dezembro de 2024 e abril de 2025, com 22 pacientes com FC clinicamente estáveis, com idade ≥14 anos. Os participantes foram submetidos a avaliação clínica, composição corporal por bioimpedância, espirometria, força de preensão manual, teste do degrau de 6 minutos e dinamometria isocinética dos membros inferiores. Os indivíduos foram estratificados em dois grupos conforme o Z-score do VEF₁: G1 (sem alteração pulmonar) e G2 (com alteração pulmonar). A análise estatística foi realizada com nível de significância de p<0,05. Resultados: A amostra foi composta majoritariamente por homens (63,6%), com média de idade de 24,9 anos. Dos 22 pacientes avaliados, 10 apresentaram algum grau de alteração na função pulmonar. A única variável que apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos foi a potência dos músculos flexores a 60°/s, que se mostrou significativamente menor no grupo com alteração na função pulmonar (p = 0,03). Não houve diferença significativa no desempenho no teste do degrau de 6 minutos entre os grupos. Discussão: Os resultados demonstram que a disfunção pulmonar está associada à redução da força e, principalmente, da potência muscular periférica, mesmo em pacientes clinicamente estáveis. A potência muscular mostrou-se sensível para identificar alterações funcionais precoces, especialmente nos membros inferiores. A prática regular de atividade física e o acompanhamento multiprofissional podem contribuir para a preservação da funcionalidade nesses pacientes. Conclusão: A potência muscular média dos músculos flexores foi significativamente menor em pacientes com alteração na função pulmonar, indicando que esse parâmetro pode ser um marcador precoce de comprometimento funcional em indivíduos com fibrose cística.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do perfil de dor e qualidade de vida de pessoas com Parkinson em um estado Amazônico: um estudo analítico- descritivo(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) ARAÚJO, Sabrina Souza; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; ALMEIDA, Samuel Brito de; MORAES, Suellen Alessandra Soares de Lattes; http://lattes.cnpq.br/2071624142675838; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779Introdução: A Doença de Parkinson é uma das condições neurodegenerativas de maior prevalência mundial, caracterizada pela presença de sintomas motores clássicos e sintomas não motores, dentre os quais a dor. Avaliar a dor em pessoas com Parkinson e conhecer o seu perfil é desafiador e necessário para aprimorar os cuidados em saúde e a reabilitação dessa população, uma vez que a dor está associada à incapacidade e impacto na qualidade de vida. Objetivo: Descrever o perfil do componente sensorial-discriminativo da dor (limiar, intensidade, localização, duração e interferência de dor) em pessoas com Doença de Parkinson da comunidade de um Estado Amazônico e analisar a associação entre essas variáveis com dados clínicos, sociodemográficos e a qualidade de vida. Materiais e Métodos: Estudo transversal, analítico-descritivo e exploratório, que avaliou a localização, intensidade, a interferência da dor e o limiar de dor de pessoas com Doença de Parkinson, bem como a qualidade de vida e parâmetros clínicos e funcionais. O trabalho baseou-se nas diretrizes éticas da Resolução CNS 580/18 e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (CAAE: 72924423.9.0000.0018). Como instrumentos de avaliação foram utilizados o Inventário Breve de Dor - Forma Reduzida para avaliar a localização, intensidade e interferência da dor, o algômetro de pressão para avaliar o limiar de dor, Movement Disorder Society - Unified Parkinson's Disease Rating Scale parte III e a Escala modificada de Hoehn & Yahr para definir a severidade e estágio da doença, o Mini-Exame do Estado Mental para a triagem cognitiva e Parkinson’s Disease Questionnaire - 39 para avaliar a qualidade de vida. Também foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos e histórico de saúde. Para análise dos dados foi utilizada estatística descritiva que estão apresentados como média, desvio-padrão, mediana e intervalo interquartil, frequências absoluta e relativa. A normalidade foi testada por meio do teste Shapiro-Wilk. Para as análises de correlação foi utilizado o teste de Pearson ou Spearman de acordo com a distribuição paramétricas ou não-paramétricas das variáveis, as associações foram realizadas entre: QV, intensidade de dor e interferência da dor. Foram considerados significativos valor de p < 0,05. Resultados: 42 pessoas com Doença de Parkinson participaram da pesquisa (73% homens, 67,1 ± 9,2 anos de idade, 45,2% com 8 a 12 anos de escolaridade e 59,5% casados). O IMC médio foi de 26,14 ± 4,69kg/m². Clinicamente, os participantes apresentavam a doença em estágio leve, conforme observados na MDS-UPDRS III e a H&Y. A frequência de dor na amostra foi elevada (92,9%), com maior incidência na região lombar (24,3%). A intensidade da dor foi considerada leve, porém com interferência severa na funcionalidade (>2), especialmente em 8 atividades gerais, humor, locomoção e sono. Em relação ao limiar de dor não houve diferença significativa quando estratificados sexo, escolaridade, tempo de diagnóstico e estágio da doença. A QV foi classificada como de baixo impacto, com maior prejuízo nos domínios Bem estar Emocional, Desconforto Corporal, Mobilidade e Atividade de Vida Diária. Nas análises de correlação, observamos correlação significativa entre menor qualidade de vida e maior dor, com correlações positivas moderadas para pior dor relatada (r = 0,41; p = 0,01), interferência da dor na atividade geral (r = 0,45; p < 0,01) e na habilidade para apreciar a vida (r = 0,41; p = 0,01). As análises de associação indicaram que a interferência da dor na funcionalidade explicou até 23% da variação da qualidade de vida no modelo geral. Para o sexo feminino, a interferência da dor na atividade geral, humor e habilidade para apreciar a vida explicou 64% da variação da qualidade de vida, enquanto no sexo masculino houve associação em 15%. Conclusão: Os achados do nosso estudo apresentam possibilidades de ferramentas avaliativas que podem ser incorporadas na rotina de acompanhamento clínico, com dados descritivos importantes sobre as características de dor em PcP. Além disso, sugerimos a importância de um manejo adequado da dor em PcP para mitigar a interferência na funcionalidade, mas também na QV de forma geral.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos agudos de dois protocolos de exercício intervalado de alta intensidade no afeto, desempenho em matemática e variabilidade da frequência cardíaca em crianças(Universidade Federal do Pará, 2024-04-29) MORAES, Luan Bezerra; TORRES NETO, João Bento; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445; JARDIM, Naina Yuki Vieira; SILVA, Marcos Guilherme Moura; http://lattes.cnpq.br/6680933340483191; http://lattes.cnpq.br/3278058288104378; https://orcid.org/0000-0003-3589-1897As desigualdades educacionais entre o Brasil e outros países evidenciam a necessidade de dedicarmos maior atenção às diversas ferramentas capazes de elevar o desempenho escolar. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) pode causar efeitos positivos no desempenho matemático de crianças e adolescentes e influenciar as respostas afetivas. A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um biossinal que pode apresentar manifestações correlatas a possíveis modificações afetivas durante a realização de tarefas matemáticas. Isso se deve ao fato de que uma maior VFC está associada a uma maior resiliência do sistema nervoso e melhor desempenho cognitivo, enquanto uma baixa VFC pode indicar um nível mais elevado de estresse e menor capacidade de resiliência emocional. Objetivos: investigar o efeito agudo de dois protocolos de HIIT no desempenho matemático, sistema nervoso autônomo e no afeto em crianças saudáveis. Metodologia: Este é um ensaio randomizado cruzado com 23 crianças de 9 anos. O Positive and Negative Affective Schedule for Children (PANAS-C8), o teste matemático (TM) foi realizado antes e após 11 minutos de exercício. O protocolo HIIT Tabata durou 4 minutos com 8 séries de 20 segundos de esforço por 10 segundos de repouso, o protocolo HIIT progressivo durou 5 minutos, com 5 séries de 20 segundos de esforço máximo seguido de 30, 40, 50, 60 e 20 segundos respectivamente de repouso. Para comparações múltiplas foram usados ANOVA de duas vias com medidas repetidas seguida por análises por estatística de estimativa, para avaliar o efeito dos protocolos de exercício sobre o teste matemático, afeto e VFC, os resultados são apresentados para significância (p<0,05) e tamanho de efeito g (Hedge's). Resultados: As comparações revelam que, após intervenções de (HIIT), as crianças apresentaram um aumento significativo no desempenho matemático, especialmente no protocolo HIIT Tabata (g=0,39; IC 95% 0,12 a 0,76; p=0,00), em comparação com o HIIT progressivo. No que diz respeito à resposta regulatória da variabilidade da frequência cardíaca pós-exercício, o HIIT Tabata demonstrou efeitos significativo no parâmetro de Entropia da amostra (SampEn) (g=0,32; IC 95% 0,03 a 0,61; p=0,03). No entanto, não foram observadas variações significativas nos estados afetivos após o exercício. Conclusão: Uma sessão aguda de 4 minutos de HIIT Tabata é capaz de melhorar o desempenho matemático em crianças sem influenciar negativamente no afeto positivo e negativo em crianças escolares. Essa intervenção de baixo custo e de curta duração pode ser uma opção viável para aumentar o desempenho matemático das crianças.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Correlação entre ângulo de fase e coordenação motora em adultos com síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-01-30) GOMES, Elenir Campelo; CRISP, Alex Harley; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; GOMES, Daniela Lopes; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119A Síndrome de Down (SD) é uma condição genética resultante da trissomia do cromossomo 21, que afeta diversos aspectos do desenvolvimento físico e cognitivo das pessoas que a possuem. Pessoas com SD apresentam menor tônus e força muscular em comparação com seus pares com desenvolvimento típico. Isto pode afetar sua coordenação motora, tornando mais desafiadora a realização de determinados movimentos e atividades de vida diária. Objetivo: Analisar a correlação entre os parâmetros da bioimpedância (ângulo de fase, capacitância, resistência e reactância) e coordenação motora em adultos com SD. Materiais e métodos: Foram avaliados 42 adultos, divididos em GSD (atendidos pela APAE – Belém) e grupo de referência (GR), discentes da UFPA - Belém, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 40 anos. A coordenação motora foi avaliada através da bateria de Teste de Coordenação Corporal, Körperkoordinations test Für Kinder (KTK), composta por 4 testes cujo objetivo é avaliar as capacidades que integram o construto denominado coordenação motora. A avaliação da composição corporal foi realizada a partir da coleta de peso, altura, seguida da análise de bioimpedância. Os dados foram tabulados em planilha de Excel. As variáveis foram analisadas utilizando linguagem R. A normalidade foi testada utilizando o teste de Shapiro-Wilk. Para as correlações foi utilizado o coeficiente de correlação de Pearson (r) e o nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. Posteriormente foram produzidos modelos de regressão linear para avaliar a associação entre as variáveis. Resultados: Os valores encontrados de ângulo de fase foram de 6,21 ± 0,58o para GSD e 7,42 ± 0,91o (p < 0,001) para o GR. Não observamos correlação entre ângulo de fase e scores brutos das tarefas do KTK no GSD e GR. Houve correlação entre ângulo de fase e scores brutos do KTK quando analisados os dados coletados de todos os voluntários (n = 42). Nos modelos de regressão foi observada associação significativa entre ângulo de fase e a tarefa de saltos monopedais (R 2 ajustado = 0,88) e ângulo de fase e a tarefa de saltos laterais (R 2 ajustado = 0,87), ajustados para grupo. Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem correlação entre ângulo de fase e coordenação motora, no entanto, esta relação foi observada apenas no grupo como um todo e não especificamente em adultos com SD.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acelerometria triaxial em saltos laterais para identificação de padrões motores sutis em adultos com e sem síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) OLIVEIRA, Aline da Silva; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; CALLEGARI, Bianca; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0001-9151-3896; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Introdução: A síndrome de Down (SD) está associada a alterações neuromotoras que afetam habilidades como o salto, que exige força, equilíbrio e coordenação. A tarefa de saltos laterais do Körperkoordinationstest für Kinder (KTK) considera esses componentes, mas ainda é pouco investigada em adultos com SD. Sensores inerciais, como acelerômetros, surgem como alternativa promissora para quantificar padrões motores sutis não detectados por avaliações observacionais. Objetivo: Comparar os padrões motores de saltos laterais entre adultos com e sem SD por meio da análise de sinais triaxiais de aceleração. Métodos: Participaram 42 adultos divididos em dois grupos (21 com SD; 21 sem-SD) pareados por idade e sexo. Cada participante realizou a tarefa de saltos laterais do KTK por 15 segundos enquanto a aceleração linear mediolateral, anteroposterior e vertical era registrada por um sensor inercial posicionado na região lombar. As 39 métricas extraídas foram analisadas por uma abordagem multivariada envolvendo Random Forest, Análise de Componentes Principais (PCA) e Análise de Agrupamento Hierárquico. Resultados: Adultos com SD apresentaram desempenho significativamente inferior (10,1 ± 3,1 vs. 34,0 ± 4,3 saltos; p < 0,001; Hedges’ g = 6,30). O Random Forest identificou métricas de variabilidade e estabilidade da aceleração como as de maior importância preditiva. A PCA explicou 85,03% da variância total nos dois primeiros componentes e mostrou separação clara entre os grupos, além de maior heterogeneidade intragrupo entre adultos com SD. Conclusão: Este estudo constata que adultos com SD exibem padrões motores específicos ao realizar saltos laterais, caracterizados por maiores oscilações nas acelerações mediolateral e anteroposterior e por menor estabilidade vertical. A abordagem multivariada baseada em acelerometria demonstra capacidade de classificar grupos e revelar sutilezas de desempenho motor não detectadas por avaliações observacionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas de adultos com síndrome de Down durante o teste de caminhada de seis minutos em esteira(Universidade Federal do Pará, 2025-01-23) SILVA, Maria Carla de Oliveira, Nivea Thayanne Melo; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; CAVAGLIERI, Cláudia Regina; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/9330989884789830; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119INTRODUÇÃO: A aptidão cardiorrespiratória de pessoas com síndrome de Down (SD) frequentemente encontra-se reduzida e essa condição pode estar associada a alterações cognitivas, musculoesqueléticas, neuromusculares, endócrinas, metabólicas, respiratórias e cardíacas. A conhecimento acerca das respostas fisiológicas em testes submáximos de pessoas com SD ainda é limitado, por isso analisar as respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas durante o teste de caminhada de seis minutos em esteira permite explorar as demandas fisiológicas típicas e determinar os padrões de resposta cardiorrespiratória específicos dessa população. Portanto o objetivo do presente estudo é analisar as respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas durante o teste de caminhada de seis minutos em esteira com velocidade fixa individualizada de adultos com SD. METODOLOGIA: Estudo do tipo transversal descritivo e quantitativo, incluindo pessoas com (GSD) e sem SD (GC) de ambos os gêneros com faixa etária entre 18 a 40 anos e, adicionalmente com estratificação de risco cardiovascular baixa em caso de voluntários do GSD. Os participantes foram submetidos a uma avaliação antropométrica, teste e reteste de caminhada de seis minutos (TC6min) em quadra, TC6min em esteira com velocidade fixa e individualizada com análises de gases exalados e, posteriormente o teste de esforço cardiopulmonar (TECP). Para o alcance de todos os objetivos, o estudo foi dividido em etapas e incluiu familiarização e adaptação dos participantes nos distintos equipamentos e recursos apresentados. Para análise estatística, utilizou-se o teste de Shapiro Wilk para avaliar a normalidade dos dados, o teste t independente ou U Mann Withney para comparação entre as variáveis cardiorrespiratórias e hemodinâmicas dos grupos, correlação de Pearson para avaliar a relação entre variáveis de consumo máximo de oxigênio (VO2) mensurados por métodos diferentes, gráfico de Bland-Altman para análise de concordância de VO2 entre encontrado entre os métodos e regressão linear simples para investigar a associação do valor de VO2 entre TC6min em esteira e TECP. RESULTADOS: O GSD apresentou IMC mais elevado (GSD: 27,89 ± 4,94 kg/m2 vs. GC: 25,22 ± 4,03 kg/m2, p=0,084, d=0,05) e desempenho inferior no TC6min em quadra (GSD: 413 ± 69,5m vs GC: 633 ± 47,2m; p < 0,01; d=0,37) resultando em um VO₂ mais baixo no TC6min em esteira (GSD: 13,57 ± 4,04 mL/kg/min vs. GC: 19,47 ± 2,86 mL/kg/min, p < 0,01; d=1,68), TECP (GSD: 24,68 ± 8,09 mL/kg/min vs. 37,41 ± 6,27 mL/kg/min; p < 0,01; d=1,75) e sob valores preditos (GSD: 14,35 ± 2,71 mL/kg/min vs. 16,69 ± 1,47 mL/kg/min; p < 0,003; d=1,07). Por meio do gráfico de Bland-Altman pode ser observada boa concordância entre o método de medida entre o VO2 predito e VO2 medido com análise de gases. A correlação de Pearson revelou uma correlação positiva moderada entre os valores de VO2 preditos e medidos pelo TC6min em esteira (r=0,60; p=0,007). A regressão linear simples indicou que aproximadamente apenas 16% do valor de VO₂pico pelo TECP pode ser explicada pela variação encontrada no TC6min em esteira (r²=0,16). CONCLUSÃO: O GSD possuiu diferença nas respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas comparativamente ao GC no pico de exercício. O VO2 do TC6min em esteira possui concordância e foi correlacionado de forma moderada com VO2 predito, o modelo de regressão não demonstrou significância estatística (F = 3.0; p= 0,10).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito agudo do HIIT e do alongamento no controle inibitório, desempenho matemático e na variabilidade da frequência cardíaca: um ensaio randomizado e cruzado(Universidade Federal do Pará, 2022-12-19) ROCHA, Renan Wallace Guimarães da; TORRES NETO, João Bento; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445; PENNA, Eduardo Macedo; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967Introdução: Alto nível de ansiedade ao teste (TA) é considerado como fator de risco para o baixo desempenho acadêmico e piora do bem-estar em estudantes. Objetivo: Avaliar o efeito do exercício intervalado de alta intensidade (HIIT) ou do alongamento estático (SS) sobre o desempenho matemático, controle inibitório e suas respectivas manifestações sobre a HRV, em crianças com ansiedade ao teste. Metodologia: Ensaio randomizado e cruzado, com 71 crianças escolares de 10,98±1,01 anos, divididas em dois grupos de acordo com a Escala de Ansiedade do Teste (Westside): TA baixa (LTA, 20), TA (MTA, 18) e TA elevada (HTA, 33). O matemático de aritmética (AMT), teste de controle inibitório de Flanke e teste de problemas matemáticos de palavras (WMPT), foram realizados antes e após 11minutos de exercício. Os exercícios físicos de HIIT e SS foram realizados por 4 minutos, com 8 séries de 20 segundos de esforço máximo e 10 segundos de descanso passivo. A HRV foi registrada por dispositivo validado (Polar® V800) e os segmentos respectivos aos repousos e testes, pré e pós exercício, analisandos. As comparações inter e intragrupos foram efetuadas por estatística de estimativa, para avaliar o efeito do teste ATM, WMPT e de flanker sobre a SampEn nos grupos LTA, MTA e HTA, assim como o efeito do exercício. Resultados: A análise comparativa do WMPT revelou que o grupo HTA possui pior desempenho no teste quando comparado aos grupos LTA e MTA (MTA: d= 0,696, p= 0,019; LTA: d= 0,955, p= 0,0006), assim como no teste AMT (MTA: D= 0,721, CI= 0,114, 1,3, p= 0,0128; LTA: D= 1,22, CI= 0,623, 1,86, p= 0,0). Após o HIIT foi observado melhora do desempenho do teste WMPT no grupo LTA, MTA e HTA (LTA: d = 0,387, p= 0,0028; MTA: d= 0,269, p= 0,0144: HTA: d = 0.231, p = 0,014). O SS provocou pequena melhora apenas no grupo MTA e HTA (MTA: D= 0,307, CI= 0,0503, 0,541, p= 0,0326; HTA: d = 0.446, IC 0.223, 0.715, p = 0.0002). Após o SS somente os grupos LTA e MTA tiveram melhora no AMT (LTA: d = 0,218, p= 0.0182; MTA: d= 0,273, p= 0,0296). No entanto, o HIIT foi capaz de provocar melhora em todos os grupos (LTA: d = 0,212, p = 0.0024; MTA: d= 0,203, p= 0,0268; HTA: d= 0,273, p= 0,0296). O desempenho no teste de Flanker revelou que o grupo HTA possui pior controle inibitório quando comparado ao todos os grupos. O exercício de HIIT também produziu efeitos positivos sobre o controle inibitório reduzindo a latência nas situações incongruentes em todos os grupos e melhorando o custo de conflito nos grupos LTA e HTA. Conclusão: Níveis elevados TA prejudica o desempenho nos testes matemáticos, de controle inibitório e redução na complexidade da HRV. No entanto, apenas 4 minutos de HIIT e Alongamento são capazes de melhorar o desempenho nos testes de desempenho matemático e controle inibitório em crianças com TA, além em disto, o SS é capaz de melhorar a complexidade da HRV em crianças com HTA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Treinamento resistido em dupla tarefa: estudo piloto de um ensaio clínico randomizado com pessoas idosas com Diabetes Mellitus tipo 2(Universidade Federal do Pará, 2025-02-04) CARVALHO, Josilayne Patricia Ramos; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; MONTEIRO, Elren Passos; MONTEIRO JUNIOR, Renato Sobral; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; http://lattes.cnpq.br/6708716565086201; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; https://orcid.org/0000-0002-8472-262XIntrodução: O processo de envelhecimento está associado à inflamação sistêmica crônica subclínica (inflammaging), tornando as pessoas idosas mais suscetíveis ao diabetes mellitus tipo 2 (DM2), e quando associado a um estilo de vida sedentário, esse risco se torna mais elevado. Do mesmo modo, a atrofia cerebral cortical e subcortical tem sido associada ao DM2 e as regiões cerebrais que mais sofrem influência da resistência à insulina são o hipotálamo e o hipocampo, áreas diretamente relacionadas ao desenvolvimento de declínios cognitivos e demências. Esses efeitos podem ser observados desde os estágios iniciais da disfunção glicêmica, de forma independente da presença ou ausência das complicações micro ou macrovasculares, enquanto o exercício físico regular se contrapõe a esse efeito, preservando o volume cerebral. Assim, a prática de exercícios físicos se torna essencial para o envelhecimento saudável, manutenção da capacidade intrínseca e habilidade funcional e, em particular, para a prevenção do declínio cognitivo relacionado à idade e agravamento clínico do DM2. Evidências recentes têm demonstrado que a tarefa cognitiva simultânea e o exercício (dupla tarefa) aumentam a função cognitiva em pessoas idosas saudáveis. No entanto, os benefícios dessa abordagem, especialmente quando associada ao exercício resistido, permanecem subexplorados na população com DM2. Objetivo: Conduzir estudo piloto de um ensaio clínico randomizado, controlado e cego simples, avaliando a influência de um protocolo de intervenção por exercícios resistidos em dupla tarefa (ER-DT) sobre o desempenho cognitivo, controle glicêmico, metabólico e capacidade funcional de pessoas idosas com DM2, em comparação aos impactos do exercício resistido praticado de modo isolado (ER) e aos cuidados habituais (Grupo controle - CON). Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico piloto randomizado, controlado e simples-cego. Quinze participantes (idade média: 67,67 ± 5,84 anos) foram randomizados em três grupos: ER DT (n=5), ER (n=5) e CON (n=5). As intervenções duraram 12 semanas, com 3 sessões semanais de 60 minutos. As análises foram conduzidas por intenção de tratar e empregaram modelos lineares mistos com técnica de bootstrap para maior robustez estatística. A variável de interesse primária é o desempenho cognitivo e as secundárias a capacidade funcional e o controle glicêmico de pessoas idosas com DM 2. Resultados e Discussão: A função cognitiva, avaliada pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM), apresentou melhora significativa no grupo ER (Δ = 1,62; IC 95% [0,10; 3,22]; p = 0,004) e redução no grupo controle (Δ = -2,26; IC 95% [-3,80; -0,64]). O desempenho no Teste de Trilhas A melhorou significativamente no grupo ER-DT (Δ = -5,80 segundos; IC 95% [-8,90; -2,70]; p = 0,003), indicando aumento na velocidade de processamento. No Teste de Fluência Verbal, o grupo ER-DT evocou maior número de palavras (Δ = 3,42 palavras; IC 95% [1,10; 5,50]; p = 0,008), sugerindo melhora na função executiva e memória semântica. O tempo de resposta no Teste Flanker foi significativamente maior no grupo controle (Δ = 86,16 ms; IC 95% [21,2; 147,0]; p = 0,006). Na análise dos parâmetros metabólicos, a circunferência da cintura aumentou significativamente no grupo controle (Δ = 9,70 cm; IC 95% [7,20; 12,20]; p < 0,001), enquanto não houve variação significativa nos grupos ER e ER-DT. Não foram observadas diferenças significativas para a HbA1c (p = 0,213). Conclusão: Os resultados deste estudo piloto fornecem evidências iniciais sobre os efeitos do programa de intervenção ER-DT no desempenho cognitivo, perfil inflamatório e controle glicêmico em pessoas idosas com DM2. O estudo piloto também assegura a segurança da intervenção e a adesão dos participantes. Apesar das limitações metodológicas, os achados destacam tendências promissoras, segurança e viabilidade que justificam a continuidade da investigação.
