Mais ativos, menos seguros? Prevalência do deslocamento ativo em contextos marcados pela violência no entorno escolar: uma análise a partir da pense 2019

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17-06-2025

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CRISP, Alex Harley LattesORCID

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AMARAL, Eduarda Elisa Martins. TMais ativos, menos seguros? Prevalência do deslocamento ativo em contextos marcados pela violência no entorno escolar: uma análise a partir da pense 2019. Orientador: Alex Harley Crisp. 2025. 54 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17782. Acesso em:.

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O deslocamento ativo é uma forma utilitária de atividade física que pode contribuir para a promoção da saúde entre adolescentes. No entanto, o contexto em que essa prática ocorre precisa ser considerado, uma vez que pode envolver ambientes percebidos como inseguros. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar a prevalência do deslocamento ativo entre estudantes adolescentes brasileiros em contextos com diferentes níveis percebidos de violência no entorno escolar. Foram utilizados dados de 158.309 estudantes matriculados em 4.242 escolas públicas e privadas do Brasil, participantes da edição de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2019). O deslocamento ativo para ir e/ou voltar da escola foi categorizado em ativo (≥ 5 dias por semana) e não ativo. Oito questões sobre violência no entorno escolar, extraídas do questionário aplicado aos diretores, foram reduzidas a duas dimensões por meio da Análise de Correspondência Múltipla (MCA), seguida de análise de cluster, classificando os ambientes escolares em três categorias: baixo, moderado e alto nível de violência percebida. Modelos de regressão de Poisson, ajustados para potenciais confundidores e incorporando o desenho amostral por meio do pacote survey, foram utilizados para estimar razões de prevalência (RP) entre os clusters. Roubos/assaltos (81,9% pelo menos uma vez), venda de drogas (72,5%) e agressões físicas (55,9%) foram os tipos de violência mais frequentemente relatados pelos diretores. Em relação ao deslocamento ativo, cerca da metade dos estudantes (50,1% [IC 95%: 48,4–51,7]) referiu realizá-lo em cinco ou mais dias por semana. Estudantes de escolas classificadas no cluster com maior índice de violência no entorno apresentaram prevalência 29% maior de deslocamento ativo (RP = 1,29; IC 95%: 1,17–1,43), em comparação com aqueles de escolas no cluster mais seguro. A análise exploratória indicou prevalências mais elevadas nos estados do Espírito Santo (RP = 2,36; IC 95%: 1,79–3,13), Ceará (RP = 1,65; IC 95%: 1,24–2,18) e Roraima (RP = 1,65; IC 95%: 1,26–2,17). Em conclusão, o deslocamento ativo para ir ou voltar da escola é uma prática comum de atividade física entre estudantes brasileiros, e sua prevalência é maior entre aqueles que frequentam escolas inseridas em contextos marcados por elevados níveis percebidos de violência no entorno escolar. Esses achados destacam a importância de considerar as condições ambientais e de segurança pública ao formular estratégias de promoção da atividade física em populações jovens.

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