Mais ativos, menos seguros? Prevalência do deslocamento ativo em contextos marcados pela violência no entorno escolar: uma análise a partir da pense 2019

dc.contributor.advisor1CRISP, Alex Harley
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1187580727139009
dc.contributor.advisor1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0003-4683-9576
dc.contributor.memberCOSWIG, Victor Silveira
dc.contributor.memberMIELKE, Gregore Iven
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0097939661129545
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6429798795330732
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-5461-7119
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-3043-2715
dc.creatorAMARAL, Eduarda Elisa Martins
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0591661715257454
dc.creator.ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-5523-5294
dc.date.accessioned2025-12-10T15:07:14Z
dc.date.available2025-12-10T15:07:14Z
dc.date.issued2025-06-17
dc.description.abstractActive commuting is a utilitarian form of physical activity that can contribute to health promotion among adolescents. However, the context in which this behavior occurs must be considered, as it may involve environments perceived as unsafe. Therefore, this study aimed to examine the prevalence of active commuting among Brazilian adolescent students in settings with varying perceived levels of school neighborhood violence. Data were obtained from 158,309 students enrolled in 4,242 public and private schools across Brazil, who participated in the 2019 edition of the Brazilian National School Health Survey (PeNSE 2019). Active commuting to and/or from school was categorized as active (≥ 5 days per week) or non-active. Eight questions regarding school neighborhood violence, extracted from the questionnaire administered to school principals, were reduced to two dimensions using Multiple Correspondence Analysis (MCA), followed by cluster analysis, classifying school environments into three categories: low, moderate, and high perceived violence. Poisson regression models, adjusted for potential confounders and incorporating the complex survey design through the survey package, were used to estimate prevalence ratios (PR) across clusters. Robbery/muggings (81.9% at least once), drug dealing (72.5%), and physical assaults (55.9%) were the most frequently reported types of violence. Regarding active commuting, about half of the students (50.1% [95% CI: 48.4–51.7]) reported engaging in it five or more days per week. Students attending schools classified in the highest violence cluster had a 29% higher prevalence of active commuting (PR = 1.29; 95% CI: 1.17–1.43) compared to those in the lowest violence cluster. Exploratory analysis indicated higher prevalence in the states of Espírito Santo (PR = 2.36; 95% CI: 1.79–3.13), Ceará (PR = 1.65; 95% CI: 1.24–2.18), and Roraima (PR = 1.65; 95% CI: 1.26–2.17). In conclusion, active commuting to and from school is a common form of physical activity among Brazilian students, with higher prevalence among those attending schools located in areas with high perceived neighborhood violence. These findings underscore the importance of considering environmental and public safety conditions when developing strategies to promote physical activity among young populations.
dc.description.resumoO deslocamento ativo é uma forma utilitária de atividade física que pode contribuir para a promoção da saúde entre adolescentes. No entanto, o contexto em que essa prática ocorre precisa ser considerado, uma vez que pode envolver ambientes percebidos como inseguros. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar a prevalência do deslocamento ativo entre estudantes adolescentes brasileiros em contextos com diferentes níveis percebidos de violência no entorno escolar. Foram utilizados dados de 158.309 estudantes matriculados em 4.242 escolas públicas e privadas do Brasil, participantes da edição de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2019). O deslocamento ativo para ir e/ou voltar da escola foi categorizado em ativo (≥ 5 dias por semana) e não ativo. Oito questões sobre violência no entorno escolar, extraídas do questionário aplicado aos diretores, foram reduzidas a duas dimensões por meio da Análise de Correspondência Múltipla (MCA), seguida de análise de cluster, classificando os ambientes escolares em três categorias: baixo, moderado e alto nível de violência percebida. Modelos de regressão de Poisson, ajustados para potenciais confundidores e incorporando o desenho amostral por meio do pacote survey, foram utilizados para estimar razões de prevalência (RP) entre os clusters. Roubos/assaltos (81,9% pelo menos uma vez), venda de drogas (72,5%) e agressões físicas (55,9%) foram os tipos de violência mais frequentemente relatados pelos diretores. Em relação ao deslocamento ativo, cerca da metade dos estudantes (50,1% [IC 95%: 48,4–51,7]) referiu realizá-lo em cinco ou mais dias por semana. Estudantes de escolas classificadas no cluster com maior índice de violência no entorno apresentaram prevalência 29% maior de deslocamento ativo (RP = 1,29; IC 95%: 1,17–1,43), em comparação com aqueles de escolas no cluster mais seguro. A análise exploratória indicou prevalências mais elevadas nos estados do Espírito Santo (RP = 2,36; IC 95%: 1,79–3,13), Ceará (RP = 1,65; IC 95%: 1,24–2,18) e Roraima (RP = 1,65; IC 95%: 1,26–2,17). Em conclusão, o deslocamento ativo para ir ou voltar da escola é uma prática comum de atividade física entre estudantes brasileiros, e sua prevalência é maior entre aqueles que frequentam escolas inseridas em contextos marcados por elevados níveis percebidos de violência no entorno escolar. Esses achados destacam a importância de considerar as condições ambientais e de segurança pública ao formular estratégias de promoção da atividade física em populações jovens.
dc.identifier.citationAMARAL, Eduarda Elisa Martins. TMais ativos, menos seguros? Prevalência do deslocamento ativo em contextos marcados pela violência no entorno escolar: uma análise a partir da pense 2019. Orientador: Alex Harley Crisp. 2025. 54 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17782. Acesso em:.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17782
dc.languageporpt_BR
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências da Saúdept_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humanopt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.source.uriDisponível na internet via correio eletrônico: riufpabc@ufpa.brpt_BR
dc.subjectViolência escolar
dc.subjectDeslocamento ativo
dc.subjectEscolares
dc.subjectSaúde pública
dc.subjectSchool violence
dc.subjectActive commuting
dc.subjectSchoolchildren
dc.subjectPublic health
dc.subject.areadeconcentracaoBIODINÂMICA DO MOVIMENTO HUMANOpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA
dc.subject.linhadepesquisaESPORTE, ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE
dc.titleMais ativos, menos seguros? Prevalência do deslocamento ativo em contextos marcados pela violência no entorno escolar: uma análise a partir da pense 2019
dc.typeDissertaçãopt_BR

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