Avaliação da capacidade funcional de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica com o uso de ventilação não invasiva binível: ensaio controlado randomizado cruzado de grupo único

Imagem de Miniatura

Data

25-04-2024

Afiliação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

item.page.theme

Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Agência de fomento

Contido em

Citar como

OLIVEIRA, Fernanda de Araujo. Avaliação da capacidade funcional de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica com o uso de ventilação não invasiva binível: ensaio controlado randomizado cruzado de grupo único. Orientadora: Laura Maria Tomazi Neves. 2024. 60 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/17755. Acesso em:.

DOI

Introdução: O uso de ventilação não invasiva (VNI) durante o exercício em pessoas com doenças respiratórias crônicas melhora a oxigenação arterial, reduz a dispneia e aumenta a tolerância ao exercício mensurada pelos testes de capacidade funcional. Apesar da VNI poder ser usada tanto de forma aguda durante o exercício quanto ser uma terapêutica de uso contínuo, a influência da mesma no desempenho dos testes de capacidade funcional não é totalmente esclarecidos. Objetivo: Avaliar o impacto do uso da ventilação não invasiva (VNI) no desempenho dos teste de degrau de 6 minutos (TD6) e teste de sentar e levantar de 1 minuto (TSL1) de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Métodos: Ensaio controlado randomizado cruzado de grupo único no qual foram realizados TD6 e o TSL1 em duas condições: com e sem o uso da VNI. Foram coletados, antes e após os testes, os valores de pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), saturação periférica de oxigênio (SpO2), percepção subjetiva de esforço pela Escala de Borg e lactato sanguíneo. Resultados: Foram incluídos 15 pessoas (66,3±10,2 anos), sendo 46,7% mulheres. Em relação VEF1 (%previsto), 53,3% apresentaram valores ≥ 50% do previsto e 66,6% da amostra, apesar de apresentarem sintomas relacionadas à dispneia, não apresentaram alteração espirometrica relacionada à obstrução (GOLD 0). A média do desempenho no TSL 1 com uso de VNI e sem VNI foi, respectivamente, de 28,2±4,54 vs. 25,9±4,45 repetições (p=0,039). Foi encontrado diferença significativa (p<0,05) entre ambos os desempenhos sendo que o uso da VNI aumenta em 2,3 repetições. Em relação ao TLS1, a SpO2 com VNI também apresentou incremento significativo (0,933±1,49 vs. -1,4±2,67, p=0,006). Já no teste de degrau de 6 minutos, o desempenho com a VNI e sem, respectivamente foi de 134,9±18,44 vs.135,3 vs. 24,2 (p= 0,96). Em ambos testes a PAM, Escala de Borg, FC e lactato não foram impactadas significativamente com o uso da VNI. Conclusão: O uso de VNI de forma aguda impactou exclusivamente no desempenho o TSL1 com menor dessaturação periférica de oxigênio de pessoas com DPOC. Desta forma, o uso de VNI durante o TD6 não impacta o desempenho nesta população.

browse.metadata.ispartofseries

Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

item.page.isbn

Fonte

item.page.dc.location.country

Fonte URI

Disponível na internet via correio eletrônico: riufpabc@ufpa.br