Efeito de programa de telerreabilitação versus cartilha de autocuidado na dor e incapacidade funcional de pacientes com dor cervical crônica não especifica: um ensaio clínico controlado, simples cego com 3 meses de seguimento

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25-07-2023

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BARBOSA, Juliene Corrêa. Efeito de programa de telerreabilitação versus cartilha de autocuidado na dor e incapacidade funcional de pacientes com dor cervical crônica não especifica: um ensaio clínico controlado, simples cego com 3 meses de seguimento. Orientador: Mauricio Oliveira Magalhães. 2023. 87 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/17757. Acesso em:.

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Introdução: A dor cervical é uma condição incapacitante comum que afeta diretamente a realização de atividades de vida diárias e na participação em atividades profissionais, sociais e esportivas, sendo uma das principais causas de incapacidade funcional no mundo. Os tratamentos baseados em telerreabilitação tem demonstrado sua importância devido à sua facilidade de uso, baixo custo e sua tendência de melhorar os resultados clínicos. No entanto, nas evidências científicas atuais há falta de estudos de boa qualidade metodológica mostrem a efetividade de protocolos de telerreabilitação em indivíduos com dor cervical crônica não específica. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar o efeito de um protocolo de telerreabilitação versus cartilha de autocuidado online, em indivíduos com dor cervical crônica não específica. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado, cego que compara um programa de telerreabilitação para dor cervical com o grupo controle que recebeu uma cartilha de autocuidado online. Setenta pacientes foram recrutados por telefone na lista de espera na clínica escola de universidade pública, além de ampla divulgação nas redes sociais. Para esse propósito, as avaliações e acompanhamentos foram efetuados de forma totalmente remota, através de plataformas online (Google Meet, mensagens de smartphone, e-mail) e ligações telefônicas. O desfecho primário foi a incapacidade funcional medida pelo questionário Neck Disability Index. Os desfechos secundários foram a intensidade da dor medida através da escala de número da dor, o efeito global percebido medido usando a escala de efeito global percebido, a autoeficácia do paciente por meio da Chronic Pain Self Efficacy Scale, qualidade de vida pelo SF-12 e cinesiofobia por meio da Tampa Scale of Kinesiophobia. As medidas foram avaliadas na linha de base, 6 semanas e 3 meses após a randomização. Resultados: Houve diferença significativa entre grupos para as variáveis incapacidade funcional (Média 10,3, IC 95% 4,8 a 15,7), intensidade de dor (Média 2,8, IC 95% 1,4 a 4,1), efeito global percebido (Média -2.3, IC 95% -3.7 a -0.9) e autoeficácia (Média -24.7, IC 95% - 41.0 a -8.4) no período de 6 semanas após a randomização. Em 3 meses apenas para as variáveis de efeito global percebido (Média -2.0, IC 95% -3.4 a -0.6) e autoeficácia (Média -26.31, IC 95% -42.82 a -9.80) foram observadas diferença estatisticamente significante. Conclusão: A telerreabilitação é eficaz para melhora da incapacidade e intensidade de dor, quando comparado a cartilha de autocuidado em pacientes com dor cervical crônica não específica.

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