Dissertações em Doenças Tropicais (Mestrado) - PPGDT/NMT
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3559
O Mestrado Acadêmico em Doenças Tropicais iniciou em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Doenças Tropicais (Mestrado) - PPGDT/NMT por Orientadores "CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos epidemiológicos, clínicos e evolutivos da tuberculose em idosos de um hospital universitário de Belém - Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) CHAVES, Emanuele Cordeiro; SANTOS, Maria Izabel Penha de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9592128667013030; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163As alterações fisiológicas, principalmente as imunológicas, tornam o idoso mais vulnerável a infecções, como a tuberculose, doença que nesse grupo apresenta especificidade tanto em sua apresentação clínica quanto no seu manejo terapêutico. O objetivo consistiu em avaliar os aspectos epidemiológicos, clínicos e evolutivos da tuberculose em idosos em um Hospital Universitário de Belém – Pará. Trata-se de um estudo do tipo coorte retrospectivo, realizado no Hospital Universitário João de Barros Barreto, onde foram analisados 82 prontuários de casos de tuberculose em idosos diagnosticados no período de 2009 a 2013, e como forma complementar de obtenção de informações foi consultado o banco de dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação da Secretaria de Estado de Saúde Pública. Para a análise estatística utilizou-se o programa eletrônico Statistical Package for the Social Sciences(SPSS) versão 22.0, e aplicou-se oTeste G, admitindo-se nível α=0,05 (5%) e valor de P≤0,05. O estudo foiaprovado peloComitê de Ética e Pesquisa do Núcleo de Medicina Tropical sob Parecer nº 1.081.347.A maioria dos idosos era do sexo masculino (n=53; 64,6%), com faixa etária de 60-69 anos, tanto entre os homens (n=34; 64,2%) quanto entre as mulheres (n=13; 44,8%), sendo essa diferença estatisticamente significativa (p=0,009), casos novos de tuberculose (n=78; 95,1%), apresentando forma clínica pulmonar (n=62; 75,6%), agravos associados (n=57; 69,5%) e tempo de internação superior a 21 dias (n=38; 46,3%). A febre (n=55; 67,1%), dispneia (n=53; 64,6%), emagrecimento (n=50; 61,0%), tosse produtiva (n=49; 59,8%) e dor torácica (n=42; 51,2%) foram os principais sinais e sintomas evidenciados. Em relação ao tratamento, houve elevado percentual de reações adversas (n=41; 50%), destacando-se as manifestações gastrointestinais (n=29; 70,7%). A maioria dos idosos evoluiu com cura (n=49; 59,8%), contudo ressalta-se que o óbito por tuberculose foi considerável no grupo estudado (n=13; 15,9%), ocorrendo principalmente no período de internação até 7 dias. Quanto às variáveis de exposição e o desfecho por cura e óbito por tuberculose, houve diferença estatisticamente significativa na relação das variáveis faixa de idade (p=0,017), tempo de internação (p=0,000) e reação adversa (p=0,018). Conclui-se que a apresentação clínica e manejo terapêutico da tuberculose no idoso é diferenciado, por isso, faz-se necessário o fortalecimento de estratégias que propiciem a identificação precoce dos idosos suspeitos de tuberculose na comunidade, o que deve ocorrer principalmente através da Atenção Básica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Derrame Pleural Parapneumônico: perfil e evolução de crianças internadas no Hospital Universitário João de Barros Barreto(Universidade Federal do Pará, 2012) ARÊAS, Claudia Giselle Santos; NORMANDO, Geraldo Roger; http://lattes.cnpq.br/9822022240199044; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163Introdução: A pneumonia é uma das infecções mais comuns em crianças, sendo o derrame pleural uma complicação potencial, principalmente nos países em desenvolvimento, onde existem sérias limitações de recursos diagnóstico-terapêuticos. Objetivos: Conhecer o perfil das crianças portadoras de derrame pleural parapneumônico, analisando sua evolução a partir da terapêutica clínica e cirúrgica que são submetidas. Método: Estudo descritivo, transversal, de coleta prospectiva, no qual foram estudadas todas as crianças internadas em um hospital de referência de doenças infecciosas na Região Norte-Brasil com diagnóstico de derrame pleural parapneumônico, submetidas a procedimento cirúrgico para abordagem do mesmo, no período de outubro de 2010 a outubro de 2011. Resultados: A amostra foi composta por 46 crianças, com distribuição igual entre os sexos, predominância de menores de 3 anos (74%) e procedentes do interior do estado (54,3%). Parcela considerável (28%) possuía algum grau de inadequação do estado nutricional. A média de tempo de doença até à admissão na referida instituição foi de 16,9 dias, e todos os indivíduos eram provenientes de outro hospital. A duração média da internação hospitalar foi de 26,0 dias, e a do estado febril, de 9,8 dias. Foram utilizados 2,2 esquemas antimicrobianos, em média, por paciente e o Ceftriaxone foi o antibiótico mais comum. Diagnóstico etiológico só foi alcançado em um único caso. Em 22 crianças, (47,8%), havia empiema pleural, e elas apresentaram maior tempo de drenagem. Foi encontrada associação entre crianças com nanismo e cirurgias múltiplas (Teste G = 8,40; p= 0,040). A grande maioria das criança foi operada uma única vez (80,4%), e a drenagem torácica fechada foi a cirurgia mais realizada. A drenagem torácica aberta foi instalada em 24,0% dos pacientes. A toracotomia com descorticação foi realizada em 2 pacientes (4,0%). Todas as crianças da amostra obtiveram recuperação clínica e radiológica em até quatro meses após a alta hospitalar, e não houve óbito na amostra. Conclusão: A população estudada possui doença em estágio avançado e distúrbios nutricionais prevalentes, que podem influenciar na evolução. É necessária padronização da antibioticoterapia, e reconsiderar a drenagem torácica aberta no empiema pleural, a partir de novos estudos sobre o tema, principalmente na indisponibilidade da videotoracoscopia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Epidemiologia das infecções de corrente sanguínea por enterobactérias produtoras de betalactamase de espectro expandido: estudo caso-controle em Unidade Neonatal do Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2012) SILVA, Danille Lima da; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163Bacilos gram-negativos, em especial enterobactérias, estão entre os agentes mais comuns de sepse neonatal. O objetivo desta pesquisa foi estudar as infecções de corrente sanguínea (ICS) por enterobactérias produtoras de betalactamase de espectro expandido (ESBL) em pacientes internados em unidade neonatal da região norte do Brasil. Estudo retrospectivo, caso-controle de neonatos admitidos em unidade neonatal, entre 01 janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2011, com ICS tardia com hemoculturas positivas para Klebsiella sp., Serratia sp., Enterobacter sp. ou E. coli, isoladas, segundo os critérios do National Committee for Clinical Laboratory Standards. Foram identificados 153 neonatos com ICS por enterobactéria, dos quais 87 (56,8%) estavam infectados por enterobactéria produtora de ESBL, com incidência de 8,6 casos para cada 1000 recém-nascidos admitidos. Foram estudados 132 pacientes, divididos em casos (ESBL +) e controles (ESBL -), com 66 em cada (1:1). A maioria dos casos foi acometida nos primeiros dias de vida (34,8% vs. 9,1%, p=0,001), principalmente em 2007 (19,7%) e fez uso de dois antibióticos (59,1% vs. 33,3%, p=0,01). O grupo controle fez mais uso de cateter venoso central (62,1% vs. 45,4%, p= 0,037) e de nutrição parenteral (75,7% vs. 48,5%). A curva de distribuição de enterobactérias de acordo com a produção de ESBL evidenciou maior número de casos em 2007 e 2008 (56%), com uma maior chance de aquisição de enterobactéria ESBL (+) nestes anos (78% e 72%, respectivamente), e maior número de isolados ESBL negativo em 2010 e 2011 (72,7%). A evolução a óbito foi maior entre os casos (40,9% vs. 24,2%, p= 0,031) e a maioria morreu até 30 dias após o episódio de ICS (92,6% vs. 50,0%, p= 0,002). Na análise multivariada, a evolução a óbito por ESBL positivo permaneceu como variável independente (OR=3,47 IC 1,33 – 9,06). Concluiu-se que houve uma maior incidência de ICS por enterobactéria produtora de ESBL nos dois primeiros anos do estudo (2007 – 2008), com probabilidade de aquisição deste tipo de infecção de até 78%. A mortalidade neonatal foi elevada, sendo três vezes maior quando comparada a infecções por enterobactérias sensíveis. A mudança do perfil de resistência das enterobactérias, com redução do número de casos de infecção por ESBL ao longo do tempo foi resultado da implementação de medidas de controle de disseminação e seleção de resistência bacteriana na unidade neonatal, e coincidiu com a revisão dos protocolos assistenciais, como maior utilização de cateter central de inserção percutânea e protocolo de nutrição parenteral no período de 2010 e 2011.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores associados a letalidade na fungemia neonatal em UTI de hospital de ensino na Região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2011) MATTOS, Wardie Atallah de; BICHARA, Cléa Nazaré Carneiro; http://lattes.cnpq.br/2161704040280760; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163Candidemia é uma das infecções nosocomiais mais comuns nas unidades de cuidados intensivos. Em neonatos, principalmente os prematuros de muito baixo peso (1500g<) e de extremo baixo peso (1000g<) a candidemia representa importante causa de morbidade e mortalidade. Este estudo teve como objetivos avaliar os fatores de risco para candidemia relacionados à letalidade, definir a mortalidade geral e a letalidade atribuída à candidemia nos recém-nascidos internados em hospital de referência materno-infantil da região norte do Brasil durante período de observação de janeiro de 2008 a dezembro de 2010. De modo retrospectivo, foi realizado estudo do tipo caso-controle aninhado para o estudo dos fatores de risco associados ao óbito e tipo caso-controle para análise da letalidade atribuída, através da revisão da microbiologia e registros clínicos correspondentes dos neonatos com diagnóstico confirmado de candidemia através de hemocultura. A Infecção da Corrente Sanguínea por Candida spp ocorreu em 34 neonatos, sendo cerca de 58,8% com peso igual ou abaixo de 1500g e 41,2% acima de 1500g. A idade gestacional foi igual ou abaixo de 32 semanas em 38,2% dos recém-nascidos e cerca de 61,8% acima de 32 semanas. Candida albicans foi identificada em 9 pacientes (26,5%), Candida parapsilosis em 9 pacientes (26,5%), Candida glabrata em 1 paciente (2,9%) e em 15 pacientes (44,1%) não houve a identificação da espécie de Candida. Como fator de risco associado à letalidade a dissecção venosa esteve presente em 8 pacientes (23,5%) p=0,0331. Os pacientes com fungemia apresentaram uma chance de aproximadamente 12 vezes maior de evoluir pra óbito em relação aos controles sem fungemia. A letalidade atribuída a fungemia foi de 26,4% dos casos e a mortalidade global por candidemia foi de 52,9%. Os dados obtidos demonstraram que a dissecção venosa foi um fator de risco significante para a letalidade nos neonatos com candidemia. Os demais fatores de risco não estiveram associados à letalidade. A ocorrência da fungemia aumenta significativamente a chance de um recém-nascido prematuro internado em unidade de terapia intensiva evoluir a óbito independente de qualquer outra variável clínica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Pneumopatias infecciosas em pacientes com HIV/AIDS: abordagem histórica em um hospital de referência na Região Norte, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2016-06-07) SANTOS, Milene Cardoso Salgado dos; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; http://lattes.cnpq.br/4389330944043163As doenças pulmonares infecciosas são identificadas com frequência em pacientes infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O objetivo deste estudo foi descrever os aspectos clínicos, epidemiológicos e as técnicas utilizadas no diagnóstico de pneumopatias infecciosas em pacientes com HIV/AIDS. Foram avaliados 830 prontuários de pacientes admitidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) – Belém – Pará, no período de 2005 a 2014, com diagnóstico de pneumopatias infecciosas, positivos ao HIV e com idade superior a 18 anos. A idade média dos indivíduos foi de 37,7 anos, com maior faixa etária entre aqueles com maior atividade sexual e produtividade, a maioria do sexo masculino (64,4%), no entanto foi verificado um aumento significante de mulheres com o passar dos anos elevando-se o número de leitos femininos no hospital. A maior procedência foi da capital do estado (46,6%). As pneumopatias infecciosas manifestaram-se através da tosse produtiva, emagrecimento e dispneia. A grande maioria dos pacientes teve seu diagnóstico presuntivamente através de dados epidemiológicos, clínicos e radiológicos e conduzidos com o tratamento empírico. Nos pacientes que tiveram o diagnóstico estabelecido este foi realizado pela análise de escarro, lavado broncoalveolar e biópsia pulmonar transbrônquica e os diagnósticos mais encontrados foram as pneumonias bacterianas, tuberculose e pneumocistose, com um aumento significativo dos casos de tuberculose no período compreendido entre 2011 e 2014. O desfecho, mortalidade intra-hospitalar ocorreu na maioria dos casos em decorrência de pneumonia bacteriana e houve um aumento considerável do número de altas com o passar dos anos, mesmo com o aumento do tempo de permanência e as limitações em relação aos meios diagnósticos.
