Dissertações em Doenças Tropicais (Mestrado) - PPGDT/NMT
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3559
O Mestrado Acadêmico em Doenças Tropicais iniciou em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Persistência do Papilomavírus humano (HPV) após tratamento do câncer do colo uterino no norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2019-01-28) ORTEGA, Alejandra María Maradiaga; VILLANOVA, Fabiola Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/2795981281220026O câncer de colo uterino (CCU) é depois do câncer de mama, a principal causa oncológica de morte entre mulheres que vivem em países em desenvolvimento. O CCU é o terceiro câncer mais incidente no Brasil e sem considerar os tumores de pele não melanoma é o primeiro mais incidente na região Norte do Brasil. O vírus do Papiloma humano-HPV é considerado o agente causal do CCU e associado a diferentes fatores de risco inerentes a cada mulher (comportamentais, reprodutivos e socioeconômicos), determina o desenvolvimento desta doença. A infecção pelo HPV é na maioria das vezes, assintomática e transiente; porém, 10-20% das infecções causadas principalmente por genótipos de alto risco oncogênico do vírus podem persistir e levar ao CCU invasivo. O objetivo deste estudo foi investigar a persistência do HPV em amostras cervicais em mulheres com CCU, após ser tratadas com radioterapia e/ou quimioterapia concomitante, com o fim de determinar se a infecção com o vírus, pode ser um fator de risco de recorrência da doença ou estar associado a um pior prognóstico. No período de julho de 2015 a julho de 2018, foram selecionadas 44 pacientes, com idade média de 47 anos, com CCU (em estádios da doença IB1-IVB), atendidas no Hospital Ophir Loyola, centro de referência oncológica no estado de Pará. Foram coletados dados clínico-epidemiológicos e duas amostras de esfregaço de cérvice (uma anterior e outra posterior ao tratamento) totalizando 88 amostras para o diagnóstico do HPV. As amostras foram analisadas por Reação em Cadeia da Polimerase (Nested PCR) para detectar a presença do DNA do HPV; e foram genotipadas para 9 tipos virais (dois de baixo risco: 6 e 11, e sete de alto risco oncogênico: 16,18,31,33,35,52,58) por PCR em tempo real. Verificou se que a maioria das pacientes foram tratadas por câncer epidermóide no estádio IIB da doença; e que antes do tratamento o HPV estava presente em 93% (41/44) das pacientes, persistindo em 75% (33/44) delas, após o término do tratamento. Sete genótipos virais foram detectados (HPV 6,16, 18, 33, 35, 52 e 58) causando tanto infecções simples quanto infecções múltiplas, sendo o HPV 16 o genótipo mais prevalente. Foi evidenciado que o tratamento com radioterapia/quimioterapia concomitante é efetivo para eliminar o vírus, porém se necessitam mais estudos para determinar se a presença do vírus influência na resposta final ao tratamento. Tornando evidente a necessidade de implementar estratégias de prevenção e controle deste tipo de câncer, baseadas na detecção do DNA do HPV.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perfil epidemiológico de mulheres vivendo com o hiv/aids a partir da perimenopausa no estado do Pará: um estudo através dos instrumentos de monitoramento da epidemia(Universidade Federal do Pará, 2018-09-20) SANTOS, Eliane Regine Fonseca; LIBONATI, Rosana Maria Feio; http://lattes.cnpq.br/3818175484709618O grande progresso no controle da infecção pelo HIV através da terapia antirretroviral combinada transformou a AIDS de uma doença fatal em uma doença crônica. As mulheres vivendo com HIV/Aids, cada vez mais experimentarão o climatério e seus eventos, por isso a necessidade de conhecer a população feminina, para que se possa traçar um plano de ação para esta fase. Este estudo é transversal, descritivo, baseado em análise exploratória documental dos registros de HIV/Aids em mulheres de 40-64 anos, no período de 2014 a 2017, no estado do Pará, onde foram estudados os dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), Sistema de Informações de Mortalidade ( SIM), Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM), Sistema de Controle de Exames Laboratoriais ( SISCEL), Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIHSUS).Os objetivos do estudo foram descrever o perfil epidemiológico das mulheres que vivem com HIV/Aids no estado do Pará, identificar a taxa de internação hospitalar por aids e doenças relacionadas, identificar as taxas de mortalidade por Aids no estado, identificar o número de mulheres em falência virológica e onde se localizam. Foram notificadas 1237 casos no período, com maior número de registros em 2017 (37,1%), predominando a faixa etária de 40-44 anos (30,3%), pardas (82,1%), baixa escolaridade (41,2%), residentes em área urbana (85,2%). A maior taxa de mortalidade hospitalar foi na região Metropolitana I (73,9%). A carga viral esteve detectável em 383 mulheres, sendo a faixa etária de 40-44 anos a que concentra maior taxa de detectabilidade. A UREDIPE e a CASA DIA são os serviços onde mais foram observadas mulheres em falência virológica. Conclui-se que mulheres pardas, de baixa escolaridade, residentes em área urbana de 40-44 anos foram as com maior número de notificação no SINAN. A região metropolitana I apresentou a maior taxa de mortalidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização das infecções por norovírus nas hospitalizações pediátricas por gastrenterite na cidade de Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-04-20) SIQUEIRA, Jones Anderson Monteiro; GABBAY, Yvone Benchimol; http://lattes.cnpq.br/1579859438466504O Norovirus (NoVs), pertencente a família Caliciviridae, ocasiona quadro de gastrenterite aguda (GEA) em pessoas de todas as faixas etárias. Sua relevância como causa de surtos já está confirmada, os quais ocorrem principalmente em locais fechados. Sua transmissão é, sobretudo, pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água/alimentos contaminados e contato pessoa-a-pessoa. A doença em geral se manifesta de forma súbita, caracterizada por diarreia, vômito, náusea e cólica abdominal. O objetivo deste estudo foi demonstrar a importância dos NoVs como patógenos associados às internações de crianças com quadro de GEA em Belém, Pará. A coleta dos espécimes fecais ocorreu de maio/2008 a abril/2011, sendo examinados somente aqueles com resultados negativos para rotavírus. Para a detecção dos NoVs foi utilizado o ensaio imunoenzimático (EIA) e a reação em cadeia mediada pela enzima polimerase e precedida de transcrição reversa (RT-PCR). As amostras com resultado positivo no EIA e negativo na RT-PCR foram submetidas a semi-nested RT-PCR, e aquelas que permaneceram negativas foram testadas pela PCR em tempo real. Foram analisadas 483 amostras, sendo observada uma positividade de 35,4% (171/483). Adotando-se a RT-PCR como o método de referência, o EIA apresentou sensibilidade de 85,9% e especificidade de 93,4%, com excelente reprodutibilidade entre ambas (Kappa= 0.8, p<0.0001). As 22 amostras positivas apenas por EIA foram testadas pela semi-nested RT-PCR e PCR em tempo real, sendo observada positividade de 63,6% (14/22) e 75% (6/8), respectivamente. O sequenciamento nucleotídico parcial da região da ORF1 demonstrou a circulação dos genótipos GII.4d (80,8%-42/52), GII.7 (7,7%-4/52) e GII.b (11,5%-6/52). Foi realizado o sequenciamento de 64,3% (9/14) das amostras positivas somente pela semi-nested RT-PCR, também correspondente a ORF1, sendo 55,6% (5/9) classificadas como GII.4d e 44,4% (4/9) como GII.b. Das 6 amostras classificadas como GII.b, cinco foram caracterizadas como GII.3 quando sequenciadas com iniciadores específicos da região do capsídeo viral, sugerindo a possibilidade de se tratarem de amostras recombinantes. Foi observada maior taxa de infecção nas crianças menores de 2 anos de idade (90,1%-154/171) e os principais sintomas observados foram vômito (95,8%-137/143) e desidratação (94,4%-118/125), considerando que a diarreia foi critério de inclusão. A maioria das crianças infectadas apresentou mais de 9 dias de diarreia (41,2%), 4 evacuações diárias (43,9%) e mais de 5 episódios de vômito (90%) no período de internação. Com relação à sazonalidade, foram observados três picos de positividade, em setembro e outubro de 2008 (63,6%); e em fevereiro de 2010 (62,1%), não sendo notada nenhuma correlação com os parâmetros climáticos de pluviosidade, umidade e temperatura. Com este estudo, demonstrou-se a importância dos NoVs como enteropatógenos virais associados à GEA em crianças hospitalizadas em Belém, indicando a necessidade de uma vigilância ativa, a fim de evitar maior morbidade e possível mortalidade ocasionada por esse vírus na população infantil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Rotavírus do grupo C associado à hospitalização de crianças com gastrenterite aguda em Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-07-30) LOBO, Patrícia dos Santos; MASCARENHAS, Joana D'Arc Pereira; http://lattes.cnpq.br/5156164089432435A gastrenterite aguda (GA) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade, sendo o rotavírus um dos agentes causadores de GA, o qual é responsáveis por cerca de 38,3% dos casos de hospitalizações, resultando em 197.000 óbitos de crianças menores de cinco anos anualmente, principalmente nos países em desenvolvimento. O rotavírus pertence à família Reoviridae, gênero Rotavirus, possuem genoma dividido em 11 segmentos de RNA de fita dupla (dsRNA) e é classificado em oito grupos/espécies sorológicos distintos (A ao H). O mais comumente encontrado pertence ao grupo/espécie A (RVA), contudo o rotavírus do grupo/espécie C (RVC) vem assumindo importância nas gastrenterites e, geralmente, se relaciona a quadros de diarreia infantil de curso autolimitado, com possível transmissão de suínos. Este estudo visou detectar o RVC em crianças menores de três anos de idade hospitalizadas com gastrenterite aguda em Belém, Pará. Para tanto, de maio de 2008 a abril de 2011, uma vigilância intensiva para gastrenterite aguda (GA) foi realizada em um hospital pediátrico de Belém. Foram coletadas amostras de fezes de crianças com GA, das quais 279 amostras apresentavam resultados negativos para RVA e/ou norovírus (NoV). Nestas, o ácido nucléico foi extraído a partir da suspensão fecal pelo método de sílica sendo reversamente transcrito e amplificado por reação em cadeia da polimerase (PCR), utilizando os pares de iniciadores G8S/G8A para VP7; C1/C4 para VP6; T434/T435 para VP4; e NSP4(+)/(-) para NSP4. O Controle positivo (protótipo Cowden) e o negativo (água) foram utilizados em todos os testes. Foi realizado o sequenciamento automático e a análise filogenética subsequente. Os dados foram analisados através de testes estatísticos de qui-quadrado partição, exato de Fisher e regressão logística simples com valores de p ≤ 0,05. A positividade para o RVC foi de 2,1% (6/279) pelo EGPAe RT-PCR. Posteriormente, foram submetidas ao sequenciamento automático e classificadas nos genótipos I2, G4, P[2] e E2 para os genes VP6, VP7, VP4 e NSP4, respectivamente. A frequência de RVC foi maior na faixa etária de 24 a 36 meses (5,7%) com p estatisticamente significativo (p = 0,0493). O gênero mais acometido pelo RVC foi o masculino com frequência de 83,3%. Os sinais e/ou sintomas clínicos mais frequentes em crianças com RVC foi febre (80%), vômito (83,3%) e desidratação (100%). Portanto, neste estudo foi possível a caracterização e análise filogenética de VP6, VP7, VP4 e NSP4 desse vírus em crianças hospitalizadas com gastrenterite, fornecendo dados importantes quanto à circulação desses agentes em crianças hospitalizadas com gastrenterite na região metropolitana de Belém, Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação clínica e epidemiológica do papilomavírus humano em mulheres idosas em unidades de saúde em Belém –Pará -Brasil(Universidade Federal do Pará, 2014-08-27) FREITAS, Wiviane Maria Torres de Matos; FUZII, Hellen Thais; http://lattes.cnpq.br/0026958665547973O envelhecimento é um fenômeno real que traz modificações individuais e sociais. Dentre estas modificações atuais encontra-se a permanência da população idosa no campo de atividade sexual. Outrora esse evento era particular aos jovens, hoje os idosos além de serem sexualmente ativos ainda se expõem cada vez mais às doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a infecção pelo Papilomavírus Humano –HPV, por não adotarem hábitos seguros como o uso do preservativo. As taxas de DST em idosos tornam-se preocupantes quando associadas ao número crescente de câncer do colo do útero nesta população. O estudo teve por objetivo avaliar clinica e epidemiologicamente o HPV em mulheres idosas de unidades de saúde em Belém/PA. Trata-se de um estudo transversal, analítico e quantitativo. As informações foram coletadas por meio de questionário clinico e epidemiológico contendo variáveis sobre coitarca, parceiros sexuais, hábitos de etilismo e tabagismo, etc. Foram coletadas células da cérvix uterina para realização de colpocitologia oncótica, extração de DNA e detecção de DNA do HPV. A detecção do HPV foi realizada por técnica de PCR e para subtipagem a de PCR em tempo real. As coletas se deram após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Núcleo de Medicina Tropical/UFPA sob o parecer nº 401.991 e analisadas por meio da construção do banco de dados e aplicados os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher com nível de significância admitido de α ≤ 0,05. Para análise dos resultados, contou-se com 159 amostras de idosas, em média de 67,98 anos de idade, em maioria viúvas e com ensino fundamental incompleto. Registrou-se uma prevalência de 6,28% de infecção por HPV nessas idosas pesquisadas, observou-se uma importante relação da infecção com a multiplicidade de parceiros (p≤0,006) e o hábito de tabagismo na vida (p≤0,03). Outro fato importante são as idosas em atividade sexual, pois apresentaram maior prevalência de HPV (14,28%) do que as sem atividade (2,72%). Acrescenta-se o evento de uma idosa com infecção pelo vírus ter um subtipo de alto risco oncológico (HPV16), além do que todas as idosas receberam o resultado citológico dentro dos padrões de normalidade. Conclui-se que apesar da prevalência se apresentar decrescente nesta faixa etária, as idosas estão expostas a fatores de risco que podem contribuir com aumento nas taxas de câncer do colo do útero, destacando a importância desta pesquisa e do constante rastreio nestas mulheres.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Malária em mulheres na idade reprodutiva: análise dos aspectos clínico-epidemiológicos na região de Itaituba, 2005 a 2007(Universidade Federal do Pará, 2010) MELO, Wilson Franco de; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268A malária na gestação representa uma ameaça à vida da mãe e do concepto além de influenciar na evolução da gravidez. Visando esclarecer aspectos da malária que acomete gestantes de áreas hiperendêmicas na Amazônia, este estudo se propõe avaliar aspectos clínico-epidemiológicos da doença em mulheres na idade reprodutiva, com ênfase em gestantes internadas em hospital público de referencia para a região de Itaituba. O estudo foi conduzido no HMI de Itaituba no período de 2005 a 2007, através do levantamento de prontuários de mulheres hospitalizadas e com diagnóstico de malária confirmado pela gota espessa, e da análise documental baseada nos dados do SIVEP-Malária. Os resultados evidenciaram que no Pará, em 2007, mais de 51% dos casos notificados foram oriundos de apenas nove municípios, dois deles (Itaituba e Jacareacanga), pertencentes à microrregião de Itaituba, área onde foi registrada maior Incidência Parasitária Anual (IPA). Os dados dos prontuários de 30 pacientes (sete, gestantes) revelaram, em sua maioria, que eram procedentes da área rural do município de Itaituba e haviam sido infectadas por P. falciparum; que as gestantes eram as mais jovens (p<0,05); e que o tempo de internação foi similar entre gestantes e não-gestantes. As intercorrências sobre o curso gestacional foram um óbito fetal (malária por P. vivax, segundo trimestre) e um parto prematuro (malária por P. falciparum, terceiro trimestre). Concluiu-se, a partir dessas observações, que casos graves de malária podem ocorrer tanto associados à espécie vivax como falciparum fazendo-se necessário constante vigilância epidemiológica, especialmente no município de Itaituba, onde está concentrado o maior número de casos da doença. As medidas de vigilância epidemiológica a serem adotadas devem privilegiar o diagnóstico precoce e tratamento imediato das pacientes, sobretudo das gestantes, já que estão sujeitas a maior risco de complicações com sérias conseqüências para o concepto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Infecção humana por Leishmania (Leishmania) chagasi em área endêmica de leishmaniose visceral no estado do Pará, Brasil: uma abordagem epidemiológica, clínica e imunológica(Universidade Federal do Pará, 2010) ROSAS FILHO, Mário de Souza; SILVEIRA, Fernando Tobias; http://lattes.cnpq.br/8106158306299969Foi realizado um estudo transeccional em um coorte de 946 indivíduos de ambos os sexos, acima de um ano de idade, residentes em área endêmica de leishmaniose visceral americana(LVA), no município de Barcarena, nordeste do Pará,Brasil.O objetivo deste estudo foi identificar indivíduos com a infecção sintomática e/ou assintomática causada pela Leishmania(L.) chagasi e estudar clinica e imunologicamente os dois tipos de infecção. Para o diagnóstico da infecção foi usado a reação de imunofluorescência indireta(RIFI) e a reação intradérmica de Montenegro(RIM), com amastigotas e antígenos de promastigotas de Leishmania(L.) chagasi , respectivamente. Os resultados foram marcados com + a ++++: Para a RIFI, os títulos sorológicos de 80-160 e de 320-640 foram dados de + a ++; em relação aos títulos de 1.280-2.560 e de 5.120-10.240 como +++ e ++++, respectivamente. Para a RIM, as reações exacerbadas (acima de 16mm) como ++++; as reações fortemente: positivas(13-15mm) como +++; moderadamente positivas (9-12mm) como ++, e fracamente positiva (5-8mm) como +. A análise da diferença entre os perfis clínico-imunológicos da infecção foi baseada no programa BioEstat 4.0 e os testes Quiquadrado e Binomial com confiança de 95%. Durante o estudo, 12 pessoas infectadas mostraram os títulos sorológicos elevados (1.280 a 10.240 IgG) com reações negativas de RIM: 5 crianças e 2 adultos desenvolveram LVA com títulos de RIFI do 2.560 (IgG) e RIM negativa. Foram detectadas 2 crianças e 3 adultos que desenvolveram infecções sub-clínicas com títulos de RIFI de 1.280 (IgG) e RIM negativa. Além disso, os dois testes permitiram a identificação de 5 perfis clínico-imunológicos diferentes entre os 231 casos da infecção diagnosticados, como se segue: 1. 77% com infecção assintomática(IA), com a RIM que varia de +/++++ e RIFI negativa; 2. 2% com infecção sintomática(IS = LVA) e 3. 1,3% com infecção sub-clínica oligossintomática (IOS), grupos com RIM negativa e RIFI que varia de +++/++++; 4. 9.9% com uma infecção sub-clínica resistente (ISR), mostrando RIM e RIFI com +/++, e 5. 9.8% com uma infecção inicial indeterminada (III), com RIM negativa e RIFI +/++. A respeito da evolução da infecção, a observação principal era que somente um único caso IS( =AVL) evoluiu do perfil III(infecção inicial indeterminada), de uma amostra de 23 casos, enquanto a maioria das infecções evoluíram aos perfis ISR(9 casos) ou ISO(5 casos), sendo que os últimos 8 casos permaneceram como perfil III.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação das funções neurológicas do hanseniano: a queixa clínica e os achados sensitivo-motores em membros superiores e inferiores(Universidade Federal do Pará, 2016) BORGES, Mariana Garcia Lisboa; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901Apesar de curável, a hanseníase ainda representa um relevante problema de saúde pública. Trata-se de uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae e caracterizada por acometimento dermatoneurológico, que quando não tratado adequadamente pode levar a graves incapacidades. A avaliação das funções neurológicas do paciente é de relevante importância para o diagnóstico precoce e tratamento das lesões dos nervos periféricos. Tendo em vista a quantidade de exames subjetivos presentes na avaliação neurológica do hanseniano e preocupando-se com a sua consistência em mostrar, de forma fidedigna, a situação dos pacientes, este estudo busca correlacionar as queixas clínicas apresentadas pelos hansenianos com os achados sensitivos e motores de membros superiores e inferiores. Para isso, foi realizado um estudo do tipo transversal analítico composto de duas etapas. A primeira etapa contou com 97 hansenianos, atendidos no serviço entre os anos de 2014 e 2015, neles foi aplicada a avaliação neurológica simplificada, na qual foram feitos o exame de palpação de nervos, teste de força muscular, teste de sensibilidade tátil em mãos e pés com monofilamentos de Semmes-Weinstein, além da coleta da queixa clínica. Para a segunda etapa foram selecionados aleatoriamente 14 pacientes, que foram submetidos também aos testes de sensibilidade superficial (térmica, dolorosa e tátil) no trajeto dos nervos mais comumente afetados. Para análise dos dados foram utilizados o teste de Qui-quadrado, teste G e teste t, quando pertinentes à comparação com o esperado para população ou entre grupos. Para correlação de variáveis ordinais o teste correlação de Spearman, considerando-se o nível alfa de significância igual a 0,05. Dos 97 hansenianos, 77 (79,4%) apresentaram queixas, sendo as mais comuns aquelas relacionadas às fibras sensoriais, entre elas dor e dormência foram as mais referidas. À palpação, o nervo ulnar e o tibial foram os mais acometidos e os pacientes multibacilares apresentaram maiores médias de nervos acometidos e maior dano sensitivo. O dano motor não foi muito comum entre os pacientes, mas os baixos índices de força muscular encontrados foram relacionados com estágios de dano sensitivo mais elevados, maior grau de incapacidade e maior quantidade de nervo acometida. Quando comparados quanto à ocorrência de queixa, os pacientes queixosos apresentaram estágios de dano sensitivo mais avançados, grau de incapacidade mais elevado em membros inferiores e ocorrência de dano motor com maior freqüência, porém o tipo de queixa não influenciou esses resultados. Na avaliação da sensibilidade superficial no trajeto do nervo, observou-se uma maior ocorrência de alterações sensitiva também entre os queixosos, sendo a térmica a mais afetada. Percebe-se, então, que os pacientes queixosos estão mais sensíveis aos danos sensitivo e motor, ao elevado grau de incapacidade, e à alteração de sensibilidade em trajeto de nervo. Portanto, os profissionais de saúde devem ficar atentos com este grupo de paciente, destinando maior atenção no momento da avaliação a fim de evitar as temidas incapacidades.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prevalência da infecção por HTLV em gestantes atendidas em serviços públicos de pré-natal no município de Santarém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-12-17) MONTEIRO, Mariana dos Anjos Furtado; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769A prevalência de infecção pelo vírus HTLV é alta no Brasil (0,8 a 1,8%) principalmente na região amazônica, acometendo na sua maioria mulheres a partir dos 40 anos de idade. O crescimento do número de mulheres em idade fértil, infectadas pelos vírus HIV/AIDS e HTLV 1 e 2 tem sido considerado um importante fenômeno, trazendo consigo a não recomendação do aleitamento materno. Este estudo foi composto por uma amostra de 400 gestantes que realizavam acompanhamento pré-natal nos serviços públicos de saúde do município de Santarém-Pará, essas gestantes eram encaminhadas ao Centro de Testagem e Aconselhamento de Santarém para realizar os exames de rotina do pré-natal, sendo a sorologia para HTLV acrescentada aos exames já solicitados após o esclarecimento e consentimento das mesmas. Dos 400 (quatrocentos) testes realizados houve a ocorrência de 3 (três) soropositivos, demonstrando uma prevalência de 0,75% da infecção por HTLV na população do estudo. Todas as gestantes responderam a um inquérito, que permitiu traçar o perfil epidemiológico desta população onde a maioria foi de mulheres entre 18 a 29 anos de idade, pardas, com ensino fundamental completo, casadas e que buscaram o serviço de testagem sorológica no segundo trimestre de gestação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prevalência de pneumonia em Unidade de Terapia Intensiva no Hospital Infantil de Imperatriz - MA(Universidade Federal do Pará, 2012-09-12) ALMEIDA, Maria Olyntha Araújo de; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054A pneumonia constitui um importante problema de saúde pública contribuindo com altas taxas de morbidade e mortalidade no mundo principalmente nos países em desenvolvimento. Este estudo tem como objetivo avaliar a prevalência de pneumonia em crianças hospitalizadas em Unidade de Terapia Intensiva pediátrica, bem como estimar a incidência destas crianças, com diagnostico de pneumonia e quais variáveis estão associadas com o desenvolvimento da pneumonia, determinar qual a incidência da mortalidade infantil nesta Unidade de Terapia Intensiva por pneumonia. Trata-se de um estudo de caráter descritivo com delineamento transversal e abordagem retrospectiva a partir de revisão de prontuários de crianças que estiveram hospitalizadas em uma Unidade de Terapia Intensiva pediátrica de um hospital público municipal de Imperatriz no Maranhão, durante o período de janeiro a dezembro de 2011. Os dados foram obtidos inicialmente através dos registros contidos em livro de admissão das crianças na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, onde se constatou 230 admissões. Em um segundo momento, foram selecionados e incluídos na pesquisa prontuários de crianças de ambos os sexos na faixa etária de um mês a 12 anos de idade, internados Unidade de Terapia Intensiva pediátrica com diagnóstico de pneumonia hospitalar, perfazendo uma amostra de 60 prontuários, dos quais realizou-se coleta dos dados contidos nos mesmos utilizando-se formulário previamente estruturado. Dos 230 pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do referido hospital, no período de janeiro a dezembro de 2011 26%(n=60) desenvolveram pneumonia nosocomial, faixa etária que compreende entre 1 a 12 meses 63% (n=38), seguidos das idades entre 13 e 36 meses com 36%(n= 13 ), o diagnóstico de pneumonia foi de 26%. Observou-se que a pneumonia relacionada a assistência à saúde no Hospital Infantil de Imperatriz representou uma complicação frequente em pacientes pediátricos sob cuidados intensivos, sendo um fator agravante para ocorrência de óbitos, com importante relação a procedimentos invasivos em especial ventilação mecânica invasiva, bem como a terapêutica utilizada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impacto na incidência de infecção relacionada a cateter vascular central após medidas de educação na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário João de Barros Barreto(Universidade Federal do Pará, 2007) COSTA, Maria Heliana Alencar da; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539Cateteres vasculares são indispensáveis na prática médica, mas são fatores de complicações sistêmicas, sendo que 90% estão relacionadas à utilização de CVC e são freqüentes causas de morbidade e mortalidade em UTI. Dentre as medidas de prevenção para a infecção da corrente sanguínea associadas à CVC, programas de educação são recomendados pelo Centers for Diseases Control and Prevention (CDC), como estratégia para a redução da incidência destas infecções. Este trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência do Programa de Educação direcionada a medidas preventivas de inserção e manipulação de cateter vascular central na incidência de infecção associada a esse dispositivo. O estudo foi prospectivo com etapas pré e pós intervenção, conduzido na UTI do Hospital Universitário João de Barros Barreto, Belém do Pará, que dispõe de 260 leitos com 10 leitos de terapia intensiva. Nesta UTI a taxa de infecção de corrente sanguínea no período de 2003 a 2005 era de 11,8 episódios por 1000 CVC-dia. O estudo foi realizado no período de janeiro de 2006 a agosto de 2007, com a intervenção realizada em julho de 2006. A intervenção consistiu de um Programa de Educação, tendo como base o protocolo de Diretrizes para Prevenção de Infecção Associada a Cateter Vascular com base nas recomendações do CDC contidas no Guidelines for Prevention of Intravascular Catheter- Related Infection e reforçada com material ilustrativo fixados em lugares estratégicos dentro da UTI. O Programa de Educação foi aplicado a todos os profissionais, responsáveis pela inserção, manipulação e curativo de CVC. Taxas de infecções associadas à CVC foram monitoradas no período de 12 meses, agosto de 2006 a julho de 2007, após a intervenção educacional. Vinte infecções associadas à CVC ocorreram no período comparativo (11,8 episódios por 1000 CVC/dia) comparada às quatro infecções ocorridas nos 12 meses após a intervenção (2,4 episódios por 1000 CVC/dia) o que correspondeu a uma redução de 78% na incidência destas infecções. A adesão a higienização das mãos antes dos cuidados de manipulação e curativo do CVC teve uma melhoria significativa (49.5% para 98.5% e 15.4% para 96.9%, respectivamente) [p < .0001]. Um programa educacional envolvendo vários profissionais direcionado a medidas preventivas para melhorar práticas inadequadas observadas durante uma avaliação cuidadosa dos cuidados com CVC pode levar a redução da incidência de infecções associadas a estes dispositivos. Programas de educação voltados a profissionais de saúde podem ter um impacto positivo e levarem a uma redução nos custos, morbidade e mortalidade associados às infecções relacionadas aos cuidados de saúde.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Detecção do Mycobacterium leprae pela reação em cadeia da polimerase (PCR) em amostras de tecido e SWAB pós - biópsia de pacientes portadores da hanseníase(Universidade Federal do Pará, 2007-12-01) ALMEIDA, Maria das Graças Carvalho; ISHIKAWA, Edna Aoba Yassui; http://lattes.cnpq.br/3074963539505872O DNA do Mycobacterium leprae das amostras de fragmentos de tecido e swab pós-biópsia conservados em solução tampão lise 2 e swab pós-biópsia conservados em solução tampão lise 1, retirados de lesões hansênicas de 20 pacientes com diferentes formas clínicas da doença, foi submetido à amplificação pela PCR, visando avaliar a sensibilidade deste método. A extração do DNA foi realizada pela técnica do fenol-clorofórmio modificada e foram usados para a amplificação três pares de iniciadores, LP1/LP2, R1/R2 e S13/S62 que amplificam fragmentos de 129pb, 372pb e 531pb, respectivamente. Dos pacientes em estudo, 55% eram paucibacilares e 45% multibacilares. A PCR com os marcadores LP1/LP2 detectou 40%, sendo 15% PB e 25% MB das amostras conservadas em lise 1 e, das conservadas em lise 2 foram 15%, sendo 5% PB e 10% MB; o primer R1/R2 detectou 15%, com 5% em PB e 10% em MB em lise 1, em lise 2 não houve amplificação; o primer S13/S62 não amplificou as amostras em lise 1 e amplificou apenas 10% em lise 2, sendo um de cada grupo. A baciloscopia de esfregaços dérmicos apresentou resultados positivos para 20% dos pacientes MB e foi negativa para todos PB; a histopatologia foi positiva para 30%, sendo 20 % para PB e 10% para MB. A PCR com o primer LP1/LP2 deixou de detectar DNA do Mycobacterium leprae em 60% das amostras, a baciloscopia em 80% e a histopatologia em 70%. Devido à reduzida sensibilidade da PCR nas amostras conservadas em lise 2, neste estudo os melhores resultados foram obtidos em amostras de swab pós-biópsia conservadas em solução tampão lise 1, com DNA extraído pelo método de fenol clorofórmio modificado e amplificado pelo primer LP1/LP2.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise conformacional da enzima protease do HIV-1 relacionada à resistência ao inibidor Nelfinavir(Universidade Federal do Pará, 2017) HOLANDA, Luiz Henrique Campos; SILVA, Jerônimo Lameira; http://lattes.cnpq.br/7711489635465954; SOUSA, Maisa Silva de; http://lattes.cnpq.br/1775363180781218O Vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), é um retrovírus que possui glicoproteínas altamente virulentas que invadem o linfócito TCD4+ através de seus receptores CCR4 e CXCR5. O ciclo biológico do HIV é mediado pelas enzimas protease, transcriptase e integrase. A HIV-1 protease é uma enzima que está presente na fase final do ciclo biológico, onde ocorre a maturação do vírus e é um importante alvo farmacológico. O objetivo principal deste projeto é verificar os efeitos das mutações D30N, I84A e M46I na enzima protease HIV-1 e na formação do complexo com o inibidor nelfinavir através de técnicas de dinâmica molecular e bioinformática. Os resultados baseados nas análises estruturais mostraram diferenças estruturais entre os sistemas estudados. O sistema 1OHR apresentou uma conformação fechada, os sistemas D30N e D30N_I84A_M46I apresentaram conformação semi-aberta e o sistema D30N_I84A apresentou conformação aberta, em que o último apresentou menor valor de energia livre e maior instabilidade nas análises de RMSD, porém a maior flutuação de resíduos de aminoácidos. As análises teóricas mostraram a importância na resistência da dupla mutação D30N_I84A e a capacidade de reestruturação conformacional da mutação M46I e capacidade catalítica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Soroprevalência da rubéola nas puérperas de uma maternidade pública, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2013) ROCHA, Margareth Vargas; BICHARA, Cléa Nazaré Carneiro; http://lattes.cnpq.br/2161704040280760A rubéola era considerada uma doença de pouca relevância até a quarta década do século XX, por apresentar uma sintomatologia benigna; entretanto, em 1941, na Austrália, o oftalmologista Normam McAlister Gregg fez associação entre infecção por rubéola no início da gestação e a ocorrência de defeitos congênitos, passando assim a constituir um problema de saúde pública, hoje imunoprevenível, O intuito deste estudo é obter a prevalência da rubéola em puérperas de uma maternidade pública, Belém-PA, descrevendo e correlacionando o perfil sócio demográfico (idade, procedência, grau de escolaridade, estado civil, raça e renda) e condições de prénatal com a soropositividade encontrada. Esta pesquisa prospectiva envolveu 228 mulheres, eleitas aleatoriamente nas enfermarias de obstetrícia na Maternidade da Santa Casa de Misericórdia do Pará, entre janeiro a março de 2011, com aplicação de ficha protocolar para entrevista e realização de sorologia para rubéola de sangue obtido no pré-parto ou imediatamente após este, usando o método de ELISA para detecção de anticorpos Anti-IgG. Neste estudo prevaleceu a faixa etária de 14 a 26 anos (66,2%), que vivem em união estável(58,8%), as pardas (58,3%), com escolaridade até o ensino fundamental (40,8%); oriundas tanto da capital (45,6%) como do interior do Estado (47,4%); que atuam somente no lar (59,7%) e aquelas que vivem com 1 a 3 salários mínimos (52,2%); nas condições de pré-natal observou-se que 95,2% relataram ter aderido ao pré-natal, com inicio no primeiro trimestre (32,9%), são vacinadas para rubéola (59,2%) e receberam orientações sobre doenças infecciosas na gravidez (53,5%). A prevalência mediante detecção da IgG Anti-Vírus da Rubéola foi de 80,2% (183/228). Correlacionando-se a soropositividade com os fatores de exposição relativos a algumas das condições sócio demográficas e do pré-natal não foram encontradas associações, entretanto, na análise da razão de prevalência relativa a faixa etária e renda, observou-se que esta foi significativa (P<0,0001) de 1,3 vezes menor de soropositividade entre as puérperas com 19 anos ou menos; com razão de prevalência menor (P=0,0084), cerca de 1,2 vezes, entre aquelas com renda salarial ≤ a um salário mínimo. Considerando as diferenças existentes nos dados de prevalência de anticorpos contra a rubéola e a limitada informação de que se dispõe sobre o estado imunitário da população brasileira do norte do Brasil, pôde-se com esta pesquisa avaliar o estado imunitário frente a rubéola, de mulheres no momento do parto, obtendo-se uma prevalência que ainda está aquém da necessária para eliminar o risco de rubéola congênita. Importante observações ficam voltadas para mulheres com menos de 20 anos, com baixa escolaridade e renda, visto ser os estratos com maior soronegatividade. Estes dados podem contribuir para a reorientação das políticas públicas que buscam o controle deste agravo pelas estratégias de vacinação, além de outras, como melhorar a atenção dispensada às ações de educação no pré-natal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Inquérito sorológico da infecção pelo vírus linfotrópico humano de células T (HTLV) em comunidades amazônicas localizadasnas margens do Lago da Usina Hidrelétrica de Tucurui/PA(Universidade Federal do Pará, 2010-12-20) FALCÃO, Luiz Fábio Magno; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054Este trabalho objetivou avaliar a soroprevalência do vírus linfotrópico humano de células T (HTLV) em pessoas residentes nas comunidades de Alcobaça e Ararão, localizadas às margens do lago da Usina Hidrelétrica de Tucuruí/PA. Amostras de soro de 657 indivíduos foram analisadas por meio do teste sorológico imunoenzimático do tipo ELISA (Symbioys®). Observou-se uma importante prevalência do HTLVI/II (4,7%) na população estudada e as características demográficas do grupo de pessoas analisadas reflete que a maioria possui idade superior a 40 anos (p=0,0239), estado civil solteiro (p=0,035), residem há mais de 10 anos na área de abrangência do estudo (p = 0.0027) e escolaridade igual ou inferior a 4 anos (p=0,0308). Não houve diferença estatisticamente significante quando se analisou variáveis como o sexo, naturalidade, prática de hemotransfusão e cirurgia prévia. A prevalência encontrada para o HTLV é considerada alta segundo a literatura vigente, justificando-se o rastreamento para esse vírus nos locais do estudo afim de que se possa entender melhor a epidemiologia de transmissão do HTLV na população.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prevalência da co-infecção por Leishmania sp. em pacientes portadores de HIV/AIDS atendidos pelo Programa Municipal de DST/AIDS no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Imperatriz-MA(Universidade Federal do Pará, 2012) SILVA, Lúcio André Martins da; ISHIKAWA, Edna Aoba Yassui; http://lattes.cnpq.br/3074963539505872A co-infecção Leishmania-HIV-Aids é um sério problema de saúde pública em quase todo o mundo. No entanto, os casos de co-infecção ainda são subestimados, uma vez que, a leishmaniose não se constitui doença definidora de Aids. Foi realizado um estudo descritivo transversal de Dezembro de 2011 a Fevereiro de 2012, com o objetivo de investigar a prevalência da co-infecção HIV/Leishmania em pacientes atendidos pelo programa municipal de DST/aids no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Imperatriz-MA. A população de estudo foi constituída por 199 indivíduos. A coleta de dados foi feita por meio de um questionário para a obtenção de dados demográficos, socioeconômicos e epidemiológicos, bem como foi realizado exame de coleta de material biológico (sangue) de todos os pacientes para detecção da infecção por Leishmania sp., por meio de exames laboratoriais (contagem de CD4 e CD8) e pesquisa da PCR. Entre os pacientes observou-se similaridade entre a frequência dos gêneros, 49,2% masculino e 50,8% feminino, com média de idade de 40 anos. Foi observado que 61,8% possuem baixo nível de instrução e 69,3% possuem renda mensal de até um salário mínimo. 2,01% (4/199) dos pacientes analisados apresentaram co-infecção Leishmania/HIV. Sendo, destes, 3 que apresentaram infecção mista por Leishmania (V.) sp e Leishmania (L.) amazonensis, causadores de LTA e um paciente infectado por Leishmania (L.) chagasi, causador de LV. Na comparação dos fatores de risco, comorbidades e complicações entre os pacientes analisados observou-se que a malária foi o único fator que se mostrou significante em torno de 10,05%. Esse foi o primeiro estudo que investiga a coinfecção HIV Leishmaniana cidade de Imperatriz, Maranhão e a identificação de pacientes coinfectados foi de fundamental importância para o serviço que a partir de então poderá realizar o acompanhamento destes pacientes. Este estudo permitiu conhecer a magnitude da prevalência da co-infecção Leishmania/HIV. Assim, sugerimos que o teste anti-Leishmaniaseja realizado em todos os indivíduos com HIV/Aids, e que sejam incrementadas políticas públicas voltadas para essa problemática.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização antigênica e molecular de amostras de rotavírus do tipo G1, obtidas de crianças participantes de estudos em gastroenterites virais, no período de 1982 a 2003, em Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2006-07-03) SOARES, Luana da Silva; MASCARENHAS, Joana D'Arc Pereira; http://lattes.cnpq.br/5156164089432435; LINHARES, Alexandre da Costa; http://lattes.cnpq.br/3316632173870389A mortalidade infantil permanece como um importante problema de saúde pública em escala mundial, principalmente nos países em desenvolvimento. Dos mais de 50 agentes etiológicos implicados nessa moléstia, os rotavírus se destacam por estarem associados a 111 milhões de episódios diarréicos, resultando em mais de 600.000 óbitos entre crianças menores de cinco anos, dos quais 82% são notificados nos países mais pobres do mundo. O estudo em questão objetivou a caracterização antigênica e molecular de amostras de rotavírus do tipo G1, obtidas de crianças participantes de estudos em gastroenterites virais, no período de 1982 a 2003, em Belém, Pará, Brasil. Cento e quarenta e oito espécimes de rotavírus G1 foram analisados na presente investigação. A prevalência global do tipo G1 foi de 41,3%, sendo que a freqüência deste genotipo no decorrer dos estudos analisados variou de 11,0% a 67,6%. A caracterização dos eletroferotipos, sorotipos G e genotipos P de rotavírus G1 ocorreram em freqüências de 78,4%, 89,9% e 87,8%, respectivamente. Foram identificadas três variedades de eletroferotipos longo, sendo que a variedade L1 foi encontrada com maior freqüência (79,3%). Os sorotipos G1, G9 e G1+G4 foram detectados em 88,0%, 9,8% e 2,2% dos espécimes, respectivamente. Detectou-se a infecção mista G1+G4 em uma amostra. A combinação binária prevalente foi P[8],G1, sendo responsável por 72,3% dos casos. Infecções mistas circularam em percentual de 20,0% , sendo detectados os genotipos P[4]+P[8],G1, P[6]+P[8],G1, P[4]+P[6],G1, P[4]+P[6]+P[8],G1 e P[6]+ P[8],G1+G4. O tipo G1 circulou do 2° ao 35° meses de idade e registrou-se maior número de casos na faixa compreendida entre 6 a 16 meses de idade. Não se verificou diferença de gravidade entre as variedades genotípicas G1 e outros tipos de rotavírus. A presente análise assume um caráter pioneiro no Brasil, permitindo ampliar os conhecimentos acerca da diversidade antigênica e molecular das infecções pelo tipo G1 de rotavírus e esses resultados permitirão entender a complexidade genética de tais agentes virais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Soroprevalência da infecção pelo vírus linfotrópico de células T humanas em parturientes de maternidade pública de Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2014-05-29) FERREIRA, Louise de Souza Canto; SOUSA, Maisa Silva de; http://lattes.cnpq.br/177536318078121Introdução: O vírus-T linfotrópico humano do tipo 1 (HTLV 1) foi o primeiro retrovírus humano a ser identificado e associado epidemiologicamente à Leucemia/Linfoma de células T do adulto (LLcTA), Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV-1 (PET/MAH), polimiosite, artrite, uveíte, lesões dermatológicas e estrongiloidíase, entre outras doenças. A transmissão vertical tem papel fundamental na dispersão silenciosa HTLV e a implantação de políticas públicas necessita dos indicadores epidemiológicos para desenvolver ações de prevenção da transmissão da infecção. Objetivo: Investigar a infecção pelo Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV-1 e HTLV-2) em parturientes atendidas em maternidade pública de Belém, Pará, Brasil. Material e Métodos: Uma amostra representativa de parturientes foi examinada, no período de março a agosto de 2013, para pesquisa de anticorpos anti-HTLV por método imunoenzimático (ELISA) e do genoma proviral, por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR). Resultados: Foi identificada soroprevalência de 0,2% (1/452) em parturiente que relatou ser usuária de droga intravenosa e possuir múltiplos parceiros sexuais, sem identificação do genótipo. A parturiente optou por não amamentar seu filho recém-nascido, o qual não apresentou anticorpos anti-HTLV um ano após o nascimento, assim como sua mãe e suas filhas mais velhas, excluindo a transmissão familiar vertical. Conclusão: Este estudo identificou uma baixa, mas, presente prevalência de HTLV em parturientes atendidas em maternidade pública, assim como já identificado em outras unidades de atendimento primário e secundário de saúde de todo o Brasil, demonstrando a necessidade de medidas de controle desta infecção em todos os níveis de atenção à saúde pública.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação do vírus da Hepatite C com o grupo sanguíneo ABO e Rh(D) em doadores de sangue da Fundação Hemopa, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2012-06-25) NÓBREGA, Letícia de Souza; CRESCENTE, José Ângelo Barletta; http://lattes.cnpq.br/5243773796185944Vários estudos têm demonstrado associação de sistemas de grupos sanguíneos com diversas patologias. Neste contexto este trabalho teve como objetivo investigar associação entre o vírus HCV e os grupos sanguíneos ABO e Rh em doadores de sangue da Fundação Hemopa no período de 2000 a 2010. Entre janeiro de 2000 a dezembro de 2010 foram analisadas 565.614 amostras de indivíduos que doaram sangue no Hemopa, sendo destes 1064 apresentaram teste reagente para pesquisa sorológica do HCV, 1246 inconclusivos e 563304 negativos. Entretanto, foram incluídos neste estudo somente os doadores de sangue que não possuíam qualquer tipo de co-infecção para nenhuma outra patologia pesquisada, de naturalidade paraense e pele de cor parda. Após, a seleção destes critérios gerou-se um tamanho amostral de 838 (0,15%) soropositivos, 1181 (0,21%) inconclusivos e 551.991 (99,64%) soronegativos de um total de 554.010 doadores de sangue. Para o diagnóstico sorológico da hepatite C foram empregados testes sorológicos de ELISA (Ensaio Imunoenzimático) de 4ª geração para detecção de anticorpos específicos anti-HCV no soro dos doadores e nas amostras de resultado positivo pela sorologia (ELISA) foi realizado extração do RNA viral. Os grupos sanguíneos ABO e Rh foram determinados através das pesquisas de antígenos A e/ou B, de anticorpos anti-A e/ou anti-B e de antígeno Rh(D) na amostra sanguínea do indivíduo. Ao longo destes anos observou-se que a soroprevalência de anticorpos HCV específico nos doadores de sangue vem sofrendo redução, variando de 132 a 38 casos sororeagentes. A maioria dos doadores estavam entre a faixa etária de 30 a 49 anos (57,64%), pertencendo predominantemente ao sexo masculino 74.5% (624/838) e procedentes de Belém 72,5% (607/838). Comparando a distribuição dos fenótipos do sistema de grupo sanguíneo ABO e Rh entre o grupo de doadores sororeagentes e não reagentes ao HCV, verificou-se que não há variação significativa na frequência destes fenótipos entre os doadores reagentes e não reagentes na pesquisa de anticorpos HCV específicos. Dos doadores de sangue que apresentaram resultado de PCR, quando comparado com os grupos sanguíneos ABO e Rh dos pacientes não se observou associação entre eles.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prevalência e variabilidade genotípica de Chlamydia trachomatis em amostras cervicais de estudantes universitárias em Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2015) SANTOS, Leonardo Miranda dos; SOUSA, Maisa Silva de; http://lattes.cnpq.br/1775363180781218A infecção por Chlamydia trachomatis é a Infecção Sexualmente Transmissível (IST) bacteriana mais prevalente no mundo, podendo ser assintomática em até 80% dos casos, e associa-se às complicações tardias. As jovens universitárias fazem parte de uma demanda diferenciada da população por apresentarem alto grau de escolaridade. Objetivo foi verificar a prevalência e a variabilidade dos genótipos de C. trachomatis em infecção cervical das estudantes de universidade pública do estado do Pará, Brasil, e avaliar a associação deste às respectivas características socio-comportamentais e de queixas ginecológicas. Foram incluídas 438 estudantes universitárias entre setembro de 2012 a outubro de 2014 e as amostras endocervicais foram obtidas durante exame ginecológico. Realizou-se a técnica de fenol-clorofórmio para a extração de DNA total da amostra de secreção cervical, e para a detecção de C. trachomatis, utilizou-se a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) do tipo seminested-PCR para amplificação de 224pb do gene omp1. Para a identificação dos genótipos, realizou-se uma Nested-PCR, para a amplificação de 990pb do gene omp1, no qual, foi purificada e submetida ao sequenciador ABI3130, posteriormente as sequencias nucleotídicas foram comparadas com as depositadas no GenBank. A prevalência da infecção cervical por C. trachomatis foi de 12,5% (IC: 95% ±5,89) e os genótipos identificados foram o genótipo J(36,3%), seguido dos genótipos D (18,2%), E (18,2%), F (18,2%) e Ia (9,1%). Não houve associação significativa para a idade, início da vida sexual, número de parceiros, se usam preservativo camisinha, presença de queixas ginecológicas e de genótipos encontrados na população de estudo. Embora a prevalência encontrada apresentar-se alta entre as estudantes universitárias, a falta de significância estatística pode ser devido ao número amostral pequeno e/ou consequência de respostas socialmente aceitáveis. Esforços sejam feitos para que a ampliação do rastreio da infecção por C. trachomatis em populações restritas.
